{"id":4881,"date":"2022-12-29T12:00:50","date_gmt":"2022-12-29T15:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=4881"},"modified":"2023-05-10T19:41:57","modified_gmt":"2023-05-10T22:41:57","slug":"texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/","title":{"rendered":"Texto: \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Stephen Basdeo, Ph.D.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o por Leandro Machado Pinheiro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNacionalismo\u201d \u00e9 um palavr\u00e3o hoje em dia. No entanto, na d\u00e9cada de 1840, o nacionalismo, fundado no medievalismo, era progressista: os cartistas ingleses se apropriaram do per\u00edodo medieval para promover a ideia de uma \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d hist\u00f3rica da classe trabalhadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d na d\u00e9cada de 1840 significava aqueles que tinham o direito, atrav\u00e9s da qualifica\u00e7\u00e3o de propriedade, de votar e participar da pol\u00edtica nacional. Fora da pol\u00edtica nacional estava \u201co povo\u201d (DERRY, 2001)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. O Cartismo \u2013 que exigia seis medidas, sendo estas o sufr\u00e1gio universal masculino, c\u00edrculos eleitorais de tamanho igual, sal\u00e1rios para os deputados, aboli\u00e7\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o de propriedade, elei\u00e7\u00f5es anuais e voto secreto \u2013 foi a luta das classes trabalhadoras brit\u00e2nicas por autodetermina\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o na pol\u00edtica nacional. A aprova\u00e7\u00e3o da Lei de Reforma de 1832 expandiu o direito eleitoral \u00e0s classes m\u00e9dias e criou novos c\u00edrculos eleitorais. Por\u00e9m, a lei de 1832 deixou a maioria das classes trabalhadoras sem voto. Consequentemente, a <em>London Working Men\u2019s Association<\/em> (Associa\u00e7\u00e3o dos Homens Trabalhadores de Londres), redigiu a primeira vers\u00e3o da Carta do Povo que previa os seis pontos anteriormente declarados: O movimento cartista havia come\u00e7ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cartistas tinham grupos em praticamente todas as cidades do Reino Unido. O apoio ao movimento entre as classes trabalhadora e m\u00e9dia baixa foi galvanizado atrav\u00e9s da imprensa popular. Uma caracter\u00edstica marcante do movimento foi a promo\u00e7\u00e3o de seus ativistas da mensagem cartista em poemas, ensaios e romances que foram impressos em jornais, peri\u00f3dicos e livros<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Foi atrav\u00e9s desses meios que os autores cartistas come\u00e7aram a escrever uma \u201chist\u00f3ria de baixo para cima\u201d, centrada nos feitos de grandes figuras da classe trabalhadora, para criar um senso compartilhado de identidade nacional. Um homem se destacou para eles: Wat Tyler, l\u00edder da Revolta dos Camponeses de 1381, que foi comemorado n\u00e3o apenas em romances, mas muitas vezes na poesia cartista.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201c<em>Sonnets after Reading Wat Tyler\u201d <\/em>(Sonetos ap\u00f3s a leitura de Wat Tyler) de Charles Cole na <em>Penny Gazette<\/em> de Cleave, Tyler foi considerado um homem de quem as classes trabalhadoras e os \u201cverdadeiros patriotas\u201d poderiam se orgulhar, em contraste com as figuras hist\u00f3ricas da elite (COLE, 1841, p. 195). Outros poemas continuam essa tradi\u00e7\u00e3o de glorificar os rebeldes anti-<em>establishment<\/em>. A an\u00f4nima <em>\u201cVoice of Wat Tyler<\/em>\u201d, em <em>Odd Fellow<\/em>, lista v\u00e1rios revolucion\u00e1rios hist\u00f3ricos brit\u00e2nicos como \u201c<em>Crowned Cromwell\u2019<\/em>, \u201c<em>Giant Wallace\u201d<\/em>. O principal entre todos eles, no entanto, \u00e9 Wat Tyler, o narrador do poema. Se os leitores n\u00e3o soubessem sobre a vida das figuras hist\u00f3ricas a quem este poema se referia, ent\u00e3o eles poderiam recorrer \u00e0s notas de rodap\u00e9 para ler biografias curtas<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. A poesia radical poderia, portanto, ser t\u00e3o instrutiva e informativa quanto os ensaios hist\u00f3ricos (CULLEN, 1976, p. 165)<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rebeli\u00e3o de Tyler em 1381 foi rapidamente reprimida, mas ele foi reverenciado porque sua luta foi vista como a primeira luta dos trabalhadores ingleses contra as elites. Esse sentimento foi ecoado em <em>The Penny Satirist<\/em> em 1840.