{"id":6179,"date":"2026-03-20T21:05:00","date_gmt":"2026-03-21T00:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/?p=6179"},"modified":"2026-03-20T21:05:20","modified_gmt":"2026-03-21T00:05:20","slug":"do-canal-do-panama-ao-super-bowl-o-som-que-reinventou-a-identidade-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/2026\/03\/20\/do-canal-do-panama-ao-super-bowl-o-som-que-reinventou-a-identidade-latina\/","title":{"rendered":"Do Canal do Panam\u00e1 ao Super Bowl: o som que (re)inventou a identidade latina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O reggaeton n\u00e3o nasceu onde dizem, e talvez essa indefini\u00e7\u00e3o seja parte da pr\u00f3pria hist\u00f3ria que ele carrega. Antes de chegar \u00e0s paradas globais ou ecoar em palcos como o show do intervalo do Super Bowl, suas bases come\u00e7aram a se formar no Panam\u00e1, em um contexto mais complexo do que uma simples origem geogr\u00e1fica. Para entender isso, \u00e9 preciso voltar ao s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do XX, quando o pa\u00eds, rec\u00e9m-sa\u00eddo da independ\u00eancia da Espanha e depois integrado \u00e0 Gr\u00e3-Col\u00f4mbia, se transformava rapidamente com a chegada de trabalhadores afro-caribenhos atra\u00eddos por grandes projetos de infraestrutura, como a ferrovia trans\u00edstmica e, mais tarde, o Canal do Panam\u00e1. Ali, popula\u00e7\u00f5es que falavam ingl\u00eas e crioulo jamaicano passaram a conviver com afro-panamenhos de l\u00edngua espanhola, n\u00e3o de forma harmoniosa, mas marcada por diferen\u00e7as culturais profundas. Sob controle dos Estados Unidos ap\u00f3s 1903, a Zona do Canal intensificou essas tens\u00f5es ao impor um sistema de segrega\u00e7\u00e3o racial, onde at\u00e9 60 mil pessoas viviam sob um sistema r\u00edgido que dividia trabalhadores entre<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> gold roll<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (majoritariamente brancos) e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">silver roll<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (negros, encarregados dos trabalhos mais perigosos), reproduzindo l\u00f3gicas semelhantes \u00e0s leis de Jim Crow. Nesse contexto, desigualdades no acesso \u00e0 sa\u00fade, exposi\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as como a mal\u00e1ria e a brutalidade policial marcaram a vida de trabalhadores afro-caribenhos e afro-panamenhos, especialmente mulheres negras, frequentemente alvo de abusos.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-6182 aligncenter\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2026\/03\/foto-1-400x259.jpg\" alt=\"\" width=\"506\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2026\/03\/foto-1-400x259.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2026\/03\/foto-1.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 506px) 100vw, 506px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.gettyimages.com\/detail\/news-photo\/view-of-workers-standing-on-scaffolding-and-atop-the-gate-news-photo\/2206811536?adppopup=true\"><span style=\"font-weight: 400;\">Detroit Publishing Company\/Biblioteca do Congresso via Getty Images<\/span><\/a><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\nOper\u00e1rios trabalham em andaimes durante a constru\u00e7\u00e3o das comportas das eclusas de Gatun no Canal do Panam\u00e1, por volta de 1914. <\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse cen\u00e1rio, era na l\u00edngua falada, nas identidades em disputa e no sentimento de pertencimento que essas din\u00e2micas se moldavam. Crian\u00e7as na Zona do Canal eram educadas exclusivamente em ingl\u00eas, o que aprofundava o distanciamento cultural e gerava ressentimentos entre popula\u00e7\u00f5es locais. Ao mesmo tempo, as tens\u00f5es entre afro-panamenhos e imigrantes caribenhos foram agravadas por pol\u00edticas discriminat\u00f3rias, levando ao surgimento do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">paname\u00f1ismo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, um movimento que buscava afirmar a l\u00edngua e a cultura espanholas frente \u00e0 influ\u00eancia estrangeira. Esse processo resultou, inclusive, em leis migrat\u00f3rias restritivas e na retirada de direitos de pessoas com ascend\u00eancia caribenha. Ainda assim, muitos desses trabalhadores permaneceram no pa\u00eds ap\u00f3s a conclus\u00e3o do canal, em 1914.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nos anos seguintes, especialmente entre as d\u00e9cadas de 1960 e 1970, essas influ\u00eancias come\u00e7aram a ganhar forma sonora. Ritmos jamaicanos como mento, ska e dancehall passaram a circular no Panam\u00e1, inicialmente em ingl\u00eas e crioulo, mas rapidamente adaptados ao espanhol no que ficou conhecido como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">reggae en espa\u00f1ol<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Ao mesmo tempo, o hip-hop dos Estados Unidos tamb\u00e9m chegava \u00e0 regi\u00e3o, impulsionado pela presen\u00e7a norte-americana que se estendeu mesmo ap\u00f3s o fim formal da Zona do Canal em 1979. Assim como o reggae e o hip-hop, essa linguagem carregava marcas de resist\u00eancia, denunciando viol\u00eancia policial, desigualdade e racismo. N\u00e3o por acaso, uma das primeiras faixas associadas ao g\u00eanero, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">El D.E.N.I.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, do panamenho Renato, fazia refer\u00eancia direta a um \u00f3rg\u00e3o de repress\u00e3o estatal ligado \u00e0 repress\u00e3o pol\u00edtica e \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o durante os regimes de Omar Torrijos e Manuel Noriega.