{"id":4408,"date":"2022-08-15T11:20:12","date_gmt":"2022-08-15T14:20:12","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=4408"},"modified":"2023-04-04T00:08:42","modified_gmt":"2023-04-04T03:08:42","slug":"ramon-llull-e-as-mulheres-medievais-uma-breve-sistematizacao-historiografica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/ramon-llull-e-as-mulheres-medievais-uma-breve-sistematizacao-historiografica\/","title":{"rendered":"Texto: Ramon Llull e as Mulheres Medievais: Uma breve sistematiza\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Guilherme Queiroz de Souza<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao longo do s\u00e9culo XX, as reinvindica\u00e7\u00f5es e conquistas de importantes direitos pelos movimentos feministas acabaram por influenciar decisivamente a produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica. Assim, a Hist\u00f3ria das Mulheres surgiu como um novo campo de investiga\u00e7\u00e3o, pois, como sabemos, toda hist\u00f3ria \u00e9 \u201ccontempor\u00e2nea\u201d; ela \u201cse relaciona sempre com a necessidade e a situa\u00e7\u00e3o presentes\u201d (CROCE, 1962, p. 14). Nos estudos medievais, esses avan\u00e7os j\u00e1 eram percebidos em pa\u00edses como a Fran\u00e7a, onde foram realizados eventos acad\u00eamicos em sintonia com aquelas demandas, como o col\u00f3quio <em>La femme dans les civilisations des Xe-XIIIe si\u00e8cles<\/em> (1976).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em>Nesse texto, apresentamos uma breve sistematiza\u00e7\u00e3o da historiografia que se dedicou exclusivamente \u00e0 figura feminina no pensamento de um fil\u00f3sofo medieval: o maiorquino Ramon Llull (c. 1232-1316). Com uma enciclop\u00e9dia e extensa obra, Llull escreveu em diversas l\u00ednguas (catal\u00e3o, \u00e1rabe e latim), a fim de reformar o mundo e converter os \u201cinfi\u00e9is\u201d ao cristianismo. Ele manteve contato com autoridades poderosas, percorrendo cen\u00e1rios euro-mediterr\u00e2nicos ao longo de sua octogen\u00e1ria vida. Seus escritos em catal\u00e3o utilizam variados voc\u00e1bulos para designar as mulheres, como <em>fembra<\/em>, <em>muller<\/em>,<em> dona<\/em>, <em>donzella <\/em>e<em> mare<\/em>. No entanto, a vis\u00e3o de Llull sobre elas nem sempre expressa a tradicional concep\u00e7\u00e3o mis\u00f3gina da Igreja medieval, como veremos a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O primeiro texto historiogr\u00e1fico que analisa as mulheres nas obras lulianas surgiu em 1981, na esteira daqueles movimentos s\u00f3cio-pol\u00edticos aos quais nos referimos. Quem o assina \u00e9 Lola Badia, fil\u00f3loga que, \u00e0 \u00e9poca, iniciava sua carreira como pesquisadora em literatura catal\u00e3 medieval. Nele, o foco est\u00e1 direcionado ao <em>Roman\u00e7 d&#8217;Evast e Blaquerna <\/em>e aos dois modelos liter\u00e1rios femininos ali expostos: Natana e Aloma. Tais personagens lulianos demonstram n\u00e3o apenas as virtudes necess\u00e1rias, mas tamb\u00e9m dois tipos femininos inteligentes, com esperteza, tenacidade e bravura. Badia salienta que, \u201ccomo um tipo de mulher medieval [elas] s\u00e3o, portanto, se n\u00e3o singulares, pelo menos not\u00e1veis\u201d (1981, p. 28).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dois anos depois, o segundo texto foi publicado. Escrito em franc\u00eas por Armand Llinar\u00e8s (1916-1997), um dos maiores lulistas do s\u00e9culo XX, a pesquisa se concentra no <em>Blaquerna<\/em> e no <em>Livro da Contempla\u00e7\u00e3o<\/em>. Nesta \u00faltima, de longe a obra mais extensa do <em>corpus<\/em> luliano, existem confiss\u00f5es de Llull sobre sua vida antes da convers\u00e3o, seus comportamentos luxuriosos e rela\u00e7\u00f5es com as mulheres. Curiosamente, o fil\u00f3sofo n\u00e3o as culpa pelos pecados que praticou, pois pretende ele pr\u00f3prio se responsabilizar. Como Llinar\u00e8s sublinha, se podemos encontrar tra\u00e7os mis\u00f3ginos nesses textos (a cr\u00edtica ao cuidado feminino com a apar\u00eancia, por exemplo), n\u00e3o existe uma uniformidade luliana no tratamento conferido \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em 1986, veio \u00e0 