{"id":1640,"date":"2020-08-07T12:07:42","date_gmt":"2020-08-07T15:07:42","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/?p=1640"},"modified":"2020-08-28T09:09:59","modified_gmt":"2020-08-28T12:09:59","slug":"75-anos-apos-hiroshima-e-nagasaki-conheca-a-historia-dos-hibakushas-no-brasil-e-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/2020\/08\/07\/75-anos-apos-hiroshima-e-nagasaki-conheca-a-historia-dos-hibakushas-no-brasil-e-no-mundo\/","title":{"rendered":"75 anos ap\u00f3s Hiroshima e Nagasaki: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria dos Hibakushas no Brasil e no mundo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Em 1945, h\u00e1 exatos 75 anos, nos dias 6 de agosto e 9 de agosto, as cidades de Hiroshima e Nagasaki, respectivamente, foram alvos de bombardeios at\u00f4micos realizados pelos Estados Unidos contra o Imp\u00e9rio do Jap\u00e3o durante os est\u00e1gios finais da Segunda Mundial. Como consequ\u00eancias dos ataques, cerca de 300 mil pessoas morreram, 80 mil instantaneamente. Aqueles que sobreviveram ao ataque, al\u00e9m de traumas f\u00edsicos, tamb\u00e9m tiveram que lutar contra o preconceito e a ignor\u00e2ncia, e hoje s\u00e3o porta-vozes do desarmamento nuclear.<\/p>\n<div id=\"attachment_1642\" style=\"width: 848px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1642\" class=\"size-large wp-image-1642\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2020\/08\/1461183822531550-1024x688.jpg\" alt=\"\" width=\"848\" height=\"569\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2020\/08\/1461183822531550-1024x688.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2020\/08\/1461183822531550-400x269.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2020\/08\/1461183822531550-768x516.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2020\/08\/1461183822531550.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px\" \/><p id=\"caption-attachment-1642\" class=\"wp-caption-text\">Pintura de Kichisuke Yoshimura retratando a trag\u00e9dia. Em exposi\u00e7\u00e3o no Museu Memorial da Paz de Hiroshima.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o eles os <em><strong>Hibakushas<\/strong><\/em>, termo japon\u00eas que significa <em>\u201caqueles que foram afetados por bombas\u201d<\/em>. Calcula-se que existam em torno de 145 mil Hibakushas vivos, sendo que cerca de 1% ainda sofrem com doen\u00e7as causadas pela radia\u00e7\u00e3o. S\u00e3o chamados de <em>Niju Hibakusha<\/em> aqueles que sobreviveram ambas bombas at\u00f4micas. Acredita-se que existam cerca de 185 Niju Hibakusha no Jap\u00e3o, no entanto o \u00fanico oficialmente reconhecido pelo governo japon\u00eas \u00e9 Tsutomu Yamaguchi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"font-size: 14pt\">Estigmas e Preconceito<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1945, havia pouco conhecimento dos efeitos da radia\u00e7\u00e3o no corpo humano. Diante disso, muitas pessoas sentiam medo de entrar em contato com os sobreviventes, acreditando ser contagioso ou heredit\u00e1rio. Muitos hibakushas (e at\u00e9 mesmo seus filhos) enfrentaram dificuldades para encontrar emprego ou casar-se, entre outras limita\u00e7\u00f5es. Muitos hibakushas escondiam sua condi\u00e7\u00e3o com medo da segrega\u00e7\u00e3o e preconceito.<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 14pt\">Ativismo<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m da rejei\u00e7\u00e3o social, a radia\u00e7\u00e3o trouxe severas doen\u00e7as e a necessidade de assist\u00eancia m\u00e9dica. Uma longa jornada de ativismo por direitos de indeniza\u00e7\u00e3o m\u00e9dica para o tratamento das enfermidades contra\u00eddas no ataque nuclear levou a cria\u00e7\u00e3o da <strong>Nihon Hidankyo<\/strong> (Confedera\u00e7\u00e3o Japonesa Para V\u00edtimas de Bombas At\u00f4micas e Hidrog\u00eanio) em 1956 &#8211; onze anos ap\u00f3s a trag\u00e9dia. No