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Assim como a revolta de Tyler, o movimento cartista tamb\u00e9m falharia em 1848, ap\u00f3s a rejei\u00e7\u00e3o do governo de sua terceira e maior peti\u00e7\u00e3o. Novamente o nome de Tyler foi invocado para reunir os trabalhadores da Inglaterra e a<em> Northern Star<\/em> reimprimiu um poema pouco conhecido intitulado \u201c<em>The Spirit of Wat Tyler<\/em>\u201d (O esp\u00edrito de Wat Tyler) (COLE, 1839, pp. 17-19)<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>. O que o povo trabalhador da Gr\u00e3-Bretanha precisa em 1848 \u00e9 um novo senso de prop\u00f3sito e, talvez, &#8220;um TYLER&#8221;, cujo esp\u00edrito fala com o &#8220;campesinato&#8221; moderno:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Now to the purpose \u2013 I am He,<br \/>\n<\/em><strong>Agora para o prop\u00f3sito-Eu sou Ele,<br \/>\n<\/strong><em>Who not for fame competed,<br \/>\n<\/em><strong>Quem pela fama n\u00e3o competiu,<br \/>\n<\/strong><em>But would have seen my country free,<br \/>\n<\/em><strong>Mas teria visto meu pa\u00eds livre,<br \/>\n<\/strong><em>And have her foes defeated:<br \/>\n<\/em><strong>E teria seus inimigos derrotado:<br \/>\n<\/strong><em>Mine was a deed the good desired,<br \/>\n<\/em><strong>Meu era um ato que os bons desejavam,<br \/>\n<\/strong><em>The shackled chain was round us;<br \/>\n<\/em><strong>A corrente algemante nos envolvia;<br \/>\n<\/strong><em>We rose at once like men inspired,<br \/>\n<\/em><strong>Ascendemos de uma vez como homens inspirados,<br \/>\n<\/strong><em>And burst the links that bound us!<br \/>\n<\/em><strong>E rompemos os elos que nos uniam!<br \/>\n<\/strong>[\u2026]\n<em>And still ye cowards ye are bound,<br \/>\n<\/em><strong>E ainda voc\u00eas, covardes, est\u00e3o presos,<br \/>\n<\/strong><em>As \u2018twere a serpent coiling,<br \/>\n<\/em><strong>Como se fossem uma serpente enrolando,<br \/>\n<\/strong><em>Its dreadful weary length around,<br \/>\n<\/em><strong>Seu cansativo e terr\u00edvel comprimento,<br \/>\n<\/strong><em>Your limbs, all faint and toiling!<br \/>\n<\/em><strong>Seus membros todos fracos e fatigados!<br \/>\n<\/strong>(COLE, 1848, p. 2)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tyler est\u00e1 decepcionado com as classes trabalhadoras vitorianas; ele os adverte por esquecerem eventos como 1381 e o Massacre de Peterloo em 1819 (COLE, 1848, p. 2). A inclus\u00e3o desses eventos significa que o poeta est\u00e1 construindo um nacionalismo revolucion\u00e1rio baseado na mem\u00f3ria hist\u00f3rica coletiva de lutas anteriores e Tyler os exorta a se levantar novamente e quebrar as correntes que vincula-os \u00e0 submiss\u00e3o. No entanto, n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil; haver\u00e1 muitas distra\u00e7\u00f5es para afast\u00e1-los da causa da reforma:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u2018God save the Queen!\u2019 Still Britons slaves,<br \/>\n<\/em><strong>&#8220;Deus salve a rainha!&#8221; Ainda escravos brit\u00e2nicos,<br \/>\n<\/strong><em>In this land of bravery;<br \/>\n<\/em><strong>Nesta terra de bravura;<br \/>\n<\/strong><em>Ye sing \u2018Britannia rules the waves,\u2019<br \/>\n<\/em><strong>Voc\u00ea canta &#8216;Britannia governa as ondas&#8217;<br \/>\n<\/strong><em>Yet bow to basest slavery.<br \/>\n<\/em><strong>No entanto, curva-se \u00e0 escravid\u00e3o mais b\u00e1sica.<br \/>\n<\/strong>(COLE, 1839, p. 