{"id":5627,"date":"2023-09-19T10:02:37","date_gmt":"2023-09-19T13:02:37","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=5627"},"modified":"2023-10-10T09:31:00","modified_gmt":"2023-10-10T12:31:00","slug":"texto-entre-monumentos-culturais-e-a-decadencia-civilizacional-as-tensoes-em-torno-da-idade-media-escolar-no-brasil-do-seculo-xix","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-entre-monumentos-culturais-e-a-decadencia-civilizacional-as-tensoes-em-torno-da-idade-media-escolar-no-brasil-do-seculo-xix\/","title":{"rendered":"Texto: Entre Monumentos Culturais E A Decad\u00eancia Civilizacional: As tens\u00f5es em torno da Idade M\u00e9dia escolar no Brasil do s\u00e9culo XIX"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right;\" align=\"right\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Douglas Mota Xavier de Lima<\/span><a style=\"font-size: 12pt;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup><sup><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[1]<\/span><\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/span><span style=\"font-size: 12pt; text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\">\u00c9 prov\u00e1vel que voc\u00ea, leitor, jovem ou maduro, tenha lembran\u00e7as sobre o uso de livros did\u00e1ticos no ambiente escolar, com recorda\u00e7\u00f5es de atividades passadas pelos professores e de aprendizados oportunizados pela leitura dos manuais impressos, afinal, ao longo do s\u00e9culo passado os livros did\u00e1ticos ocuparam um papel central na educa\u00e7\u00e3o brasileira e, mesmo com o avan\u00e7o das tecnologias digitais de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o com obras digitais disponibilizadas em <\/span><i style=\"font-size: 12pt; text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\">tablets<\/i><span style=\"font-size: 12pt; text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\">, <\/span><i style=\"font-size: 12pt; text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\">notebooks<\/i><span style=\"font-size: 12pt; text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"> e <\/span><i style=\"font-size: 12pt; text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\">smartphones<\/i><span style=\"font-size: 12pt; text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\">, os manuais escolares, sejam eles impressos ou digitais, n\u00e3o perderam sua centralidade como materiais did\u00e1ticos. Essa import\u00e2ncia tamb\u00e9m se amplia ao tratar do ensino de hist\u00f3ria, com os livros sendo respons\u00e1veis por veicular narrativas sobre o passado remoto e recente, discursos hist\u00f3ricos que tanto podem dar evid\u00eancia a determinadas tem\u00e1ticas quanto silenciar e ofuscar outras.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">O ponto de partida do presente texto \u00e9 a compreens\u00e3o de que as disciplinas escolares t\u00eam sua pr\u00f3pria historicidade e s\u00e3o fruto de processos hist\u00f3ricos que se consolidaram entre meados do s\u00e9culo XIX e as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. A Hist\u00f3ria, enquanto disciplina escolar, aparece nesse contexto em meio \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do campo das humanidades e \u00e0 emerg\u00eancia das humanidades cient\u00edficas (Chervel, 1990; Chervel, Comp\u00e8re, 1999). Paralelamente, acompanha-se a defini\u00e7\u00e3o dos livros did\u00e1ticos, com suas caracter\u00edsticas e fun\u00e7\u00f5es, assim como a afirma\u00e7\u00e3o dos manuais como principal recurso mobilizado por professores e alunos em situa\u00e7\u00f5es de ensino e aprendizagem, respons\u00e1vel pela uniformiza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados escolares e m\u00e9todos de ensino considerados necess\u00e1rios de serem transmitidos \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es (Choppin, 2009).