mesmo ano foi aprovada a lei de cuidados m\u00e9dicos aos sobreviventes da bomba at\u00f4mica. J\u00e1 no ano de 1968, o Ato de Medidas Especiais as V\u00edtimas foi promulgada, uma medida que indenizava financeiramente os hibakushas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Atualmente, a Nihon Hidankyo atua pressionando governos pela aboli\u00e7\u00e3o e banimento de armas nucleares, lutando pela preven\u00e7\u00e3o de guerras nucleares, uma amea\u00e7a crescente em nossa sociedade. Em 2010, a organiza\u00e7\u00e3o recebeu o pr\u00eamio por Ativismo Social na C\u00fapula Mundial dos Pr\u00e9mios Nobel da Paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"font-size: 14pt\">No Brasil<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1984 (39 anos ap\u00f3s a hecatombe), na cidade de S\u00e3o Paulo, foi fundada a <strong>Associa\u00e7\u00e3o das V\u00edtimas das Bombas At\u00f4micas no Brasil<\/strong>. Em 4 meses, 80 sobreviventes j\u00e1 haviam se manifestado, chegando a 200 em apenas um ano. Anos de luta e ativismo garantiram aos hibakushas brasileiros reconhecimento legal de sua condi\u00e7\u00e3o, tratamento m\u00e9dico e indeniza\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias. Atualmente, acredita-se que existam cerca 78 sobreviventes das bombas em solo brasileiro. A organiza\u00e7\u00e3o passou a chamar-se Associa\u00e7\u00e3o Hibakusha Brasil pela Paz e \u00a0atualmente dedica-se \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o de mensagens de paz e pelo fim de armas e usinas nucleares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"font-size: 14pt\">Recomenda\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u201cA \u00faltima mensagem de Hiroshima\u201d<\/strong> \u2013 Takashi Morita (presidente da Associa\u00e7\u00e3o Hibakusha Brasil pela Paz)<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Gostou do post?<\/span> Ent\u00e3o compartilha com os amigos e inscreva-se na nossa newsletter para receber frequentemente nossas postagens diretamente no e-mail!<\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%;border-collapse: collapse;border-color: #ffffff;background-color: #ffffff;height: 246px\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 184px;border-color: #ffffff;background-color: #ffffff\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-1388 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/pelotasmun\/files\/2020\/05\/laura.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" \/><\/td>\n<td style=\"width: 565px;border-color: #ffffff;background-color: #ffffff\"><strong>Laura Wolff<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Meu nome \u00e9 Laura, tenho 21 anos, virginiana. Meus hobbies incluem jogar truco espanhol, comer batata do marcel\u00e3o e construir mob\u00edlia de paletes. Pol\u00edmata, meus talentos incluem decorar fatos inuteis, criar contas no ifood pra ganhar cupom e abandonar festas antes de todo mundo. Gosto de pensar que sou o Hyde de That 70&#8217;s show, mas provavelmente sou o Eric.<\/p>\n<table style=\"width: 22.3536%;border-collapse: collapse;border-color: #ffffff;background-color: #ffffff;height: 66px\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr style=\"border-color: #ffffff;background-color: #ffffff\">\n<td style=\"width: 10.9786%;border-color: #ffffff;background-color: #ffffff\"><\/td>\n<td style=\"width: 8.19672%;border-color: #ffffff;background-color: #ffffff\"><\/td>\n<td style=\"width: 25.7788%;border-color: #ffffff;background-color: #ffffff\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1945, h\u00e1 exatos 75 anos, nos dias 6 de agosto e 9 de agosto, as cidades de Hiroshima e Nagasaki, respectivamente, foram alvos de bombardeios at\u00f4micos realizados pelos Estados Unidos contra o Imp\u00e9rio do Jap\u00e3o durante os est\u00e1gios finais da Segunda Mundial. 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