{"id":3866,"date":"2022-04-25T12:00:42","date_gmt":"2022-04-25T15:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=3866"},"modified":"2023-10-10T09:23:10","modified_gmt":"2023-10-10T12:23:10","slug":"texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/","title":{"rendered":"Texto: Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Bruno Uchoa Borgongino (LEOM)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Durante a Idade M\u00e9dia, a Eti\u00f3pia consistia, para os crist\u00e3os latinos, num vasto lugar do mundo onde habitariam os mais remotos e mais negros dentre os homens. Sua localiza\u00e7\u00e3o era vaga; suas fronteiras, imprecisas. A dist\u00e2ncia dessa terra e a negrura de sua gente fazia dos et\u00edopes um tropo de diferen\u00e7a para fins intelectuais, liter\u00e1rios e art\u00edsticos. Alguns escritores do per\u00edodo produziram saberes a respeito da diversidade fision\u00f4mica das sociedades humanas em que estabeleciam, dentre outros aspectos, explica\u00e7\u00f5es e significados para a corporeidade et\u00edope. Para compreender a perspectiva medieval sobre a quest\u00e3o, recuemos no tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo V a.E.C., na ilha de C\u00f3s, Hip\u00f3crates e seus seguidores compuseram um conjunto de tratados sobre os cuidados necess\u00e1rios \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e restabelecimento da sa\u00fade. De acordo com a teoria que propunham, a debilidade f\u00edsica resultaria do desequil\u00edbrio dos humores constituintes do corpo \u2013 sangue, fleuma, melancolia e b\u00edlis. Para se precaver dos males, caberia adequar o regime de vida \u00e0s condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas espec\u00edficas do indiv\u00edduo e aos fatores ambientais. O texto hipocr\u00e1tico <em>Dos ares, \u00e1guas e lugares<\/em> descrevia as rela\u00e7\u00f5es entre as circunst\u00e2ncias clim\u00e1ticas e geogr\u00e1ficas e a constitui\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea. Conforme se l\u00ea, as propriedades das \u00e1guas dispon\u00edveis, os ventos que soprariam, as varia\u00e7\u00f5es das esta\u00e7\u00f5es do ano e a posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao sol de uma regi\u00e3o influenciariam na sa\u00fade e na complei\u00e7\u00e3o de seus habitantes. Ou seja, a natureza intervinha diretamente no corpo, definindo o bi\u00f3tipo da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As reflex\u00f5es desenvolvidas no <em>corpus <\/em>hipocr\u00e1tico serviram de base \u00e0 literatura m\u00e9dica mediterr\u00e2nica nos s\u00e9culos subsequentes. Do paradigma que conjugava ambiente e fisionomia derivaram esquemas de classifica\u00e7\u00e3o dos grupos humanos em que as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do local de proced\u00eancia explicariam caracter\u00edsticas f\u00edsicas compartilhadas pelos seus habitantes. Todavia, como os elementos externos \u00e0s pessoas tamb\u00e9m incidiriam sobre suas inclina\u00e7\u00f5es morais, o biotipo moldado pelo meio seria um ind\u00edcio do car\u00e1ter intr\u00ednseco aos que provinham de uma mesma regi\u00e3o. Tal princ\u00edpio ficaria claro nos tratados fisiogn\u00f4micos, que propunham a interpreta\u00e7\u00e3o da esfera interior da pessoa a partir de seus tra\u00e7os f\u00edsicos. Num documento erroneamente atribu\u00eddo \u00e0 Arist\u00f3teles, <em>O Livro da Fisiognomia<\/em>, os muitos escuros, como eg\u00edpcios e negros, seriam covardes, assim como os muito brancos. A cor que conferiria virilidade seria o meio entre os extremos, isso \u00e9, aquela dos homens que n\u00e3o habitariam os extremos do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com o advento do cristianismo, os saberes m\u00e9dicos herdados da Antiguidade prosseguiram v\u00e1lidos para os autores da Antiguidade Tardia e da Alta Idade M\u00e9dia, ainda que muitos dos textos em gregos j\u00e1 n\u00e3o circulassem no mundo latino daquele momento. Como demonstrou Owsei Tenkim, a aceita\u00e7\u00e3o de Hip\u00f3crates ocorreu mediante sua adequa\u00e7\u00e3o a princ\u00edpios crist\u00e3os (TEMKIN, 1995). Assim, a ideia de v\u00ednculo entre ambiente e fisionomia era somada \u00e0s no\u00e7\u00f5es de enegrecimento pelo pecado e de ancestralidade dos et\u00edopes no personagem b\u00edblico Cush, filho de Cam e neto de No\u00e9. A epiderme enegrecida dos descendentes de Cush estaria atrelada \u00e0 pr\u00f3pria malignidade da estirpe. Nos relatos hagiogr\u00e1ficos, a pele negra e a proced\u00eancia et\u00edope evidenciavam um personagem demon\u00edaco a confrontar o santo. Ou seja, \u00e0s teorias j\u00e1 correntes