{"id":5426,"date":"2023-06-27T12:00:12","date_gmt":"2023-06-27T15:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=5426"},"modified":"2023-06-28T19:34:36","modified_gmt":"2023-06-28T22:34:36","slug":"texto-o-monge-isaac-e-a-vaca-entre-antao-do-deserto-e-paulo-de-tebas-outras-abordagens-para-o-monaquismo-copta","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-o-monge-isaac-e-a-vaca-entre-antao-do-deserto-e-paulo-de-tebas-outras-abordagens-para-o-monaquismo-copta\/","title":{"rendered":"Texto: O Monge Isaac e a Vaca, Entre Ant\u00e3o do Deserto e Paulo de Tebas: Outras abordagens para o monaquismo copta"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Jorge Gabriel Rodrigues de Oliveira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para historiografia franc\u00f3fona de vi\u00e9s mais tradicional, capitaneada por Le Goff e Schmitt, o monaquismo teria sua origem nos religiosos crist\u00e3os coptas praticantes da <em>fuga mundi<\/em>, ou seja, do isolamento asc\u00e9tico, nos desertos orientais mais ou menos figurados nas primeiras hagiografias. A origem etimol\u00f3gica do pr\u00f3prio termo \u201cmonge\u201d remonta ao termo grego <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5428\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.07.15.jpg\" alt=\"\" width=\"69\" height=\"20\" \/> <\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">(<\/span><em style=\"font-size: 12pt;\">monach\u00f3s<\/em><span style=\"font-size: 12pt;\">) que significa \u201cs\u00f3\u201d, \u201csolit\u00e1rio\u201d, \u201csozinho\u201d, (BAILLY, 2000) e seus derivados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo a linhagem destes autores, existe uma distin\u00e7\u00e3o entre o que se entende por monge e eremita, uma vez que os monges viveriam sua solid\u00e3o em grupos, da\u00ed a forma cenob\u00edtica do monaquismo e, pontualmente, da anacor\u00e9tica, ao passo que a forma erem\u00edtica, portanto dos eremitas, exigiria a pr\u00e1tica da solid\u00e3o mais radical a partir de um isolamento de fato em locais ermos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Assim essa historiografia, em resumo, entende que o movimento dos chamados padres do deserto, ou dos monges, foi reflexo do processo de politiza\u00e7\u00e3o por qual passou o cristianismo pelos idos da quarta cent\u00faria de nossa era, considerando eventos como o da convers\u00e3o do imperador Constantino (312), do Conc\u00edlio de Niceia I (325), quando cada vez mais as estruturas hier\u00e1rquico-administrativas de uma institui\u00e7\u00e3o ainda bastante flu\u00edda e fragmentada que convencionou-se chamar de Igreja, passava por um processo de contamina\u00e7\u00e3o por estas estruturas romanas (LITTLE, 2002).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Podemos perceber ecos dessa historiografia, de certo modo, na pr\u00f3pria historiografia auriverde, quando esbarramos com conceitos propostos por Le Goff acerca do bosque europeu como an\u00e1logo ao deserto oriental (FRANCO JR., 2009), ou mesmo o centralismo das fontes hagiogr\u00e1ficas para o estudo do monaquismo oriental e ocidental (FILHO, 2009) (AMARAL, 2009; 2013), bem como por outras partes do globo, at\u00e9 mesmo na Irlanda de Brown (2009), com a proemin\u00eancia de figuras cl\u00e1ssicas para o monaquismo, como Ant\u00e3o do Deserto (251-356) ou Santo Ant\u00e3o como quer a sua hagiografia e a tal Igreja.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Por aqui, no final dos j\u00e1 distantes anos 90 do s\u00e9culo passado, Edmar Checon produziu um pequeno texto em consequ\u00eancia do VIII Encontro Regional de Hist\u00f3ria da ANPUH-RS acerca do que chamou de \u201ccompeti\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica\u201d (CHECON, 1998), que existiria entre Ant\u00e3o do Deserto e Paulo de Tebas (227-341), ou melhor, entre seus hagi\u00f3grafos, Atan\u00e1sio de Alexandria (?-373) e Jer\u00f4nimo de Estrid\u00e3o (?