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">No campo da pesquisa hist\u00f3rica, as investiga\u00e7\u00f5es sobre os manuais escolares se acentuaram nas \u00faltimas d\u00e9cadas e, como ressaltamos em estudos recentes, gradativamente a investiga\u00e7\u00e3o acerca da Idade M\u00e9dia nos livros did\u00e1ticos de hist\u00f3ria brasileiros avan\u00e7a no meio acad\u00eamico, demonstrando a potencialidade do objeto e a variedade de tem\u00e1ticas (Lima, 2021a; 2021b). N\u00e3o obstante, se, por um lado, \u00e9 poss\u00edvel notar importantes ac\u00famulos nas reflex\u00f5es sobre a Idade M\u00e9dia nos livros did\u00e1ticos, por outro, as pesquisas caracterizam-se, majoritariamente, por uma an\u00e1lise conteudista, concentrando-se nos manuais p\u00f3s-redemocratiza\u00e7\u00e3o aprovados pelo <i style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico<\/i> (PNLD) e na identifica\u00e7\u00e3o das incongru\u00eancias entre a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica em medieval e o conte\u00fado dos livros did\u00e1ticos, com os trabalhos reafirmando que os manuais s\u00e3o marcados por omiss\u00f5es, simplifica\u00e7\u00f5es em excesso, incorre\u00e7\u00f5es, entre outros problemas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Trilhando um caminho alternativo e ainda pouco explorado pelos estudos medievais,<a style=\"mso-footnote-id: ftn2;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[2]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> convidamos o leitor a explorar as tens\u00f5es e disputas na constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria medieval escolar no Brasil do s\u00e9culo XIX, tendo como base as obras <i>Comp\u00eandio de Hist\u00f3ria Universal <\/i>(1860), elaborada por Justiniano Jos\u00e9 da Rocha (1812-1862) e <i>Hist\u00f3ria Universal <\/i>(1869), de Pedro Parley (1793-1860). Essa \u00e9 uma hist\u00f3ria complexa que envolve dimens\u00f5es como as disputas nos meios pol\u00edticos, culturais e intelectuais brasileiros, o processo de disciplinariza\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria na educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, o mercado de comp\u00eandios escolares e o pr\u00f3prio entendimento acerca da Hist\u00f3ria enquanto disciplina e da inteligibilidade do passado. De todo modo, tentaremos apresentar alguns apontamentos a fim de suscitar o interesse sobre tais tem\u00e1ticas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Ao longo do s\u00e9culo XIX, programas escolares e livros did\u00e1ticos foram sendo produzidos concomitantemente, com os manuais de ensino sendo respons\u00e1veis por sistematizar conhecimentos, t\u00e9cnicas e habilidades consideradas necess\u00e1rias de serem transmitidas \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, acompanha-se o embate entre a Hist\u00f3ria Sagrada, estruturada em torno dos marcos da hist\u00f3ria religiosa judaico-crist\u00e3, e a Hist\u00f3ria Cient\u00edfica, baseada nos procedimentos da chamada escola met\u00f3dica e nos marcos temporais definidos cronologicamente. A Hist\u00f3ria, tornada obrigat\u00f3ria no ensino elementar e m\u00e9dio de Humanidades, tinha como proposta abordar a Hist\u00f3ria Geral\/Hist\u00f3ria Universal, a Hist\u00f3ria Sagrada e, gradativamente, a Hist\u00f3ria do Brasil, com as primeiras organiza\u00e7\u00f5es curriculares, como as do Col\u00e9gio Pedro II, tendendo a estruturar o ensino iniciando da Hist\u00f3ria Moderna para a Hist\u00f3ria Antiga e Medieval.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">No meio educacional brasileiro foi usual a ado\u00e7\u00e3o de obras estrangeiras traduzidas, especialmente francesas, uma vez que os curr\u00edculos das escolas eram origin\u00e1rios da Fran\u00e7a. Gradativamente, no entanto, observam-se tens\u00f5es nessa ado\u00e7\u00e3o, manifestas, sobretudo, no processo de tradu\u00e7\u00e3o, com as edi\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas no Brasil adaptando os t\u00edtulos originais e alterando conte\u00fados, modifica\u00e7\u00f5es que incentivaram o desenvolvimento de uma produ\u00e7\u00e3o nacional relacionada \u00e0 Hist\u00f3ria Universal. Justiniano Jos\u00e9 da Rocha, por exemplo, expressa esse