{"id":4837,"date":"2022-11-24T12:00:41","date_gmt":"2022-11-24T15:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=4837"},"modified":"2023-04-03T23:30:06","modified_gmt":"2023-04-04T02:30:06","slug":"texto-entre-eddas-e-sagas-o-mundo-literario-medieval","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-entre-eddas-e-sagas-o-mundo-literario-medieval\/","title":{"rendered":"Texto: Entre Eddas e Sagas: O mundo liter\u00e1rio medieval"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Santiago Barreiro (CONICET)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Tradutor: Jo\u00e3o Cortes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo liter\u00e1rio do norte medieval ressona na cultura popular contempor\u00e2nea. As vezes o eco \u00f3bvio: temos filmes sobre Thor, deus do trov\u00e3o, s\u00e9ries sobre vikings, filmes sobre os homens do norte. As vezes \u00e9 mais indireto. Assim, se deve conhecer algo sobre a l\u00edngua n\u00f3rdica antiga para saber que Hallbrand (\u201cespada do sal\u00e3o\u201d) \u00e9 um nome pr\u00f3prio n\u00f3rdico antigo, da mesma forma que Gandalf (\u201cElfo da vara m\u00e1gica\u201d) e Durin (\u201cO que dorme\u201d; os an\u00f5es da Terra Media costumam levar nomes tomados da mitologia escandinava), por mencionar a dois personagens do mundo audiovisual tolkieniano que hoje circulam por nossas telas. <sup>1<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta popularidade e recorr\u00eancia cotidiana deste norte medieval n\u00e3o costuma corresponder, no mundo Iberoamericano pelo menos, com um maior e melhor acesso al conhecimento sobre este universo liter\u00e1rio, cultural, hist\u00f3rico. Isto \u00e9 talvez menos not\u00e1vel em espanhol que em portugu\u00eas, mas segue sendo muito mais evidente que no mundo anglo-sax\u00f4nico, germ\u00e2nico, ou inclusive franc\u00eas e italiano. \u00c9 verdade que muitos colegas e especialistas tem feito um esfor\u00e7o not\u00e1vel para reverter esta situa\u00e7\u00e3o, mas a imagem p\u00fablica ainda \u00e9 bastante confusa.<sup>2<\/sup> Em boa parte do imagin\u00e1rio popular, os vikings seguem utilizando capacetes com chifres, seus barcos seguem chamando-se <em>drakkars<\/em> (uma not\u00e1vel aberra\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica e mais, as fontes costumam utilizar <em>langskip<\/em> ou <em>knarr<\/em>), e a religiosidade pr\u00e9-crist\u00e3 se apresenta como uma esp\u00e9cie de pante\u00e3o est\u00e1vel onde Odin manda (<em>\u00d3\u00f0inn<\/em>, \u201co extasiado\u201d, com uma curiosa muta\u00e7\u00e3o do acento \u00e0 s\u00edlaba final) desde seu trono em Asgard (<em>\u00c1sgar\u00f0r<\/em>, aqui o acento sobreviveu), e os crentes buscam uma morte gloriosa para ir ao Valhala (deforma\u00e7\u00e3o mais ou menos compreens\u00edvel de <em>Valh\u01ebll<\/em>), e resistem com virilidade e obstina\u00e7\u00e3o as tentativas de cristianiza-los. Tudo enquanto um <em>skald<\/em> recita sagas transmitidas oralmente e, preserva assim a mem\u00f3ria do povo de uma gera\u00e7\u00e3o \u00e0 outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo este imagin\u00e1rio \u00e9 insustent\u00e1vel historicamente e filosoficamente, v\u00edcios de interpreta\u00e7\u00f5es entre imprecisas e improv\u00e1veis. Resulta, no entanto inevit\u00e1vel para um historiador perguntar-se sobre a origem destas representa\u00e7\u00f5es. As causas, como de costume, s\u00e3o complexas e m\u00faltiplas, mas aqui vou centrar-me na quela que me parece mais aproximada.\u00a0 E esta \u00e9 a m\u00e1 compreens\u00e3o do lugar hist\u00f3rico ao interpretar as fontes em l\u00edngua vern\u00e1cula, local, sobre as que descansam em \u00faltima a instancia as leituras sobre o Medievo n\u00f3rdico. \u00c9 um universo de centos de textos de mais diversa extens\u00e3, entre os que destacam as famosas sagas e as n\u00e3o menos famosas obras chamadas Edda.