{"id":4898,"date":"2023-03-07T18:00:08","date_gmt":"2023-03-07T21:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=4898"},"modified":"2023-04-03T23:32:15","modified_gmt":"2023-04-04T02:32:15","slug":"texto-o-clima-das-cruzadas-e-a-producao-alimentar-no-egito-sob-os-sultoes-mamelucos-seculo-vii-da-hegira-xiii-da-era-comum","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-o-clima-das-cruzadas-e-a-producao-alimentar-no-egito-sob-os-sultoes-mamelucos-seculo-vii-da-hegira-xiii-da-era-comum\/","title":{"rendered":"Texto: O Clima das Cruzadas e a Produ\u00e7\u00e3o Alimentar no Egito sob os Sult\u00f5es Mamelucos (S\u00e9culo VII da H\u00e9gira \/ XIII da Era Comum)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Bruno Tadeu Salles<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 28 de novembro de 2013, Sanjay Subrahmanyam (2017), em uma aula inaugural proferida no Coll\u00e8ge de France, chamou aten\u00e7\u00e3o para a necessidade da passagem de uma Hist\u00f3ria assim\u00e9trica para uma Hist\u00f3ria sim\u00e9trica. A diferen\u00e7a entre as duas ganhava contornos na cr\u00edtica ao conjunto da obra de Fernand Braudel. Especificamente, Subrahmanyam criticava que \u201csua hist\u00f3ria sobre o Mediterr\u00e2neo, por mais que fosse ampla em sua proposta, era marcada por um olhar unidirecional, euroc\u00eantrico. Esse olhar estreito sobre um cen\u00e1rio imenso, era marcado pelo peso decisivo da escolha de fontes europeias e, por vezes, crist\u00e3s\u201d (SUBRAHMANYAM, 2017, p. 222). Propor uma hist\u00f3ria sim\u00e9trica, ampla, em termos temporais e geogr\u00e1ficos, demanda aten\u00e7\u00e3o \u00e0 pluralidade de perspectivas. Tal iniciativa tem como intento fundamental a n\u00e3o redu\u00e7\u00e3o do estudo da experi\u00eancia do passado a um mero acess\u00f3rio dos nacionalismos ocidentais. Percebemos essa necessidade, principalmente, atrav\u00e9s das abordagens sobre o tema das Cruzadas. O peso decisivo da escolha das fontes latinas e o consequente espa\u00e7o desproporcional dado aos Francos\/Cruzados ganham nitidez na frequ\u00eancia e na forma que o termo Cruzadas aparece em diversos textos de medievalistas estrangeiros e brasileiros. As Cruzadas s\u00e3o consideradas apenas de um \u00fanico ponto de vista, onde o protagonismo europeu se destaca e refor\u00e7a o discurso nacionalista e colonialista do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evidentemente, haja vista a presen\u00e7a do termo no t\u00edtulo deste ensaio, nossa an\u00e1lise, contida no par\u00e1grafo inicial, seria uma contradi\u00e7\u00e3o, um tiro no p\u00e9. A express\u00e3o da cr\u00edtica que propomos, atrav\u00e9s do olhar rigoroso de Subramanyan, provocaria o estranhamento do leitor ou da leitora. Embora a perplexidade seja leg\u00edtima, o t\u00edtulo deseja ser a manifesta\u00e7\u00e3o resumida de nosso movimento historiogr\u00e1fico que parte do \u201cclima\u201d das Cruzadas para uma abordagem mais detida e exclusiva sobre a experi\u00eancia hist\u00f3rica do Sultanato Mameluco, no per\u00edodo em que tinham os Francos como vizinhos. A experi\u00eancia mameluca \u00e9 uma das mais fascinantes da Hist\u00f3ria Isl\u00e2mica. Origin\u00e1rios dos povos turcos das estepes Qipchaqs, na regi\u00e3o dos mares Negro e C\u00e1spio, eram capturados ou entregues como escravos ainda na inf\u00e2ncia. Esses meninos, levados para as casernas da cidade do Cairo, se convertiam ao Isl\u00e3 e recebiam treinamento como guerreiros de elite. Alguns apresentavam habilidades liter\u00e1rias, como Baybars al-Mans\u016br\u012b. Posteriormente, eram libertados e incorporados como soldados e oficiais na estrutura militar. Em 648\/1250, os Mamelucos tomaram o poder no Egito, estabelecendo um Sultanato que duraria at\u00e9 923\/1517, quando foram conquistados pelos Turcos Otomanos. Os Mamelucos legaram um rico aparato cron\u00edstico, que nos informa sobre os diversos desafios de governo enfrentados por sult\u00f5es como Baybars e Qal\u0101w\u016bn.