inc\u00f4modo, assim como o \u00edmpeto por uma produ\u00e7\u00e3o nacional, na justificativa para a elabora\u00e7\u00e3o de seu comp\u00eandio:<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">Mas para esse curso [Hist\u00f3ria Universal], se o quizermos reduzido \u00e0s propor\u00e7\u00f5es exigidas pela simultaneidade de outros estudos preparat\u00f3rios, tudo nos falta. Servem para elle trez volumes francezes, extensissimos, ouri\u00e7ados de datas: e queremos que o estudante os decore, que especialmente seja forte em datas. [&#8230;] Basta a menor reflex\u00e3o para ver que tudo isso \u00e9 impossivel. Da impossibilidade o que resulta? O desanimo atormenta o alumno, ainda o mais applicado, nas v\u00e9speras dos exames de historia. [&#8230;] O que nos parece incontest\u00e1vel, o que de certo ningu\u00e9m dos que t\u00eam a menor practica do magist\u00e9rio desconhecer\u00e1, \u00e9 que cumpre I\u00ba, resumir, resumir muito os comp\u00eandios, 2\u00ba, d\u00e1-los em lingua commum (Rocha, 1860, p. II-III).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Conv\u00e9m ter em vista que a produ\u00e7\u00e3o dos primeiros manuais escolares brasileiros, ainda que pontualmente cr\u00edtica \u00e0s obras europeias, assumiu uma narrativa hist\u00f3rica fundada nas no\u00e7\u00f5es de Progresso e Civiliza\u00e7\u00e3o, tal como postulado pelo conhecimento acad\u00eamico do per\u00edodo. Ademais, o desconforto exposto por Justiniano Rocha em rela\u00e7\u00e3o aos livros franceses parte, entre outros elementos, da defesa da hist\u00f3ria portuguesa como uma alternativa, o que evidencia a import\u00e2ncia da identidade lusitana como refer\u00eancia para o ensino de hist\u00f3ria que se buscava no Brasil. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">Os comp\u00eandios francezes t\u00eam grav\u00edssimos defeitos. Escriptos pelo patriotismo, a bem da exalta\u00e7\u00e3o e do engrandecimento da Fran\u00e7a, n\u00e3o hesitam em apresentar todos os factos hist\u00f3ricos como determinados pela influencia franceza: todos os povos gravitam em redor da Fran\u00e7a. Os factos que desmentiriam esse systema s\u00e3o ommittidos, s\u00e3o pelo menos acanhados; que n\u00e3o protestem contra a verdade franceza. Assim a n\u00f3s filhos de Portuguezes, que j\u00e1 tinham as suas cortes de Lamego, que j\u00e1 tinham a admir\u00e1vel legisla\u00e7\u00e3o das ordena\u00e7\u00f5es, apresentam elles a civilisa\u00e7\u00e3o moderna nascendo do triumpho de Luiz XI, de Richelieu, de Luiz XIV sobre a fidalguia [&#8230;]. Escriptos para Francezes, esses livros d\u00e3o largo desenvolvimento aos acontecimentos da Fran\u00e7a: \u00e9 justo e louv\u00e1vel; mas que justi\u00e7a p\u00f4de haver em obrigar a mocidade brasileira a afadigar-se com tantos Merovingios e Carlovingios, com tantos crimes e enredos dos Brunegildas e Fredegundas, em quanto que mal se lhe diz quaes os fundadores da bella e livre monarchia a que pertenceram os seus paes? (Rocha, 1960, p. III-IV).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Nesse per\u00edodo, a Hist\u00f3ria Medieval foi integrada entre a Antiguidade e a Hist\u00f3ria Moderna como parte da chamada Hist\u00f3ria Universal e implementada no ensino secund\u00e1rio brasileiro. O conhecimento da Idade M\u00e9dia contribu\u00eda, assim, para a forma\u00e7\u00e3o da identidade nacional das classes dirigentes letradas do Imp\u00e9rio, uma identidade que associava o Brasil \u00e0 longa hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. N\u00e3o obstante, \u00e9 interessante notar as diferentes abordagens sobre o medievo nas obras.