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Antes de lotar est\u00e1dios e dominar playlists, o reggaeton foi tratado como problema, n\u00e3o como cultura. Por surgir de comunidades negras, urbanas e da classe trabalhadora, foi rapidamente associado \u00e0 marginalidade, \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 transgress\u00e3o. Nos anos 1990, j\u00e1 em Porto Rico, circulava como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">underground<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, fora das r\u00e1dios e da televis\u00e3o, vendido em fitas cassete por DJs nas ruas. Chegou a ser perseguido pela pol\u00edcia, alvo de censura e deslegitimado at\u00e9 mesmo em espa\u00e7os acad\u00eamicos. Mas essa rejei\u00e7\u00e3o dizia menos sobre a m\u00fasica em si e mais sobre quem a produzia. O inc\u00f4modo com o reggaeton era, em grande parte, o inc\u00f4modo com as popula\u00e7\u00f5es afro-caribenhas e afro-latinas que estavam no centro de sua cria\u00e7\u00e3o. E \u00e9 justamente a\u00ed que est\u00e1 uma das chaves para entend\u00ea-lo: o reggaeton nasce da margem, e carrega essa marca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mas o que nasce \u00e0 margem nem sempre fica l\u00e1. A partir dos anos 2000, o g\u00eanero come\u00e7a a atravessar essas barreiras e se consolidar em escala global. Em Porto Rico, artistas como Daddy Yankee ajudaram a projet\u00e1-lo internacionalmente com sucessos como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Gasolina<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que se tornou um marco fundador do reggaeton e foi a primeira m\u00fasica do g\u00eanero a ser inclu\u00edda na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, ao lado de obras como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Like a Virgin<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de Madonna, e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">All I Want for Christmas Is You<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de Mariah Carey.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Talvez o reggaeton tenha se tornado global justamente porque nunca foi de um lugar s\u00f3. Desde o in\u00edcio, ele foi moldado por migra\u00e7\u00f5es, disputas lingu\u00edsticas e experi\u00eancias compartilhadas de desigualdade e resist\u00eancia. N\u00e3o haveria reggaeton sem esses fluxos culturais que conectam o Caribe, a Am\u00e9rica Latina e os Estados Unidos. Hoje, artistas como Bad Bunny ampliam ainda mais esse alcance, algo que se expressa diretamente em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">La Jumpa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, na qual o cantor descreve um p\u00fablico diverso que vai de \u201cav\u00f3s\u201d a \u201cg\u00e2ngsteres\u201d, e tamb\u00e9m em faixas como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Yo Perreo Sola <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> Yo Visto As\u00ed<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que dialogam com hinos feministas do g\u00eanero, como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Yo Quiero Bailar<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de Ivy Queen. No mesmo contexto, artistas como Rosal\u00eda evidenciam a aud\u00e1cia do g\u00eanero, enquanto Karol G se consolida como pot\u00eancia feminina da ind\u00fastria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-6186 aligncenter\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2026\/03\/foto-2-400x256.jpg\" alt=\"\" width=\"481\" height=\"308\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2026\/03\/foto-2-400x256.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2026\/03\/foto-2-768x491.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2026\/03\/foto-2.jpg 862w\" sizes=\"auto, (max-width: 481px) 100vw, 481px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Foto de Kevin Sabitus\/Getty Images<\/span><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Bad Bunny se apresenta no show do intervalo da Apple Music durante o Super Bowl 60 da NFL, entre o Seattle Seahawks e o New England Patriots, no Levi&#8217;s Stadium, em 8 de fevereiro de 2026, em Santa Clara, Calif\u00f3rnia.<\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O que antes era visto como express\u00e3o marginal hoje \u00e9 tamb\u00e9m s\u00edmbolo de orgulho lingu\u00edstico e cultural, refletindo a valoriza\u00e7\u00e3o de formas de falar, viver e produzir cultura historicamente deslegitimadas. Se o reggaeton ocupa os maiores palcos do mundo, isso n\u00e3o apaga sua origem em espa\u00e7os marcados por segrega\u00e7\u00e3o e conflito, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 essa trajet\u00f3ria atravessada por tens\u00f5es e encontros que explica por que ele se tornou uma das express\u00f5es mais potentes da identidade latina contempor\u00e2nea.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>escrito por<br \/>\n<\/em><strong><em>Mariana Corlassoli<br \/>\n<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">Refer\u00eancias:<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">COLLEGE, Wellesley. <\/span><b>Wellesley Professor Explains the Rise of Reggaeton in North American Pop<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. 8 jun. 2017. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/www1.wellesley.edu\/news\/2017\/stories\/node\/118491\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www1.wellesley.edu\/news\/2017\/stories\/node\/118491<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 18 mar. 2026.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">FRIZZELL, Brendan. <\/span><b>Bad Bunny says reggaeton is Puerto Rican, but it was born in Panama<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. 27 fev. 2026.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/theconversation.com\/bad-bunny-says-reggaeton-is-puerto-rican-but-it-was-born-in-panama-276347\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/theconversation.com\/bad-bunny-says-reggaeton-is-puerto-rican-but-it-was-born-in-panama-276347<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 18 mar. 2026.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">NEIRA, Pablo de Llano. <\/span><b>Puerto Rico<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: The origin, evolution and future of reggaeton. 9 ago. 2023. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/english.elpais.com\/culture\/2023-08-09\/puerto-rico-the-origin-evolution-and-future-of-reggaeton.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/english.elpais.com\/culture\/2023-08-09\/puerto-rico-the-origin-evolution-and-future-of-reggaeton.html<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 18 mar. 2026.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O reggaeton n\u00e3o nasceu onde dizem, e talvez essa indefini\u00e7\u00e3o seja parte da pr\u00f3pria hist\u00f3ria que ele carrega. 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