{"id":4158,"date":"2022-06-06T12:00:25","date_gmt":"2022-06-06T15:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=4158"},"modified":"2023-04-04T00:14:24","modified_gmt":"2023-04-04T03:14:24","slug":"texto-medievalismos-e-educacao-historica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-medievalismos-e-educacao-historica\/","title":{"rendered":"Texto: Medievalismos e Educa\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica[1]\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Cl\u00e1udia Regina Bovo (Laborat\u00f3rio de Estudos Medievais\/UFTM)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A Idade M\u00e9dia, per\u00edodo hist\u00f3rico tradicionalmente estabelecido entre os s\u00e9culos V e XV, traz consigo uma s\u00e9rie de refer\u00eancias e in\u00fameras interpreta\u00e7\u00f5es que escamoteiam o fato de se tratarem de constru\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas e apropria\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas que ajudam a definir o lugar e a relev\u00e2ncia atual dos estudos desta temporalidade. Tanto os profissionais da hist\u00f3ria, quanto pessoas comuns tem algo a dizer sobre a Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0De referenciais l\u00fadicos que envolvem o sobrenatural e suas manifesta\u00e7\u00f5es, como drag\u00f5es e po\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas, at\u00e9 as estat\u00edsticas mais precisas sobre as enfermidades que dizimaram milhares de vidas, os conte\u00fados dos Estudos Medievais difundiram-se, cristalizando ora uma refer\u00eancia negativa, ora de virtuosa, ora ex\u00f3tica \u00e0s experi\u00eancias hist\u00f3ricas preservadas para posteridade. Tanto \u00e9 assim, que muitas pessoas usam o adjetivo \u201cmedieval\u201d para se referir, seja na pol\u00edtica, na economia ou mesmo na cultura, aos elementos julgados negativos, atrasados da sua experi\u00eancia atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 Para muitos intelectuais e estudiosos, essa popularidade da Idade M\u00e9dia pode soar prejudicial \u00e0 aprendizagem hist\u00f3rica, uma vez que ela n\u00e3o revela a complexidade das sociedades que se desenvolveram nesse per\u00edodo hist\u00f3rico. Mas como ignorar que \u00e9 essa popularidade o que d\u00e1 vivacidade aos estudos medievais? Como deixar de lado que esse interesse, mesmo que desprovido de instrumentos te\u00f3ricos adequados, \u00e9 o que justifica o fomento aos estudos e a cont\u00ednua busca pelo seu ensino institucionalizado? Se a Hist\u00f3ria ainda tem como objetivo dar sentido \u00e0s experi\u00eancias dos homens no tempo, como os medievalistas poder\u00e3o ignorar o interesse p\u00fablico atual nos seus objetos de investiga\u00e7\u00e3o? Indo mais fundo, como os medievalistas se isentar\u00e3o de debater as apropria\u00e7\u00f5es da Idade M\u00e9dia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Orientados pelos trabalhos de Hayden White em <em>Meta-Hist\u00f3ria<\/em> \u00a0(1973) e em <em>The Practical Past<\/em> (2014), assim como pela trilogia de Teoria da Hist\u00f3ria de J\u00f6rn R\u00fcsen \u2013 <em>Raz\u00e3o Hist\u00f3rica<\/em> (2001), <em>Reconstru\u00e7\u00e3o do passado<\/em> (2007) e <em>Hist\u00f3ria Viva<\/em> (2007), partimos do pressuposto que a Idade M\u00e9dia enquanto periodiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, enquanto uma fatia do tempo que categoriza um conjunto sociedades que partilhavam princ\u00edpios de organiza\u00e7\u00e3o e fundamento parecidos, pode ser ela mesmo tida como um medievalismo. Ou seja, o pr\u00f3prio conceito de Idade M\u00e9dia em si, bem como suas m\u00faltiplas significa\u00e7\u00f5es, podem ser considerados um medievalismo: uma constru\u00e7\u00e3o conceitual al\u00f3gena, cuja origem est\u00e1 alijada das sociedades e culturas que a inspiraram enquanto temporalidade hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Colocamos nessa bagagem de m\u00faltiplas interpreta\u00e7\u00f5es, sejam elas hist\u00f3ricas profissionais ou populares, a mesma condi\u00e7\u00e3o: ambos est\u00e3o produzindo medievalismos, ou seja, ambas interpreta\u00e7\u00f5es se apropriam da Idade M\u00e9dia, apesar de darem finalidades distintas a este uso da