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><i><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Comp\u00eandio de Hist\u00f3ria Universal<\/span><\/i><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">, escrito por Justiniano Rocha, importante jornalista e professor do Segundo Reinado,<a style=\"mso-footnote-id: ftn3;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[3]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> sintetiza o conte\u00fado sobre a Idade M\u00e9dia afirmando que foi \u201cuma \u00e9pocha de confus\u00e3o horr\u00edvel\u201d, na qual foi realizado o trabalho de \u201cdecomposi\u00e7\u00e3o do mundo antigo, e de recomposi\u00e7\u00e3o dos povos modernos\u201d. Na sequ\u00eancia do argumento, Rocha apresenta um invent\u00e1rio das \u201cverdadeiras riquezas\u201d deixadas pelo medievo, demonstrando uma vis\u00e3o exultante sobre o per\u00edodo:<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">Comecemos pela lingua. Toda a Europa romana falava latim: n\u00e3o o latim puro e casti\u00e7o de Virg\u00edlio e de C\u00edcero, que talvez nunca fosse o latim falado e popular da \u00e9pocha mesma abrilhantada por esses g\u00eanios, e que decerto j\u00e1 muito se havia adulterado; mas um latim modificado pela conserva\u00e7\u00e3o de grande numero de voc\u00e1bulos da l\u00edngua originaria dos diversos povos que Roma subjugara. [&#8230;] Dessas l\u00ednguas foram as primeiras a polirem-se a italiana, e a portugueza; foram as primeiras a darem verdadeiros monumentos litterarios. [&#8230;] A funda\u00e7\u00e3o de universidades attesta os progressos que na sua vulgarisa\u00e7\u00e3o faziam as sciencias. [&#8230;] Das sciencias a mais adiantada era necessariamente a theologia que, armando-se com os estudos philosophos, e com a escholastica ou sciencia de argumenta\u00e7\u00e3o, era a base do ensino de todas as universidades desde as de mais remota funda\u00e7\u00e3o, e apresentou admir\u00e1veis g\u00eanios. [&#8230;] As bellas artes acompanharam esse progresso: a musica, sahindo do canto ch\u00e3o, t\u00e3o amado de Carlos-Magno, j\u00e1 tinha recebido de um frade beneditino a escala di\u00e1tonica (Rocha, 1960, p. 222-224).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">O contraste de leituras sobre o medievo pode ser notado na obra <i>Hist\u00f3ria Universal<\/i>, de Pedro Parley.<a style=\"mso-footnote-id: ftn4;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[4]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Trata-se de um manual norte-americano publicado em 1850, de grande sucesso editorial ao longo do s\u00e9culo XIX, e que foi traduzido pelo desembargador Louren\u00e7o Jos\u00e9 Ribeiro para uso nas escolas brasileiras. Na obra, caracterizada por julgamentos preconceituosos e por uma narrativa que sobrep\u00f5e a hist\u00f3ria sagrada e a hist\u00f3ria humana leiga e cient\u00edfica,<a style=\"mso-footnote-id: ftn5;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[5]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> afirma-se que \u201cpassados quatro ou cinco seculos depois de Jesus Chisto f\u00f4ra desmembrado o Imp\u00e9rio Romano\u201d, o que teve como consequ\u00eancia a extin\u00e7\u00e3o \u201cpor algum tempo [d]as artes [d]as sciencias, e [d]a civilisa\u00e7\u00e3o, que havi\u00e3o sido cultivadas nestes paizes, e quasi toda a Europa ficou reduzida ao estado de barbaridade\u201d. O autor prossegue com a indica\u00e7\u00e3o de que a Idade M\u00e9dia recebeu o nome de \u201cs\u00e9culos de trevas\u201d, em virtude de \u201cas na\u00e7\u00f5es ent\u00e3o existentes er\u00e3o ignorantes, ferozes e barbaras.\u201d, condi\u00e7\u00e3o que se perpetuou at\u00e9 os \u00faltimos s\u00e9culos da Idade M\u00e9dia. Essa vis\u00e3o negativa do medievo \u00e9 refor\u00e7ada no manual ao abordar a Igreja e as institui\u00e7\u00f5es crist\u00e3s, provavelmente numa manifesta\u00e7\u00e3o da rejei\u00e7\u00e3o puritana ao catolicismo medieval:<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">Collocados os Pontiifices Romanos \u00e0 frente da Religi\u00e3o Christ\u00e3, e gozando por isso de uma grande influencia, n\u00e3o puder\u00e3o infelizmente alguns resistir \u00e0 tendencia que todo o poder tem para se engrandecer. Teve portanto a Igreja de lamentar alguns abusos da parte dos Pontifices, principalmente depois que elles come\u00e7ar\u00e3o a intrometter-se em negocios temporaes, e inteiramente alheios \u00e0 sua miss\u00e3o toda espiritual. [&#8230;] N\u00e3o tive