<sup>3<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comecemos pelas sagas. S\u00e3o, literalmente, hist\u00f3rias. A palavra saga (o plural nominativo \u00e9 <em>s\u01ebgur)<\/em> provem de uma raiz associada ao verbo germ\u00e2nico para \u201cdizer, relatar\u201d, como em ingl\u00eas <em>say<\/em>, em alem\u00e3o <em>sagen<\/em>, ou em island\u00eas <em>segia<\/em>. Mas as sagas que preservamos s\u00e3o obras liter\u00e1rias, e seu sentido \u00e9 o mesmo que hist\u00f3ria em espanhol ou portugu\u00eas: tanto relato como constru\u00e7\u00e3o do passado, tanto <em>story<\/em> como <em>history<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O importante \u00e9 que n\u00e3o est\u00e3o ditas mais que atrav\u00e9s da escrita. \u00c9 verdade que tamb\u00e9m podem ter um contexto oral, tal como defendem alguns estudiosos. <sup>4<\/sup> Mas este contexto est\u00e1 irremediavelmente perdido e sua reconstru\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre especulativa: n\u00e3o parece nada prov\u00e1vel que alguma vez passe a ser mais que uma possibilidade. Em vez disso, que na maioria dos casos estamos diante de obras constru\u00eddas diretamente como literatura \u00e9 uma certeza a oito d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o obras compostas a partir de finais do s\u00e9culo XII e por v\u00e1rios s\u00e9culos por autores em sua maioria an\u00f4nimos, mas algumas vezes nomeados e em alguns casos, muito conhecidos. S\u00e3o obras copiadas, alteradas, reescritas por outros tantos s\u00e9culos por v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de homens e mulheres, leigos e eclesi\u00e1sticos. S\u00e3o obras fundamentalmente de prosa, ainda que em alguns casos incorporam versos, seja para dar legitimidade hist\u00f3rica ao narrado ou para fazer mais dram\u00e1tica a narrativa. E, finalmente, s\u00e3o obras que uniformemente foram criadas e modificadas quase dois s\u00e9culos depois da cristianiza\u00e7\u00e3o da Isl\u00e2ndia (de onde provem a imensa maioria delas), pelo que, naturalmente, sua imagem sobre o passado pr\u00e9-crist\u00e3o (incluindo grande parte da era viking, mas tamb\u00e9m o mundo das migra\u00e7\u00f5es tardias da antiguidade continental) deve ser entendida como um universo primeiramente liter\u00e1rio, ficcional. Desde uma perspectiva cient\u00edfica, o razo\u00e1vel resulta sugerir que, em princ\u00edpio, o que um texto do s\u00e9culo XIV diga sobre o mundo do s\u00e9culo X fala da imagina\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XIV, n\u00e3o sobre a realidade do s\u00e9culo X.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito de outra maneira, os vikings e os pag\u00e3os das sagas s\u00e3o somente os vikings e os pag\u00e3os que eram imaginados por pessoas de s\u00e9culos posteriores que, por regra geral, nunca conheceram a um viking nem a um pag\u00e3o. E que n\u00e3o conheciam a ningu\u00e9m que os tivesse podido conhecer, por esta simples raz\u00e3o de que estavam ao menos a v\u00e1rias d\u00e9cadas mortos antes que qualquer de seus conterr\u00e2neos nascesse. Somemos ao fato de que na era viking, as pessoas eram centralmente \u00e1grafas e, com alguma exce\u00e7\u00e3o como a poesia esc\u00e1ldica (a qual nos referimos abaixo) ou as breves inscri\u00e7\u00f5es r\u00fanicas, n\u00e3o tinham m\u00e9todos para transmitir de maneira confi\u00e1vel e fixa seus conhecimentos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas os homens e mulheres letrados dos s\u00e9culos da Idade M\u00e9dia central e tardia, em qualquer caso, desejavam falar sobre estes vikings e pag\u00e3os, em parte porque os imaginavam como seus ancestrais, o que explica a tendencia desta literatura em idealizar os personagens