interpreta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-temporal. Nesse sentido, reconhecendo teoricamente que a Idade M\u00e9dia n\u00e3o existe atualmente enquanto experi\u00eancia hist\u00f3rica <em>per <\/em><em>se<\/em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 , mas enquanto categoria heur\u00edstica encarnada pela significa\u00e7\u00e3o humana p\u00f3stuma, qual o seu papel na orienta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dos jovens hoje? Esta \u00e9 a quest\u00e3o que nos mobiliza para este debate sobre Medievalismo e Educa\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Num mundo coberto por m\u00faltiplos meios de conseguir informa\u00e7\u00f5es e interagir socialmente como \u00e9 o nosso, hegemonicamente marcado pelas rela\u00e7\u00f5es virtuais da internet 4.0, a autoridade do discurso hist\u00f3rico-cient\u00edfico n\u00e3o est\u00e1 dada a <em>priori<\/em>. Diante de um cen\u00e1rio em que a escola tem perdido relev\u00e2ncia perante as m\u00faltiplas formas de se conseguir informa\u00e7\u00e3o, em que historiadores s\u00e3o rejeitados enquanto principais agentes do gerenciamento da mem\u00f3ria social e a escrita da hist\u00f3ria cient\u00edfica \u00e9 questionada por outras meios de informa\u00e7\u00e3o e refer\u00eancia ao passado, \u00e9 preciso potencializar o ensino da Hist\u00f3ria na mobiliza\u00e7\u00e3o da desnaturaliza\u00e7\u00e3o das apropria\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e dos seus constantes usos sociais, pol\u00edticos e culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Dimensionar a circula\u00e7\u00e3o dos medievalismos e neomedievalismos \u00e9 tarefa necess\u00e1ria para os processos de educa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica empreendidos no espa\u00e7o educacional, local onde tradicionalmente um mundo de experi\u00eancias hist\u00f3ricas, mem\u00f3rias e narrativas hist\u00f3ricas est\u00e3o em di\u00e1logo e, por vezes, em confronto, sendo que a grande maioria dessas narrativas se encontra distante de um padr\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o balizado pela chamada hist\u00f3ria cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Hoje, os espa\u00e7os escolares talvez sejam os \u00fanicos em que h\u00e1 contato direto entre\u00a0 a ci\u00eancia hist\u00f3rica \u2013 estes m\u00faltiplos saberes hist\u00f3ricos escolares e acad\u00eamicos produzidos sob crit\u00e9rios te\u00f3ricos e metodol\u00f3gicos vindo da organiza\u00e7\u00e3o disciplinar \u2013 e\u00a0 os chamados passados pr\u00e1ticos \u2013 este conjunto de express\u00f5es da experi\u00eancia hist\u00f3rica que pode ou n\u00e3o estar organizado numa narrativa explicativa dos processos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0A ideia ensejada pela teoria da hist\u00f3ria de J\u00f6rn R\u00fcsen \u00e9 que a aprendizagem hist\u00f3rica esteja primeiramente comprometida em minimizar nos aprendizes \u201ca press\u00e3o impositiva do achar, desejar, esperar e temer\u201d (R\u00dcSEN, 2007, p. 119). Estes aprendizes usam a sua pr\u00f3pria experi\u00eancia do tempo como refer\u00eancia para a reflex\u00e3o, mas ela n\u00e3o passa disso, de ser mais uma entre tantas outras refer\u00eancias que, postas em di\u00e1logo, permitem-lhes cognitivamente equilibrar \u201ca hist\u00f3ria como dado objetivo nas circunst\u00e2ncias da vida atual e a hist\u00f3rica como constructo subjetivo da orienta\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica movida pelos interesses\u201d (R\u00dcSEN, 2007, p. 119, p. 120).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Esses modos de interpretar a nossa experi\u00eancia social balizados pelo tempo, seja da lembran\u00e7a do ontem, da viv\u00eancia do agora ou da expectativa pelo amanh\u00e3 \u00e9 comum a todos n\u00f3s. Todos temos consci\u00eancia hist\u00f3rica, mas alguns de n\u00f3s, por uma aquisi\u00e7\u00e3o de saberes cient\u00edficos, desenvolvemos, sobretudo a partir da forma\u00e7\u00e3o escolar e profissional, a\u00e7\u00f5es de interpreta\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o no tempo pautadas n\u00e3o apenas pelas nossas experi\u00eancias, mas pelo potencial interpretativo vindo da