{"id":5712,"date":"2023-10-17T12:00:32","date_gmt":"2023-10-17T15:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=5712"},"modified":"2023-10-17T12:05:46","modified_gmt":"2023-10-17T15:05:46","slug":"distante-da-paroquia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/distante-da-paroquia\/","title":{"rendered":"Texto: Distante da Par\u00f3quia: Comparando a expans\u00e3o do cristianismo no meio rural Visigodo e Axumita (S\u00e9culos VI e VII)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Eduardo Cardoso Daflon<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ol\u00e1, querida(o) leitor(a) do blog do POIEMA! Se voc\u00ea est\u00e1 lendo esse texto, provavelmente \u00e9 parte da comunidade dos pa\u00edses lus\u00f3fonos e, portanto, \u00e9 poss\u00edvel que o lugar onde voc\u00ea mora experimentou alguns s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa. Algo que foi insepar\u00e1vel da a\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica (Boxer, 2007) que continuou forte nos pa\u00edses mesmo ap\u00f3s suas independ\u00eancias. Esse certamente \u00e9 o caso do Brasil onde \u2013 em que pese do crescimento dos evang\u00e9licos \u2013 a popula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 predominante de cat\u00f3licos e o peso dessa institui\u00e7\u00e3o \u00e9 muito evidente em nossa hist\u00f3ria (Freston, 2010; Oro, 2020). Esse passado colonial e a influ\u00eancia do catolicismo conformaram certa ideia de como s\u00e3o organizadas as cidades, especialmente aquelas consideradas hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vamos l\u00e1&#8230; Feche os olhos e imagine-se <em>turistando<\/em> por um munic\u00edpio do chamado ciclo do ouro mineiro, ou talvez, no interior do Mato Grosso \u2013 como C\u00e1ceres \u2013 ou mesmo a pacata Bom Jesus do Itabapoana, na fronteira entre o Rio de Janeiro e o Esp\u00edrito Santo&#8230; Fez isso? Maravilha! Como era o centro dessa cidadezinha?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suponho que o cen\u00e1rio que voc\u00ea imaginou foi um largo com algum com\u00e9rcio em volta, talvez uns bares com pessoas tomando cerveja enquanto crian\u00e7as brincam e, quem sabe, um pr\u00e9dio administrativo tombado pelo patrim\u00f4nio. A \u00fanica coisa que eu tenho certeza que n\u00e3o faltou nessa sua imagem mental foi um edif\u00edcio religioso cat\u00f3lico \u2013 bas\u00edlica, mosteiro, catedral, etc. \u2013 numa posi\u00e7\u00e3o de destaque na frente dessa pra\u00e7a. N\u00e3o que voc\u00ea tenha refletido muito sobre o paisagismo colonial portugu\u00eas, mas suas muitas experi\u00eancias moldaram as percep\u00e7\u00f5es que voc\u00ea tem sobre como se organizam os espa\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, como historiadoras(es) precisamos controlar as expectativas que nosso presente nos imp\u00f5e ao olharmos para o passado. Afinal, a Igreja Cat\u00f3lica nem sempre foi a institui\u00e7\u00e3o milenar que \u00e9 hoje e essa conforma\u00e7\u00e3o da paisagem foi mut\u00e1vel com o tempo. Apesar desse cuidado ser ensinado desde muito cedo aos que aspiram ser profissionais da Hist\u00f3ria, chama a aten\u00e7\u00e3o o quanto que \u00e9 poss\u00edvel escorregar&#8230; Por exemplo, vejamos o caso da cristianiza\u00e7\u00e3o do Reino de Axum e como \u00e9 tratada justamente essa quest\u00e3o das igrejas e sua localiza\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes disso, um contexto m\u00ednimo se faz necess\u00e1rio (Munro-Hay, 1991). Esse reino que me refiro se localizava na parte oriental do continente africano \u00e0s margens do Mar Vermelho \u2013 correspondendo \u00e0 parte da atual Eti\u00f3pia e Eritreia \u2013 e teve desde muito cedo a presen\u00e7a do cristianismo. Tal foi a influ\u00eancia dessa religi\u00e3o que, j\u00e1 no s\u00e9culo IV, um de seus soberanos se converteu \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 (Appleyard, 2007). Essa nova express\u00e3o religiosa teve um impacto inicial maior nos meios urbanos e apenas mais tarde \u2013 por volta do s\u00e9culo VI \u2013 passa a ter uma presen\u00e7a efetiva no campo (Insoll, 2021).