-420). Checon evidenciou uma certa rusga que envolvia os hagi\u00f3grafos na tentativa de serem os arautos daquele que teria sido o monge crist\u00e3o pioneiro no Oriente e, portanto, a fonte da chamada vida mon\u00e1stica, a qual todos os demais religiosos crist\u00e3os solit\u00e1rios at\u00e9 os confins da Europa passaram a imitar, e como consequ\u00eancia aproveitar da fama de seus personagens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Sendo assim, de maneira bastante sint\u00e9tica, o que se pode extrair desta linhagem historiogr\u00e1fica <em>stricto sensu<\/em> no que concerne ao monaquismo origin\u00e1rio, se fundamenta no papel da <em>fuga mundi<\/em> promotora do isolamento asc\u00e9tico dos monges, bem como de uma avers\u00e3o aos valores pol\u00edticos mundanos, ou romanos conforme o caso, ancorado nos exemplos de figuras espiritual e moralmente proeminentes, por sua vez hagiografadas por outras figuras politicamente proeminentes dentro e fora daquela estrutura chamada Igreja.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Se considerarmos tantos cuidados, m\u00e9todos, teorias, entre outros que o cientificismo e o academicismo nos imp\u00f5em enquanto pesquisadores histori\u00f3grafos, podemos facilmente entender o abismo que existe entre a interpreta\u00e7\u00e3o puramente historiogr\u00e1fica do monaquismo origin\u00e1rio, como a acima mencionada, e a interpreta\u00e7\u00e3o de uma historiografia de vi\u00e9s marcadamente religioso, que <em>a priori<\/em>, n\u00e3o tem mesmo algumas preocupa\u00e7\u00f5es e cuidados que n\u00f3s temos, pois esta exerce uma fun\u00e7\u00e3o diferente daquela e tamb\u00e9m n\u00e3o escamoteia sua inten\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o antes de tudo evangelizadora. Entretanto, ao lan\u00e7armos alguma luz sobre esta historiografia \u201cincens\u00e1ria\u201d nos surpreendemos, como segue.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para Colomb\u00e1s, monge da Ordem de S\u00e3o Bento, em sua hist\u00f3ria do monacato primitivo, no decorrer do tempo os pr\u00f3prios monges tra\u00e7aram diversas causas para sua pr\u00f3pria origem, entretanto, todas tomavam como base aspectos profundamente b\u00edblico-religiosos. Esses monges acreditavam ser herdeiros do povo de Israel e fazer parte de uma \u201chist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o\u201d, na qual os textos vetero e neotestament\u00e1rios se relacionavam diretamente (COLOMB\u00c1S, 2004). Tomavam os ascetas e profetas judeus dos textos b\u00edblicos como seus predecessores, por conta da ren\u00fancia do mundo, portanto que a origem primordial de seu comportamento estaria na B\u00edblia, bem como apontado por Amaral (2009). Tamb\u00e9m viam Ad\u00e3o antes do pecado, quando mantinha contato direto com a divindade segundo a narrativa, como a semente de sua \u00e1rvore geneal\u00f3gica, como tamb\u00e9m evidenciou Brown (2009). Al\u00e9m disso, o autor recupera a proposta ultrapassada de Weingarten da origem do monaquismo nos <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5429\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.11.06.jpg\" alt=\"\" width=\"69\" height=\"23\" \/> <\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">(<em>katoch\u00f3i<\/em>), que eram membros de um grupo de ascetas reclusos do templo de S\u00e9rapis em Alexandria junto ao Egito (COLOMB\u00c1S, 2004).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para Bueno as origens do monaquismo n\u00e3o possuem uma rela\u00e7\u00e3o b\u00edblica t\u00e3o direta quanto para Colomb\u00e1s, por\u00e9m n\u00e3o deixam de fazer parte do \u00e2mbito religioso. O autor afirma que um dos fatores que explicam este fen\u00f4meno seria o misticismo ardente dos primeiros monges eg\u00edpcios, bem como seu suposto gosto pela ascese, que explicaria o modo \u201cheroico\u201d como o povo copta suportava os sofrimentos impostos tanto pela vida mundana quanto pela mon\u00e1stica (BUENO, 2003). O autor afirma tamb\u00e9m que aquelas pessoas possu\u00edam uma vis\u00e3o natural do sobrenatural, uma vez que estariam impregnadas de f\u00e9, piedade e de um sentimento vivo da divindade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">De