se somaram a paradigmas crist\u00e3os emergentes, conferindo maior negatividade \u00e0 negritude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Isidoro de Sevilha (560 &#8211; 636) foi um dos autores engajados nesse esfor\u00e7o de sistematiza\u00e7\u00e3o dos saberes cl\u00e1ssicos numa perspectiva crist\u00e3. A cor dos et\u00edopes era explicada tanto nas <em>Etimologias<\/em>, comp\u00eandio em vinte livros dos conhecimentos ent\u00e3o dispon\u00edveis, quanto no <em>Da natureza das coisas<\/em>, tratado astron\u00f4mico. Em ambos os documentos, repercutia a tradi\u00e7\u00e3o ao afirmar que a natureza influenciaria no rosto e suas cores e no tamanho do corpo. No caso dos et\u00edopes, sua proximidade com o sol faria suas peles queimarem, adicionando um eventual coment\u00e1rio de que teriam faces amedrontadoras. O autor reconhecia as consequ\u00eancias morais dos fatores ambientais: os romanos seriam circunspectos, os gregos seriam vol\u00faveis, os africanos seriam arteiros, os galos seriam ferozes e engenhosos e os germanos seriam brutos porque o clima os fez assim. Apesar de descritos como b\u00e1rbaros que habitariam numa regi\u00e3o des\u00e9rtica, os dados n\u00e3o foram articulados pelo autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O historiador norte-americano Peter Biller nos informa a respeito dos principais textos que serviram de base \u00e0 forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica \u201cocidental\u201d a partir de meados do s\u00e9culo XI. De acordo com o que nos esclarece, em sua maioria consistiam em textos gregos e \u00e1rabes traduzidos para o latim, como o j\u00e1 mencionado tratado hipocr\u00e1tico <em>Dos ares, \u00e1guas e lugares<\/em>, a <em>Pol\u00edtica <\/em>de Arist\u00f3teles, os <em>Problemas <\/em>de Pseudo-Arist\u00f3teles, <em>Das Complex\u00f5es<\/em> de Galeno de P\u00e9rgamo, o comp\u00eandio m\u00e9dico <em>Pantegni<\/em>, o <em>C\u00e2non <\/em>de Avicena e as <em>Quest\u00f5es <\/em>de Ibn-Ishaq. O esfor\u00e7o tradut\u00f3rio foi realizado principalmente nas Pen\u00ednsulas Ib\u00e9rica e It\u00e1lica. Tal material era geralmente lido nos c\u00edrculos universit\u00e1rios, que emergiram no s\u00e9culo XII. Dentre os temas de interesse intelectual em que influenciaram, constam quest\u00f5es concernentes aos negros et\u00edopes (BILLER, 2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Houve algumas controv\u00e9rsias entre os autores que se envolveram nos debates m\u00e9dicos de ent\u00e3o. Um deles se referia \u00e0 cor do esperma dos et\u00edopes. Alberto Magno (1200-1280), em seu tratado <em>Dos animais<\/em>, acusa o poeta Ariodotos de ter mentido ao alegar que o s\u00eamen de mouros e et\u00edopes seria escuro, pois o de todos os homens em qualquer lugar seria branco e viscoso. Outros dois pontos de diverg\u00eancia que se destacavam concerniam \u00e0s mulheres: a complex\u00e3o que produzia o melhor leite materno e a sexualidade das et\u00edopes. Acerca do leite, uns se posicionavam em favor do proveniente das brancas, enquanto outros, das negras. Quanto \u00e0 sexualidade, debatia-se qual das cores asseguraria maior capacidade e prazer no intercurso, a branca ou a negra, apesar da tend\u00eancia fosse de se favorecer as mulheres brancas. Enquanto a discuss\u00e3o sobre o leite teve desenvolvimento decisivo com Miguel Escoto (1175-1235), a sobre a sexualidade foi impulsionada por Alberto Magno (BILLER, 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O per\u00edodo que convencionamos denominar como Idade M\u00e9dia n\u00e3o consistiu num tempo monol\u00edtico e sem transforma\u00e7\u00f5es. Mesmo considerando um recorte sociocultural mais circunscrito, como os dos autores crist\u00e3os latinos envolvidos com os saberes m\u00e9dico-fisiogn\u00f4micos, n\u00e3o havia homogeneidade. Todavia, havia diretrizes mais amplas, que viabiliza a identifica\u00e7\u00e3o de converg\u00eancias no vasto material que chegou at\u00e9 n\u00f3s. No que diz respeito aos negros et\u00edopes, o determinismo clim\u00e1tico e geogr\u00e1fico era o ponto basilar do que se debatia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bibliografia:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BILLER, P. Black women in medieval scientific thoughtt. <strong>Micrologus<\/strong>, v. 13, p. 472\u2013492, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BILLER, P. Proto-racial thought in medieval science. <em>In<\/em>: ELIAV-FELDON, M.; ISAAC, B.; ZIEGLER, J. (org.). <strong>The origins of racism in the Werst<\/strong>. Cambridge: Cambridge University, 2009. p. 157\u2013180.