do passado, ou ao menos tolerar o que seus autores viam como evidentes falhas de car\u00e1ter ou cren\u00e7a. Para isto, desde j\u00e1, recorreram a v\u00e1rias ferramentas: reutilizar material da documenta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica anterior, hagiogr\u00e1fica e geneal\u00f3gica, que antecedem em um s\u00e9culo \u00e0s sagas, aos poemas esc\u00e1ldicos (sobre os que falaremos mais abaixo), \u00e0 topon\u00edmia, ou a adaptar motivos e temas de outras literaturas de sua \u00e9poca, desde a B\u00edblia \u00e0 literatura cavalheiresca francesa.<sup>6<\/sup> Principalmente, no entanto, recorreram a sua imagina\u00e7\u00e3o e a seu conhecimento de seu pr\u00f3prio contexto ( que em ocasi\u00f5es sem muito fingimento, transportavam ao passado\u00a0 de suas narrativas); e provavelmente (mas \u00e9 imposs\u00edvel determinar em que medida) \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o oral ou \u00e0 mem\u00f3ria popular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesma l\u00f3gica, com algumas reservas, se pode aplicar \u00e0s Eddas. Estas s\u00e3o duas obras muito diferentes e que agrupamos mais por conta da tradi\u00e7\u00e3o intelectual que por rigor cientifico. Formalmente falando, h\u00e1 somente uma Edda, que hoje chamamos <em>Edda de Snorri<\/em>, <em>Edda en prosa<\/em>, o <em>Edda menor<\/em>.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0 Composta nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIII pelo magnata e erudito island\u00eas Snorri Sturluson, editada (com recortes) como uma esp\u00e9cie de tratado de mitologia. Mas isto n\u00e3o \u00e9 completamente certo. Snorri, certamente, recupera, ordena, sistematiza, interpreta, e quase com seguran\u00e7a inventa toda uma s\u00e9rie de mitos sobre os deuses pr\u00e9-crist\u00e3os, as fam\u00edlias chamadas \u00c6sir e Vanir, e sobre seus antagonistas e subordinados, os <em>J\u01ebtnar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa cria\u00e7\u00e3o de uma mitologia ordenada com \u00d3\u00f0inn indiscutivelmente \u00e0 cabe\u00e7a ( o que seguramente n\u00e3o coincide com o mundo heterog\u00e9neo da pr\u00e1tica pr\u00e9-crist\u00e3: por exemplo, temos quase certeza de que no lugar que hoje \u00e9 Su\u00e9cia, Freyr deve ter dominado o culto e o mito) n\u00e3o responde a uma busca por recriar a mitologia, mas por dar ferramentas para produzir poesia. Sua <em>Edda <\/em>\u00e9 um <em>Ars po\u00e9tica<\/em>, uma \u201carte da poesia\u201d como as que eram usuais no mundo medieval latino, mas desenhado para os g\u00eaneros locais, o que hoje chamamos poesia \u201cesc\u00e1ldica\u201d (quer dizer, \u201cpo\u00e9tica\u201d, em uma curiosa redund\u00e2ncia), para o qual \u00e9 necess\u00e1rio entender com algum detalhe as imagens e historias presentes nos mitos. \u00c0 Snorri, profundamente crist\u00e3o e letrado, n\u00e3o lhe interessam os mitos da era pag\u00e3 por si mesmos, mas porque ajudam a compreender e compor poemas de um estilo que tentava reviver e popularizar. Seu objetivo era ganhar os favores do rei na corte norueguesa, onde desejava ser ungido como governante da Isl\u00e2ndia, e todo sua obra liter\u00e1ria deve entender-se desta maneira, come\u00e7ando por sua obra principal, a compila\u00e7\u00e3o de sagas sobre reis noruegueses chamada <em>Heimskringla..