{"id":5995,"date":"2024-04-23T12:00:36","date_gmt":"2024-04-23T15:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=5995"},"modified":"2024-04-22T14:07:51","modified_gmt":"2024-04-22T17:07:51","slug":"o-neomedievalismo-e-a-historico-consideracoes-sobre-o-impensavel-na-narrativa-historica-eurocentrica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-neomedievalismo-e-a-historico-consideracoes-sobre-o-impensavel-na-narrativa-historica-eurocentrica\/","title":{"rendered":"O NEOMEDIEVALISMO \u00c9 A-HIST\u00d3RICO? CONSIDERA\u00c7\u00d5ES SOBRE O \u201cIMPENS\u00c1VEL&#8221; NA NARRATIVA HIST\u00d3RICA EUROC\u00caNTRICA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Marcelo Santiago Berriel<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qualquer estudioso do chamado medievalismo, cedo ou tarde (espera-se que seja cedo), ir\u00e1 se deparar com o debate acerca dos termos. Tamb\u00e9m ir\u00e1 se ver confuso quando descobrir que, al\u00e9m do termo medievalismo, h\u00e1 quem use o termo neomedievalismo. A situa\u00e7\u00e3o se complica ainda mais pelo seguinte: 1) nem todos os autores usam o termo neomedievalismo, preferindo abarcar os usos do passado medieval somente com o termo medievalismo; 2) Dentre os que distinguem neomedievalismo de medievalismo, nem todos est\u00e3o em acordo sobre a defini\u00e7\u00e3o dos termos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Considerando que s\u00e3o muitas as recria\u00e7\u00f5es do passado medieval pass\u00edveis de serem estudadas no campo do medievalismo, \u00e9 compreens\u00edvel nos sentirmos compelidos a tentar solucionar nossos impasses conceituais jogando tudo embaixo de um grande \u201ctermo guarda-chuva\u201d . Deste modo, nos desobrigar\u00edamos de adotar o termo neomedievalismo e as implica\u00e7\u00f5es que o acompanham. Por\u00e9m, ao inv\u00e9s de tentar abarcar todas as recria\u00e7\u00f5es\/apropria\u00e7\u00f5es do passado medieval em um \u00fanico campo (consequentemente, um \u00fanico termo), cabe questionar quais s\u00e3o as especificidades envolvidas naquilo que comumente se chama neomedievalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Antes de tudo, tal como nos alertam Altschul e Grzybowski (GRZYBOWSKI &amp; ALTSCHUL, 2020), devemos considerar que \u00e9 inerente \u00e0 no\u00e7\u00e3o inicial de medievalismo (desde o tempo de Leslie Workman, o precursor do medievalismo como campo de estudo) a concep\u00e7\u00e3o de que existiu uma Idade M\u00e9dia hist\u00f3rica, pass\u00edvel de ser recriada, reutilizada ou imitada ap\u00f3s o seu t\u00e9rmino; em outras palavras, o medievalismo pressup\u00f5e a recria\u00e7\u00e3o ou reconstitui\u00e7\u00e3o de algo proveniente do tempo hist\u00f3rico que denominamos Idade M\u00e9dia. Em rela\u00e7\u00e3o ao termo neomedieval, costuma-se incluir no seu \u00e2mbito as ressignifica\u00e7\u00f5es e apropria\u00e7\u00f5es mais livres, menos comprometidas com a reconstitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Antes de qualquer tomada de posi\u00e7\u00e3o, vale questionar se essa distin\u00e7\u00e3o \u2013 que, convenhamos, soa como algo reducionista \u2013 \u00e9 suficiente diante da ineg\u00e1vel pluralidade das ressignifica\u00e7\u00f5es e recria\u00e7\u00f5es inspiradas na Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa concep\u00e7\u00e3o de neomedievalismo, embora n\u00e3o seja consensual, figura nas linhas da maioria dos textos dos especialistas. Independente da ado\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do termo, quase toda explica\u00e7\u00e3o gira em torno de uma quest\u00e3o que considero complicada: a a-historicidade do neomedievalismo. Segundo Clements e Robinson, \u201co neomedievalismo \u00e9 ainda mais independente, mais separado e, portanto, conscientemente, propositadamente e, talvez, risonhamente remodelado em um universo alternativo de medievalismos, uma fantasia de medievalismos, um meta-medievalismo\u201d (CLEMENTS &amp; ROBINSON apud KAUFMAN, 2010 p. 1). Baseando-se nessa defini\u00e7\u00e3o, Amy Kaufman complementa afirmando que o neomedievalismo, diferentemente do medievalismo, carrega como caracter\u00edstica fundamental o fato de ser a-hist\u00f3rico.