luz o terceiro artigo acerca da mulher no pensamento luliano. Trata-se de uma curta produ\u00e7\u00e3o da espanhola Rosanna Cantavella, acad\u00eamica que, naquele momento, escrevia uma tese de doutorado sobre <em>El debat pro i antifeminista a la literatura catalana medieval<\/em>. Ela inicialmente reconhece os esfor\u00e7os de seus dois predecessores (Badia e Llinar\u00e8s), por\u00e9m, destaca que dever\u00edamos avan\u00e7ar; ora, muitas perguntas ficaram sem respostas, em raz\u00e3o do <em>corpus<\/em> luliano ser imenso (quase trezentas obras). Cantavella comenta as considera\u00e7\u00f5es sobretudo do historiador franc\u00eas, quer para corroborar, quer para refutar suas interpreta\u00e7\u00f5es. No \u00faltimo caso, discorda de certas \u201cconclus\u00f5es gerais\u201d sobre os tipos femininos que Llull teria constru\u00eddo com seus personagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ap\u00f3s o trabalho de Cantavella, constatamos uma lacuna historiogr\u00e1fica de quase duas d\u00e9cadas, sem que possamos localizar uma publica\u00e7\u00e3o que tratasse exclusivamente da condi\u00e7\u00e3o feminina nos escritos de Llull. Esse \u201csil\u00eancio\u201d foi quebrado por uma contribui\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 refiro-me ao artigo de Eliane Ventorim (2005), com \u00eanfase em tr\u00eas modelos no <em>Livro das Maravilhas <\/em>(Eva, Maria e Maria Madalena). Ainda que o exame de apenas um texto seja uma perspectiva metodol\u00f3gica deveras limitadora, porque n\u00e3o permite extrair conclus\u00f5es gerais, o trabalho cumpre o seu objetivo e se torna o pioneiro na bibliografia em l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A partir de 2016, novos estudos foram lan\u00e7ados. Chama a aten\u00e7\u00e3o as iniciativas de uma pesquisadora em particular, Maribel Ripoll Perell\u00f3, cujas primeiras publica\u00e7\u00f5es sobre o assunto apareceram no contexto do <em>Any Llull <\/em>(2015-2016).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Docente da Universitat de les Illes Balears, a autora revisitou a bibliografia dispon\u00edvel e se debru\u00e7ou com afinco em aspectos pouco explorados. Em argutas reflex\u00f5es, constata que havia uma abordagem insuficiente do tema, que se preocupava apenas em indicar a apari\u00e7\u00e3o da figura feminina nos textos lulianos. Tamb\u00e9m salienta que, embora certos t\u00f3picos mis\u00f3ginos constem no pensamento de Llull (por exemplo, a mulher como fonte de tenta\u00e7\u00e3o e inferior fisicamente), isso n\u00e3o quer dizer que ele fosse um t\u00edpico representante daquela corrente eclesi\u00e1stica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 As investiga\u00e7\u00f5es de Ripoll Perell\u00f3 destacam a rela\u00e7\u00e3o entre as mulheres e a chamada \u201cArte\u201d luliana, uma ci\u00eancia universal que teria sido enviada por Deus. Em artigos e entrevistas, suas conclus\u00f5es demonstram que as mulheres nas obras de Llull tinham distintas origens sociais, com a capacidade de aprender a Arte e transmiti-la ao mundo, ou seja, elas n\u00e3o eram simples receptoras passivas. Com efeito, o sistema filos\u00f3fico luliano (para ele, o \u201cmelhor livro do mundo\u201d) n\u00e3o se limitava \u00e0 convers\u00e3o do \u201coutro\u201d (judeus e mu\u00e7ulmanos), pois destinava-se tamb\u00e9m \u00e0 reforma da pr\u00f3pria <em>Christianitas<\/em>. Em outras palavras, essa mensagem n\u00e3o exclu\u00eda determinado povo, credo, grupo social ou g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A mais recente pesquisa de f\u00f4lego sobre a tem\u00e1tica foi publicada em 2018. Ela foi escrita por Coral Cuadrada Maj\u00f3, que identificou sete categorias de mulheres lulianas: liter\u00e1rias, familiares, dedicadas, protetoras, leitoras, devotas e beguinas. O foco principal de sua aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 nessa \u00faltima, a que menos havia sido analisada pela historiografia especializada. Seu ponto de partida \u00e9 o <em>Testamento<\/em> de Llull, por meio do qual conseguiu mapear as mulheres que giravam em torno do ideal luliano, mesmo ap\u00f3s a morte dele. Entre as beguinas que se relacionaram diretamente com as ideias do fil\u00f3sofo, estavam algumas do s\u00e9culo XV: In\u00e9s Martines, Br\u00edgida Terrer e Margarita Safont.