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falar em uma Hist\u00f3ria sim\u00e9trica diz respeito a dois prop\u00f3sitos. Primeiramente, intenta-se ampliar os <em>corpora<\/em>, lan\u00e7ando um olhar generoso a uma produ\u00e7\u00e3o escrita mameluca. Esta produ\u00e7\u00e3o, a prop\u00f3sito, tem sido cada vez mais acess\u00edvel aos historiadores e \u00e0s historiadoras, fomentada por tradu\u00e7\u00f5es publicadas em espanhol, franc\u00eas e ingl\u00eas. Em segundo lugar, a rela\u00e7\u00e3o das pessoas com o meio ambiente deve ser vista, igualmente, na condi\u00e7\u00e3o de uma parte imprescind\u00edvel da simetria. O clima e as rela\u00e7\u00f5es dos seres humanos com o meio-ambiente sustentariam o estudo das sociedades passadas. Destaca-se a preocupa\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea quanto ao impacto da a\u00e7\u00e3o humana, frequentemente desastrosa e danosa, sobre o planeta Terra. De maneira espec\u00edfica, a aten\u00e7\u00e3o e a preocupa\u00e7\u00e3o do presente se projetam positivamente no nosso estudo do passado, em um esfor\u00e7o leg\u00edtimo de examinar o tema do clima e da produ\u00e7\u00e3o alimentar no Egito mameluco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O clima pode ser definido como um sistema bem complexo, \u201cde m\u00faltiplas intera\u00e7\u00f5es entre atmosfera, hidrosfera, solo, flora, fauna e, evidentemente, as a\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es humanas\u201d (PREISER-KAPELLER, 2013, p.2). Para o estudo do clima em per\u00edodos antigos, como aquele do Egito durante as Cruzadas, a (o) medievalista utiliza os arquivos sociais e os arquivos naturais. Se os primeiros congregam a produ\u00e7\u00e3o humana \u2013 registros escritos, imagens, esculturas, etc. \u2013 os segundos nos fornecem dados a partir dos dep\u00f3sitos de gelo do \u00c1rtico, dos an\u00e9is de crescimento das \u00e1rvores, dos sedimentos de lagos e sua disposi\u00e7\u00e3o em camadas a partir de cortes verticais. A presen\u00e7a de polem de plantas dom\u00e9sticas nessas camadas, em compara\u00e7\u00e3o com o polem de plantas silvestres, fornece pistas sobre a forma de ocupa\u00e7\u00e3o de um lugar e como o espa\u00e7o natural foi transformado pela atividade humana. Finalmente, o exame dos an\u00e9is de crescimento das \u00e1rvores centen\u00e1rias, como algumas esp\u00e9cies encontradas no norte do continente americano, pode apontar per\u00edodos de crescimento lento ou acelerado e a influ\u00eancia de determinadas condi\u00e7\u00f5es ambientais em determinada etapa de vida da \u00e1rvore. Rastros advindos dos arquivos naturais, coletados em diversas partes do planeta, sugeririam tendencias clim\u00e1ticas a n\u00edvel continental ou global em determinado per\u00edodo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em vista esses dois tipos de arquivos, sociais e naturais, perguntamos: como se caracterizava o clima, no Oriente M\u00e9dio e, de forma restrita, no Egito, durante o per\u00edodo das Cruzadas? O que as pessoas viram e sentiram naquele momento da hist\u00f3ria? N\u00e3o h\u00e1 um consenso entre as pesquisas, mas considera-se que mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ocorridas entre meados do s\u00e9culo IV\/X e final do V\/XI, impactaram fortemente o Levante. Houve um aquecimento no Ocidente que favoreceu o aproveitamento de terras at\u00e9 ent\u00e3o pouco trabalhadas, proporcionando o aumento da produ\u00e7\u00e3o alimentar, com consequente aumento da popula\u00e7\u00e3o. Esse aumento teria significado, para a nobreza, a multiplica\u00e7\u00e3o dos herdeiros e uma maior concorr\u00eancia pelo patrim\u00f4nio familiar. Desse modo, no final do s\u00e9culo V\/XI, especificamente em 488\/1095, quando o Papa, Urbano II (1042-1099), chamou as pessoas para participar da expedi\u00e7\u00e3o rumo \u00e0 Terra Santa, ele encontrou um terreno europeu igualmente f\u00e9rtil. Conquanto o aumento populacional e a disponibilidade de recursos, por si s\u00f3, n\u00e3o expliquem as Cruzadas, eles s\u00e3o parte significativa do est\u00edmulo que levou \u00e0 tomada de Jerusal\u00e9m em 493\/1099.