{"id":5771,"date":"2023-11-28T12:00:02","date_gmt":"2023-11-28T15:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=5771"},"modified":"2023-11-29T10:38:02","modified_gmt":"2023-11-29T13:38:02","slug":"texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/","title":{"rendered":"Texto: Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Elias Feitosa de Amorim Junior<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A catedral de Chartres \u00e9 uma igreja repleta de hist\u00f3rias. Retomemos o momento em Carlos, o Calvo (neto de Carlos Magno) presenteou a catedral com uma rel\u00edquia em 876: a <em>Sancta Camisia, <\/em>as vestes que, segundo diferentes tradi\u00e7\u00f5es, a Virgem Maria teria usado durante a Anuncia\u00e7\u00e3o ou no nascimento de Jesus. Gradativamente, o fluxo de peregrinos foi se avolumando e isso implicou na amplia\u00e7\u00e3o da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A controv\u00e9rsia \u00e9 que por um lado, Chartres atraia tanto os peregrinos quanto piratas n\u00f3rdicos que a sitiaram para saquear suas riquezas e segundo a lenda local, a cidade sobreviveu. Por outro lado, os inc\u00eandios foram uma constante nessa igreja, por diferentes motivos (rel\u00e2mpagos, guerras feudais, acidentes, etc.). As rel\u00edquias, aparentemente, sobreviveram&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A catedral, \u00e0 \u00e9poca do bispado de Fulbert (1007-1028), foi expandida como um edif\u00edcio de arquitetura rom\u00e2nica de nave \u00fanica e abside.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fachada rom\u00e2nica da catedral foi constru\u00edda por volta de 1024, mas sofreu um inc\u00eandio em 1134, sendo reconstru\u00edda. \u00a0Destru\u00edda quase por completo por outro inc\u00eandio em 1194, o p\u00f3rtico original de 1134 e a torre sul sobreviveram e uma nova reconstru\u00e7\u00e3o se iniciou a partir da\u00ed, at\u00e9 sua consagra\u00e7\u00e3o em 1260. A torre norte foi constru\u00edda mais tardiamente, em 1513 e seguiu o padr\u00e3o est\u00e9tico o g\u00f3tico <em>flamboyant <\/em>(flamejante). Desde ent\u00e3o, a fachada ficou com um plano proporcional desigual das torres, pois a torre sul, que datava do s\u00e9culo XII correspondente ao estilo rom\u00e2nico era menor que a torre norte.<\/p>\n<div id=\"attachment_5802\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5802\" class=\"wp-image-5802 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-300x400.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-300x400.jpg 300w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-768x1024.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-750x1000.jpg 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5802\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: Fachada ocidental da catedral de Chartres; cr\u00e9dito: Elias Feitosa.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estilo de constru\u00e7\u00e3o iniciado por Suger em Saint-Denis se irradiou pelo norte da Fran\u00e7a ao longo da segunda metade do s\u00e9culo XII, atingindo a Inglaterra, Flandres, Alemanha, \u00c1ustria, Bo\u00eamia, bem como o pr\u00f3prio sul da Fran\u00e7a a partir do s\u00e9culo XIII, norte da It\u00e1lia e da Espanha. Era o <em>Opus Francigenum, <\/em>ou seja, a \u201carte francesa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo que essa nova est\u00e9tica se difundia, a figura da Virgem Maria ganhou um papel destacado a partir do s\u00e9culo XII porque o culto mariano se tornou mais intenso: a imagem da mulher, antes apenas associada \u00e0 Eva (s\u00edmbolo do Pecado) foi gradativamente substitu\u00edda pela figura da Virgem Maria (exemplo de conduta), sendo bem vis\u00edvel o grande n\u00famero de catedrais dedicadas a Nossa Senhora na Fran\u00e7a\u00a0(Notre-Dame de Laon 1150; Notre-Dame de Paris 1163; Notre-Dame de Chartres 1194 e Notre-Dame de Amiens 1220, entre outras)\u00a0e em outros pa\u00edses da Europa tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, o termo g\u00f3tico n\u00e3o surgiu como uma identifica\u00e7\u00e3o, mas numa deprecia\u00e7\u00e3o, pois foi uma denomina\u00e7\u00e3o<em> a posteriori <\/em>e pejorativa dada pelos renascentistas. Giorgio Vasari (1511-74) ao se referir \u00e0 arte medieval a interpretou como arte feita \u201c<em>alla maniera degli goti<\/em>\u201d, ou seja, dos