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Numa vis\u00e3o em conjunto, notamos dois impulsos historiogr\u00e1ficos principais sobre a figura feminina no pensamento luliano. O primeiro, publicado na d\u00e9cada de 1980, nasceu influenciado pela emerg\u00eancia da Hist\u00f3ria das Mulheres. Naquele momento, surgiram as primeiras reflex\u00f5es, muitas das quais j\u00e1 apontavam a singularidade de Llull sobre a quest\u00e3o. O segundo, coincidentemente (?) sincronizado com o <em>Any Llull<\/em>, teve como principal divulgadora a professora Ripoll Perell\u00f3, que revisitou os estudos existentes, evitou generaliza\u00e7\u00f5es e explicou aspectos at\u00e9 ent\u00e3o negligenciados. Para isso, aproveitou o crescimento e amadurecimento dos estudos lulianos, al\u00e9m da publica\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 Em suma, Ramon Llull constitui um caso at\u00edpico, que n\u00e3o pode ser enquadrado como mais um representante da misoginia clerical, at\u00e9 porque manteve uma posi\u00e7\u00e3o laica durante toda a vida. Ele reflete a pluralidade e complexidade das experi\u00eancias dos homens e mulheres do Medievo, universo que n\u00e3o se resume \u00e0 cultura crist\u00e3, muito menos revela um dom\u00ednio absoluto da Igreja. N\u00e3o por acaso, a historiografia tem gradativamente abandonado as no\u00e7\u00f5es de \u201cciviliza\u00e7\u00e3o\u201d e \u201csociedade medieval\u201d, o que tamb\u00e9m faz com que questionemos a exist\u00eancia de um \u201cpensamento medieval\u201d, algo homog\u00eaneo e uniforme, mesmo numa esfera crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BADIA, Lola. A prop\u00f2sit dels models literaris lul\u00b7lians de la dona: Natana i Aloma. Estudi General. <em>Revista del Col\u00b7legi Universitari de Girona<\/em>, n. 1, vol. 2, p. 23-28, 1981.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CANTAVELLA, Rosanna. La dona als textos de Llull. <em>Estudis Lul\u00b7lians<\/em>, n. 1, vol. 26, p. 93-97, 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CROCE, Benedetto. <em>A Hist\u00f3ria: <\/em>pensamento e a\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Zahar, 1962.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CUADRADA MAJ\u00d3, Coral. <em>De mulierum relatione<\/em>. Mujeres lulianas. <em>Enrahonar<\/em>: an international journal of theoretical and practical reason, N\u00ba Extra 1, p. 287-298, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LLINAR\u00c8S, Armand. La femme chez Raymond Lulle. In: <em>La femme dans la pens\u00e9e espagnole<\/em>. Paris: \u00c9ditions du CNRS, 1983, p. 23-37.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIPOLL PERELL\u00d3, Maribel. De Clara a Natana: la influ\u00e8ncia franciscana en la creaci\u00f3 dels models literaris femenins lul\u00b7lians. <em>Estudios Franciscanos<\/em>, vol. 117, p. 521-528, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIPOLL PERELL\u00d3, Maribel. El microcosmos femen\u00ed en la literatura lul\u00b7liana. In: BADIA, Lola; FIDORA, Alexander; RIPOLL PERELL\u00d3, Maribel (eds.). <em>Actes del Congr\u00e9s d\u2019Obertura de l&#8217;Any Llull<\/em>. \u201cEn el set\u00e8 centenari de Ramon Llull: el projecte missional i la perviv\u00e8ncia de la devoci\u00f3\u201d. Barcelona-Palma: UB-UIB, 2017, p. 233-251.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIPOLL PERELL\u00d3, Maribel. El paper de la dona en la transmissi\u00f3 de l\u2019Art lul\u00b7liana. In: M\u00dcLLER, Isabel; SAVELSBERG, Frank (coords.). <em>Sabers per als laics<\/em>: vernacularitzaci\u00f3, formaci\u00f3, transmissi\u00f3 (Corona d\u2019Arag\u00f3, 1250-1600). Berlin, Boston: De Gruyter, 2021, p. 107-122.