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se olhamos a partir de uma outra posi\u00e7\u00e3o, indo para o Leste, para as estepes asi\u00e1ticas, os arquivos sociais e naturais nos mostrar\u00e3o o impulso de acentuada mobilidade. Frentes frias rigorosas, sobretudo no s\u00e9culo V\/XI, teriam atingido as estepes, as regi\u00f5es a leste do mar C\u00e1spio, bem como as \u00e1reas dos atuais Ir\u00e3 e Iraque. Nestes lugares, as popula\u00e7\u00f5es n\u00f4mades turcas seriam as mais atingidas, pois o frio destru\u00eda as pastagens e dificultava a manuten\u00e7\u00e3o dos rebanhos, especialmente, de animais de grande porte como camelos e dromed\u00e1rios (Mapa 01). Essas popula\u00e7\u00f5es, em busca de novas pastagens, se deslocariam para o sul, exercendo press\u00e3o sobre n\u00facleos urbanos sedent\u00e1rios. Bagd\u00e1, Mosul e as demais cidades a oeste conheceriam as grandes consequ\u00eancias desse movimento. Nestes lugares, a popula\u00e7\u00e3o sedent\u00e1ria tamb\u00e9m seria assolada pelo clima adverso. H\u00e1 relatos do congelamento do rio Eufrates e de outros cursos d\u2019\u00e1gua. \u00a0Nessas condi\u00e7\u00f5es, por sua vez, fome e revoltas enfraqueceriam ou desafiariam o poder pol\u00edtico da regi\u00e3o: o Califado Ab\u00e1ssida de Bagd\u00e1. As \u00e1reas vizinhas da Mesopot\u00e2mia \u2013 a S\u00edria, a Palestina e o Egito \u2013 tamb\u00e9m enfrentariam problemas clim\u00e1ticos, caraterizados pelo decr\u00e9scimo do n\u00edvel de chuvas e por per\u00edodos de seca acentuados. O regime de chuvas era essencial para a produ\u00e7\u00e3o alimentar da Palestina e da S\u00edria, mantendo a produ\u00e7\u00e3o das fazendas secas e abastecendo os reservat\u00f3rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4900\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-1.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4900\" class=\"wp-image-4900 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-1-400x257.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-1-400x257.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-1-768x494.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-1-750x483.png 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-1.png 847w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4900\" class=\"wp-caption-text\">Mapa 01. As Conquistas dos Turcos Selj\u00facidas (432-491\/1040-1097). (In: DENOIX &amp; RENEL, 2022, p.85)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frentes frias nas estepes asi\u00e1ticas e na Mesopot\u00e2mia, secas na Palestina, na S\u00edria e no Egito, de fato, o clima no Oriente M\u00e9dio e na \u00c1sia Central era e ainda \u00e9 muito complexo. Sistemas que interligam alta e baixa press\u00e3o atimosf\u00e9rica \u2013 como a Oscila\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico Norte, medida entre a Isl\u00e2ndia e os A\u00e7ores, a oeste; os ares da Sib\u00e9ria a leste e os ciclones antitropicais, vindos do sul em dire\u00e7\u00e3o do Egito \u2013 se conjugam com outros fluxos de varia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica do hemisf\u00e9rio sul, como o <em>El Ni\u00f1o-Southern-Oscillation<\/em> (ENSO) (PREISER-KAPELLER, 2013, p.4). Desse modo, o Oriente M\u00e9dio se caracteriza predominantemente por zonas \u00e1ridas e semi\u00e1ridas, cujo clima mediterr\u00e2nico, em \u00e1reas restritas, proporciona um relativo equil\u00edbrio pr\u00f3ximo ao litoral (Mapa 02). Culturas como a cana de a\u00e7\u00facar e o algod\u00e3o, introduzidas pelos \u00e1rabes, no s\u00e9culo IV\/X, ser\u00e3o significativas no litoral da S\u00edria at\u00e9 o s\u00e9culo XI\/XVII. Por\u00e9m, no Egito e na regi\u00e3o a Leste da cordilheira do Antilibano, que corta um tra\u00e7o paralelo ao litoral mediterr\u00e2nico, o clima \u00e1rido e semi\u00e1rido fazia das secas problemas bem agudos (Mapa 02). O solo, nestas condi\u00e7\u00f5es, se torna prop\u00edcio \u00e0 saliniza\u00e7\u00e3o, ampliando as dificuldades para plantios como o trigo. N\u00e3o obstante, a cevada apresentaria uma maior resist\u00eancia \u00e0 saliniza\u00e7\u00e3o do solo. Nas \u00e1reas de fazendas \u00famidas, como as situadas pr\u00f3ximas dos rios Tigre, Eufrates e Nilo, se os canais de irriga\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o mantidos e preservados, o \u00edndice de salinidade do solo poderia aumentar, impactando a produ\u00e7\u00e3o de alimentos por d\u00e9cadas ou s\u00e9culos. Tempestades de areia, terremotos, inunda\u00e7\u00f5es, al\u00e9m das frentes frias e dos per\u00edodos de seca secas, eram obst\u00e1culos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o alimentar, seja atrav\u00e9s da agricultura ou da transum\u00e2ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4901\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-2.