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As a\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de Wat Tyler n\u00e3o eram republicanas e na marcha para Londres no ver\u00e3o de 1381 os rebeldes pararam transeuntes aleat\u00f3rios e os fizeram jurar lealdade ao rei. No entanto, no poema de Spartacus, a lealdade ao monarca n\u00e3o tem sentido: o fantasma de Tyler aprendeu sua li\u00e7\u00e3o e exorta os cartistas a n\u00e3o cometerem os mesmos erros que os rebeldes de 1381 cometeram ao serem leais ao monarca (WILLIAMS, 1839, p. iii-iv)<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. Paul Pickering (2003) sugere que a maioria das vis\u00f5es dos cartistas de uma constitui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica reformada previa um papel para a monarquia \u2013 o que ele chama de \u201cmonarquismo popular\u201d \u2013 e que Vit\u00f3ria era vista por muitos ativistas cartistas como a pessoa que poderia influenciar os pol\u00edticos a conceder a Carta.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> No entanto, aqui, Tyler os repreende e insinua que qualquer movimento que se curve ao monarquismo popular est\u00e1 fadado ao fracasso; \u00e9 necess\u00e1rio um esp\u00edrito republicano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este n\u00e3o era um poema derrotista, no entanto; recorde-se que foi escrito originalmente em 1839, quando o movimento cartista estava cheio de possibilidades. Apesar de sua reimpress\u00e3o em 1848 ap\u00f3s a rejei\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o naquele ano, o poeta deixa claro que as classes trabalhadoras do s\u00e9culo XIX t\u00eam neg\u00f3cios inacabados, como ele exclama:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>May kindred spirits still survive,<br \/>\n<\/em><strong>Que esp\u00edritos afins ainda sobrevivam,<br \/>\n<\/strong><em>To rouse for coming glory,<br \/>\n<\/em><strong>Para despertar para a gl\u00f3ria vindoura,<br \/>\n<\/strong><em>Till not a Briton but will strive,<br \/>\n<\/em><strong>At\u00e9 que n\u00e3o seja um brit\u00e2nico, mas se esfor\u00e7ar\u00e1,<br \/>\n<\/strong><em>To profit by His story.<br \/>\n<\/em><strong>Para lucrar com Sua hist\u00f3ria.<br \/>\n<\/strong>(COLE, 1839, p. 2).<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo ap\u00f3s a rejei\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o, como afirma Sanders: \u201cainda assim permaneceu um sentimento generalizado de que um conflito de classes decisivo havia sido adiado em vez de resolvido\u201d (SANDERS, 2009, p. 167). No poema, portanto, Tyler impressiona o dever de continuar lutando pela reforma para todos os trabalhadores brit\u00e2nicos, mas as pessoas ter\u00e3o que provar que s\u00e3o herdeiros dignos do pr\u00f3prio Tyler.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As primeiras elites vitorianas promoveram uma narrativa de identidade nacional baseada na hist\u00f3ria nacional dos reis, rainhas e conquistas da Inglaterra. Fora da pol\u00edtica nacional, os cartistas tiveram que criar seu pr\u00f3prio senso de identidade nacional de baixo para cima. Esse senso de nacionalidade concentrou-se na rebeli\u00e3o contra \u201cos poderes constitu\u00eddos\u201d e nos homens que lideraram as revoltas contra o <em>establishment<\/em>. De fato, o pr\u00f3prio cartismo foi concebido como de origem \u201canglo-sax\u00f4nica\u201d. O grande orador, romancista e cartista radical George William MacArthur Reynolds, escrevendo em 1849 no <em>Political Instructor<\/em> de Reynolds, declarou que a luta pela autodetermina\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora era realizada \u201csob o bom e velho nome sax\u00e3o de CARTISMO\u201d (1849, p. 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BASDEO, Stephen e TRUESDALE, Mark. Medieval Continuities: Nineteenth-Century King and Commoner Ballads, In: ______,____ e PADGETT, Lauren (ed). <em>Imagining the Victorians<\/em> (Leeds Working Papers in Victorian Studies), n. 15. Leeds: LCVS, 2016, pp. 11-28.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COLE, Charles. The Spirit of Wat Tyler. In: WILLIAMS, Hugh (ed). <em>National Songs and Poetical Pieces<\/em>. Londres: H. Hetherington, 1839, pp. 17-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____, ______. The Spirit of Wat Tyler. In: <em>The Northern Star<\/em>, 16 de setembro de 1848, p. 2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____, ______. Poets Corner: Sonnets after Reading a Part of History Relating to Wat Tyler. In:<em> Cleave\u2019s Penny Gazette of Variety and Amusement,<\/em> 3 de Julho de 1841, p. 195.