{"id":5876,"date":"2024-03-12T12:00:30","date_gmt":"2024-03-12T15:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=5876"},"modified":"2024-03-12T12:22:44","modified_gmt":"2024-03-12T15:22:44","slug":"ginecologia-e-obstetricia-pre-moderna-teoria-e-pratica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/ginecologia-e-obstetricia-pre-moderna-teoria-e-pratica\/","title":{"rendered":"GINECOLOGIA E OBSTETR\u00cdCIA PR\u00c9-MODERNA: TEORIA E PR\u00c1TICA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Elaine Cristine dos Santos Pereira Farrell<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem e como realizavam os partos nas sociedades pr\u00e9-modernas? H\u00e1 muitas fontes documentais e imagens que nos fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre a pr\u00e1tica da obstetr\u00edcia pr\u00e9-moderna. Um dos estilos de produ\u00e7\u00e3o textual mais ricos para este intuito s\u00e3o os tratados ginecol\u00f3gicos e obst\u00e9tricos. Este tipo de literatura foi produzida deste a antiguidade at\u00e9 o renascimento, escrita, transmitida, copiada e traduzida em v\u00e1rias sociedades e l\u00ednguas, desde o grego, latim, \u00e1rabe, l\u00ednguas vern\u00e1culas at\u00e9 as edi\u00e7\u00f5es e tradu\u00e7\u00f5es para as l\u00ednguas modernas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um autor grego que produziu uma importante contribui\u00e7\u00e3o no campo da medicina ginecol\u00f3gica e obst\u00e9trica foi Sorano de \u00c9feso, que nasceu na segunda metade do s\u00e9culo I d.C.. Ele estudou provavelmente em Alexandria, e exerceu medicina em Roma. Foi autor de dois tratados que obtiveram grande influ\u00eancia, <em>As doen\u00e7as das mulheres<\/em> e<em> Ginecologia<\/em>. Dentro da tradi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica de Sorano, menstrua\u00e7\u00e3o, atividades sexuais e gravidez eram percebidas como danosas \u00e0s mulheres, opondo-se \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o Hipocr\u00e1tica que julgava que estas eram vitais \u00e0 sa\u00fade destas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo V d.C. um escritor do norte da \u00c1frica, M\u00fascio, decidiu traduzir as obras de Sorano do grego para o latim. A principal justificativa apresentada foi o fato de que as parteiras n\u00e3o liam mais em grego, e que o material era excessivamente complexo para o n\u00edvel de conhecimento que elas possu\u00edam. A medicina, como campo de estudo te\u00f3rico, era basicamente de acesso aos homens, por\u00e9m, as mulheres atuavam na pr\u00e1tica e geralmente eram elas que realizavam os partos e de fato tocavam os corpos das mulheres gestantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00fascio n\u00e3o foi o \u00fanico tradutor das obras de Sorano, mas foi o mais conhecido e difundido. Ele diluiu o trabalho de Sorano em dois livros, um constru\u00eddo em formado de perguntas e respostas, com informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre a anatomia dos corpos das mulheres, e outro discutindo as patologias obst\u00e9tricas e ginecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a Antiguidade Tardia e a Primeira Idade M\u00e9dia, o trabalho de M\u00fascio passou a ser transmitido com ilustra\u00e7\u00f5es representando as diversas posi\u00e7\u00f5es que um feto no \u00fatero poderia ocupar, como estas posi\u00e7\u00f5es dificultam ou facilitam o parto e como as parteiras deveriam intervir a fim de viabilizar o nascimento. Pesquisadores conclu\u00edram que estas ilustra\u00e7\u00f5es foram produzidas com o intuito de tornarem os manuscritos ainda mais did\u00e1ticos e compreens\u00edveis \u00e0s parteiras. A imagem abaixo \u00e9 um dos exemplos mais difundidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/2\/21\/Foetal_positions_BR_3701-15_28r.jpg\/440px-Foetal_positions_BR_3701-15_28r.jpg?uselang=pt-br\" alt=\"Posi\u00e7\u00e3o Fetal\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[Figura 1. Posi\u00e7\u00f5es Fetais