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4901\" class=\"wp-image-4901 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-2-400x217.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-2-400x217.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-2-1024x557.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-2-768x417.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-2-750x408.png 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/03\/Mapa-2.png 1299w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4901\" class=\"wp-caption-text\">Mapa 02. Cultivo de Gr\u00e3os e Zonas Clim\u00e1ticas no Mediterr\u00e2neo Oriental. (In: RAPHAEL, 2013, p. 36)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa caracteriza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o natural do Levante do tempo das Cruzadas teve como base tr\u00eas historiadores cujas an\u00e1lises se mostram bem plaus\u00edveis. Ronnie Hellenblum, Sarah Kate Raphael e Johannes Preiser-Kapeller. De fato, temos uma imagem bem dram\u00e1tica do per\u00edodo. Contudo, a autora e os autores n\u00e3o inferem que o clima severo no Levante fosse o problema determinante. A quest\u00e3o fundamental, principalmente segundo Ellenblum, dizia respeito \u00e0 previsibilidade e \u00e0 mem\u00f3ria quanto \u00e0s escassezes passadas. Em outras palavras, a capacidade dos poderes e das comunidades em se preparar e responder aos desafios das secas e das m\u00e1s colheitas. Em tempos de desorganiza\u00e7\u00e3o do Estado, respons\u00e1vel principal pelas atividades de irriga\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos canais, o abandono da terra favorecia a queda da produtividade e\/ou a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio pelas comunidades n\u00f4mades e seu aproveitamento como \u00e1rea de pastagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos inclinados a afirmar que a agricultura seja uma atividade de risco. A falta de previsibilidade dos tempos de seca e de sua dura\u00e7\u00e3o, associada \u00e0 incapacidade de certos governos em responder \u00e0s crises provocadas pelo clima adverso, convertem a afirmativa anterior em algo bem plaus\u00edvel para o Levante entre os s\u00e9culos V\/XI e VII\/XIII. O regime de cheia do rio Nilo e, consequentemente, a sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o alimentar dependiam das mon\u00e7\u00f5es do leste africano, apresentando certa independ\u00eancia quanto ao clima mediterr\u00e2nico. Assim como nos tempos fara\u00f4nicos, os gr\u00e3os eg\u00edpcios eram, no per\u00edodo mameluco, transportados para a Palestina e a S\u00edria em tempos de escassez. Certa previsibilidade das colheitas poderia ser apontada a partir do nil\u00f4metro, cujo recurso era bem antigo. Entre o s\u00e9culo I AEC e o s\u00e9culo VII\/XIII, como dissemos, as fontes se remetem ao progressivo assoreamento do Nilo ou ao ac\u00famulo de sedimentos no leito que demandava um n\u00edvel cada vez mais elevado de cheia para proporcionar uma boa atividade agr\u00edcola. Secas, como as que afetaram o regime de cheia do Nilo em 662\/1263 e 693\/1293, levariam \u00e0 escassez alimentar, tal como aponta Sarah Kate Raphael (2013, p.22). Nesses tempos adversos, a fome e a peste afligiam as popula\u00e7\u00f5es sedent\u00e1rias e intensificavam as hostilidades com as comunidades n\u00f4mades. Por outro lado, no mesmo per\u00edodo, as cr\u00f4nicas contam sobre os esfor\u00e7os empreendidos pelos sult\u00f5es para o aproveitamento de terras na regi\u00e3o do Delta do Nilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro passo, rumo \u00e0 instrumentaliza\u00e7\u00e3o do clima e do ambiente para produ\u00e7\u00e3o alimentar, no Egito, se remetia \u00e0 escava\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de canais, cuja potencialidade era regulada a partir de diques e rodas d\u2019\u00e1gua que ampliavam as \u00e1reas agricult\u00e1veis em diferentes curvas de n\u00edvel do solo (SATO, 1972, p.82). A quest\u00e3o inicial, para os sult\u00f5es mamelucos do Egito, no que tange ao abastecimento da popula\u00e7\u00e3o e do ex\u00e9rcito, era a maximiza\u00e7\u00e3o do uso da \u00e1gua do Nilo. Nessas condi\u00e7\u00f5es, colheitas de ver\u00e3o como arroz, algod\u00e3o e cana de a\u00e7\u00facar eram poss\u00edveis. A agricultura exigia uma coordena\u00e7\u00e3o dos trabalhadores