{"id":138,"date":"2015-11-10T17:23:49","date_gmt":"2015-11-10T19:23:49","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/?page_id=138"},"modified":"2015-11-10T17:26:12","modified_gmt":"2015-11-10T19:26:12","slug":"projeto","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/projeto\/","title":{"rendered":"Projeto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed.jpg\"><img class=\"aligncenter wp-image-88 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed.jpg\" alt=\"unnamed\" width=\"1600\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed.jpg 1600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed-212x119.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed-424x239.jpg 424w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><\/p>\n<p>QRCODE Patrim\u00f4nio UFPEL \u00e9 projeto de extens\u00e3o da Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o e Cultura, coordenado pelos professores Jo\u00e3o Fernando Igansi Nunes e Francisca Ferreira Michelon, desenvolvido pelo acad\u00eamico do Curso de Design Digital Gustavo Stefani (bolsista PREC). O patrim\u00f4nio cultural edificado da UFPel ocupa \u00e1rea extensa, caracteristicamente inserida na malha urbana e que se encontra, em grande parte, aguardando interven\u00e7\u00e3o. Algumas fachadas dos exemplares patrimonializados foram isoladas com tapumes, por quest\u00f5es de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Outras fachadas est\u00e3o recebendo interven\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias frequentes no cen\u00e1rio urbano contempor\u00e2neo, mas que podem, dependendo do modo como s\u00e3o feitas, reverter em danos para o reboco dos edif\u00edcios. Deste modo, ou as fachadas ficam guardadas atr\u00e1s de amplos pain\u00e9is ou, eventualmente, s\u00e3o preenchidas com grafites. Este projeto intenciona reverter esta circunst\u00e2ncia, ocupando os tapumes e fachadas, bem como gerar outros, com interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica da comunidade acad\u00eamica e comunidade externa, anexando neste espa\u00e7o um QR code para cada edif\u00edcio. Anela-se \u00e0 proposta a cria\u00e7\u00e3o deste site e, como decorr\u00eancia, outras a\u00e7\u00f5es de registro e divulga\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural da UFPel.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o sobre o patrim\u00f4nio cultural edificado, seja por restauro ou requalifica\u00e7\u00e3o, implica em um processo lento e custoso, que impede, por v\u00e1rias raz\u00f5es, a\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias. Deste modo, at\u00e9 que o processo se efetive, o patrim\u00f4nio permanece no estado em que se encontra, geralmente, com apar\u00eancia de abandono e descuido e \u00e0s vezes, em risco de desmoronamento. No \u00faltimo caso, tem sido recomendado e efetivamente feito, o isolamento da \u00e1rea com tapumes que tanto impedem o acesso, como evitam que sinistros atinjam pessoas e bens circundantes. Estes pain\u00e9is costumam ser, espontaneamente, preenchidos com grafites e j\u00e1 faz parte dos cen\u00e1rios das cidades esta combina\u00e7\u00e3o entre planos utilit\u00e1rios e este g\u00eanero de arte de rua.<\/p>\n<p>O fato tem ocorrido tamb\u00e9m com os tapumes colocados nas fachadas em risco do patrim\u00f4nio cultural edificado da Universidade Federal de Pelotas. No entanto, h\u00e1 dois fatores que incidem sobre esta ocorr\u00eancia que merecem reflex\u00e3o e que justificam a a\u00e7\u00e3o desta proposta. O primeiro fator diz respeito ao conceito de Espiritu loci aplicado ao patrim\u00f4nio. Este, de acordo com o documento exarado pelo ICOMOS em 2008 \u00e9 um \u201cconceito relacional, que assume ao longo do tempo um car\u00e1ter plural e din\u00e2mico capaz de possuir m\u00faltiplos sentidos e peculiaridades de mudan\u00e7a, e de pertencer a grupos diversos.