todo modo \u00e9 poss\u00edvel evidenciar o seguinte: a historiografia exerceu alguma influ\u00eancia sobre a produ\u00e7\u00e3o marcadamente religiosa ou \u00e9 not\u00f3rio o cheiro de incenso na historiografia<em> ex-officio<\/em>, por assim dizer. Em ambos os casos sobressaem os mesmos elementos, ainda que a partir de perspectivas e com inten\u00e7\u00f5es distintas. Tanto numa quanto noutra \u00e9 evidente o papel da <em>fuga mundi<\/em>, do ascetismo fervoroso, da proposta de um novo <em>modus vivendi<\/em> e a posi\u00e7\u00e3o de destaque das hagiografias e enaltecimento de seus personagens principais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Essa aproxima\u00e7\u00e3o do modo de enxergar a quest\u00e3o mon\u00e1stica pela historiografia e pela historiografia evangelizadora talvez ocorra por conta do elemento acima mencionado, da proemin\u00eancia do uso basilar de documenta\u00e7\u00e3o hagiogr\u00e1fica para as an\u00e1lises historiogr\u00e1ficas. N\u00e3o que inexistam t\u00e9cnicas, procedimentos, metodologias e seriedade adequadas para o tratamento deste tipo de documenta\u00e7\u00e3o. Muito pelo contr\u00e1rio. Aqui mesmo no Brasil basta examinar a atua\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9ia Fraz\u00e3o da Silva e Leila Rodrigues \u00e0 frente do PEM-UFRJ que fica evidente a efici\u00eancia e seriedade no trato deste tipo de documenta\u00e7\u00e3o, bem como atrav\u00e9s da vast\u00edssima produ\u00e7\u00e3o realizada ao longo de d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o ao tema das hagiografias por parte de Silva (2008a; 2008b). Por\u00e9m, nem todos os historiadores s\u00e3o Fraz\u00f5es da Silva e nem Rodrigues.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Este mesmo que aqui escreve estas linhas deve ser inserido no bojo desta discuss\u00e3o, uma vez que em sua Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado (OLIVEIRA, 2016), al\u00e9m da utiliza\u00e7\u00e3o de um diferenciado <em>corpus<\/em> documental para resolver o cerne da quest\u00e3o em voga naquele momento, tomou como basilares as hagiografias de Ant\u00e3o do Deserto e de Paulo de Tebas de Atan\u00e1sio e Jer\u00f4nimo e acabou (re)visitando e (re)produzindo tamb\u00e9m os tais lugares-comuns da historiografia e com algum aroma de incenso, aqui evidenciados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00c9 evidente que tal reflex\u00e3o n\u00e3o se encerra nesses parcos apontamentos, contudo existem atualmente no Brasil e fora tamb\u00e9m, trabalhos cujo tema mon\u00e1stico aparece a partir de outras perspectivas, seja com a utiliza\u00e7\u00e3o basilar de hagiografias ou n\u00e3o. No primeiro caso, podemos mencionar a pesquisa de Borgongino na busca pelos dem\u00f4nios et\u00edopes a partir de uma instigante discuss\u00e3o racial em \u00e2mbito mon\u00e1stico (BORGONGINO, 2021). Ainda por aqui, Calvo que, sem negligenciar as hagiografias, confere maior vulto para atas conciliares, principalmente de \u00c9feso II (2019); e ambos direta ou indiretamente fazem parte da linhagem das j\u00e1 mencionadas Fraz\u00e3o da Silva e Rodrigues.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No hemisf\u00e9rio norte, a \u00e1rea de estudos tamb\u00e9m vem sendo oxigenada por autores como Blanke (2023), Ghica (2019), Wipszycka (2013), Choat (2002), que abordam o tema a partir de pontos de vista diversos, como o econ\u00f4mico, arqueol\u00f3gico, da cultura material, papirol\u00f3gico, etimol\u00f3gico, entre outros. \u00c9 nesse meio que finalmente podemos encontrar o monge Isaac e a vaca, que mostram uma outra face do monaquismo origin\u00e1rio copta, muito mais ordin\u00e1ria que extraordin\u00e1ria, mais natural que sobrenatural, diferente da mostrada pelas idealiza\u00e7\u00f5es e figura\u00e7\u00f5es hagiogr\u00e1ficas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O termo <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5428\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.07.15.jpg\" alt=\"\" width=\"69\" height=\"20\" \/> <\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">aparece