visigodos, ostrogodos, etc., uma associa\u00e7\u00e3o \u00e0queles povos que os romanos maldiziam e chamavam de \u201cb\u00e1rbaros\u201d, como se fossem \u201ctotalmente incultos e selvagens\u201d ao se compara com o modo de vida romano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta vis\u00e3o negativa, portanto, entendia a Antiguidade Cl\u00e1ssica e a Idade Moderna eram separadas por uma \u201cIdade de Trevas\u201d, a \u201cIdade M\u00e9dia\u201d que deveria ser esquecida porque nela a cultura greco-romana que desapareceu e da\u00ed, os renascentistas desejavam restaurar em seu m\u00e1ximo esplendor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja Crist\u00e3 por volta do s\u00e9culo XI havia se tornado uma institui\u00e7\u00e3o poderosa e justamente naquele momento que floresceu um padr\u00e3o est\u00e9tico, cujas caracter\u00edsticas remetiam aos padr\u00f5es de escultura e arquitetura da Roma Antiga, agregados os elementos locais e por isso, foi chamado <em>a posteriori<\/em> \u00a0de rom\u00e2nico, segundo Ernst Gombrich:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\">Nas igrejas rom\u00e2nicas encontramos geralmente arcos redondos assentes em maci\u00e7os p\u00e9s-direitos. A sensa\u00e7\u00e3o causada por estas igrejas, interna e externamente, \u00e9 de uma robustez compacta. H\u00e1 poucas decora\u00e7\u00f5es, as janelas s\u00e3o poucas, mas as paredes e torres inteiri\u00e7as lembram-nos as fortalezas medievais<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, n\u00e3o podemos dizer que a &#8220;pouca decora\u00e7\u00e3o&#8221; que se referiu Gombrich, n\u00e3o significa uma aus\u00eancia de criatividade ou par\u00e2metro comum de elementos estil\u00edsticos em toda Europa ocidental, pois existem not\u00e1veis diferen\u00e7as entre as constru\u00e7\u00f5es rom\u00e2nicas, seja entre as abadias e mosteiros que fazem parte do Caminho de Santiago de Compostela ou das igrejas da Pen\u00ednsula It\u00e1lica do mesmo per\u00edodo, inclusive algumas com amplos programas iconogr\u00e1ficos de pinturas em suas paredes e ab\u00f3badas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elemento que pode ser destacado \u00e9 uma hierarquiza\u00e7\u00e3o das partes: a arquitetura do pr\u00e9dio, a qual sustenta e se complementa com as esculturas e por fim a pintura dos afrescos. A Igreja \u00e9 a &#8220;fortaleza de Deus&#8221;, uma massa compacta de pedras que protege o corpo e alma dos fi\u00e9is, dando a ideia de que cada crist\u00e3o \u00e9 uma pedra da pr\u00f3pria igreja e esta \u00e9 formada por capelas irradiantes juntas da nave principal, cujos volumes se aglutinam numa express\u00e3o pl\u00e1stica da ideia de coletividade presente no medievo. Escura como a pr\u00f3pria terra, fonte da vida que abrigou seus filhos em seu ventre durante a gesta\u00e7\u00e3o dos tempos e que depois do nascimento, mant\u00e9m seus filhos junto de seu seio, provendo-os com o p\u00e3o celestial: a palavra de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando olhamos para a catedral de Chartres, observamos diferentes momentos de suas muitas reconstru\u00e7\u00f5es em virtude in\u00fameros inc\u00eandios, seja pelo fato da posi\u00e7\u00e3o da igreja no alto de uma colina ser prop\u00edcia para atrair raios durante as tempestades, seja por conta de guerras feudais ou de ataques de piratas n\u00f3rdicos. Desgra\u00e7as a parte, optaram pela manuten\u00e7\u00e3o do p\u00f3rtico original de 1134, mas com um plano n\u00e3o uniforme das torres, pois a torre sul corresponde ao estilo rom\u00e2nico, enquanto a torre norte \u00e9 mais alta e tem como padr\u00e3o est\u00e9tico o g\u00f3tico\u00a0<em>flamboyant<\/em><em>\u00a0<\/em>(flamejante em franc\u00eas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chartres apresenta uma planta na forma de cruz latina (haste longa e bra\u00e7os curtos) uma alus\u00e3o ao corpo do Cristo crucificado: a entrada representa os p\u00e9s; o caminhar, pela nave principal, em dire\u00e7\u00e3o do altar as pernas e o tronco, cujos bra\u00e7os se constituem pelo transepto e a cabeceira iluminada pelos vitrais, cuja dire\u00e7\u00e3o \u00e9 alinhada para o leste (dire\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m e do nascer do Sol) constitui a cabe\u00e7a do Salvador.<\/p>\n<div id=\"attachment_5804\" style=\"width: 223px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig02_Planta_Baixa.