sua desnaturaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 Este deveria ser o compromisso da forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica escolar: apresentar aspectos dessas in\u00fameras consci\u00eancias hist\u00f3ricas em circula\u00e7\u00e3o e pelo exerc\u00edcio da contextualiza\u00e7\u00e3o, da problematiza\u00e7\u00e3o e da desnaturaliza\u00e7\u00e3o do vivido, reconstruir as estruturas do pensamento hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 Ainda sob a orienta\u00e7\u00e3o de R\u00fcsen (2001; 2007), \u00e9 poss\u00edvel identificar em termos cognitivos as tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 aprendizagem hist\u00f3rica, s\u00e3o elas: a <em>experi\u00eancia<\/em>, a <em>interpreta\u00e7\u00e3o<\/em> e a <em>orienta\u00e7\u00e3o<\/em>. A <em>educa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/em> \u00e9 aqui apresentada como um procedimento cognitivo que ajuda a desnaturalizar as experi\u00eancias hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Particularmente, os processos de educa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das chamadas temporalidades recuadas como a Idade M\u00e9dia, impactam na mobiliza\u00e7\u00e3o de saberes diversos para orienta\u00e7\u00e3o no tempo e para as consci\u00eancias hist\u00f3ricas contempor\u00e2neas. Isso porque no caso brasileiro que n\u00e3o tem uma origem medieval pautada pela historiografia profissional, mas tem essa origem mobilizada pela hist\u00f3ria p\u00fablica que circula no pa\u00eds, especialmente nos ber\u00e7os de forte presen\u00e7a neopentecostal, \u00e9 preciso reconhecer nesses espa\u00e7os narrativos vulgares lugares leg\u00edtimos de se empreender a <em>opera\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0H\u00e1 uma enorme demanda por informa\u00e7\u00f5es sobre a Idade M\u00e9dia no Brasil. Esta, por\u00e9m, geralmente aparece associada ao imperativo de que se veja confirmada uma Idade M\u00e9dia encantada, vivida como parte de um subterf\u00fagio, onde habita o passado imaginado que se torna objeto de rejei\u00e7\u00e3o ao contempor\u00e2neo progressista ou objeto de desejo por aqueles obcecados pela busca das origens de qualquer coisa. Enquanto n\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 -lugar hist\u00f3rico, na Idade M\u00e9dia cabe tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0\u00c0s vezes a \u201cIdade das Trevas\u201d e a \u201cIdade de Ouro\u201d se misturam para conferir \u201crealismo\u201d \u00e0s fantasias que, baseadas na amplia\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos, em nada contribuem para o processo de interpreta\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o hist\u00f3ricos. Para os que chegam \u00e0 escola ou \u00e0 universidade, motivados pelo desejo de conhecer a Idade M\u00e9dia, talvez o choque prim\u00e1rio necess\u00e1rio seja justamente desconstruir a alegoria da Idade M\u00e9dia que habita o contempor\u00e2neo. \u00c9 justamente no prazer da d\u00favida bem formulada onde pode residir o fasc\u00ednio da educa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.\u00a0 Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Idade M\u00e9dia \u00e9 preciso perguntar sempre: \u201co que nos escapa do presente que p\u00f5e a perder o passado?\u201d (BOVO; ALMEIDA, 2019, p. 235 )<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Despertado atrav\u00e9s da provoca\u00e7\u00e3o do estranhamento identificado na diferen\u00e7a extrema entre o nosso modo de vida atual e aquele apresentado pelos tempos muito recuados, essa alteridade extrema \u00e9 que deve ser enfatizada enquanto fasc\u00ednio cong\u00eanito \u00e0queles que querem conhecer, construir e desnaturalizar a Idade M\u00e9dia. A discuss\u00e3o da alteridade medieval coloca em foco outras formas de ser de sociedades agr\u00e1rias, da experi\u00eancia religiosa, da rela\u00e7\u00e3o com a riqueza e com a viol\u00eancia al\u00e9m, da experi\u00eancia com ritmos diferentes de mudan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Ao observar um mundo que n\u00e3o existe mais atrav\u00e9s dos processos hist\u00f3ricos muito recuados, os estudantes podem ser estimulados a aperfei\u00e7oar a