O PET Fronteiras, Programa de Educação Tutorial da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), segue reafirmando que o combate ao racismo não cabe em um único mês do ano: é um compromisso permanente. Dentro dessa perspectiva, nasceu o projeto “Todo dia 20 é dia de Zumbi”, inspirado no legado da saudosa Mestra Griô Sirley Amaro (1963–2022), mulher que dedicou a vida à valorização da cultura afro-brasileira, à tradição oral e à luta contra as opressões.
Neste mês de agosto, o projeto se uniu ao curso Técnico em Meio Ambiente do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense – Campus CAVG para promover uma roda de conversa sobre racismo ambiental. A atividade lembrou que a luta negra atravessa o tempo e também o território: do quilombo à crise climática, as desigualdades ambientais seguem afetando principalmente as populações negras e periféricas.
O encontro contou com a presença do professor, jurista e historiador Fábio Gonçalves (@advfabiosg), pesquisador da UNESCO, doutorando em Direito pela UFSC e mestre pela UFPEL e FURG. Reconhecido nacionalmente como uma das vozes mais fortes na defesa da justiça racial e social, ele trouxe reflexões sobre como o racismo estrutura a forma como a degradação ambiental é distribuída e sentida no Brasil.
Para os estudantes e organizadores, a atividade é mais um passo na caminhada coletiva que o PET Fronteiras vem construindo: “Seguimos firmes no compromisso de honrar a memória de Mestra Sirley e de reafirmar que todo dia é dia de Zumbi. A luta é constante, é pela vida, pela memória e pelo direito a um futuro mais justo e inclusivo”.