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas an\u00e1lises mais recentes sobre essa realidade hist\u00f3rica, \u00e9 not\u00e1vel uma certa \u201csurpresa\u201d com que alguns pesquisadores trataram a exist\u00eancia de n\u00facleos habitacionais do campo isolados de uma igreja paroquial. Num dos textos mais recentes sobre o assunto temos a seguinte refer\u00eancia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\">No contexto rural [axumita], as igrejas muitas vezes parecem estar localizadas longe dos assentamentos que, como igrejas paroquiais, parecem servir. A no\u00e7\u00e3o de uma longa viagem de casa para frequentar uma igreja n\u00e3o \u00e9 incomum. As igrejas paroquiais et\u00edopes fora dos centros urbanos muitas vezes parecem divorciadas de seus paroquianos, mas aos olhos ocidentais esta parece ser uma situa\u00e7\u00e3o estranha (Finneran, 2012, 251-252).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u201caparente estranheza\u201d na compara\u00e7\u00e3o com o quadro \u201cocidental\u201d pode estar revelando algo interessante. Afinal, o que se tem em mente ao fazer essa afirma\u00e7\u00e3o, sem d\u00favidas, \u00e9 esse enquadramento mental que comentei anteriormente. Essa imagem difundida que posiciona o templo crist\u00e3o no centro e em destaque nos v\u00e1rios territ\u00f3rios. Ou seja, havia por parte do pesquisador uma retroproje\u00e7\u00e3o enviesada de que a igreja \u201cdeveria estar\u201d dentro das aldeias rurais. Contudo, faltou combinar com os russos&#8230; digo&#8230; com os camponeses axumitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui gostaria de fazer um coment\u00e1rio sobre a historiografia que se dedica ao Reino de Axum, ao menos aquela produ\u00e7\u00e3o mais acess\u00edvel e escrita em ingl\u00eas. Em geral, opera-se dentro de um enquadramento que, por vezes, se chama de nacionalismo metodol\u00f3gico. Em outras palavras, estuda-se Axum como uma unidade de an\u00e1lise sem muita aten\u00e7\u00e3o ao significado das conex\u00f5es ou aos contextos mais amplos. Frequentemente tamb\u00e9m a hist\u00f3ria do reino \u00e9 tomada como uma esp\u00e9cie de \u201cpassado p\u00e1trio\u201d dos atuais et\u00edopes. Isso n\u00e3o chega a ser uma surpresa j\u00e1 que essa \u00e9 uma quest\u00e3o que aflige parte consider\u00e1vel da produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica (Conrad, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, isso colocaria para n\u00f3s a quest\u00e3o de que uma an\u00e1lise do caso axumita em muito se beneficiaria de uma abordagem global da expans\u00e3o crist\u00e3. Uma globalidade que supere a mera \u201cascens\u00e3o do cristianismo no ocidente\u201d (Brown, 1999) e demonstre o quanto se tratou de um processo afro-euroasi\u00e1tico. Enquanto uma nova narrativa integrada desse passado ainda est\u00e1 distante no horizonte historiogr\u00e1fico, \u00e9 mais do que bem-vinda a aplica\u00e7\u00e3o de uma metodologia de Hist\u00f3ria Comparada. Afinal, permitir\u00e1 romper \u2013 ao menos parcialmente \u2013 com essas leituras isoladas, possibilitar\u00e1 reflex\u00f5es mais controladas ao perceber