\u00a0 \u00c9 preciso, contudo, deter-se um pouco sobre a concep\u00e7\u00e3o de historicidade em jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Considera-se o neomedievalismo a-hist\u00f3rico porque ele nega a linha narrativa que divide a hist\u00f3ria em idades, criando assim um \u201cuniverso alternativo de medievalismos\u201d ou porque, ao faz\u00ea-lo, nega uma Idade M\u00e9dia que findou para dar lugar a algo novo, algo moderno? Tal r\u00f3tulo s\u00f3 lhe \u00e9 devido porque menospreza o advento da modernidade? Visto isso, pergunto: s\u00f3 se reconhece historicidade na vers\u00e3o de hist\u00f3ria universal defendida pelo Norte Global? O \u201cmeta-medievalismo\u201d do neomedievalismo \u00e9 somente uma fantasia sem fidelidade hist\u00f3rica ou ele \u00e9, ao contr\u00e1rio, a provoca\u00e7\u00e3o que rompe com uma vers\u00e3o euro-referenciada e suas pretens\u00f5es universalizantes?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 interessante notar que, ao reconhecer o v\u00ednculo do neomedievalismo com a hist\u00f3ria, Kaufman o faz com o intuito de defender o status de \u201csubconjunto\u201d do neomedievalismo em rela\u00e7\u00e3o ao campo do medievalismo. Em outras palavras, a autora objetiva convencer seus leitores acerca do v\u00ednculo do neomedievalismo com o medievalismo, por isso que, para ela, o neomedievalismo n\u00e3o pode negar sua conting\u00eancia hist\u00f3rica: \u201cenquanto o medievalismo pode existir perfeitamente de forma independente em qualquer ponto da linha do tempo, o neomedievalismo, apesar de sua aparente a-historicidade, \u00e9 historicamente dependente do medievalismo em si e da condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna\u201d (KAUFMAN, 2010, p. 2). A historicidade do neomedievalismo, entretanto, pode ser justificada por outros caminhos al\u00e9m desse. Sim, o neomedievalismo depende tanto do medievalismo quanto do p\u00f3s-modernismo. Mas, a meu ver, isso \u00e9 reconhecer historicidade no campo de estudos do neomedievalismo, no seu nascimento como \u00e1rea do saber, o que n\u00e3o toca na quest\u00e3o das apropria\u00e7\u00f5es chamadas de neomedievais (o objeto de estudo daquela \u00e1rea do saber). Elas s\u00e3o ou n\u00e3o a-hist\u00f3ricas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As apropria\u00e7\u00f5es neomedievais tamb\u00e9m s\u00e3o hist\u00f3ricas porque redefinem o que \u00e9 historicidade (ou nos fazem retornar ao que, de fato, deveria ser considerado historicidade). O neomedievalismo brinca com as no\u00e7\u00f5es de sincronia e diacronia e, ao mesmo tempo, satiriza os c\u00e2nones definidores do que \u00e9 \u201cmedieval\u201d. \u00c9 nesse ponto que ele guarda o potencial de nos fazer enxergar a debilidade das certezas constru\u00eddas a partir do paradigma euro-referenciado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 Ainda usando Kaufman como exemplo, vejamos como ela faz quest\u00e3o de marcar uma posi\u00e7\u00e3o, sublinhando em qual aspecto sua pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o de neomedievalismo se afasta daquela de Clements e Robinson na qual baseou sua explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 20vw;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em sua defini\u00e7\u00e3o de neomedievalismo, Robinson e Clements argumentam que \u201cmedieval&#8221; equivale simplesmente a \u201coutro&#8221;. No entanto, parece prov\u00e1vel que esta vers\u00e3o refratada da Idade M\u00e9dia n\u00e3o seja necessariamente o outro, mas sim o eu. O neomedievalismo n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o interessado em criar ou recriar a Idade M\u00e9dia, mas sim em assimil\u00e1-la e consumi-la. O perigo da assimila\u00e7\u00e3o, claro, \u00e9 que a ess\u00eancia e a beleza da diferen\u00e7a podem ser perdidas. (KAUFMAN, 2010, p. 5)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 certo que, enquanto o medievalismo cria ou recria a Idade M\u00e9dia, o neomedievalismo a assimila e consome. Mas a rela\u00e7\u00e3o do neomedievalismo com o que chamamos de Idade M\u00e9dia vai al\u00e9m disso. O neomedievalismo pode lan\u00e7ar m\u00e3o de elementos considerados \u201cmedievais\u201d para transmitir uma ideia