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5804\" class=\"wp-image-5804 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig02_Planta_Baixa-223x400.jpg\" alt=\"\" width=\"223\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig02_Planta_Baixa-223x400.jpg 223w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig02_Planta_Baixa-572x1024.jpg 572w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig02_Planta_Baixa-768x1375.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig02_Planta_Baixa-858x1536.jpg 858w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig02_Planta_Baixa-750x1343.jpg 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig02_Planta_Baixa.jpg 877w\" sizes=\"auto, (max-width: 223px) 100vw, 223px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5804\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: Planta baixa catedral de Chartres; cr\u00e9dito: Elias Feitosa.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A catedral, portanto, constitui-se num ponto de encontro com o divino, sendo assim, os fi\u00e9is durante v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es se esfor\u00e7aram para a constru\u00e7\u00e3o do templo, foi constru\u00edda num per\u00edodo de crescimento populacional e dessa forma, suas dimens\u00f5es (137m de comprimento e 64,30m de extens\u00e3o no transepto) eram bem maiores que as catedrais rom\u00e2nicas, pois era preciso comportar um n\u00famero maior de fi\u00e9is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trabalho \u00e1rduo, soma da a\u00e7\u00e3o conjunta das diferentes corpora\u00e7\u00f5es de of\u00edcios da cidade num esfor\u00e7o coletivo de elevar as alturas a grandeza de Deus e de sua rainha, a Virgem Maria. Simbolicamente, entendiam que cada homem era uma pedra e todos eram a catedral, ou mesmo, a pr\u00f3pria Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para tanto, al\u00e9m de uma grande nave principal, as naves laterais tamb\u00e9m maiores e um grande deambulat\u00f3rio que servia de corredor para a contempla\u00e7\u00e3o das rel\u00edquias, como a roupa que Maria teria usado no nascimento de Jesus (a <em>Sancta Camisia<\/em>) entre outras relacionadas aos santos locais e expostas nas capelas radiais junto a cabeceira da Igreja. Neste percurso pelo interior do templo, ou tamb\u00e9m, pelo caminhar simb\u00f3lico sobre o corpo do pr\u00f3prio Cristo, os homens encontravam uma extensa narrativa em delicado vidro colorido, ou seja, os vitrais.<\/p>\n<div id=\"attachment_5805\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig03_relicario.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5805\" class=\"wp-image-5805 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig03_relicario-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig03_relicario-400x300.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig03_relicario-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig03_relicario-768x576.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig03_relicario-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig03_relicario-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig03_relicario-750x563.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5805\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3: Relic\u00e1rio da Sancta Camisia; cr\u00e9dito: Elias Feitosa.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe ressaltar que a utiliza\u00e7\u00e3o dos vitrais nas igrejas a partir dos fins do s\u00e9culo XII \u00e9 um resultado de um conjunto de fatores: a intensifica\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas comerciais e o renascimento das cidades havendo, portanto, excedentes que pudessem ser aplicados nas doa\u00e7\u00f5es para a igreja; uma transforma\u00e7\u00e3o nas t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o gra\u00e7as a utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos mais precisos e o dom\u00ednio mais aprofundado da geometria, podendo calcular com razo\u00e1vel variabilidade os arcos ogivais que constituem um dos elementos do g\u00f3tico e tamb\u00e9m a multiplica\u00e7\u00e3o de ateli\u00eas voltados para o manuseio do vidro, at\u00e9 ent\u00e3o, um material escasso\u00a0 e caro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para incluir os vitrais, as paredes foram