<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as fontes de Snorri existe uma s\u00e9rie de poemas que, felizmente, conservamos, principalmente em um manuscrito criado na Isl\u00e2ndia no \u00faltimo ter\u00e7o do s\u00e9culo XIII, um dos tantos c\u00f3dices conhecidos como <em>Codex Regius. <\/em>Por uma confus\u00e3o posterior, esta cole\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida hoje como <em>Edda<\/em> <em>po\u00e9tica<\/em> o <em>Edda maior,<\/em> o nome mais antigo, <em>Edda de S\u00e6mundr, <\/em>est\u00e1 felizmente em desuso: ningu\u00e9m alude mais a obra a este erudito island\u00eas, S\u00e6mundr S\u00edgfusson o s\u00e1bio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 certo que boa parte destes poemas, em uma vers\u00e3o ligeiramente diferente, serviram de fonte \u00e0 Snorri, mas n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para supor que o magnata tivesse exatamente acesso a todos eles, em particular porque existem fontes suspeitas de que v\u00e1rios destes poemas s\u00e3o inven\u00e7\u00f5es aproximadas ao autor do c\u00f3dice, compilado ao menos vinte anos depois da morte de Snorri. Mas, por outro lado, boa parte dos poemas parecem ser vers\u00f5es de versos arcaicos, que em alguns casos remontam a princ\u00edpios da era viking ou inclusive antes. Datar poemas \u201c\u00e9ddicos\u201d (como costumamos cham\u00e1-los) \u00e9 uma tarefa extremamente complexa e possivelmente sem solu\u00e7\u00e3o, em boa medida porque s\u00e3o facilmente alter\u00e1veis, e, portanto, cada poema pode incorporar v\u00e1rias capas de interven\u00e7\u00f5es, orais e escritas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora ambas <em>Eddas<\/em> foram utilizadas tradicionalmente como fontes principais para reconstruir a \u201cmitologia n\u00f3rdica\u201d e a partir da\u00ed o \u201cpaganismo n\u00f3rdico\u201d ou inclusive um \u201cpaganismo germ\u00e2nico\u201d, a tendencia atual \u00e9 inversa. Muitos estudos recentes preferem evitar o p\u00e2ntano interpretativo tanto da <em>Edda<\/em> de Snorri como dos poemas \u00e9ddicos que, terminantemente, s\u00e3o mais uteis para entender a \u00e9poca em que foram escritos, que para entender esta \u00e9poca previa. Obviamente, s\u00e3o fontes muito ricas para prescindir totalmente delas, mas os especialistas atuais costumam tratar com um cuidado inusual e um olhar profundamente cr\u00edtico. Se apoiam, por outro lado, nos crescentes achados da arqueologia e nos poemas \u201cesc\u00e1ldicos\u201d, j\u00e1 que estes resultam mais confi\u00e1veis como fonte hist\u00f3rica, dado a sua rigidez e complexidade compositiva (o que faz com que seja complexo modific\u00e1-los) e sua atribui\u00e7\u00e3o regular a personagens que historicamente s\u00e3o poss\u00edveis de datar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes avan\u00e7os e perspectivas, hoje dominantes entre os estudiosos do mundo medieval n\u00f3rdico que se centram nas fontes escritas em l\u00edngua local, nos mostram um certo paradoxo. O passado \u00e9 muito mais complexo, incerto e heterog\u00eaneo que aquele apresentado pela leitura de d\u00e9cadas passadas (e que vemos perdurar na cultura popular). Mas ao mesmo tempo, nos apresentam um passado mais rico, mais vital e mais interessante que o tedioso monolito cultural dos (vikings pag\u00e3os do norte\u201d, que hoje, felizmente, vemos com uma curiosidade obsoleta. O desafio para os especialistas, no entanto, \u00e9 transferir as interpreta\u00e7\u00f5es e leituras atuais \u00e0 percep\u00e7\u00e3o ampla do p\u00fablico.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\">Publicado em 24 de novembro de 2022.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> BARREIRO, Santiago. Entre Eddas e Sagas: O mundo liter\u00e1rio medieval. Tradu\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Cortes. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 24 nov. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-entre-eddas-y-sagas-el-mundo-literario-del-norte-medieval\/. Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santiago Barreiro (CONICET) Tradutor: Jo\u00e3o Cortes O mundo liter\u00e1rio do norte medieval ressona na cultura popular contempor\u00e2nea. 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