espec\u00edfica, uma ideologia ou uma atitude transgressora \u2013 e isso \u00e9 muito mais complexo do que assimilar ou consumir. O que transgride algo redefine a coisa transgredida. \u00c9 aqui que entra em cena a perspectiva decolonial que podemos enxergar no neomedievalismo latino-americano. Se onde h\u00e1 recria\u00e7\u00e3o do passado medieval, h\u00e1 medievalismo e onde h\u00e1 assimila\u00e7\u00e3o desse passado, h\u00e1 neomedievalismo, podemos dizer que onde h\u00e1 \u201cre-exist\u00eancia\u201d (MIGNOLO &amp; WALSH, 2018) da Idade M\u00e9dia, h\u00e1 um tipo espec\u00edfico de neomedievalismo (a enorme variedade de ressignifica\u00e7\u00f5es do neomedievalismo pode gerar diferentes re-exist\u00eancias). A re-exist\u00eancia em quest\u00e3o \u00e9 aquela que ressignifica o legado de uma Idade M\u00e9dia europeia (a que se pretende \u201chist\u00f3rica\u201d, cujos tra\u00e7os presentes na Am\u00e9rica s\u00e3o costumeiramente justificados pela coloniza\u00e7\u00e3o) e o redefine, tornando-o seu oposto: uma marca identit\u00e1ria dos colonizados. No campo das re-exist\u00eancias, geralmente o que se busca \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de uma refer\u00eancia familiar, identific\u00e1vel, na qual \u00e9 poss\u00edvel reconhecer-se. Kaufman acerta ao afirmar que n\u00e3o \u00e9 &#8220;necessariamente o outro, mas sim o eu\u201d, afinal, a vis\u00e3o de que a rela\u00e7\u00e3o com o passado \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o com o \u201cdiferente\u201d, \u201co outro\u201d, parecer n\u00e3o ser suficiente nas discuss\u00f5es sobre o neomedievalismo. Por\u00e9m, se considerarmos somente o ponto de vista dos colonizados, n\u00e3o h\u00e1 como enxergar &#8211; como Kaufman escreve &#8211; qualquer tipo de \u201cperigo\u201d, pois perder \u201ca ess\u00eancia e a beleza da diferen\u00e7a\u201d pouco importa. A beleza reside na tradi\u00e7\u00e3o ressignificada para re-existir como identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 As pr\u00e1ticas t\u00edpicas do \u201ccolonialismo do saber\u201d alcan\u00e7aram tamanho \u00eaxito que as narrativas e representa\u00e7\u00f5es que dela se originaram tornaram-se intimamente entranhadas entre os intelectuais colonizados, a tal ponto que se faz urgente uma compreens\u00e3o dos percursos pelos quais o saber euroc\u00eantrico tornou-se o paradigma por excel\u00eancia nas institui\u00e7\u00f5es do Sul global. Especificamente no que diz respeito \u00e0 hist\u00f3ria \u2013 e esta ocupa um lugar emblem\u00e1tico nos paradigmas eruditos imputados \u00e0 intelectualidade das ex-col\u00f4nias \u2013 \u00e9 preciso reconhecer o qu\u00e3o colonialista a no\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria mundial \u00e9. Como muito bem explicado por Ranajit Guha (GUHA, 2002), o que o paradigma euro-referenciado de narrativa hist\u00f3rica disfar\u00e7a \u00e9 a diferen\u00e7a existente entre historicidade e filosofia da hist\u00f3ria. Guja demonstra que, a partir da filosofia da hist\u00f3ria de Hegel, perde-se toda a concretude do que foi vivido pelas sociedades do passado substituindo-a pela ideia de \u201craz\u00e3o na hist\u00f3ria\u201d; criando, portanto, uma imediata identifica\u00e7\u00e3o que associa o \u201chist\u00f3rico\u201d ao que se encontra dentro do percurso do chamado \u201cprogresso\u201d. Baseando-se no postulado de Marx de que as entidades s\u00e3o esvaziadas de sua exist\u00eancia real e transformadas em um conceito filos\u00f3fico &#8211; \u201ca real exist\u00eancia da religi\u00e3o, do Estado, da natureza, da arte, \u00e9 a filosofia da religi\u00e3o, da natureza, do Estado e da arte\u201d (MARX apud Guha, 2002, p. 3) &#8211; Guja conclui que, por uma opera\u00e7\u00e3o similar, historicidade se transforma em filosofia da hist\u00f3ria e sua defini\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia passa a ser a vers\u00e3o de hist\u00f3ria mundial criada pelo saber europeu. \u201cHistoricidade como a real exist\u00eancia do homem no mundo \u00e9 convertida, por substitui\u00e7\u00e3o, em filosofia da hist\u00f3ria e a concretude do passado humano rende-se ao conceito de Hist\u00f3ria Mundial\u201d (GUHA, 2002, p. 3). Isto