rurais e o reconhecimento dos direitos de \u00e1gua de cada povoa\u00e7\u00e3o. Acesso e controle de diques, levantamento de bancos de terra, abertura e fechamento de canais, regula\u00e7\u00e3o de rodas d\u2019\u00e1gua e planejamento do fluxo hidr\u00e1ulico seguiam um uso costumeiro em concord\u00e2ncia com o <em>am\u012br<\/em> ou aquele que exercia o controle sobre a terra<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Era importante evitar que as disputas n\u00e3o se tornassem um problema para o aproveitamento da \u00e1gua e para a produ\u00e7\u00e3o alimentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o per\u00edodo mameluco, aqueles que mantinham <em>iqt\u0101\u2019<\/em> exerciam controle sobre as comunidades, sobre a terra e os direitos \u00e0 \u00e1gua. A <em>iqt\u0101\u2019<\/em> era um benef\u00edcio, uma concess\u00e3o de direitos que poderia incidir sobre a produ\u00e7\u00e3o da terra e era entregue como remunera\u00e7\u00e3o a servi\u00e7os militares. A partir de sua <em>iqt\u0101\u2019<\/em>, um <em>am\u012br<\/em> ou oficial deveria manter seus subordinados e prestar seus servi\u00e7os ao Sultanato. Combatentes de n\u00edvel inferior recebiam apenas uma esp\u00e9cie de soldo. No Egito, esse sistema foi introduzido no s\u00e9culo XII por Saladino. Desse modo, o detentor desse benef\u00edcio (<em>muqta\u2019<\/em>) se preocuparia em manter os campos produtivos, de modo a sustentar sua for\u00e7a militar. Um exemplo dessa concess\u00e3o foi o Mameluco Baybars al-Mans\u016br\u012b, que, ap\u00f3s o t\u00e9rmino de seu treinamento militar e consequente manumiss\u00e3o (c. 664-667\/1265-1268), ascendeu na hierarquia militar, se tornando um <em>jund\u012b <\/em>(soldado) e, posteriormente, um <em>am\u012br<\/em>, recebendo uma <em>iqt\u0101\u2019 <\/em>(c. 671\\672 \u2013 1272\\1273). Apesar dos esfor\u00e7os coordenados das comunidades e seus oficiais, empreendimentos p\u00fablicos de irriga\u00e7\u00e3o e regulamenta\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o alimentar demandavam a aten\u00e7\u00e3o dos sult\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 663\/1264 e 682\/1283, somos informados de, pelo menos, 15 trabalhos de irriga\u00e7\u00e3o empreendidos por iniciativa dos sult\u00f5es Baybars (c.620-676\/1223-1277) e Qal\u0101w\u016bn (c.619-689\/1222-1290)<em>.<\/em> Tivemos acesso \u00e0 cr\u00f4nica de Ibn \u2018Abd al-Z\u0101hir (620-693\/1223-1293) que relata sobre os trabalhos de Qal\u0101w\u016bn, em al-Buhayra, no Delta do Nilo, entre 5 e 18 de abril de 682\/1283 (5 Muharram e 18 Muharram). O cronista apresenta os esfor\u00e7os como um grande evento, o que nos leva a pensar nos trabalhos p\u00fablicos realizados durante a \u00e9poca fara\u00f4nica. A organiza\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os e a mobiliza\u00e7\u00e3o das pessoas se conjugam com a presen\u00e7a de not\u00e1veis, como o governante de Ham\u0101h. Em grande medida, os sult\u00f5es do Egito eram os herdeiros dos Fara\u00f3s. O aproveitamento das terras improdutivas, que estavam servindo como pastagens para os Bedu\u00ednos, se mostrava complicado pelas dificuldades de abertura e manuten\u00e7\u00e3o dos canais antes da \u00e9poca da cheia do Nilo. O trabalho, aparentemente, s\u00f3 poderia ser realizado pela mobiliza\u00e7\u00e3o de muitas pessoas, no caso, com o suporte do ex\u00e9rcito do pr\u00f3prio Sult\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Ele continuou a considerar as quest\u00f5es das terras de al-Buhayra. Como durante a era precedente, elas t\u00eam sido a cesta de p\u00e3es e a fonte de provis\u00f5es do Egito. Mas estes lugares, que n\u00e3o foram irrigados, deca\u00edram e um solo improdutivo tomou a regi\u00e3o. De fato, eles se tornaram pasto para o Bedu\u00edno, para seus quadrupedes, e caiu em desuso. Ele foi informado desta narrativa, no lugar conhecido como al-T\u012briyya, de que [al-Buhayra] tinha se tornado obscura e assoreada com o passar do tempo e nem propriet\u00e1rio ou terratenente podia fazer algo para trabalhar a\u00ed. Sempre que algu\u00e9m trabalhava, para abrir o canal, n\u00e3o terminava em um ano. Assim, o Nilo enchia e a tarefa n\u00e3o era conclu\u00edda, ao que se seguia que o barro se depositava no canal e todo esfor\u00e7o era em v\u00e3o.