occasi\u00e3o de fallar-vos das Abbadias e Mosteiros da Europa, apezar destas curiosas institui\u00e7\u00f5es serem dignas de men\u00e7\u00e3o. [&#8230;] Ao principio os habitantes dos Mosteiros vivi\u00e3o simplesmente, e dedicav\u00e3o-se com effeito \u00e0 religi\u00e3o; por\u00e9m, com o andar dos tempos converter\u00e3o-se as Abbadias e os Mosteiros em resid\u00eancias de prazeres. A ninguem era permitida a entrada alli excepto aos Monges e \u00e0s Freiras, e emquanto o vulgo os julgava occupados com os deveres religiosos, entregav\u00e3o-se elles muitas vezes, sequestrados assim dos olhos do mundo, \u00e0 devassid\u00e3o e intemperan\u00e7a (Parley, 1869, p. 551-554).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-left: 4.0cm; text-align: justify; line-height: normal;\"><span lang=\"PT-BR\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Os exemplos de dois importantes manuais did\u00e1ticos presentes na educa\u00e7\u00e3o brasileira da segunda metade do s\u00e9culo XIX demonstram o tortuoso caminho trilhado nos primeiros passos da constitui\u00e7\u00e3o da Idade M\u00e9dia escolar no Brasil. A Hist\u00f3ria Medieval foi representada ora por meio de fatos not\u00e1veis, como em Justiniano Rocha, ora por uma vis\u00e3o depreciativa, como em Pedro Parley. A inclus\u00e3o dos conte\u00fados e a defesa do conhecimento hist\u00f3rico sobre a antiguidade e o medievo formavam um pilar da identidade cultural e civilizacional que se almejava \u00e0s elites letradas do Brasil, com a Idade M\u00e9dia ocupando um lugar amb\u00edguo nessa narrativa, tanto o papel de afinidade, presente nos elos que ligavam a sociedade brasileira oitocentista ao medievo (com destaque para o cristianismo) e \u00e0 hist\u00f3ria de Portugal; como o lugar de contraste, com a hist\u00f3ria medieval sendo reivindicada como o contraponto da modernidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">A Idade M\u00e9dia continuou sendo abordada nos livros did\u00e1ticos de forma variada at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX, com narrativas de vi\u00e9s iluminista \u2013 as quais se tornaram, posteriormente, hegem\u00f4nicas \u2013 assumindo uma cr\u00edtica cada vez incisiva ao medievo, em especial ao papel da Igreja e do cristianismo no per\u00edodo, e pouco afeita \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da sociedade medieval; ao passo que persistiam manuais com tend\u00eancias confessionais que defendiam os valores morais da religi\u00e3o crist\u00e3 e, consequentemente, apresentavam vis\u00f5es mais positivas acerca da Idade M\u00e9dia. Paralelamente, com o passar das d\u00e9cadas, o rol de conte\u00fados do medievo escolar foi sendo definido, com uma exposi\u00e7\u00e3o centrada na Europa e numa narrativa pontuada de grandes nomes e acontecimentos pol\u00edtico-militares. A defesa esbo\u00e7ada por Justiniano Rocha de uma valoriza\u00e7\u00e3o da medievalidade lusitana, progressivamente foi solapada pela afirma\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria medieval de vi\u00e9s franc\u00f3fono, exemplificada na ode aos Carol\u00edngios vigente at\u00e9 os dias atuais. A compreens\u00e3o das tens\u00f5es relacionadas aos primeiros momentos da inser\u00e7\u00e3o do medievo na educa\u00e7\u00e3o escolar brasileira ajuda a desvelar as diferentes apropria\u00e7\u00f5es da Idade M\u00e9dia e as fun\u00e7\u00f5es exercidas pelo per\u00edodo na constitui\u00e7\u00e3o da identidade brasileira oitocentista, ao passo que contribui para desnaturalizar a narrativa sombria e depreciativa que marca a Idade M\u00e9dia escolar dos livros did\u00e1ticos de hist\u00f3ria. Desejamos que os breves apontamentos apresentados possam agu\u00e7ar o interesse do leitor, fomentando investiga\u00e7\u00f5es sobre o medievo escolar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 42.5pt;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Bibliografia<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">\u00a0<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">ALTO\u00c9, Douglas de Melo. <b>A escrita da hist\u00f3ria da antiguidade no Brasil oitocentista<\/b>: um estudo do <i>Comp\u00eandio de Hist\u00f3ria Universal<\/i> (1860), de Justiniano Jos\u00e9 da Rocha. Serop\u00e9dica, RJ: Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado em Hist\u00f3ria, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2016.