TERRITÓRIOS DA MEMÓRIA NEGRA EM PELOTAS: QUILOMBO DO ALGODÃO – LASTROS DO TEMPO

Autores ELIZANDRA ROLOFF PERESelizandrarperes@gmail.comHELENA SANTOS XAVIER AMARAamaralhelena1301@gmail.com DENISE MARCOS BUSSOLETTIdenisebussoletti@gmail.com Resumo O PET Fronteiras: Saberes e Práticas Populares, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), desenvolve ações que articulam formação acadêmica e saberes populares. A proposta “Visitas Técnicas – Territórios da Memória Negra”, prevista no plano de trabalho de 2025, compreende o território como espaço pedagógico, […]

ENCONTRO COM O GRIÔ: SABERES DO MESTRE DILERMANDO FREITAS

O presente trabalho relata a experiência desenvolvida na ação de extensão “Encontro com o Griô”, do PET Fronteiras: Saberes e Práticas Populares da Universidade Federal de Pelotas, que buscou aproximar saberes acadêmicos e saberes populares por meio da oralidade, escuta ativa e valorização das tradições afro-brasileiras. O projeto teve como protagonista o Mestre Griô Dilermando Freitas, detentor do saber do Tambor de Sopapo e da Pedagogia da Mironga, transmitidos por meio de rituais, narrativas e práticas corporais. A metodologia articulou rodas de conversa, vivências e entrevistas, bem como a produção do podcast do PET, ampliando o alcance das reflexões para além do espaço universitário. Os relatos apontam impactos significativos na formação dos participantes, evidenciando que a experiência contribuiu para a construção de escrevivências coletivas, fortalecendo memória, identidade, pertencimento e valorização da cultura negra. O projeto demonstra que ações de extensão podem atuar como espaço de resistência, mediação de saberes e fortalecimento de práticas culturais historicamente marginalizadas, reafirmando o compromisso da universidade com a diversidade, a justiça social e a educação emancipatória.

PRÁTICAS POPULARES DE CUIDADO NA ERA DIGITAL: DESAFIOS PARA A PSICOLOGIA E A SAÚDE COLETIVA

“Práticas Populares de Cuidado na Era Digital: Desafios para a Psicologia e a Saúde Coletiva” propõe uma reflexão sobre a potência dos saberes populares na promoção da saúde, na construção do cuidado e na produção de subjetividades em meio às transformações digitais contemporâneas. Vinculado ao PET Fronteiras: Saberes e Práticas Populares da UFPel, o trabalho articula ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas à valorização das epistemologias comunitárias, reconhecendo o conhecimento popular como prática viva e legítima de produção de sentido. A partir de fundamentos teóricos em Paulo Freire, Carlos Rodrigues Brandão e Nego Bispo, a iniciativa integra mídias digitais, oralidade e territorialidade na difusão de práticas culturais e de cuidado, utilizando ferramentas como o podcast “Fronteiras” e produções audiovisuais. O estudo discute, ainda, os riscos de mercantilização e apropriação dos saberes tradicionais em plataformas digitais mediadas por algoritmos, destacando a necessidade de práticas críticas e éticas de comunicação. Assim, o projeto contribui para a construção de uma psicologia e uma saúde coletiva plurais, emancipatórias e comprometidas com a diversidade cultural, reafirmando o papel das mídias digitais como espaços de resistência, memória e fortalecimento comunitário.

ENTRE A DOR E A AUSÊNCIA – O CORPO NEGRO COMO FICÇÃO DE MEMÓRIA E (RE)EXISTÊNCIA

A pesquisa investiga criticamente a representação de corpos negros na história da arte e da fotografia, analisando como essas imagens foram historicamente construídas por enquadramentos de dor, submissão e apagamento, e como práticas artísticas contemporâneas, especialmente de artistas negras como Mayara Ferrão, têm reconfigurado esses imaginários por meio da arte e da tecnologia. Fundamentado em autores como bell hooks, Susan Sontag, Didi-Huberman, Suely Rolnik e Gisele Beiguelman, o estudo adota abordagem qualitativa e interdisciplinar, articulando arte, filosofia e estudos culturais para compreender a imagem como gesto político e ético. Ao mobilizar recursos tecnológicos como a inteligência artificial, essas produções visuais transformam o irregistrável em presença, operando como dispositivos de memória, resistência e reparação simbólica. Os resultados demonstram que a arte negra contemporânea afirma novas narrativas e subjetividades, promovendo deslocamentos nas relações entre estética, poder e representação, e reafirmando o papel da imagem como espaço de reexistência, protagonismo e transformação social.

COMUNICAR PARA SUBVERTER- O DESIGN COMO DISPOSITIVO DE ENFRENTAMENTO E DIÁLOGO POPULAR

Autores MARIA EDUARDA DE SOUZA COSTAdudac9361@gmail.com DENISE MARCOS BUSSOLETTIdenisebussoletti@gmail.com Resumo O projeto do Programa de Educação Tutorial (PET) Fronteiras: Saberes e Práticas Populares da Universidade Federal de Pelotas investiga o design como dispositivo político e pedagógico, entendendo-o para além da estética ou função mercadológica, como ferramenta capaz de promover diálogo, reflexão crítica e valorização de […]