no \u00fatero Dispon\u00edvel em:&lt; <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Foetal_positions_BR_3701-15_28r.jpg?uselang=pt-br\">https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Foetal_positions_BR_3701-15_28r.jpg?uselang=pt-br<\/a>&gt;. Acesso em 27 out. 2023]\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 uma imagem de um manuscrito do s\u00e9culo XI, hoje conservado na Biblioteca da B\u00e9lgica, que det\u00e9m os direitos de imagem (Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/opac.kbr.be\/Library\/doc\/SYRACUSE\/17018051\">https:\/\/opac.kbr.be\/Library\/doc\/SYRACUSE\/17018051<\/a>&gt;, acessada em 27 out. 2023). Um dado curioso destas representa\u00e7\u00f5es \u00e9 o fato de que os fetos eram representados como figuras adultas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00edndice de mortalidade de mulheres no parto no mundo antes da cirurgia cesariana deveria ser bastante alto, e cabe refletir que n\u00e3o \u00e9 nula nos dias de hoje. A ces\u00e1rea n\u00e3o era inexistente no mundo pr\u00e9-moderno, mas ela era geralmente realizada apenas ap\u00f3s o \u00f3bito materno, para salvar o feto vivo, quando poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas t\u00eam apontado dados sobre os partos em sociedades pr\u00e9-modernas, que nos permitem refletir, inclusive, sobre as emo\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 morte e a perda de mulheres em idade f\u00e9rtil e\/ou de seus respectivos fetos ou rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a Primeira Idade M\u00e9dia o conhecimento m\u00e9dico foi difundido de forma difusa. Pouco sabemos sobre o treinamento pr\u00e1tico das parteiras, mas muito provavelmente este se dava por meio do conhecimento oral e de forma local. O conhecimento formal, escrito, foi preservado, copiado e armazenado sobretudo em bibliotecas de centros eclesi\u00e1sticos com apoio nobili\u00e1rquico e real, tais como as bibliotecas carol\u00edngias e italianas, a exemplo de grandes centros como Monte Cassino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro importante tradutor do medievo era tamb\u00e9m proveniente do norte da \u00c1frica, possivelmente de Tunes. Ele chegou em Salerno cerca de 1070, e tornou-se um monge beneditino em Monte Cassino, ficando conhecido como Constantino, o africano. Salerno no s\u00e9culo XI j\u00e1 era uma regi\u00e3o conhecida como um importante centro de produ\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de conhecimentos m\u00e9dicos. Sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica a favoreceu como um local de conectividades, onde as culturas e conhecimentos crist\u00e3os, mul\u00e7umanos e judeus convergiam. Constantino, o africano teve um importante papel na difus\u00e3o dos conhecimentos m\u00e9dicos \u00e1rabes, traduzindo diversos tratados para o latim.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/8\/8f\/Konstantinderafrikaner.jpg\/317px-Konstantinderafrikaner.jpg\" alt=\"Imagem de Constantino, o Africano\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[Figura 2. Constantino, o Africano examinando amostras de urina. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Constantino,_o_Africano\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Constantino,_o_Africano<\/a>&gt;. Acesso em 27 out. 2023.]\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o encontra-se em um manuscrito italiano com v\u00e1rios tratados m\u00e9dicos, compilados entre os s\u00e9culos XIV e XV, cujas iluminuras foram aparentemente copiadas de manuscritos anteriores. O manuscrito encontra-se hoje na Bodleian Library,\u00a0 Ms. Rawl. C. 328 dispon\u00edvel on-line (http:\/\/surl.li\/moqiv).