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">BARNAB\u00c9, Lu\u00eds Ernesto. A escrita da Hist\u00f3ria Antiga escolar nos anos de 1820-1830: o caso do <i>Pr\u00e9cis de L\u2019histoire ancienne <\/i>e a narrativa acerca dos gregos de Auguste Poirson. <b>Her\u00f3doto<\/b>, Unifesp, Guarulhos, v.6, n.1, 2021, p. 128-151.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">BARNAB\u00c9, Lu\u00eds Ernesto. <b>A Hist\u00f3ria Antiga em comp\u00eandios franceses e brasileiros no Imperial Col\u00e9gio de Pedro II ou o caso Justiniano Jos\u00e9 da Rocha<\/b>: Hist\u00f3ria, disciplina escolar e impressos (1820-1865). Assis, SP: Tese de doutorado em Hist\u00f3ria, Universidade Estadual Paulista, 2019.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">CARDIM, Elmano. <b>Justiniano Jos\u00e9 da Rocha<\/b>. S\u00e3o Paulo: Ed. Nacional, 1964.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">CHERVEL, Andr\u00e9. Hist\u00f3ria das disciplinas escolares: Reflex\u00f5es sobre um campo de pesquisa. <b>Teoria &amp; Educa\u00e7\u00e3o<\/b>, Porto Alegre, v. 2, p. 177-229, 1990.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">CHERVEL, Andr\u00e9; COMP\u00c8RE, Marie-Madeleine. As humanidades no ensino. <b>Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa<\/b>, S\u00e3o Paulo, v. 25, n. 2, p. 149-170jul.\/dez. 1999.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">CHOPPIN, Alain. O manual escolar: uma falsa evid\u00eancia hist\u00f3rica. <b>Revista Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o<\/b>, v.13, n.27, p.9-75, jan.\/abr. 2009.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">FARIAS J\u00daNIOR, Jos\u00e9 Petr\u00facio; GUIMAR\u00c3ES, Selva. Manuais de ensino de Hist\u00f3ria oitocentistas: reflex\u00f5es sobre o cristianismo na hist\u00f3ria escolar no Imp\u00e9rio do Brasil. <b>Cadernos de Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o<\/b>, v.19, n.3, set.\/dez. 2020, p. 817-836.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">LIMA, Douglas Mota Xavier de. A Idade M\u00e9dia nos livros did\u00e1ticos. In: VIANNA, Luciano Jos\u00e9 (org.). <b>A hist\u00f3ria medieval entre a forma\u00e7\u00e3o de professores e o ensino na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica no s\u00e9culo XXI<\/b>: experi\u00eancias nacionais e internacionais. Rio de Janeiro: Autografia, 2021a. p. 394-415.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">LIMA, Douglas Mota Xavier de. O novo j\u00e1 nasce velho: a Idade M\u00e9dia p\u00f3s-BNCC e a quest\u00e3o da mulher medieval nos livros did\u00e1ticos de hist\u00f3ria do guia PNLD-2020. <b>Brathair<\/b>, v. 21, n. 1, 2021b.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">LIMA, Gizeli da Concei\u00e7\u00e3o; FARIAS J\u00daNIOR, Jos\u00e9 Petr\u00facio. Ensino de hist\u00f3ria Antiga no s\u00e9culo XIX: reflex\u00f5es sobre comp\u00eandios did\u00e1ticos de hist\u00f3ria oitocentistas como fonte hist\u00f3rica. In: FARIAS J\u00daNIOR, Jos\u00e9 Petr\u00facio; CERQUEIRA, Maria Dalva Fontenele; LIMA, Gizeli da Concei\u00e7\u00e3o (org.). <b>Hist\u00f3ria, educa\u00e7\u00e3o e ensino no Brasil: entrela\u00e7ando saberes<\/b>. Teresina: EDUPI, 2019, p. 89-111.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">PARLEY, Pedro. <b>Hist\u00f3ria Universal<\/b>: Resumida para uso das escolas dos Estados-Unidos da Am\u00e9rica do Norte. Traduzida pelo desembargador Louren\u00e7o Jos\u00e9 Ribeiro. Rio de Janeiro: Eduardo &amp; Henrique Laemmert, 1869.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">ROCHA, Justiniano Jos\u00e9 da. <b>Compendio de Hist\u00f3ria Universal:<\/b> Vol. I, Idade Antiga. Rio de Janeiro: Tip do Regenerador de justi\u00e7a J. da Rocha, 1860.