empregado com o sentido religioso crist\u00e3o que conhecemos desde os anos 323-324 em papiros coptas. Esse dado merece algum relevo, porque o termo n\u00e3o apareceu empregado em fontes de tipologia religiosa, mas em contratos, peti\u00e7\u00f5es, autoriza\u00e7\u00f5es e cartas, enquanto a hagiografia de Ant\u00e3o do Deserto produzida por Atan\u00e1sio de Alexandria data de c.360 e a de Paulo de Tebas por Jer\u00f4nimo de Estrid\u00e3o ainda mais tarde, tamb\u00e9m da segunda metade do IV s\u00e9culo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo Choat (2002) foi encontrado em Hathor no Egito um papiro de c.323 no qual o termo apareceu num contrato de venda de uma casa nas montanhas para o monge Eus\u00e9bio <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5430\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.15.50-400x49.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"16\" \/><\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">. De outro modo, em Karanis no Egito, desta vez com mais certeza do ano 324 foi encontrado o papiro contendo a peti\u00e7\u00e3o do monge Isaac <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5431\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.19.59-400x60.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"22\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.19.59-400x60.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.19.59.jpg 581w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">, solicitando ajuda a um campon\u00eas amigo envolvido num desentendimento. Al\u00e9m disso, existe uma autoriza\u00e7\u00e3o do ano 334, uma carta de 335 e outras documenta\u00e7\u00f5es de data\u00e7\u00e3o incerta, mas que ao que parece s\u00e3o todas anteriores ao ano de 360, da reda\u00e7\u00e3o da Vida de Ant\u00e3o. Chama aten\u00e7\u00e3o a tipologia e conte\u00fado da documenta\u00e7\u00e3o demasiadamente mundana e do cotidiano local, bastante diferenciada das idealiza\u00e7\u00f5es hagiogr\u00e1ficas, como podemos perceber no caso do desentendimento em que o monge Isaac se envolveu, como segue.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo o documento, o di\u00e1cono Antonino <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5432\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.21.19-400x39.jpg\" alt=\"\" width=\"170\" height=\"17\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.21.19-400x39.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.21.19-768x75.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.21.19-750x73.jpg 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.21.19.jpg 860w\" sizes=\"auto, (max-width: 170px) 100vw, 170px\" \/> <\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">e o monge Isaac <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5431\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.19.59-400x60.jpg\" alt=\"\" width=\"142\" height=\"21\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.19.59-400x60.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.19.59.jpg 581w\" sizes=\"auto, (max-width: 142px) 100vw, 142px\" \/> auxiliaram Isidoro <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5433\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.24.38-400x84.jpg\" alt=\"\" width=\"109\" height=\"23\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.24.38-400x84.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.24.38.jpg 427w\" sizes=\"auto, (max-width: 109px) 100vw, 109px\" \/><\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">, que estava sendo espancado por alguns sujeitos, ap\u00f3s ter conduzido uma vaca que n\u00e3o lhe pertencia, mas que havia destru\u00eddo sua planta\u00e7\u00e3o (provavelmente pisoteado ou comido), por\u00e9m o ruminante leiteiro pertencia a um dos espancadores que pensou estar sendo roubado por Isidoro e por esta raz\u00e3o a interven\u00e7\u00e3o violenta. Entretanto, ao que parece, tudo n\u00e3o passou de uma arma\u00e7\u00e3o do propriet\u00e1rio da vaca que almejava