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este ambiente de Salerno favoreceu o surgimento de um grupo de mulheres que ficaram conhecidas como as damas de Salerno (<em>Mulieres Salernitae<\/em>). H\u00e1 evid\u00eancias de que mulheres praticavam medicina em Salerno, e foi neste contexto frut\u00edfero para o conhecimento que surgiram tr\u00eas tratados genericamente intitulados Tr\u00f3tula. Os textos levam o nome de Tr\u00f3tula, uma mulher que talvez tenha sido m\u00e9dica e professora de medicina e que teria escrito estes tratados. Contudo, as refer\u00eancias a ela s\u00e3o posteriores aos tratados, e alguns estudiosos permanecem duvidosos de que tal mulher teria de fato existido e escrito ela mesma os textos hoje associados a ela, esta quest\u00e3o \u00e9 ainda objeto de discuss\u00e3o historiogr\u00e1fica. Seja como for, h\u00e1 tr\u00eas textos associados \u00e0 Trotula &#8211; <em>Sobre as Condi\u00e7\u00f5es das Mulheres<\/em> (Tr\u00f3tula maior), <em>Sobre os Tratamentos das Mulheres<\/em> (Tr\u00f3tula menor), e <em>Sobre Cosm\u00e9tica Feminina<\/em>, e previamente propagados como se fosse uma obra una, conhecidas sob o nome Tr\u00f3tula. Estes textos foram copiados e transmitidos amplamente na segunda Idade M\u00e9dia at\u00e9 o renascimento, sendo inclusive traduzidos para l\u00ednguas vern\u00e1culas, como o ga\u00e9lico no s\u00e9culo XIV, por exemplo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/03\/Imagem1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5889\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/03\/Imagem1-290x400.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/03\/Imagem1-290x400.jpg 290w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/03\/Imagem1.jpg 357w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[Figura 3. Representa\u00e7\u00e3o da Tr\u00f3tula de Rugiero . Imagem da <em>Wellcome Trust Collection <\/em>MS 544 f. 65, s\u00e9culo XIV. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/wellcomecollection.org\/works\/ka9yjtq7\/items?canvas=87\">https:\/\/wellcomecollection.org\/works\/ka9yjtq7\/items?canvas=87<\/a>&gt;. Acesso em 27 out. 2023]\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas qual a relev\u00e2ncia de estudar esta documenta\u00e7\u00e3o? As possibilidades s\u00e3o in\u00fameras. Ela nos informa sobre os conhecimentos m\u00e9dicos pr\u00e9-modernos; a transmiss\u00e3o e fus\u00e3o de conhecimentos no decorrer do tempo, sociedades e l\u00ednguas; a atua\u00e7\u00e3o das mulheres no campo da ginecologia e obstetr\u00edcia; conhecimentos de farmacologia e bot\u00e2nica e nos permitem acessar formas de pensamento filos\u00f3ficos, sobre valores e pr\u00e1ticas morais, dentre tantos outros aspectos. Assim, o estudo destes tratados nos permite dialogar com pesquisadores de outros campos do conhecimento, como das \u00e1reas da sa\u00fade, desenvolvendo pesquisas vinculadas \u00e0s humanidades m\u00e9dicas e intrinsecamente inter- e multidisciplinares. S\u00e3o tamb\u00e9m textos relevantes para o estudo dos processos de tradu\u00e7\u00e3o e bilinguismo no medievo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos destes textos demonstram preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade das mulheres, das parturientes e do bem estar das mulheres durante o parto, assim como com o p\u00f3s-parto e os cuidados com os rec\u00e9m-nascidos, reconhecendo a seriedade e dificuldade do momento. Infelizmente, ainda hoje, enfrentamos dificuldades no parto, desrespeito \u00e0 sa\u00fade feminina e viol\u00eancias obst\u00e9tricas. Por estes motivos, uma equipe distribu\u00edda entre 33 pa\u00edses que recentemente concluiu um projeto de 4 anos, o COST ACTION <em>CA18211 Devotion<\/em>, objetivando minimizar os traumas e otimizar as experi\u00eancias do parto, produziram panfletos informativos para fam\u00edlias, agentes da sa\u00fade e pol\u00edticos (https:\/\/www.ca18211.eu\/research-outputs\/#leaflets).