se tornando mais finas e vazadas, necessitando, dessa forma, de um refor\u00e7o externo para mant\u00ea-las em p\u00e9 e ao mesmo tempo, n\u00e3o comprometer a vis\u00e3o dos vitrais. Estes refor\u00e7os s\u00e3o denominados contrafortes que sustentam os arcobotantes, verdadeiros andaimes de pedra no exterior do edif\u00edcio que sustentam a caixa de vidro formada pela catedral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estrutura do vitral \u00e9 feita em metal: um gradil de ferro, cujo interior \u00e9 tramado por caixilhos de chumbo, uma malha r\u00edgida e nesta se encaixam os peda\u00e7os de vidro colorido, que comp\u00f5em partes das imagens ou ent\u00e3o, recebiam detalhes pintados sobre sua superf\u00edcie. O colorido era resultante do acr\u00e9scimo de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas na fus\u00e3o do vidro e tal processo originou o famoso \u201cazul de Chartres\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo a catedral de Chartres dedicada \u00e0 Virgem Maria, a presen\u00e7a das imagens marianas \u00e9 marcante, destacando-se <em>\u201cNotre-Dame de La Belle Verri\u00e8re\u201d<\/em>, fabricado em 1180.<\/p>\n<div id=\"attachment_5806\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig04_Belle_Verriere.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5806\" class=\"wp-image-5806 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig04_Belle_Verriere-234x400.png\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig04_Belle_Verriere-234x400.png 234w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig04_Belle_Verriere-599x1024.png 599w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig04_Belle_Verriere-768x1314.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig04_Belle_Verriere-750x1283.png 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig04_Belle_Verriere.png 822w\" sizes=\"auto, (max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5806\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4: Baia 30a \u201cLa Belle Verri\u00e8re\u201d; cr\u00e9dito: Elias Feitosa.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa iconogr\u00e1fico desta janela pode ser interpretado como de inspira\u00e7\u00e3o cristol\u00f3gica porque apresenta sua organiza\u00e7\u00e3o a partir do destaque da pessoa de Jesus. Esta imagem consiste num padr\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o da Virgem Maria com o menino Jesus, no qual a posi\u00e7\u00e3o de ambos \u00e9 colocada em destaque, mas em condi\u00e7\u00f5es distintas: a primeira \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de Maria como m\u00e3e de Deus, sendo esta uma mortal escolhida por Deus para conceber sem pecado o Salvador; a outra condi\u00e7\u00e3o \u00e9 a do Cristo menino, sentado no trono numa posi\u00e7\u00e3o majest\u00e1tica, segurando a palavra da Salva\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> e aben\u00e7oando os homens.<\/p>\n<div id=\"attachment_5807\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig05_Base-Inferior-Belle_Verriere-scaled.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5807\" class=\"wp-image-5807 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig05_Base-Inferior-Belle_Verriere-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig05_Base-Inferior-Belle_Verriere-400x267.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig05_Base-Inferior-Belle_Verriere-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig05_Base-Inferior-Belle_Verriere-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig05_Base-Inferior-Belle_Verriere-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig05_Base-Inferior-Belle_Verriere-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig05_Base-Inferior-Belle_Verriere-750x500.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5807\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5: parte inferior da Baia 30a \u201cLa Belle Verri\u00e8re\u201d; cr\u00e9dito: Elias Feitosa.