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">Ele demandou para os governadores dos lados de Bahr\u012b, pr\u00f3ximos do Nilo, para disponibilizar homens, trabalhadores e bois. Ele prometeu a eles que iria, em pessoa, com seus ex\u00e9rcitos. Ent\u00e3o ele o fez, acompanhado por al-Malik al-Mans\u016br, o governante de Ham\u0101h, como mencionado h\u00e1 pouco, os reis, seus filhos, todos os emires e cortes\u00e3os, as tropas e os ex\u00e9rcitos. Ele partiu em 5 Muharram [5 de abril de 1283] e chegou, no lugar, na quinta feira [8 de abril de 1283]. Neste tempo, ele pessoalmente tomou parte nos trabalhos com a pr\u00f3pria montaria. Ele dividiu o trabalho entre todo o povo, por medida (<em>qasaba<\/em>), e cada emir e comandante se reuniu com seu grupo e seus mamelucos. Alguns deles at\u00e9 contrataram pessoas para terminar rapidamente, demonstrando interesse e iniciativa (IBN \u2018ABD AL-Z\u0100HIR, 2020, p.65-66).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">William Tucker (1999, p.113) afirmou que os Mamelucos n\u00e3o estavam bem preparados para lidar com momentos de crise. Em outras palavras, n\u00e3o haveria iniciativas ou pol\u00edticas espec\u00edficas para tempos de escassez ou dist\u00farbio ambiental. As respostas viriam muito mais das popula\u00e7\u00f5es afetadas do que por \u201cpreocupa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de governo\u201d. E outras palavras, \u201cEmbora Lapidus e Allouche se refiram, em tempos ruins, \u00e0s provis\u00f5es de gr\u00e3os suplementares dos sult\u00f5es mamelucos, de fato, a evid\u00eancia n\u00e3o mostra que houvesse um mecanismo regular institucional ou racionalizado para comida suplementar\u201d (TUCKER, 1999, p.122). \u00a0Talvez, Tucker estivesse pensando mais aos moldes dos Estados contempor\u00e2neos, o que se converte em uma compara\u00e7\u00e3o injusta. A n\u00edvel da produ\u00e7\u00e3o alimentar, tal como documentado por Ibn \u2018Abd al-Z\u0101hir, a participa\u00e7\u00e3o do Sultanato nas obras de irriga\u00e7\u00e3o era um evento p\u00fablico significativo e necess\u00e1rio. A mobiliza\u00e7\u00e3o de grande n\u00famero de pessoas, para o aproveitamento de terras at\u00e9 ent\u00e3o abandonadas e utilizadas como pastagem, s\u00f3 seria poss\u00edvel gra\u00e7as ao poder central do Cairo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos chegar ao consenso de que as respostas \u00e0s crises s\u00f3 podiam ser efetivas e as provid\u00eancias tomadas de forma relativamente eficaz se houvesse uma disposi\u00e7\u00e3o m\u00ednima pr\u00e9via para lidar com a escassez e suas consequ\u00eancias. A mem\u00f3ria do exemplo de Jos\u00e9 do Egito e a forma como lidou com os anos de escassez, nos tempos fara\u00f4nicos, eram conhecidos. Embora os tempos de abund\u00e2ncia pudessem fazer esquecer os tempos de carestia, sult\u00f5es como Baybars e Qal\u0101w\u016bn tomaram medidas no que tange a grandes obras p\u00fablicas para a irriga\u00e7\u00e3o das terras eg\u00edpcias. Al\u00e9m disso, duas ordens de preocupa\u00e7\u00e3o estavam no horizonte mameluco. Primeiramente, estabelecer acordos com os n\u00f4mades e regular o acesso \u00e0 \u00e1gua eram quest\u00f5es cruciais para a sobreviv\u00eancia de comunidades n\u00f4mades e sedent\u00e1rias no Levante. Em segundo lugar, era decisivo assegurar o fluxo de gr\u00e3os e a regulamenta\u00e7\u00e3o de venda, de modo a evitar o ac\u00famulo das comodities por parte das camadas mais ricas da popula\u00e7\u00e3o. Em tempos de escassez, a reten\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os dispon\u00edveis aumentava o pre\u00e7o ainda mais e piorava a situa\u00e7\u00e3o das camadas mais pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No trecho que se remete \u00e0s obras de abertura dos canais das terras de al-Buhayra, o cronista destaca que os n\u00f4mades estavam utilizando a \u00e1rea como pastagem. De fato, em outros escritos da \u00e9poca, o bom conv\u00edvio com popula\u00e7\u00f5es itinerantes era um fator importante em um ambiente desafiador como aquele do Levante. Ibn \u2018Abd al-Z\u0101hir nos d\u00e1 novas pistas da import\u00e2ncia de estabelecer compromissos com os n\u00f4mades, de modo a alcan\u00e7ar um bom aproveitamento dos recursos h\u00eddricos e alimentares. Em 660\/1261, diante de uma escassez alimentar e da falta de pastagens