TERRITÓRIOS DA MEMÓRIA NEGRA EM PELOTAS: QUILOMBO DO ALGODÃO – LASTROS DO TEMPO

Autores

ELIZANDRA ROLOFF PERES
elizandrarperes@gmail.com

HELENA SANTOS XAVIER AMARA
amaralhelena1301@gmail.com

DENISE MARCOS BUSSOLETTI
denisebussoletti@gmail.com

Resumo

O PET Fronteiras: Saberes e Práticas Populares, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), desenvolve ações que articulam formação acadêmica e saberes populares. A proposta “Visitas Técnicas – Territórios da Memória Negra”, prevista no plano de trabalho de 2025, compreende o território como espaço pedagógico, político e simbólico de reinscrição de histórias e memórias negras. Este resumo apresenta a experiência realizada no Quilombo do Algodão, em Pelotas (RS), concebida como vivência educativa fundamentada nos ensinamentos de Nego Bispo, Conceição Evaristo e na Pedagogia da Mironga, de Dilermando Freitas.

A metodologia, inspirada na etnografia surrealista e nos cinco elementos da Pedagogia da Mironga — pessoas, lugares, saberes, espaços e segredos — orientou a escuta sensível e a criação de um ensaio poético-visual composto por fotografias e fragmentos poéticos. As imagens, produzidas pela petiana Elizandra Peres, privilegiaram a fragmentação e o inacabado como recursos estéticos e políticos.

A experiência revelou o potencial formativo da extensão ao deslocar o centro do saber acadêmico para os territórios de vida e resistência, fortalecendo memórias quilombolas e práticas educativas insurgentes. O trabalho afirma-se como gesto de contracolonização narrativa, reafirmando a educação como campo de luta, memória e reencontro com histórias silenciadas.

Palavras-chave: antirracismo; Zumbi dos Palmares; educação popular; ancestralidade; cultura afro-brasileira.

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