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CULLEN, Michael. The Chartists and Education. In:<em> New Zealand Journal of History, <\/em>v. 10, n. 2, 1976, pp. 162-77.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DERRY, John W. <em>Politics in the Age of Fox, Pitt, and Liverpool<\/em>, rev. edn. Basingstoke: Palgrave, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DOBSON, R. B. <em>The Peasants&#8217; Revolt of 1381<\/em>. Londres: MacMillan, 1972, p. 71.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PICKERING, Paul. \u201cThe Hearts of the Millions\u201d: Chartism and Popular Monarchism in the 1840s. In:<em> History<\/em>, v. 88, n. 290, 2003, pp. 227-247.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">REYNOLDS, George W. M. The Revival of a Working-Class Agitation. In:<em> Reynolds\u2019s Political Instructor<\/em>, 10 de novembro de 1849.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROBERTS, Edwin F. The Days of Wat Tyler. In: <em>Reynolds\u2019s Miscellany<\/em>, 4 de agosto de 1849, 3-4 (p. 4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SANDERS, Mike. <em>The Poetry of Chartism: <\/em>Aesthetics, Politics, History. Cambridge University Press, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WILLIAMS, Hugh. Dedication. In: ________,___ (ed.). <em>National Songs and Poetical Pieces<\/em>, ed. por Hugh Williams. Londres: H. Hetherington, 1839, p. iii-iv.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Sobre o autor: https:\/\/reynolds-news.com\/stephen-basdeo-about\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> V\u00e1rios cap\u00edtulos explicam e se referem \u00e0 essa diferen\u00e7a entre a \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d e o \u201cpovo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> O principal deles foi o jornal <em>Northern Star<\/em>, com sede em Leeds, <em>The English Chartist Circular,<\/em> <em>Penny Gazette <\/em>de Cleave, <em>the Democratic Review<\/em>,<em> Red Republican <\/em>&#8211; que representava a extrema esquerda do movimento &#8211; e no final do per\u00edodo cartista havia o <em>Reynolds\u2019s Political Instructor<\/em>, e <em>Reynolds&#8217;s Weekly Newspaper<\/em>, o \u00faltimo dos quais foi reconhecido por Karl Marx como o \u00f3rg\u00e3o mais vendido da pol\u00edtica radical na Gr\u00e3-Bretanha. Al\u00e9m disso, havia uma s\u00e9rie de jornais regionais e menores, como o <em>Northern Liberator<\/em>, o <em>National Reformer <\/em>de Bronterre, o<em> Labourer<\/em>, <em>Notes to the People<\/em>, <em>The National<\/em>, <em>Reynolds&#8217;s Miscellany<\/em>, bem como v\u00e1rios panfletos independentes, panfletos \u00fanicos , e romances de centavo serializados como <em>The Political Pilgrim&#8217;s Progress <\/em>(1839), de Thomas Doubleday, os romances de Pierce Egan, Wat Tyler, Robin Hood, Quintin Matsys e Adam Bell (1838\u201342), e, \u00e9 claro, George W.M. Mist\u00e9rios de Londres (1844-1848), de Reynolds, e <em>The Seamstress<\/em>; ou, O <em>The White Slave of England<\/em> (1850).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> A maioria dos poemas de Wat Tyler tem um esquema de rimas ABAB facilmente lembrado, ou s\u00e3o imita\u00e7\u00f5es da forma balada. Isso sugere que os cartistas pretendiam fornecer ao l\u00edder rebelde uma tradi\u00e7\u00e3o de balada pr\u00f3pria, que lhe faltava na cultura popular at\u00e9 aquele momento. A exce\u00e7\u00e3o aqui, \u00e9 claro, como Dobson aponta (1972, p. 71), \u00e9 que enquanto a maioria das informa\u00e7\u00f5es que temos dos rebeldes reais vem de escritores que se op\u00f5em \u00e0 sua causa, como Walsingham e Froissart, existe um &#8216;punhado&#8217; de letras vern\u00e1culas que fazem muito uso da rima <em>\u2018Iohan the Mullere hath ygrounde small, small, small, \/ The Kynges sone of heuene schal paye for al. \/ Be war or ye be wo; \/ Knoweth your freend fro your foo.\u2019 <\/em>\u00a0H\u00e1 uma balada que celebrou a nobreza e o hero\u00edsmo de Richard II e William Walworth ao enfrentar a revolta de Tyler e que apareceu pela primeira vez em<em> The Garland of Delight<\/em> (1612), que foi ent\u00e3o reimpressa na obra <em>Old Ballads, Historical and Narrative<\/em>, de Thomas Evans (1777).