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria, dessa forma, torna-se advogada de Eva, contrabalanc\u0327ando sua obedie\u0302ncia virginal a\u0300 antiga desobedie\u0302ncia virginal. Santo Irineu compreende que a histo\u0301ria humana passaria a ter um novo curso em virtude do caminho apontado pelo Cristo, pelo seu pro\u0301prio \u201cser\u201d de homem-Deus, na realizac\u0327a\u0303o das profecias e na busca da Salvac\u0327a\u0303o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\">Aqueles que o chamam apenas de puro homem nascido de Jose\u0301 negando o Emanuel que nasceu da Virgem, sa\u0303o privados de seu dom que e\u0301 a vida eterna; e, na\u0303o acolhendo o Verbo que concede a incorrupc\u0327a\u0303o, continuam sendo uma carne mortal e sa\u0303o tributa\u0301rios da morte, pois na\u0303o recebem o anti\u0301doto da vida.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Irineu, portanto, professar a maternidade virginal de Maria constituia um elemento fundamental de fe\u0301 e a condic\u0327a\u0303o indispensa\u0301vel para participar da salvac\u0327a\u0303o.<\/p>\n<div id=\"attachment_5808\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig06_parte-Inferior-Belle_Verriere-scaled.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5808\" class=\"wp-image-5808 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig06_parte-Inferior-Belle_Verriere-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig06_parte-Inferior-Belle_Verriere-400x267.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig06_parte-Inferior-Belle_Verriere-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig06_parte-Inferior-Belle_Verriere-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig06_parte-Inferior-Belle_Verriere-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig06_parte-Inferior-Belle_Verriere-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig06_parte-Inferior-Belle_Verriere-750x500.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5808\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6: parte superior da Baia 30a \u201cLa Belle Verri\u00e8re\u201d; cr\u00e9dito: Elias Feitosa.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A baia (<strong>30a<\/strong>) est\u00e1 localizada no deambulat\u00f3rio sul da catedral (corredor ao redor do altar principal para a circula\u00e7\u00e3o dos peregrinos nas suas ora\u00e7\u00f5es perante as rel\u00edquias presentes), buscando a intercess\u00e3o divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na an\u00e1lise dos epis\u00f3dios, a tem\u00e1tica vai al\u00e9m da simples identifica\u00e7\u00e3o dos temas. Assim, durante a tentac\u0327a\u0303o no deserto, Jesus reafirma sua Fe\u0301 em seu Pai e na sua missa\u0303o: salvar a Humanidade de seus pecados, sendo que ele tinha o semblante humano grac\u0327as a sua ma\u0303e, Maria. Nas tre\u0302s cenas da tentac\u0327a\u0303o, Cristo aparece em pe\u0301, segurando um livro numa ma\u0303o e com a outra, repudia o demo\u0302nio. Este u\u0301ltimo aparece em ac\u0327a\u0303o perante Jesus, apontando para suas \u201carmadilhas\u201d e na terceira cena sai em direc\u0327a\u0303o contra\u0301ria a Jesus, dando-lhe as costas, com a cabec\u0327a baixa e as ma\u0303os rentes ao corpo, transparecendo a sua derrota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ini\u0301cio da vida pu\u0301blica de Jesus e seu primeiro milagre da\u0301-se quando teria transformado a\u0301gua em vinho, a pedido de sua ma\u0303e, durante a festa de casamento na qual ele se encontrava presente.<br \/>\nJesus, num primeiro momento, encontra-se observando o banquete na companhia de dois de seus disci\u0301pulos, tendo as ma\u0303os sobrepostas e apoiadas sobre o corpo. Maria conversa com Jesus e apresenta um semblante tenso, diferente de seu filho, o qual tem um livro numa ma\u0303o e a outra se encontra aberta, voltada para sua ma\u0303e, acatando o pedido desta.<br \/>\nMaria aparece numa outra cena em ac\u0327a\u0303o, conversando com um dos criados que serviam a mesa do banquete: Maria tem a postura semelhante a\u0300 de Jesus, apresentando um livro na ma\u0303o esquerda e a ma\u0303o direita aberta, gesto correspondido pelo criado, que tem um jarro numa ma\u0303o e a outra livre e aberta, voltada na direc\u0327a\u0303o da Virgem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desdobramento da ac\u0327a\u0303o se da\u0301 na cena seguinte, quando os criados enchem com a\u0301gua os jarros apontados por Jesus e ele os transforma em jarros de vinho, o qual foi levado a\u0300 mesa do banquete pelo mesmo criado que presenciou o milagre. Aqui a relac\u0327a\u0303o ma\u0303e \/ filho se manifesta e tambe\u0301m a transubstanciac\u0327a\u0303o que estaria presente numa outra