dispon\u00edveis, que afetavam a regi\u00e3o de Alepo em decorr\u00eancia do avan\u00e7o Mongol, Baybars ordenou que gr\u00e3os fossem distribu\u00eddos aos Bedu\u00ednos da regi\u00e3o. Em 662\/1263, nas proximidades da fortaleza de Karak, as comunidades n\u00f4mades estavam utilizando a \u00e1gua dos po\u00e7os e dando de beber a seus cavalos. Temendo que os reservat\u00f3rios fossem esgotados e a popula\u00e7\u00e3o local sofresse com a sede, Baybars proibiu que os Bedu\u00ednos utilizassem os recursos e confiou a eles, em seguida, a responsabilidade de guarda dos territ\u00f3rios ao norte de Hej\u0101z (RAPHAEL, 2013, 51-52). As comunidades n\u00f4mades eram importantes, pois forneciam de carne para as feiras e mercados. Soma-se a isso o fato de poderem garantir a seguran\u00e7a de mercadores e peregrinos nas rotas que conectavam a Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica (Hej\u0101z) \u00e0 Palestina e \u00e0 S\u00edria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras medidas, como a fixa\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de determinados produtos ou a distribui\u00e7\u00e3o dos pobres entre os oficiais e not\u00e1veis tamb\u00e9m foram tomadas por Baybars entre 662\/1263 e 663\/1264. Distribuir os pobres era uma forma de assegurar que seu sustento fosse uma responsabilidade partilhada entre os poderosos. Finalmente, as fortalezas tomadas dos Ayy\u00fabidas e dos Cruzados se convertiam em lugares importantes de acomoda\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os. Como Sarah Kate Raphael observou (2013, p.64), uma grande quantidade de suprimento de gr\u00e3os era transportada de Fust\u0101t e do Cairo, dois important\u00edssimos gran\u00e1rios eg\u00edpcios, para a S\u00edria, Gaza, Safad e a cidade de Damasco, al\u00e9m de outras localidades. Esses recursos seriam decisivos n\u00e3o apenas para manter as guarni\u00e7\u00f5es e abastecer o ex\u00e9rcito mameluco diante da amea\u00e7a mongol, mas tamb\u00e9m para socorrer as popula\u00e7\u00f5es em tempos de carestia. As secas que assolaram o Levante entre 695\/1295 e 696\/1296, de fato, demandaram o transporte dos gr\u00e3os das fortalezadas para as cidades. Novamente, nesse per\u00edodo, a distribui\u00e7\u00e3o dos pobres entre os ricos foi uma iniciativa realizada para conter as consequ\u00eancias danosas dos tempos de escassez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compreender o clima das Cruzadas, utilizando os arquivos naturais, \u00e9 um passo importante para os estudos medievais. Contudo, a rela\u00e7\u00e3o entre as ocorr\u00eancias clim\u00e1ticas e o sofrimento humano n\u00e3o deve se observada de forma muito direta ou imediata. \u00c9 preciso examinar, tamb\u00e9m, os arquivos sociais. Instrumentalizando esses arquivos, ponderamos as respostas, as posi\u00e7\u00f5es e as formas como as comunidades e os poderes interpretaram as adversidades e os momentos de crise. Em um meio-ambiente complexo e desafiador, as respostas e iniciativas do Sultanato Mameluco se faziam presentes e apontavam diversos n\u00edveis de articula\u00e7\u00e3o entre poderes e comunidades diante dos desafios do Nilo. Portanto, a amplia\u00e7\u00e3o das pesquisas sobre as quest\u00f5es ambientais levantinas medievais e as publica\u00e7\u00f5es de fontes isl\u00e2micas explicitam uma diversidade hist\u00f3rica significativa. Proporciona-se um olhar plural sobre as experi\u00eancias humanas em sua rela\u00e7\u00e3o com a natureza. Desse modo, seremos capazes de realizar uma Hist\u00f3ria que n\u00e3o seja meramente opositiva ou redutora, mas que se apresente, sim, como ampla e sim\u00e9trica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Refer\u00eancias<\/em>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHALYAN-DAFFNER, Kristine. <strong>Natural Disasters in Maml\u016bk Egypt (1250-1517)<\/strong>: perceptions, interpretations, and human responses. (PhD Thesis submitted to the Philosophical Faculty Department of Languages and Cultures of the Near East for degree of Doctor of Philosophy). Heidelberg: Ruperto Carola Heidelberg University \/ Cluster of e Excellence Asia and Europe in a Global Context, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHAPOUTOT-REMADI, Mounira. Une Grand Crise \u00e0 la Fin du XIIIe Si\u00e8cle en Egypt. In: <strong>JESHO<\/strong>, n<sup>o<\/sup>. 