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <em>\u2018The Voice of Wat Tyler\u2019, The Odd Fellow,<\/em> 16 de abril de 1840, 64.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Alguns cartistas viam as tentativas dos filantropos de classe m\u00e9dia de fornecer alguma forma de instru\u00e7\u00e3o b\u00e1sica aos pobres como mais uma tentativa de controlar suas vidas. No entanto, houve um reconhecimento generalizado de muitos cartistas de que a reforma educacional seria necess\u00e1ria depois que eles conseguissem transformar suas demandas em lei. Para muitos cartistas, especialmente os \u201cCartistas do Conhecimento\u201d(<em>Knowledge Chartists<\/em>), a reforma educacional em massa teve que come\u00e7ar antes que eles conquistassem seus direitos, e as notas de rodap\u00e9 fornecidas ao lado de poemas como \u201c<em>The Voice of Wat Tyler<\/em>\u201d ofereciam entretenimento e instru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> \u00a0\u2018<em>The Meeting of Richard the Second and Wat Tyler<\/em>\u2019, <em>The Penny Satirist<\/em>, 3 de outubro de 1840, p. 1. Quando, tendo conclu\u00eddo uma hist\u00f3ria bastante banal da revolta, o escritor an\u00f4nimo afirmou que \u201cassim falhou a primeira luta dos hilotas brit\u00e2nicos\u201d. No entanto, como Edwin F. Roberts observou, 1381 foi um levante &#8220;nacionalista&#8221; (de autodetermina\u00e7\u00e3o), mas fez parte de uma &#8220;era de revolta prolet\u00e1ria&#8221; internacionalista que incluiu as lutas dos trabalhadores em outros pa\u00edses, como a Jacquerie na Fran\u00e7a e revoltas na Flandres. Alguns exemplos selecionados incluem: Anon., \u2018<em>Chartist Meeting in Manchester<\/em>\u2019,<em> The Northern Star<\/em>, 24 de abril de 1841, 6; Anon., <em>&#8216;Happy Land&#8217;, The Northern Star,<\/em> 16 de julho de 1842, 3; Anon., <em>\u2018West Indian Capital and Free Labor\u2019, The Northern Star<\/em>, 3 de setembro de 1842, 3; Anon.,<em> &#8216;To the Editor&#8217;, The Northern Star,<\/em> 29 de abril de 1843, 5. Outros exemplos podem ser encontrados em <em>Nineteenth-Century Serials Edition<\/em> &lt;https:\/\/ncse.ac.uk&gt; Acessado em 17 de dezembro de 2018. P. Cartledge, &#8216;Review of Ducat (1990)&#8217;, Classical Philology, v. 87, n. 3 pp. 260-263, 1992. Ver tamb\u00e9m Johannes Siapkas, <em>Heterological Ethnicity: Conceptualizing Identities in Ancient Greece<\/em> (tese de doutorado n\u00e3o publicada, Universidade de Uppsala, 2004). Um <em>helot<\/em> era um servo na antiga Esparta, membro de uma classe que se revoltou v\u00e1rias vezes contra seus senhores a partir do s\u00e9culo V a.C. e como um historiador da Antiga Esparta conclui corretamente: \u201ca hist\u00f3ria de Esparta \u2026 a luta de classes entre os espartanos e os hilotas.\u201d (ROBERTS, 1849, p. 4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> O poema, ou melhor, a can\u00e7\u00e3o, apareceu originalmente no volume editado de Hugh Williams de <em>National Songs and Poetical Pieces<\/em> (1839). Muitas vezes \u00e9 dif\u00edcil rastrear a primeira apari\u00e7\u00e3o de um poema de Wat Tyler nos arquivos devido ao fato de que eles foram muitas vezes reimpressos em um papel subsequente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> A animosidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 rainha neste poema era incomum na poesia cartista e nos escritos de seus ativistas em geral. O volume de Williams em que o poema de Cole foi impresso pela primeira vez foi, de fato, dedicado \u201c\u00e0 rainha e seus conterr\u00e2neos\u201d, enquanto a nota dedicat\u00f3ria reitera o amor dos radicais contempor\u00e2neos pela pessoa de sua majestade. Pickering (2003) vai al\u00e9m e sugere que a maioria das vis\u00f5es dos cartistas de uma constitui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica reformada previa um papel para a monarquia \u2013 o que ele chama de \u201cmonarquismo popular\u201d \u2013 e que Vit\u00f3ria era vista por muitos ativistas cartistas como a pessoa que poderia influenciar os pol\u00edticos para a concess\u00e3o da Carta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Ibid. Esta foi uma vis\u00e3o tamb\u00e9m ecoada em muitas baladas do s\u00e9culo XIX <em>&#8216;King and Commoner&#8217;<\/em> publicadas durante a d\u00e9cada de 1840, nas quais um plebeu involuntariamente conhece a rainha e lhe conta as queixas das classes trabalhadoras, ao que a monarca \u00e9 levada a chamar seus ministros corruptos \u00e0 prestar contas (BASDEO e TRUESDALE, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> <em>The Northern Star<\/em> errou a impress\u00e3o de \u201c<em>may kindred spirits<\/em>\u201d (Que esp\u00edritos afins) como \u201c<em>my kindred spirits<\/em>\u201d (Meus esp\u00edritos afins), embora isso n\u00e3o altere significativamente o sentido.