\u201d Ora, justamente no \u00e2mbito desta abordagem, entende-se a apropria\u00e7\u00e3o de grupos que se expressam na rua destes espa\u00e7os vazios de sentido (os tapumes) que se oferecem para estes crescentes contatos interculturais que n\u00e3o deixam de traduzir as m\u00faltiplas liga\u00e7\u00f5es com o lugar e a ele. No entanto, se estabelece o paradoxo do patrim\u00f4nio que gera, por necessidade t\u00e9cnica, a sua cobertura, e esta que o isola, o esconde do cen\u00e1rio, oblitera vis\u00e3o da morte ruskiniana. O segundo fator \u00e9 o conceito de extens\u00e3o universit\u00e1ria que, coadunado com a pol\u00edtica nacional de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria, vem sendo a diretriz fundamental para todas as a\u00e7\u00f5es extensionistas e que se sustenta pelo envolvimento com a comunidade. Estes dois fatores associados aquecem a discuss\u00e3o sobre a arte urbana como express\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico comum que se constitui na intera\u00e7\u00e3o e no di\u00e1logo entre o individual e o coletivo e se funda legitimidade do espa\u00e7o urbano como aquele onde o encontro entre a arte e as pessoas \u00e9 ve\u00edculo de legitimidade \u00e0s cidades. Nesta circunst\u00e2ncia, a arte investe-se de uma compet\u00eancia apresentativa e comunicativa, pela qual \u00e9 capaz de fazer sentir o oculto, ocupar um lugar sem tir\u00e1-lo de outro, harmonizar o abandono, valorizando a ru\u00edna e ressignificar o espa\u00e7o da cidade, doando para a paisagem elementos visuais enunciativos em si.<\/p>\n<p>Sendo assim, esta proposta alinha patrim\u00f4nio e arte de rua e d\u00e1 consist\u00eancia e experi\u00eancia ao Espirito Loci. Destaca-se o recurso da tecnologia QR Code nesta proposta como um meio eficiente no processo de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre o edif\u00edcio ocupado pela interven\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEntende-se que este recurso tem como fun\u00e7\u00e3o transmitir de modo f\u00e1cil e r\u00e1pido informa\u00e7\u00f5es a dispositivos port\u00e1teis com c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas (como celular) que ao escanear o c\u00f3digo de barras d\u00e1 acesso ao conte\u00fado de um site. O recurso, criado em 1994 para uso inicial de invent\u00e1rio e controle de estoque industrial e comercial, e em uso amplo e crescente desde 2003 (revistas, campanhas publicit\u00e1rias, games, museus, metr\u00f4s, etc), tem se afirmado como meio de acesso a informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na internet. A sua facilidade e celeridade de uso, soma-se a gratuidade do aplicativo, que \u00e9 isento de licen\u00e7a, acess\u00edvel pelo endere\u00e7o <a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=me.scan.android.client&amp;hl=pt_BR\">https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=me.scan.android.client&amp;hl=pt_BR<\/a>.<\/p>\n<p>Sendo um c\u00f3digo de barras, a sua aplica\u00e7\u00e3o no local \u00e9 simples e n\u00e3o interfere na produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica da interven\u00e7\u00e3o, completando, deste modo, um conjunto de vantagens que justifica o seu uso. Uma anteced\u00eancia do uso do QR Code na educa\u00e7\u00e3o para o patrim\u00f4nio foi, em 2012, o projeto da ag\u00eancia MSTF Partners nas cal\u00e7adas do bairro Chiado em Lisboa. O resultado foi t\u00e3o exitoso que o seu uso se expandiu e no Brasil veio a constituir um auxiliar tur\u00edstico nas cal\u00e7adas do Rio de Janeiro, a partir de 2013. Conceitualmente, o c\u00f3digo QR (quick response) corresponde \u00e0 iniciativa deste projeto enquanto um recurso afirmativo de apresenta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio na cidade e para ela: resposta r\u00e1pida. Resposta aos valores de pertencimento a uma comunidade<br \/>\nque se expressa de modo contempor\u00e2neo, aberto e que se comunica atrav\u00e9s de meios que disponibilizam informa\u00e7\u00e3o em dispositivos eletr\u00f4nicos de uso individual. Aplica-se o novo ao antigo, estabelecendo inequ\u00edvoca proximidade de tempos, express\u00f5es e conhecimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed-1.jpg\"><img class=\"aligncenter wp-image-144 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed-1.jpg\" alt=\"unnamed (1)\" width=\"2662\" height=\"1782\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed-1.jpg 2662w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed-1-212x142.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/patrimonio\/files\/2015\/11\/unnamed-1-424x284.jpg 424w\" sizes=\"(max-width: 2662px) 100vw, 2662px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>QRCODE Patrim\u00f4nio UFPEL \u00e9 projeto de extens\u00e3o da Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o e Cultura, coordenado pelos professores Jo\u00e3o Fernando Igansi Nunes e Francisca Ferreira Michelon, desenvolvido pelo acad\u00eamico do Curso de Design Digital Gustavo Stefani (bolsista PREC). 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