tomar as terras de Isidoro e p\u00f4s em pr\u00e1tica um artif\u00edcio para tentar mat\u00e1-lo e tomar posse de sua terra como modo de repara\u00e7\u00e3o para o suposto crime cometido do roubo da vaca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Decerto que os primeiros aparecimentos do termo <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5428\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/06\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-26-as-14.07.15.jpg\" alt=\"\" width=\"69\" height=\"20\" \/> <\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">no sentido religioso que se entende hoje, alvo das pesquisas historiogr\u00e1ficas apontadas aqui, se distanciam daquela estrutura (bastante resumida) apresentada no in\u00edcio deste texto, na qual ilustra aqueles primeiros monges como praticantes inveterados da <em>fuga mundi<\/em>, ascetismo e solid\u00e3o em forma cenob\u00edtica, anacor\u00e9tica ou erem\u00edtica, bem como quase como figuras \u201cher\u00f3icas\u201d demasiadamente enaltecidas, n\u00e3o atoa al\u00e7adas \u00e0 santidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Por fim, uma historiografia que pretende entender de forma mais ampla o monaquismo, mas que se fundamenta de maneira basilar nas hagiografias, n\u00e3o dando muita aten\u00e7\u00e3o para outros tipos de documenta\u00e7\u00e3o como cartas, atas conciliares, as pr\u00f3prias regras, as aqui apresentadas, entre outras, assume o risco de se encerrar nos limites impostos pelo pr\u00f3prio car\u00e1ter da documenta\u00e7\u00e3o, ser cooptado por seus dem\u00f4nios, ficar maravilhado com os milagres e produzir trabalhos com aroma de incenso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">AMARAL, Ronaldo. A Santidade Habita o Deserto: A Hagiografia \u00e0 Luz do Imagin\u00e1rio Social. S\u00e3o Paulo: UNESP, 2009.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">__________. Santos Imagin\u00e1rios, Santos Reais: a literatura hagiogr\u00e1fica como fonte hist\u00f3rica. S\u00e3o Paulo: Intermeios, 2013.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">BAILLY, Anatole. Le Grand Bailly: Dictionnaire Grec-Fran\u00e7ais. Paris: Hachette, 2000.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">BLANKE, Louise; CROMWELL, Jennifer. Monastic Economies in Late Antique Egypt and Palestine. Cambridge, Cambridge University Press, 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">BORGONGINO, Bruno Uchoa. O monge e o dem\u00f4nio et\u00edope: ra\u00e7a e <em>discretio<\/em> nas <em>Collationes Patrum<\/em> de Jo\u00e3o Cassiano (426-428). Topoi (Rio J.) 22 (47) \u2022 Maio-Ago 2021.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">BROWN, Peter. Antiguidade Tardia. In: VEYNE, Paul (Org.). Hist\u00f3ria da Vida Privada, 1: do Imp\u00e9rio Romano ao Ano Mil. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2009.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">BUENO, Justino de Almeida. Cadernos de Hist\u00f3ria Mon\u00e1stica 1: Introdu\u00e7\u00e3o Geral. Juiz de Fora: Mosteiro da Santa Cruz; S\u00e3o Paulo: Abadia S\u00e3o Geraldo, 2003.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">FRANCO JR., Hil\u00e1rio. Pref\u00e1cio \u00e0 Edi\u00e7\u00e3o Espanhola In: AMARAL, Ronaldo. A Santidade Habita o Deserto: A Hagiografia \u00e0 Luz do Imagin\u00e1rio Social. S\u00e3o Paulo: UNESP, 2009.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">GHICA, Victor. L\u2019arch\u00e9ologie du monachisme \u00e9gyptien au IV si\u00e8cle: \u00c9tat dela question. In: Nag Hammadi \u00e0 70 ans. Qu\u2019avons Nous Appris? Leuven, Paris, Bristol, Bristol. 2019.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">FILHO, Ruy de Oliveira Andrade. Pref\u00e1cio \u00e0 Edi\u00e7\u00e3o Brasileira In: AMARAL, Ronaldo. A Santidade Habita o Deserto: A Hagiografia \u00e0 Luz do Imagin\u00e1rio Social. S\u00e3o Paulo: UNESP, 2009.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">FREITAS, Edmar Checon de. A Competi\u00e7\u00e3o Mon\u00e1stica: Paulo e Ant\u00e3o. VIII Encontro Regional de Hist\u00f3ria: Hist\u00f3ria &amp; Religi\u00e3o, ANPUH, 1998.