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 29 de Dezembro de 2022.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> BASDEO, Stephen. \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo. Tradu\u00e7\u00e3o: Leandro Machado Pinheiro. <strong>Blog do POIEMA.<\/strong> Pelotas: 29 dez. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/. Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>CURTIU O TEXTO? VOC\u00ca TAMB\u00c9M PODER\u00c1 GOSTAR DE:<\/strong><\/p>\n<p><center><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/y-que-pasa-con-los-barbaros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4808 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-200x200.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-200x200.png 200w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-400x400.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-1024x1024.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-768x768.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-750x750.png 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a>\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-vikings-entre-o-senso-comum-e-a-construcao-historiografica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4082 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/05\/1-1-200x200.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/05\/1-1-200x200.png 200w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/05\/1-1-400x400.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/05\/1-1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/05\/1-1-768x768.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/05\/1-1-750x750.png 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/05\/1-1.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a>\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-translatio-beowulfii-traduzindo-monstros-e-herois-em-nossa-contemporaneidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5126 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/04\/Copie-de-Artes-dos-Textos-4-200x200.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/04\/Copie-de-Artes-dos-Textos-4-200x200.png 200w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/04\/Copie-de-Artes-dos-Textos-4-400x400.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/04\/Copie-de-Artes-dos-Textos-4-1024x1024.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/04\/Copie-de-Artes-dos-Textos-4-768x768.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/04\/Copie-de-Artes-dos-Textos-4-750x750.png 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2023\/04\/Copie-de-Artes-dos-Textos-4.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Stephen Basdeo, Ph.D.[1] Tradu\u00e7\u00e3o por Leandro Machado Pinheiro &nbsp; \u201cNacionalismo\u201d \u00e9 um palavr\u00e3o hoje em dia. No entanto, na d\u00e9cada de 1840, o nacionalismo, fundado no medievalismo, era progressista: os cartistas ingleses se apropriaram do per\u00edodo medieval para promover a ideia de uma \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d hist\u00f3rica da classe trabalhadora. A \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d na d\u00e9cada de 1840 significava &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1170,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-onecolumn.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4881","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Texto: \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo - POIEMA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Texto: \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo - POIEMA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Stephen Basdeo, Ph.D.