pode ajudar a entender a insist\u00eancia em identificar o neomedievalismo como a-hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A abordagem anti-colonial de Guha baseia-se no que ele chama de \u201climite da hist\u00f3ria mundial\u201d. Ao contr\u00e1rio do que se possa pensar, o conceito de limite n\u00e3o diz respeito ao que est\u00e1 al\u00e9m das fronteiras da hist\u00f3ria euro-referenciada. Segundo Guha, \u201cdevemos tentar pensar a Hist\u00f3ria Mundial em termos do que \u00e9 impens\u00e1vel dentro seus limites\u201d (GUHA, 2002, p. 7\u20138). Parte-se, assim, de certas no\u00e7\u00f5es fundamentais para refletir acerca dos problemas da hist\u00f3ria mundial no interior daquilo que ela pretensamente abarca. Uma delas \u00e9 a no\u00e7\u00e3o de \u201cpovos sem hist\u00f3ria\u201d. Ao criar a no\u00e7\u00e3o de que povos sem escrita s\u00e3o povos sem hist\u00f3ria, o saber europeu empurrou os povos origin\u00e1rios para al\u00e9m das margens da civiliza\u00e7\u00e3o, legitimando a conquista geogr\u00e1fica e o genoc\u00eddio n\u00e3o somente de corpos, mas tamb\u00e9m das <em>epistemes<\/em> desses povos. E se avan\u00e7armos no tempo e olharmos, n\u00e3o mais para os saberes violentamente calados dos povos origin\u00e1rios, mas para as cria\u00e7\u00f5es culturais de grupos subalternos no contexto p\u00f3s-colonial, tal como o uso do passado medieval feito pelos latino-americanos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Como n\u00e3o recria conscientemente um tempo hist\u00f3rico que terminou, mas insiste em viver nele ignorando a cronologia e os marcos (portanto, o \u201cprogresso\u201d europeu), o neomedievalismo latino-americano \u00e9, de certa forma, um inc\u00f4modo para a historiografia tradicional de base euroc\u00eantrica. N\u00e3o por acaso, muitos autores costumam amplificar alguns de seus detalhes em detrimento de outras caracter\u00edsticas mais relevantes. Exemplo: ao inv\u00e9s de se atentar para o estudo das intencionalidades, interesses e ideologias subjacentes \u00e0s representa\u00e7\u00f5es neomedievais, os detratores riem dos elementos fantasiosos ou v\u00eaem somente os abusos das simplifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Historicidade n\u00e3o deve ser definida pela posi\u00e7\u00e3o que determinado objeto ocupa na linha narrativa da \u201chist\u00f3ria mundial\u201d, mas pela exist\u00eancia concreta desse objeto em determinado tempo e lugar. O neomedievalismo n\u00e3o \u00e9 a-hist\u00f3rico, pois ele tamb\u00e9m est\u00e1 assentado em determinada concretude, em algo vivido que, portanto, pode n\u00e3o apenas ser explicado historicamente, mas tamb\u00e9m reivindicar um tipo espec\u00edfico de historicidade. Ele desconstr\u00f3i, provoca e desafia essa narrativa constru\u00edda pela historiografia ocidental que foi elevada ao patamar de Hist\u00f3ria propriamente dita, o padr\u00e3o, a refer\u00eancia que se auto-determinou como \u201cmundial\u201d. E a senten\u00e7a para o crime de subverter a linha do tempo que separa a hist\u00f3ria mundial em idades n\u00e3o poderia ser outra: n\u00e3o \u00e9 fidedigno, mas fantasioso, n\u00e3o cria nem recria, mas assimila, est\u00e1, enfim, fora da Hist\u00f3ria. Um fazer hist\u00f3rico que se proclama decolonial ou anti-colonial n\u00e3o deveria compactuar com tal senten\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O neomedievalismo consiste em algo \u201cimpens\u00e1vel\u201d dentro dos pr\u00f3prios limites da hist\u00f3ria mundial. Sobretudo no caso dos neomedievalismos ibero-americanos, ignora-se sua originalidade e sua concretude, reduzindo-os a meras imita\u00e7\u00f5es a-hist\u00f3ricas ou &#8211; como se repete quase religiosamente nas pesquisas brasileiras &#8211; limitando-os a heran\u00e7as de um passado europeu. Assim, s\u00e3o trazidos aos limites do reconhec\u00edvel, do pens\u00e1vel, da narrativa tradicionalmente aceita, incapaz de conceber um medieval n\u00e3o-europeu. Por\u00e9m, se existe um neomedievalismo nas sociedades colonizadas e se ele reflete uma historicidade independente da que foi imposta pela narrativa da colonialidade, \u00e9 porque consiste em algo que confunde os limites do pens\u00e1vel na hist\u00f3ria mundial. Deve, portanto, ser estudado e compreendido como um fen\u00f4meno capaz de responder muito mais do que aparenta \u00e0 primeira vista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALTSCHUL, Nadia &amp; GRZYBOWSKI Lukas. \u201cEm Busca Dos Drag\u00f5es: A Idade M\u00e9dia No Brasil.