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">ROCHA, Justiniano Jos\u00e9 da. <b>Compendio de Hist\u00f3ria Universal<\/b>: Vol. II, Idade M\u00e9dia. Rio de Janeiro: Tip do Regenerador de justi\u00e7a J. da Rocha, 1860.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;\"><span lang=\"EN-GB\" style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-GB;\">ROSELLE, Daniel. <b>Samuel Griswold Goodrich, creator of Peter Parley<\/b>: A study of his life and work. Albany: <span style=\"color: #2c2c2c; background: white;\">State University of New York Press, 1968.<\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"mso-element: footnote-list;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\" style=\"mso-element: footnote;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; line-height: normal;\"><a style=\"mso-footnote-id: ftn1;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup><span lang=\"PT-BR\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><sup><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[1]<\/span><\/sup><\/span><\/span><\/sup><\/a><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 10.0pt;\"> Doutor em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal Fluminense. Professor da Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1. E-mail: <\/span><span lang=\"PT-BR\"><a href=\"mailto:douglas.mxl@ufopa.edu.br\"><span style=\"font-size: 10.0pt;\">douglas.mxl@ufopa.edu.br<\/span><\/a><\/span><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 10.0pt;\"> e <\/span><span lang=\"PT-BR\"><a href=\"mailto:dougmotahistoria@gmail.com\"><span style=\"font-size: 10.0pt;\">dougmotahistoria@gmail.com<\/span><\/a><\/span><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 10.0pt;\">. Link do curr\u00edculo lattes: <\/span><span lang=\"PT-BR\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3484112840633429\"><span style=\"font-size: 10.0pt;\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/3484112840633429<\/span><\/a><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn2\" style=\"mso-element: footnote;\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\" style=\"text-align: justify;\"><a style=\"mso-footnote-id: ftn2;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 10.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[2]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span lang=\"PT-BR\"> No campo das pesquisas acerca do ensino da Hist\u00f3ria Antiga no Brasil, essas preocupa\u00e7\u00f5es t\u00eam mobilizado estudos importantes na \u00faltima d\u00e9cada, como: Alto\u00e9, 2016; Barnab\u00e9, 2019; Barnab\u00e9, 2021; Lima, Farias J\u00fanior, 2019; Farias J\u00fanior, Guimar\u00e3es, 2020.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn3\" style=\"mso-element: footnote;\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\"><a style=\"mso-footnote-id: ftn3;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 10.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[3]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span lang=\"PT-BR\"> Sobre o autor, ver: Cardim, 1964.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn4\" style=\"mso-element: footnote;\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\" style=\"text-align: justify;\"><a style=\"mso-footnote-id: ftn4;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 10.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[4]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span lang=\"PT-BR\"> Samuel Griswold Goodrich, conhecido pelo pseud\u00f4nimo de Peter Parley (Pedro Parley, no Brasil), foi um escritor e editor que nos anos 1820 come\u00e7ou a produzir livros voltados aos jovens sobre geografia, hist\u00f3ria, ci\u00eancia, entre outras \u00e1reas. Sobre o autor, ver: ROSELLE, <\/span><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-family: 'Helvetica',sans-serif; color: #2c2c2c; background: white;\">1968.