compet\u00eancia de interpreta\u00e7\u00e3o do mundo e de si pr\u00f3prios, superando as demandas da subjetividade prim\u00e1ria presentes no seu modo de ver, sentir, racionalizar o vivido, tornando-os aptos a suplantar a si mesmos enquanto \u00fanica inst\u00e2ncia de legitima\u00e7\u00e3o dos modos de se viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALMEIDA, N\u00e9ri de Barros; SILVA, Marcelo C\u00e2ndido da. &#8220;Le Moyen \u00c2ge et la nouvelle histoire politique au Br\u00e9sil&#8221;. <strong>M\u00e9langes de l\u2019\u00c9cole fran\u00e7aise de Rome<\/strong> &#8211; Moyen \u00c2ge, 126-2\u00a0|\u00a02014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/journals.openedition.org\/mefrm\/2070\">https:\/\/journals.openedition.org\/mefrm\/2070<\/a>. Acesso em: 13\/02\/2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BERTOLI, Andr\u00e9; ROSA, Maria de Lurdes. &#8220;O encontro &#8216;Portugal Medieval visto do Brasil: Di\u00e1logos entre Medievalistas Lus\u00f3fonos&#8217; (Lisboa, Coimbra, Sta. Maria da Feira, 12-14 Janeiro de 2012)&#8221;. <strong>Medievalista online<\/strong>, n. 12, 2012. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/medievalista.iem.fcsh.unl.pt\/index.php\/medievalista\/article\/view\/285\">https:\/\/medievalista.iem.fcsh.unl.pt\/index.php\/medievalista\/article\/view\/285<\/a> Acesso em: 13\/02\/2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOVO, Cl\u00e1udia Regina. El tempo em cuesti\u00f3n: ubicar la Edad Media em la actualidad. <strong>Revista Chilena de Estudios Medievales<\/strong>, Santiago, n. 11, p. 134-155, enero\/junio 2017. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.ugm.cl\/index.php\/rcem\/article\/view\/120\">https:\/\/revistas.ugm.cl\/index.php\/rcem\/article\/view\/120<\/a>. Acesso em: 15\/03\/2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOVO, Cl\u00e1udia Regina. Por que Idade M\u00e9dia? Dos motivos de se ensinar hist\u00f3ria medieval no Brasil. n: TORRES FAUAZ, Armando (Coord.) <strong>La Edad Media en Perspectiva Latino Americana.<\/strong> Heredia: Editora Universidad Nacional da Costa Rica, 2018, p. 257-277.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOVO, Cl\u00e1udia Regina. PINHEIRO, Marcos Sorrilha. Hist\u00f3ria p\u00fablica e virtualidade: experi\u00eancias de aprendizagem h\u00edbrida no ensino de hist\u00f3ria. <strong>Hist\u00f3ria Hoje<\/strong><em>.<\/em> Revista de Ensino de Hist\u00f3ria. S\u00e3o Paulo: Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Hist\u00f3ria (ANPUH), v. 8, n. 15, 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/rhhj.anpuh.org\/RHHJ\/article\/view\/567\/331\">https:\/\/rhhj.anpuh.org\/RHHJ\/article\/view\/567\/331<\/a>. Acesso em: 31\/03\/2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOVO, Cl\u00e1udia Regina; ALMEIDA, N\u00e9ri de Barros. Formar, Prover e Divulgar: por uma Hist\u00f3ria Medieval \u00e0 Brasileira. In: AMARAL, Cl\u00ednio; LISB\u00d4A, Jo\u00e3o. (Org.).\u00a0<strong>A historiografia medieval no Brasil<\/strong>: de 1990 a 2017. 1\u00aa ed. Curitiba: PRISMAS &#8211; Coedi\u00e7\u00e3o APPRIS, 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GEARY, Patrick. <strong>O mito das na\u00e7\u00f5es: a inven\u00e7\u00e3o do nacionalismo<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Conrad, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUERREAU, Alain. <strong>L\u2019avenir d\u2019un passe\u0301 incertain.<\/strong> Quelle histoire du Moyen A\u0302ge au XXI sie\u0300cle? Paris: Seuil, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MORSEL, Joseph; DUCOURTIEUX, Christine. <strong>L\u2019Histoire (du Moyen A\u0302ge) est un sport de combat&#8230;<\/strong> Re\u0301flexions sur les finalite\u0301s de l\u2019Histoire du Moyen A\u0302ge destine\u0301es a\u0300 une socie\u0301te\u0301 dans laquelle me\u0302me les e\u0301tudiants d\u2019Histoire s\u2019interrogent. LAMOP, Paris 1, 2007. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/archive-2007-2013.lamop.fr\/JosephMorsel\/Sportdecombatmac.pdf\">https:\/\/archive-2007-2013.lamop.fr\/JosephMorsel\/Sportdecombatmac.pdf<\/a>. Acesso em: 20\/05\/2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">R\u00dcSEN, J\u00f6rn. <strong>Raz\u00e3o Hist\u00f3rica.