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TEMKIN, O. <strong>Hippocrates in a world of pagans and christians<\/strong>. Baltimore: John Hopkins University, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Prof. Dr. adjunto da Universidade Federal de Pernambuco.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\">Publicado em 25 de Abril de 2022.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> BORGONGINO, Bruno Uchoa. Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 25 abr. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/. Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Uchoa Borgongino (LEOM)[1] &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Durante a Idade M\u00e9dia, a Eti\u00f3pia consistia, para os crist\u00e3os latinos, num vasto lugar do mundo onde habitariam os mais remotos e mais negros dentre os homens. Sua localiza\u00e7\u00e3o era vaga; suas fronteiras, imprecisas. A dist\u00e2ncia dessa terra e a negrura de sua gente fazia dos et\u00edopes um tropo &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1170,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-onecolumn.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-3866","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Texto: Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes - POIEMA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Texto: Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes - POIEMA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Bruno Uchoa Borgongino (LEOM)[1] &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Durante a Idade M\u00e9dia, a Eti\u00f3pia consistia, para os crist\u00e3os latinos, num vasto lugar do mundo onde habitariam os mais remotos e mais negros dentre os homens. Sua localiza\u00e7\u00e3o era vaga; suas fronteiras, imprecisas. A dist\u00e2ncia dessa terra e a negrura de sua gente fazia dos et\u00edopes um tropo &hellip; Continue lendo\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"POIEMA\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-10-10T12:23:10+00:00\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/\",\"url\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/\",\"name\":\"Texto: Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes - POIEMA\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website\"},\"datePublished\":\"2022-04-25T15:00:42+00:00\",\"dateModified\":\"2023-10-10T12:23:10+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Texto: Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website\",\"url\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/\",\"name\":\"POIEMA\",\"description\":\"POIEMA UFPel\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Texto: Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes - POIEMA","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Texto: Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes - POIEMA","og_description":"Bruno Uchoa Borgongino (LEOM)[1] &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Durante a Idade M\u00e9dia, a Eti\u00f3pia consistia, para os crist\u00e3os latinos, num vasto lugar do mundo onde habitariam os mais remotos e mais negros dentre os homens. Sua localiza\u00e7\u00e3o era vaga; suas fronteiras, imprecisas. A dist\u00e2ncia dessa terra e a negrura de sua gente fazia dos et\u00edopes um tropo &hellip; Continue lendo","og_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/","og_site_name":"POIEMA","article_modified_time":"2023-10-10T12:23:10+00:00","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/","url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/","name":"Texto: Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes - POIEMA","isPartOf":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website"},"datePublished":"2022-04-25T15:00:42+00:00","dateModified":"2023-10-10T12:23:10+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/texto-humores-climas-e-cores-reflexoes-medico-fisiognomicas-medievais-sobre-os-negros-etiopes\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Texto: Humores, Climas e Cores: Reflex\u00f5es M\u00e9dico-Fisiogn\u00f4micas Medievais sobre os Negros Et\u00edopes"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/#website","url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/","name":"POIEMA","description":"POIEMA UFPel","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"}]}},"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1170"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3866"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5684,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3866\/revisions\/5684"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}