ceia, naquilo que se consagraria como a Eucaristia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro e culminante momento seria a metade restante da baia, onde vemos a corte angelical sustentando o trono divino, iluminando e incensando a excelsa condic\u0327a\u0303o do Cristo, que se encontra no centro e sentado no trono, tendo sua ma\u0303e atra\u0301s. Maria aparece como a <em>Theoto\u0301kos<\/em>, Ma\u0303e e guardia\u0303 do Filho de Deus, numa postura hiera\u0301tica e soberana, coroada e iluminada, ou transpassada pelo Espi\u0301rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imagem de Maria e\u0301 aqui elevada a uma dignidade sublime, uma hierofania, uma aparic\u0327a\u0303o de uma mulher resplandecente, coroada com 12 estrelas como no Apocalipse<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, trajando um manto azul de extrema beleza e delicadeza, a cabec\u0327a, antes coberta com um ve\u0301u e depois a coroa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bernard de Clairvaux comentara:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">Com efeito, e\u0301 digna de ser coroada de estrelas a cabec\u0327a que, por ser mais brilhante do que elas, mais as adorna do que por elas e\u0301 adornada. (&#8230;) Mas no\u0301s, que por causa de nossa pequenez nos abstemos da perigosa tentativa de penetrar nos segredos divinos, nessas doze estrelas, talvez possamos compreender as doze prerrogativas de grac\u0327as com as quais Maria foi adornada de modo especial. De fato, em Maria podemos encontrar os privile\u0301gios do ce\u0301u, os privile\u0301gios da carne e os privile\u0301gios do corac\u0327a\u0303o; se multiplicarmos por quatro estes tre\u0302s privile\u0301gios, talvez tenhamos as doze estrelas pelas quais brilha diante de todos o diadema de nossa Rainha.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A relac\u0327a\u0303o estabelecida pelo <em>Doctor Mellifluus <\/em>propo\u0303e reiterar a importa\u0302ncia de Maria na preservac\u0327a\u0303o da fe\u0301, fato este sublinhado pela inferioridade do ser humano quanto a\u0300 sabedoria divina, embora exalte, ao mesmo tempo, como ela favoreceu a compreensa\u0303o da natureza humana de Jesus (Encarnac\u0327a\u0303o), como foi importante para a ac\u0327a\u0303o divina (concepc\u0327a\u0303o pelo Espi\u0301rito Santo) e tambe\u0301m como exemplo de amor na condic\u0327a\u0303o de ma\u0303e do filho de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse vitral, encontram-se os elementos muito pro\u0301ximos da tradic\u0327a\u0303o bizantina e roma\u0302nica no que diz respeito a\u0300 composic\u0327a\u0303o hiera\u0301tica e ornamentac\u0327a\u0303o da figura, mas a matriz de vidro, transpassada pela luz, remete a\u0300 concepc\u0327a\u0303o do Cristo: Maria na\u0303o teve seu corpo rompido e nem sangrara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, na imagem da Virgem Maria pode-se ver a ideia da representac\u0327a\u0303o da <em>Mater Ecclesiae<\/em>, meta\u0301fora da Igreja triunfante e soberana, guardia\u0303 da Boa Nova (da ortodoxia na interpretac\u0327a\u0303o dos Evangelhos e da doutrina crista\u0303). E\u0301 tambe\u0301m a meta\u0301fora da Arca da Alianc\u0327a que traz a palavra de salvac\u0327a\u0303o entre o povo de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A manifestac\u0327a\u0303o dos si\u0301mbolos de poder (trono, coroa, lei) lhe conferem tambe\u0301m o status de <em>Auctoritas <\/em>e <em>Sedes Sapienti\u00e6 <\/em>(Trono de Sabedoria) e, portanto, reposito\u0301rio de sua autoridade, assegurando a concepc\u0327a\u0303o de que a Salvac\u0327a\u0303o naquele contexto estaria exclusivamente dentro da Igreja Cato\u0301lica Aposto\u0301lica Romana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atual catedral de Chartres tem mais de oito s\u00e9culos, foi espa\u00e7o de eventos de grande import\u00e2ncia e conseguiu sobreviver \u00e0s tens\u00f5es e conflitos que a Fran\u00e7a (n\u00e3o foi depredada como a Sainte-Chapelle em Paris, mas teve a imagem da cripta destru\u00edda pelos jacobinos) atravessou nesse longo per\u00edodo: quando eclodiu a II Guerra Mundial em 1939, os vitrais foram todos retirados e guardados num lugar subterr\u00e2neo e apenas remontados depois do final do conflito em 1945.