<\/strong> Teoria da Hist\u00f3ria: os fundamentos da ci\u00eancia hist\u00f3rica. Bras\u00edlia, Ed. UNB, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">R\u00dcSEN, J\u00f6rn. <strong>Reconstru\u00e7\u00e3o do passado. <\/strong>Teoria da Hist\u00f3ria II: os princ\u00edpios da pesquisa hist\u00f3rica. Bras\u00edlia, Ed. UNB, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">R\u00dcSEN, J\u00f6rn. <strong>Hist\u00f3ria Viva.<\/strong> Teoria da Hist\u00f3ria III: formas e fun\u00e7\u00f5es do conhecimento hist\u00f3rico. Bras\u00edlia, Ed. UNB, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILVA, Andreia Lopes Fraz\u00e3o. Os estudos medievais no Brasil e o di\u00e1logo interdisciplinar. <strong>Medievalis<\/strong>, Vol. 1 (2), 2013. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.ufrj.br\/index.php\/medievalis\/article\/view\/44216\">https:\/\/revistas.ufrj.br\/index.php\/medievalis\/article\/view\/44216<\/a>. Acesso em: 20\/05\/2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WHITE, Hayden. <strong>Meta-Hist\u00f3ria. <\/strong>A Imagina\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica do S\u00e9culo XIX. 2\u00aa. Ed. S\u00e3o Paulo: Edusp, 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WHITE, Hayden. <strong>The Practical Past.<\/strong> Evanston: Northwestern University Press, 2014.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><sup>*<\/sup>As reflex\u00f5es sintetizadas aqui tomaram corpo durante a mesa redonda <em>Medievalism and Teaching<\/em>, realizada na I Confer\u00eancia Internacional <em>Global Medievalism<\/em>, organizada pelo grupo de estudos de Hist\u00f3ria Medieval da Unimontes \u2013 GEHM, em Abril de 2021. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8cnYVA03vwI\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8cnYVA03vwI<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><\/a><sup>[2]<\/sup>\u00a0 Doutora em Hist\u00f3ria Cultural pela Unicamp (2012). http:\/\/lattes.cnpq.br\/1578501704102722<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\">Publicado em 06 de Junho de 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> BOVO, Claudia Regina. Medievalismos e Educa\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 06 jun. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-medievalismos-e-educacao-historica\/. Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00e1udia Regina Bovo (Laborat\u00f3rio de Estudos Medievais\/UFTM)[2] \u00a0 \u00a0 \u00a0A Idade M\u00e9dia, per\u00edodo hist\u00f3rico tradicionalmente estabelecido entre os s\u00e9culos V e XV, traz consigo uma s\u00e9rie de refer\u00eancias e in\u00fameras interpreta\u00e7\u00f5es que escamoteiam o fato de se tratarem de constru\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas e apropria\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas que ajudam a definir o lugar e a relev\u00e2ncia atual dos &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-medievalismos-e-educacao-historica\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1170,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-onecolumn.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4158","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Texto: Medievalismos e Educa\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica[1]\u00a0 - POIEMA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-medievalismos-e-educacao-historica\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Texto: Medievalismos e Educa\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica[1]\u00a0 - POIEMA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Cl\u00e1udia Regina Bovo (Laborat\u00f3rio de Estudos Medievais\/UFTM)[2] \u00a0 \u00a0 \u00a0A Idade M\u00e9dia, per\u00edodo hist\u00f3rico tradicionalmente estabelecido entre os s\u00e9culos V e XV, traz consigo uma s\u00e9rie de refer\u00eancias e in\u00fameras interpreta\u00e7\u00f5es que escamoteiam o fato de se tratarem de constru\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas e apropria\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas que ajudam a definir o lugar e a relev\u00e2ncia atual dos &hellip; 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