as semelhan\u00e7as e contrastes e at\u00e9 apresentar explica\u00e7\u00f5es causais para certos fen\u00f4menos (Kocka, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos esse aspecto da posi\u00e7\u00e3o das igrejas no meio rural. Uma abordagem comparativa demonstraria sem grande dificuldade que mesmo na Europa isso se conforma mais tardiamente. O chamado fen\u00f4meno da paroquializa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 j\u00e1 bem avan\u00e7ada a Idade M\u00e9dia, quando passou a existir em cada aldeia ao menos uma igreja com fun\u00e7\u00f5es paroquiais (Mart\u00edn Viso, 2016). Ou seja, o quadro geral europeu coet\u00e2neo \u00e0 expans\u00e3o do cristianismo pelo campo axumita entre os s\u00e9culos VI e VII tamb\u00e9m n\u00e3o tem igrejas no interior das aldeias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomemos, como exemplo, o contexto do Reino Visigodo que existia nessa mesma \u00e9poca na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica (Chavarria Arnau, 2010). L\u00e1 tamb\u00e9m \u00e9 interessante notar como o fen\u00f4meno da cristianiza\u00e7\u00e3o foi mais precoce nas cidades (Diarte Blasco, 2018), somada a uma mais tardia e gradual expans\u00e3o para o campo (Castellanos, 2018). Ou seja, j\u00e1 nesse ponto podemos observar n\u00edveis de correspond\u00eancia bastante interessantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos o que diz um estudo lan\u00e7ado h\u00e1 n\u00e3o muito tempo sobre as igrejas rurais visigodas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\">Raramente (&#8230;) [elas] podem ser enquadradas num contexto populacional preciso, isto \u00e9, se est\u00e3o localizadas num ponto estrat\u00e9gico do territ\u00f3rio (por exemplo, em rela\u00e7\u00e3o a vias de comunica\u00e7\u00e3o) ou se existia nas proximidades de resid\u00eancia ou centro de explora\u00e7\u00e3o rural, ou se a igreja \u00e9 constru\u00edda em rela\u00e7\u00e3o a um centro menor (&#8230;) ou a uma aldeia. (Chavarria Arnau, 2015, 33)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, nesse reino ib\u00e9rico temos uma configura\u00e7\u00e3o bastante semelhante \u00e0quela de Axum com as igrejas rurais localizando-se distante dos n\u00facleos populacionais do campo. Nesse sentido, algumas hip\u00f3teses para o caso visigodo podem tamb\u00e9m ter alguma validade para o caso axumita e podem ser caminhos para desenvolvimentos de pesquisas posteriores. Em um cap\u00edtulo de livro rec\u00e9m-sa\u00eddo das gr\u00e1ficas, sugere-se que as igrejas rurais no mundo ib\u00e9rico dos s\u00e9culos VI e VII:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\">(&#8230;) fizeram parte das estrat\u00e9gias de controle territorial de algumas elites cujas iniciativas se desdobraram no marco de um processo de constru\u00e7\u00e3o do Estado em que o cristianismo, como ideologia, a Igreja, como institui\u00e7\u00e3o, e as igrejas rurais, como materializa\u00e7\u00e3o de ambas, desempenharam um papel fundamental. No entanto, dado que se tratou de um per\u00edodo em que os grupos camponeses puderam gozar de maior autonomia (&#8230;), h\u00e1 que ter em conta que tal implanta\u00e7\u00e3o ocorreu num contexto em que a perman\u00eancia de outras formas de ritualidade n\u00e3o-crist\u00e3, mas tamb\u00e9m de territorialidade e identidade ao n\u00edvel local e supralocal, teria condicionado e mesmo limitado \u2013 na medida em que poderia gerar rejei\u00e7\u00e3o \u2013 estas iniciativas, que devem por isso situar-se na din\u00e2mica mais ampla da rela\u00e7\u00e3o \u2013 e conflito \u2013 entre diferentes classes sociais. <em>O relativo isolamento desses centros em rela\u00e7\u00e3o aos assentamentos camponeses pode ser uma express\u00e3o disso<\/em> (Carvajal Castro e Tejerizo Garc\u00eda, 2023, 68, grifo meu).