\u201d <em>Ant\u00ed<\/em><em>teses<\/em>, vol. 13, no. 26, Dec. 2020, p. 24\u201335.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BERRIEL, Marcelo. \u201cPour Un Autre Moyen Age Au Br\u00e9sil: A Perspectiva Decolonial Na Busca de Uma Episteme Para a Compreens\u00e3o Dos Medievalismos Brasileiros.\u201d <em>Ant\u00ed<\/em><em>teses<\/em>, vol. 13, no. 26, Dec. 2020, p. 68\u201396.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASTRO, Eduardo. <em>A Inconst<\/em><em>\u00e2<\/em><em>ncia <\/em><em>d<\/em><em>a Alma Selvagem <\/em><em>e<\/em><em> Outros Ensaios de Antropologia<\/em>. Editora Cosac Naify, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DAGENAIS, John &amp; GREER Margaret. \u201cDecolonizing the Middle Ages: Introduction.\u201d <em>Journal of Medieval and Early Modern Studies<\/em>, vol. 30, no. 3, 1 Oct. 2000, p. 431\u2013448.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUHA, Ranajit. <em>History at the Limit of World-History<\/em>. New York, Columbia University Press, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KAUFMAN, Amy. \u201cMedieval Unmoored.\u201d <em>Studies in Medievalism<\/em>, no. XIX: Defining Neomedievalism(s), 2010, p. 1-11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MATTHEWS, David. <em>Medievalism : A Critical History<\/em>. Cambridge, D.S. Brewer, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MIGNOLO, Walter &amp; WALSH, Catherine. <em>On Decoloniality: Concepts, Analytics, Praxis<\/em>. Durham, Duke University Press, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROSA, Maria. <em>Fazer <\/em><em>e<\/em><em> Pensar a Hist<\/em><em>\u00f3<\/em><em>ria Medieval Hoje<\/em>. Imprensa da Universidade de Coimbra \/ Coimbra University Press, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VEYNE, Paul. <em>O Invent<\/em><em>\u00e1<\/em><em>rio <\/em><em>d<\/em><em>as Diferen<\/em><em>\u00e7as: Hist<\/em><em>\u00f3<\/em><em>ria E Sociologia<\/em>. Bras\u00edlia, Editora Brasiliense, 1983.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Doutor em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal Fluminense. Professor Associado de Hist\u00f3ria Medieval da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (<a href=\"mailto:msberriel@ufrrj.br\">msberriel@ufrrj.br<\/a>). Link do curr\u00edculo lattes: http:\/\/lattes.cnpq.br\/9162651718729749<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 23 de Abril de 2024.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> BERRIEL, Marcelo Santiago. O Neomedievalismo \u00c9 A-Hist\u00f3rico? Considera\u00e7\u00f5es Sobre O \u201cImpens\u00e1vel\u201d Na Narrativa Hist\u00f3rica Euroc\u00eantrica. Blog do POIEMA. Pelotas: 23 abr. 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-neomedievalismo-e-a-historico-consideracoes-sobre-o-impensavel-na-narrativa-historica-eurocentrica\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-neomedievalismo-e-a-historico-consideracoes-sobre-o-impensavel-na-narrativa-historica-eurocentrica.<\/a> Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcelo Santiago Berriel[1] \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qualquer estudioso do chamado medievalismo, cedo ou tarde (espera-se que seja cedo), ir\u00e1 se deparar com o debate acerca dos termos. Tamb\u00e9m ir\u00e1 se ver confuso quando descobrir que, al\u00e9m do termo medievalismo, h\u00e1 quem use o termo neomedievalismo. A situa\u00e7\u00e3o se complica ainda mais pelo seguinte: 1) nem todos os &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-neomedievalismo-e-a-historico-consideracoes-sobre-o-impensavel-na-narrativa-historica-eurocentrica\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1170,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-5995","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O NEOMEDIEVALISMO \u00c9 A-HIST\u00d3RICO? 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