24, 1983, p. 217-245.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DENOIX, Sylvie (dir.) &amp; RENEL, H\u00e9l\u00e8ne (dir.). <strong>Atlas des Mondes Musulmans M\u00e9di\u00e9vaux<\/strong>. Paris: CNRS Editions, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ELLENBLUM, Ronnie. <strong>The Collapse of the Eastern Mediterranean<\/strong>: climate change and the decline of the East (950-1072). Cambridge: Cambridge University Press, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IBN \u2018ABD AL-ZAHIR. <em>Tashrif al-Ayyam Wa-L-\u2018Usur Fi Sirat Al-Malik Al-Mansur<\/em>. In: COOK, David (transl.). <strong>Chronicles of Qal\u0101w\u016bn and his Son Al-Ashraf Khalil<\/strong>. Abingdon: Routledge, 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MAZOR, Amir. The Early Experience of the Mamluk in the First Period of the Mamluk Sultanate (1250-1282). In:\u00a0AMITAI, Reuven &amp; CLUSE, Christoph.\u00a0<strong>Slavery and the Slave Trade in the Eastern Mediterranean (c.1000-1500 CE)<\/strong>. Turnhout: Brepols, 2017, p. 213-234.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PREISER-KAPELLER, J. <u>A Climate for Crusades? Weather, climate, and armed pilgrimage to the Holy Land (11th-14th century)<\/u>. Pre-print, German version to be published in: Karfunkel \u2013 <strong>Zeitschrift f\u00fcr erlebbare Geschichte<\/strong>. Combat-Sonderheft 10, 2013 (in print; Communicating Science to the Public), p.1-11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RAPHAEL, Sarah Kate. <strong>Climate and Political Climate<\/strong>: environmental disasters in the Medieval Levant. Leiden: Brill, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SATO, Tsugitaka. Irrigation in Rural Egypt from the 12th to the 14th centuries: especially in case of the irrigation in Fayy\u016bm Province. In: <strong>Orient<\/strong>, vol.8, 1972, p.81-92.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SUBRAHMANYAM, Sanjay. Em Busca das Origens da Hist\u00f3ria Global: aula inaugural proferida no Coll\u00e8ge de France em 28 de novembro de 2013. In: <strong>Estudos Hist\u00f3ricos<\/strong>. Vol. 30, n. 60, 2017, p. 219-240.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TUCKER, William. Environmental Hazards, Natural Disasters, Economic Loss, and Mortality in Mamluk Syria. In: <strong>MSR<\/strong>, n<sup>o<\/sup>. 3, p.109-128.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8212;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Doutor em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal de Minas Gerais \/ Professor de Hist\u00f3ria Medieval da Universidade Federal de Ouro Preto (<a href=\"mailto:bruno.salles@ufop.edu.br\">bruno.salles@ufop.edu.br<\/a>).\u00a0Lattes: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5145308229098035\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/5145308229098035<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> A utiliza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas tradicionais de irriga\u00e7\u00e3o no Egito, como as rodas d\u2019\u00e1gua, podem ser conferidas e ficam mais n\u00edtidas para o (a) leitor(a) a partir do seguinte v\u00eddeo:\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uQ9yRcywfGg\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uQ9yRcywfGg<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 07 de mar\u00e7o de 2023.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> SALLES, Bruno Tadeu. \u00a0O Clima das Cruzadas e a Produ\u00e7\u00e3o Alimentar no Egito sob os Sult\u00f5es Mamelucos (S\u00e9culo VII da H\u00e9gira \/ XIII da Era Comum). <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 07 mar. 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-o-clima-das-cruzadas-e-a-producao-alimentar-no-egito-sob-os-sultoes-mamelucos-seculo-vii-da-hegira-xiii-da-era-comum\/. Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Tadeu Salles[1] &nbsp; No dia 28 de novembro de 2013, Sanjay Subrahmanyam (2017), em uma aula inaugural proferida no Coll\u00e8ge de France, chamou aten\u00e7\u00e3o para a necessidade da passagem de uma Hist\u00f3ria assim\u00e9trica para uma Hist\u00f3ria sim\u00e9trica. A diferen\u00e7a entre as duas ganhava contornos na cr\u00edtica ao conjunto da obra de Fernand Braudel. 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