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn5\" style=\"mso-element: footnote;\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\" style=\"text-align: justify;\"><a style=\"mso-footnote-id: ftn5;\" title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Adri\/AppData\/Local\/Packages\/microsoft.windowscommunicationsapps_8wekyb3d8bbwe\/LocalState\/Files\/S0\/3\/Attachments\/LIMA,%20Douglas%20M%20X%20de%20-%20ENTRE%20MONUMENTOS%20CULTURAIS%20E%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20CIVILIZACIONAL_%20-%20EDITADO%5b10792%5d.docx#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span lang=\"PT-BR\" style=\"font-size: 10.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">[5]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span lang=\"PT-BR\"> A abordagem sobre os \u00e1rabes exemplifica essa dupla tend\u00eancia da obra: \u201cOs Arabes descendem de Ismael, um dos filhos de Abrah\u00e3o. (&#8230;) Os Arabes t\u00eam sido em todas as \u00e9pocas, tribos vagabundas, habitando em tendas no meio de impraticaveis desertos, que cobrem uma vasta por\u00e7\u00e3o do seu paiz. (&#8230;) [Mahomet] Proclamava publicamente, que Deos o havia mandado para converter o mundo a uma nova religi\u00e3o; por\u00e9m os habitantes da Mecca, entre os quaes havia nascido, que estav\u00e3o por isso ao facto do seu antigo mister, e que nenhuma superioridade nelle conheci\u00e3o, mostrav\u00e3o-se pouco dispostos a dar-lhe credito, tanto mais quanto elle asseverava ter subido ao c\u00e9o a cavalo n\u2019um jumento em companhia do anjo Gabriel; e muitas outras historias t\u00e3o rid\u00edculas como esta\u201d (Parley, 1869, p. 86-87).<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 19 de setembro de 2023.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> LIMA, <span style=\"font-size: 12pt;\">Douglas Mota Xavier de. Entre Monumentos Culturais E A Decad\u00eancia Civilizacional: As tens\u00f5es em torno da Idade M\u00e9dia escolar no Brasil do s\u00e9culo XIX. <strong>Blog do POIEMA.<\/strong> Pelotas 19 set 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-entre-monumentos-culturais-e-a-decadencia-civilizacional-as-tensoes-em-torno-da-idade-media-escolar-no-brasil-do-seculo-xix\/ Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Douglas Mota Xavier de Lima[1] \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00c9 prov\u00e1vel que voc\u00ea, leitor, jovem ou maduro, tenha lembran\u00e7as sobre o uso de livros did\u00e1ticos no ambiente escolar, com recorda\u00e7\u00f5es de atividades passadas pelos professores e de aprendizados oportunizados pela leitura dos manuais impressos, afinal, ao longo do s\u00e9culo passado os livros did\u00e1ticos &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-entre-monumentos-culturais-e-a-decadencia-civilizacional-as-tensoes-em-torno-da-idade-media-escolar-no-brasil-do-seculo-xix\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1170,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-onecolumn.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-5627","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Texto: Entre Monumentos Culturais E A Decad\u00eancia Civilizacional: As tens\u00f5es em torno da Idade M\u00e9dia escolar no Brasil do s\u00e9culo XIX - POIEMA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-entre-monumentos-culturais-e-a-decadencia-civilizacional-as-tensoes-em-torno-da-idade-media-escolar-no-brasil-do-seculo-xix\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Texto: Entre Monumentos Culturais E A Decad\u00eancia Civilizacional: As tens\u00f5es em torno da Idade M\u00e9dia escolar no Brasil do s\u00e9culo XIX - POIEMA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Douglas Mota Xavier de Lima[1] \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00c9 prov\u00e1vel que voc\u00ea, leitor, jovem ou maduro, tenha lembran\u00e7as sobre o uso de livros did\u00e1ticos no ambiente escolar, com recorda\u00e7\u00f5es de atividades passadas pelos professores e de aprendizados oportunizados pela leitura dos manuais impressos, afinal, ao longo do s\u00e9culo passado os livros did\u00e1ticos &hellip; 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