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui no Brasil, alguns investigadores debru\u00e7aram-se no estudo dos textos medievais e realizaram uma tradu\u00e7\u00e3o da Tr\u00f3tula \u00e0 l\u00edngua portuguesa, tais como Karine Simoni, Luciana Calado Deplagne, Alder Ferreira Calado, e Claudia Costa Brochado. A pesquisadora portuguesa Cristina Pinheiro e sua equipe vem se dedicando ao estudo e tradu\u00e7\u00e3o de tratados cl\u00e1ssicos e tardo antigos. No mundo de l\u00edngua espanhola, destaca-se o nome da pesquisadora Carmen Caballero Navas, especialista em textos hebraicos e ib\u00e9ricos. Em termos de publica\u00e7\u00f5es em l\u00edngua inglesa, o grande nome no campo da hist\u00f3ria da medicina feminina \u00e9, e ainda ser\u00e1 por muitos anos, a professora em\u00e9rita, Monica Green.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bibliografia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CABALLERO NAVAS, Carmen. The genesis of medieval Hebrew gynaecology: A preliminary assessment. In: LEHMHAUS, Lennart (Ed.) <strong>Defining Jewish Medicine<\/strong><em>. <\/em>Transfer of Medical Knowledge in Jewish Cultures and Traditions. Hassassowitz: Verlag, 2021. p. 349-373.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GREEN, Monica. The <em>De Genecia <\/em>Attributed to Constatine the African. <strong>Speculum<\/strong>, v. 62, n.2, 1987, p. 299-323.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GREEN, Monica. A Handlist of Latin and Vernacular Manuscripts of the so-called Trotula Texts. Part II: The Vernacular Translations and Latin re-writings. <strong>Scriptorium,<\/strong> v. 51, n.1, 1997, p. 80-104.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GREEN, Monica. <strong>The Trotula<\/strong>: An English Translation of the Medieval Compedium of Women&#8217;s Medicine. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GREEN, Monica. <strong>Making Women&#8217;s Medicine Masculine<\/strong>: The Rise of Male Authority in Pre-Modern Gynaecology. Oxford and New York: Oxford University Press, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PINHEIRO, Cristina S.; PINHEIRO, Joaquim; SILVA, Gabriel F.; FONSECA, Rui Carlos. (Trad.) <strong>Ginaikeia<\/strong><em>. <\/em>Colet\u00e2nea de textos antigos de ginecologia. Famalic\u00e3o: Edi\u00e7\u00f5es Humus, 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SIMONI, Karine; DEPLAGNE, Luciana C. (Org.) SIMONI, Karine; CALADO, Alder F. (Trad.) <strong>Trotula di Ruggiero<\/strong><em>. <\/em>Sobre as doen\u00e7as das mulheres. Santa Catarina: UFSC, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TV PEM<\/strong> &#8211; Playlist Evento H\u00edbrido &#8220;Maternidades em Sociedades Pr\u00e9-Modernas: realidades e representa\u00e7\u00f5es&#8221;. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/surl.li\/mospb\">http:\/\/surl.li\/mospb<\/a>&gt;. Acesso em 27 out. 2023.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> P\u00f3s-doutoranda s\u00eanior junto ao Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Comparada na Universidade Federal do Rio de Janeiro com pesquisa financiada pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro &#8211; FAPERJ. Projeto: Leis e Representa\u00e7\u00f5es sobre gravidez, parto e maternidade na Irlanda e Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica entre os s\u00e9culos V e XII. Doutora pela <em>University College Dublin <\/em>(elainepereirafarrell@gmail.com). Link do curr\u00edculo lattes: http:\/\/lattes.cnpq.br\/5769789852797641.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 12 de Mar\u00e7o de 2024.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> FARRELL, Elaine Cristine dos Santos Pereira. Ginecologia e Obstetr\u00edcia pr\u00e9-moderna: teoria e pr\u00e1tica. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 12 mar. 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/ginecologia-e-obstetricia-pre-moderna-teoria-e-pratica\/\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/ginecologia-e-obstetricia-pre-moderna-teoria-e-pratica\/. <\/a>Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elaine Cristine dos Santos Pereira Farrell[1] &nbsp; Quem e como realizavam os partos nas sociedades pr\u00e9-modernas? 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