[1] Tradu\u00e7\u00e3o por Leandro Machado Pinheiro &nbsp; \u201cNacionalismo\u201d \u00e9 um palavr\u00e3o hoje em dia. No entanto, na d\u00e9cada de 1840, o nacionalismo, fundado no medievalismo, era progressista: os cartistas ingleses se apropriaram do per\u00edodo medieval para promover a ideia de uma \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d hist\u00f3rica da classe trabalhadora. A \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d na d\u00e9cada de 1840 significava &hellip; Continue lendo\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"POIEMA\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-05-10T22:41:57+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-200x200.png\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/\",\"url\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/\",\"name\":\"Texto: \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo - POIEMA\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-200x200.png\",\"datePublished\":\"2022-12-29T15:00:50+00:00\",\"dateModified\":\"2023-05-10T22:41:57+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23.png\",\"width\":1080,\"height\":1080},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Texto: \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website\",\"url\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/\",\"name\":\"POIEMA\",\"description\":\"POIEMA UFPel\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Texto: \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo - POIEMA","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Texto: \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo - POIEMA","og_description":"Stephen Basdeo, Ph.D.[1] Tradu\u00e7\u00e3o por Leandro Machado Pinheiro &nbsp; \u201cNacionalismo\u201d \u00e9 um palavr\u00e3o hoje em dia. No entanto, na d\u00e9cada de 1840, o nacionalismo, fundado no medievalismo, era progressista: os cartistas ingleses se apropriaram do per\u00edodo medieval para promover a ideia de uma \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d hist\u00f3rica da classe trabalhadora. A \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d na d\u00e9cada de 1840 significava &hellip; Continue lendo","og_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/","og_site_name":"POIEMA","article_modified_time":"2023-05-10T22:41:57+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-200x200.png","type":"","width":"","height":""}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/","url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/","name":"Texto: \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo - POIEMA","isPartOf":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23-200x200.png","datePublished":"2022-12-29T15:00:50+00:00","dateModified":"2023-05-10T22:41:57+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#primaryimage","url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23.png","contentUrl":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2022\/11\/Artes-dos-Textos-23.png","width":1080,"height":1080},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-nosso-saxao-thor-e-senhor-novamente-nossa-inglaterra-sera-livre-cartismo-e-nacionalismo-progressivo\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Texto: \u201cNosso Sax\u00e3o Thor \u00e9 Senhor Novamente; Nossa Inglaterra Ser\u00e1 Livre\u201d: Cartismo e nacionalismo progressivo"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website","url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/","name":"POIEMA","description":"POIEMA UFPel","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"}]}},"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4881","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1170"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4881"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4881\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5242,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4881\/revisions\/5242"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4881"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}