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, a pr\u00f3pria configura\u00e7\u00e3o das igrejas paroquiais no campo pode ser um ind\u00edcio de tens\u00f5es sociais mais amplas. Se aplicarmos a hip\u00f3tese do caso ib\u00e9rico poder\u00edamos imaginar que as igrejas rurais no Reino de Axum \u2013 dada sua rela\u00e7\u00e3o com as elites e monarquia \u2013 seriam express\u00e3o da tentativa aristocr\u00e1tica e r\u00e9gia de inserir-se no meio rural. Elas poderiam verticalizar as rela\u00e7\u00f5es com o espa\u00e7o \u2013 e, logicamente, com o sagrado \u2013 fazendo convergir as localidades e seus excedentes para o seio da classe dominante, subsumindo comunidades camponesas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo bastante semelhante \u00e0quele encontrado entre os visigodos. Realidade onde o cristianismo propagado por bispos e senhores laicos encapsulava uma vis\u00e3o de mundo desigual que fazia convergir para a classe aristocr\u00e1tica \u2013 e em \u00faltima inst\u00e2ncia para o monarca \u2013 os la\u00e7os de depend\u00eancia servil e as rendas extra\u00eddas do campesinato (Bastos, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olhando por esse \u00e2ngulo talvez seja poss\u00edvel ter uma outra dimens\u00e3o do processo de cristianiza\u00e7\u00e3o na \u00c1frica Subsaariana. Sendo poss\u00edvel ver n\u00e3o apenas um avan\u00e7o \u201cnatural\u201d de uma religi\u00e3o que se expandiu autonomamente por rotas de com\u00e9rcio. Mas, como uma f\u00e9 que foi incorporada pela aristocracia axumita que passou a operar dentro desse modelo religioso como forma de consolidar e ampliar hierarquias internas e a capacidade de proje\u00e7\u00e3o r\u00e9gia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De tal modo que o adensamento da malha de igrejas rurais seria parte de um projeto dessas aristocracias. E, por sua vez, a n\u00e3o constru\u00e7\u00e3o desses edif\u00edcios de culto associados \u00e0s aldeias talvez seja evid\u00eancia da rejei\u00e7\u00e3o de comunidades camponesas que buscavam manter algum grau de autonomia e uma rela\u00e7\u00e3o mais horizontal com o sagrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evidentemente que para isso ficar mais objetivamente demonstrado seria necess\u00e1rio ampliar as escava\u00e7\u00f5es de forma que determinassem mais claramente a rela\u00e7\u00e3o das igrejas rurais no Reino de Axum e no Visigodo com a paisagem do entorno. Ainda assim, essa proposta interpretativa poderia apontar interessantes direcionamentos futuros de pesquisas. Sobretudo porque talvez ajude a explicar a contum\u00e1cia de certas manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o-crist\u00e3s num territ\u00f3rio que os setores dominantes \u2013 sob condu\u00e7\u00e3o r\u00e9gia \u2013 t\u00e3o precocemente se converteram ao cristianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vitalidade das comunidades refrat\u00e1rias \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 foi tamanha que mesmo muitos s\u00e9culos ap\u00f3s o fim da vig\u00eancia do Reino de Axum, j\u00e1 sob a dinastia salom\u00f4nida, os reis et\u00edopes ainda faziam esfor\u00e7os de expans\u00e3o da igreja. Os pr\u00f3prios portugueses, quando chegaram \u00e0 Eti\u00f3pia s\u00e9culos mais tarde durante as Grandes Navega\u00e7\u00f5es, notaram o uso de f\u00f3rmulas m\u00e1gicas para expulsar dem\u00f4nios com elementos crist\u00e3os, somados a uma s\u00e9rie de pr\u00e1ticas estranhas como