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">CHOAT, Malcolm. The Development and use of Terms for \u2018monk\u2019 in Late Antique Egypt. Jahrbuch f\u00fcr Antike und Christentum, 45 (2002), 5-23.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">COLOMB\u00c1S, Garc\u00eda M. El Monacato Primitivo. 2\u00aa ed. Madri: BAC, 2004.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">LITTLE, Lester K. Monges e Religiosos In: LE GOFF, Jacques; SCHMITT, Jean-Claude (orgs.). Dicion\u00e1rio Tem\u00e1tico do Ocidente Medieval. v. II. Bauru, SP: EDUSC; S\u00e3o Paulo, SP: Imprensa Oficial do Estado, 2002.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">OLIVEIRA, Jorge Gabriel Rodrigues de. Herdeiros de M\u00e1rtires: a Representa\u00e7\u00e3o do Monaquismo Erem\u00edtico Copta em Atan\u00e1sio de Alexandria e Jer\u00f4nimo de Estrid\u00e3o (S\u00e9culos III-IV). Disserta\u00e7\u00e3o, PPHR-UFRRJ, 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">SILVA, Andr\u00e9ia Cristina Lopes Fraz\u00e3o da (Org.). Hagiografia &amp; Hist\u00f3ria. Reflex\u00f5es Sobre a Igreja e o Fen\u00f4meno da Santidade na Idade M\u00e9dia Central. Rio de Janeiro, HP Comunica\u00e7\u00e3o Editora, 2008a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">__________. Reflex\u00f5es Sobre a Hagiografia Ib\u00e9rica Medieval: Um Estudo Comparado do <em>Liber Sancti Iacobi<\/em> e das Vidas de Santos de Gonzalo de Berceo. Niter\u00f3i, EDUFF, 2008b.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; color: #333333;\">WIPSZYCKA, Ewa. First Atestation of the word monachos in Papyri. 8. P.COLL.YOUTIE 77 = P.COL. VII 171 REVISITED. Essays and Texts in Honor of J. David Thomas. The American Society of Papyrologists. [s.l.], [s.n.].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8212;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Doutorando pelo PPHR-UFRRJ e colaborador externo do PEM-UERJ. (prof.msc.gabriel@gmail.com) <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4025325231991093\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/4025325231991093<\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 27 de junho de 2023.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar<\/strong>: OLIVEIRA, Jorge Gabriel Rodrigues de. <strong>Blog do Poiema.\u00a0<\/strong>Pelotas, 27 jun 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-o-monge-isaac-e-a-vaca-entre-antao-do-deserto-e-paulo-de-tebas-outras-abordagens-para-o-monaquismo-copta\/ . 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A origem etimol\u00f3gica do pr\u00f3prio termo \u201cmonge\u201d remonta &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-o-monge-isaac-e-a-vaca-entre-antao-do-deserto-e-paulo-de-tebas-outras-abordagens-para-o-monaquismo-copta\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1170,"featured_media":5449,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-onecolumn.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-5426","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","nodate","item-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Texto: O Monge Isaac e a Vaca, Entre Ant\u00e3o do Deserto e Paulo de Tebas: Outras abordagens para o monaquismo copta - POIEMA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-o-monge-isaac-e-a-vaca-entre-antao-do-deserto-e-paulo-de-tebas-outras-abordagens-para-o-monaquismo-copta\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Texto: O Monge Isaac e a Vaca, Entre Ant\u00e3o do Deserto e Paulo de Tebas: Outras abordagens para o monaquismo copta - POIEMA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Jorge Gabriel Rodrigues de Oliveira[1] &nbsp; Para historiografia franc\u00f3fona de vi\u00e9s mais tradicional, capitaneada por Le Goff e Schmitt, o monaquismo teria sua origem nos religiosos crist\u00e3os coptas praticantes da fuga mundi, ou seja, do isolamento asc\u00e9tico, nos desertos orientais mais ou menos figurados nas primeiras hagiografias. 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