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIPOLL PERELL\u00d3, Maribel. Les dones de Llull s\u00f3n s\u00e0vies, astutes, perverses, delicades, bones. <em>Levante-El Mercantil Valenciano<\/em> (28\/01\/2017). Entrevista dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.levante-emv.com\/cultura\/panorama\/2017\/01\/28\/maribel-ripoll-perello-les-dones-12276300.html\">https:\/\/www.levante-emv.com\/cultura\/panorama\/2017\/01\/28\/maribel-ripoll-perello-les-dones-12276300.html<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIPOLL PERELL\u00d3, Maribel. Llull cre\u00eda en la capacidad intelectual de las mujeres. <em>Diario de Mallorca<\/em> (11\/02\/2016). Entrevista dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.diariodemallorca.es\/cultura\/2016\/02\/11\/llull-creia-capacidad-intelectual-mujeres-3669079.html\">https:\/\/www.diariodemallorca.es\/cultura\/2016\/02\/11\/llull-creia-capacidad-intelectual-mujeres-3669079.html<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIPOLL PERELL\u00d3, Maribel. Sobre la formaci\u00f3 femenina i el paper de la dona en la reforma social de Ramon Llull. <em>Educaci\u00f3 i Hist\u00f2ria<\/em>: Revista d\u2019Hist\u00f2ria de l\u2019Educaci\u00f3, n. 28, p. 93-112, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VENTORIM, Eliane. Misoginia e Santidade na Baixa Idade M\u00e9dia: os tr\u00eas modelos femininos no <em>Livro das Maravilhas<\/em> (1289) de Ramon Llull. <em>Mirabilia Journal<\/em>, n. 5, p. 193-211, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Doutor em Hist\u00f3ria pela Universidade Estadual Paulista (UNESP\/Assis). Professor Adjunto de Hist\u00f3ria Medieval da Universidade Federal da Para\u00edba e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria (PPGH-UFPB). Coordenador do Gradalis: Grupo de Estudos Medievais (UFPB). E-mail: <a href=\"mailto:guilhermehistoria@yahoo.com.br\">guilhermehistoria@yahoo.com.br<\/a>. Curr\u00edculo lattes: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4229914435515514\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/4229914435515514<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Trata-se de uma s\u00e9rie de atividades em comemora\u00e7\u00e3o ao s\u00e9timo centen\u00e1rio da morte de Ramon Llull.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 15 de Agosto de 2022.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> SOUZA. Guilherme Queiroz de. Ramon Llull e as Mulheres Medievais: Uma breve sistematiza\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 15 ago. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/ramon-llull-e-as-mulheres-medievais-uma-breve-sistematizacao-historiografica\/. Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme Queiroz de Souza[1] \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao longo do s\u00e9culo XX, as reinvindica\u00e7\u00f5es e conquistas de importantes direitos pelos movimentos feministas acabaram por influenciar decisivamente a produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica. Assim, a Hist\u00f3ria das Mulheres surgiu como um novo campo de investiga\u00e7\u00e3o, pois, como sabemos, toda hist\u00f3ria \u00e9 \u201ccontempor\u00e2nea\u201d; ela \u201cse relaciona sempre com a necessidade e a &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/ramon-llull-e-as-mulheres-medievais-uma-breve-sistematizacao-historiografica\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1170,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-onecolumn.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4408","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Texto: Ramon Llull e as Mulheres Medievais: Uma breve sistematiza\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica - POIEMA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/ramon-llull-e-as-mulheres-medievais-uma-breve-sistematizacao-historiografica\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Texto: Ramon Llull e as Mulheres Medievais: Uma breve sistematiza\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica - POIEMA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Guilherme Queiroz de Souza[1] \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao longo do s\u00e9culo XX, as reinvindica\u00e7\u00f5es e conquistas de importantes direitos pelos movimentos feministas acabaram por influenciar decisivamente a produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica. 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