rebatismo ou a circuncis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse uso de magia e pr\u00e1ticas heterodoxas n\u00e3o raro \u00e9 lido como um processo de \u201cdegenera\u00e7\u00e3o\u201d da f\u00e9 crist\u00e3 na Eti\u00f3pia (Tamrat, 1972). Entretanto, ao menos do modo como vejo, a forma como essa religiosidade se apresenta difere pouco de elementos ditos her\u00e9ticos do cristianismo europeu medieval (Zerner, 2017), daqueles encontrados e combatidos pela Igreja Cat\u00f3lica no contexto da Reforma Protestante (Ginzburg, 2010), ou ainda, em \u00faltima inst\u00e2ncia, nas pr\u00e1ticas populares no Brasil colonial (Souza, 1986). A pr\u00f3pria religi\u00e3o se constitui, ent\u00e3o, como o aspecto mais vis\u00edvel das concep\u00e7\u00f5es culturais e, portanto, campo de disputas de classe que devem ser apreendidas e historicamente explicadas (Bellotti, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A posi\u00e7\u00e3o das igrejas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s aldeias nesses dois casos parece apontar na dire\u00e7\u00e3o dessas tens\u00f5es culturais que demandam uma elucida\u00e7\u00e3o e que, como sugeri, est\u00e3o relacionadas a diferentes leituras do sobrenatural: uma hegem\u00f4nica aristocr\u00e1tica\/senhorial e outra contra hegem\u00f4nica dos grupos subalternos, em particular dos camponeses. A cultura \u2013 como forma de representa\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o do real (Godelier, 1986) \u2013 tem na religiosidade popular uma vitalidade extraordin\u00e1ria que \u00e9 produto das leituras e releituras que as pessoas fazem do mundo mediante suas experi\u00eancias cotidianas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De tal maneira que seria importante entender as resist\u00eancias \u00e0 expans\u00e3o crist\u00e3 como uma forma de tentar preservar as autonomias locais frente a uma monarquia e aristocracia com pretens\u00f5es de amplia\u00e7\u00e3o das suas bases territoriais e econ\u00f4micas. Apesar disso, os subalternos \u2013 visigodos e axumitas, europeus e africanos \u2013, uma vez incorporados (frequentemente de forma violenta) por um sistema crist\u00e3o, tampouco assumiram acriticamente a nova f\u00e9 assim como proposta pela classe aristocr\u00e1tica. Ao contr\u00e1rio, passaram a interpretar o cristianismo a partir de seu enquadramento nas rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, n\u00e3o \u00e9 apenas o caso axumita que se beneficia de uma an\u00e1lise ao lado do caso visigodo. Igualmente existe para historiografia dos contextos referidos como \u201cocidentais\u201d um potencial enorme ainda pouco explorado ao promover uma Hist\u00f3ria em perspectiva comparada do avan\u00e7o do cristianismo entre os s\u00e9culos VI e VII. <em>Deseurocentrizando<\/em> e aprimorando nossa compreens\u00e3o do mundo medieval. Um mundo medieval marcado por contatos e conex\u00f5es que incorporam zonas europeias e africanas e que, quando analisadas de forma comparativa, iluminam-se mutuamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">APPLEYARD, David. Ethiopian Christianity. 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Dispon\u00edvel em: Acessado em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo Cardoso Daflon[1] &nbsp; Ol\u00e1, querida(o) leitor(a) do blog do POIEMA! Se voc\u00ea est\u00e1 lendo esse texto, provavelmente \u00e9 parte da comunidade dos pa\u00edses lus\u00f3fonos e, portanto, \u00e9 poss\u00edvel que o lugar onde voc\u00ea mora experimentou alguns s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa. 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