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1979, a catedral de Chartres foi o 1\u00ba edif\u00edcio religioso franc\u00eas a integrar a lista de Patrim\u00f4nio da Humanidade organizada pela UNESCO, pois se configura num importante espa\u00e7o que envolve a hist\u00f3ria pol\u00edtico-econ\u00f4mica e sociocultural da Fran\u00e7a e Europa, mantendo-se como lugar de peregrina\u00e7\u00e3o que anualmente recebe milhares de pessoas durante as festividades em louvor \u00e0 Virgem Maria, bem como, de fi\u00e9is que se deslocam at\u00e9 l\u00e1 para contemplar a <em>Sancta Camisia<\/em> tal qual nos tempos medievais com pedidos e votos de agradecimentos por poss\u00edveis curas e b\u00ean\u00e7\u00e3os obtidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bibliografia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AMORIM JUNIOR, Elias Feitosa de. <em>Luz, imagem e devoc\u0327a\u0303o mariana nos vitrais da catedral de Notre-Dame de Chartres (se\u0301c. XII-XIII). <\/em>2019. 188f. Dissertac\u0327a\u0303o (Mestrado em Histo\u0301ria da Arte) \u2013 Instituto de Filosofia e Cie\u0302ncias Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BERNARD DE CLAIRVAUX. <em>Sermo\u0303es para as Festas de Nossa Senhora. <\/em>Petro\u0301polis: Editora Vozes, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bi\u0301blia de Jerusale\u0301m. Sa\u0303o Paulo: Paulus Editora, 2012 (edi\u00e7\u00e3o revista e ampliada)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DEREMBLE, Jean-Paul et MANHES, Colette. <em>Guide des vitraux: cathe\u0301drale de <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Chartres<\/em>. Boulogne: E\u0301d. Castelet, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DEREMBLE, Jean-Paul &amp; MANHES, Colette. <em>Vitraux de Chartres. <\/em>Paris: Editions Zodiaque, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GOMBRICH, E. <em>Hist\u00f3ria da Arte. <\/em>Rio de Janeiro: LTC. 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IRINEU DE LYON <em>Contra h\u00e6reses<\/em>. Patrologi\u00e6 Cursus Completus Series Graeca 1 III, 19, 938, 1857-1866.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KURMANN-SCHWARZ, Brigite &amp; KURMANN, Peter. <em>Chartres: La Cathe\u0301drale. <\/em>St.Leger Vauban: Ed. Zodiaque, 2001, 1\u00aaed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PANOFSKY, Erwin. <em>A arquitetura go\u0301tica e o Pensamento Escola\u0301stico. <\/em>Sa\u0303o Paulo: Editora Martins Fontes, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PRACHE, Anne. <em>Notre-Dame de Chartres: image de la Je\u0301rusalem ce\u0301leste. <\/em>Paris: CNRS E\u0301ditions, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Doutorando em Hist\u00f3ria da Arte pela Universidade de Paris 1 (Panth\u00e9on-Sorbonne). E-mail: <a href=\"mailto:eliasamorimjr@gmail.com\">eliasamorimjr@gmail.com<\/a> . Link para o Lattes: \u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0834644791400480\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/0834644791400480<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Gombrich, E. <em>Hist\u00f3ria da Arte. <\/em>Rio de Janeiro: LTC. 1996, p.127.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> No livro nas m\u00e3os de Jesus aparece o vers\u00edculo presente no Evangelho de Lucas 3: 5 \u201ctodo vale ser\u00e1 aterrado\u201d escrito em latim conforme a Vulgata \u2013 \u201comnis vallis implebitur\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Irineu de Lyon contra h\u00e6reses. <em>Patrologi\u00e6 Cursus Completus Series Graeca<\/em> 1 III, 19, 938, 1857-1866.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Apocalipse 12: 1 \u201cUm sinal grandioso apareceu no ce\u0301u: uma Mulher vestida com o Sol, tendo a lua sob os pe\u0301s e sobre a cabec\u0327a uma coroa de 12 estrelas;\u201d in Bi\u0301blia de Jerusale\u0301m. Sa\u0303o Paulo: Paulus Editora, 2012, p. 2154.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Bernard De Clairvaux. \u201cSerma\u0303o do Domingo durante a oitava da Assunc\u0327a\u0303o\u201d in <em>Sermo\u0303es para as Festas de Nossa Senhora. <\/em>Petro\u0301polis: Editora Vozes, 1999, p. 194.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 28 de novembro de 2023.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como citar: Amorim Junior, Elias Feitosa de. Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>, Pelotas 28 nov 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/ Acessado em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Elias Feitosa de Amorim Junior[1] &nbsp; A catedral de Chartres \u00e9 uma igreja repleta de hist\u00f3rias. Retomemos o momento em Carlos, o Calvo (neto de Carlos Magno) presenteou a catedral com uma rel\u00edquia em &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1170,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-onecolumn.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-5771","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Texto: Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica - POIEMA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Texto: Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica - POIEMA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Elias Feitosa de Amorim Junior[1] &nbsp; A catedral de Chartres \u00e9 uma igreja repleta de hist\u00f3rias. Retomemos o momento em Carlos, o Calvo (neto de Carlos Magno) presenteou a catedral com uma rel\u00edquia em &hellip; Continue lendo\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"POIEMA\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-11-29T13:38:02+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-300x400.jpg\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"19 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/\",\"url\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/\",\"name\":\"Texto: Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica - POIEMA\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-300x400.jpg\",\"datePublished\":\"2023-11-28T15:00:02+00:00\",\"dateModified\":\"2023-11-29T13:38:02+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental.jpg\",\"width\":1920,\"height\":2560},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Texto: Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website\",\"url\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/\",\"name\":\"POIEMA\",\"description\":\"POIEMA UFPel\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Texto: Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica - POIEMA","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Texto: Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica - POIEMA","og_description":"\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Elias Feitosa de Amorim Junior[1] &nbsp; A catedral de Chartres \u00e9 uma igreja repleta de hist\u00f3rias. Retomemos o momento em Carlos, o Calvo (neto de Carlos Magno) presenteou a catedral com uma rel\u00edquia em &hellip; Continue lendo","og_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/","og_site_name":"POIEMA","article_modified_time":"2023-11-29T13:38:02+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-300x400.jpg","type":"","width":"","height":""}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"19 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/","url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/","name":"Texto: Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica - POIEMA","isPartOf":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental-300x400.jpg","datePublished":"2023-11-28T15:00:02+00:00","dateModified":"2023-11-29T13:38:02+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#primaryimage","url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental.jpg","contentUrl":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/11\/Fig01_Fachada-Ocidental.jpg","width":1920,"height":2560},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-notre-dame-de-chartres-o-esplendor-em-pedra-e-luz-da-arte-gotica\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Texto: Notre-Dame de Chartres: O esplendor em pedra e luz da arte g\u00f3tica"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website","url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/","name":"POIEMA","description":"POIEMA UFPel","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"}]}},"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5771","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1170"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5771"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5771\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5809,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5771\/revisions\/5809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}