{"id":705,"date":"2025-04-07T17:29:41","date_gmt":"2025-04-07T20:29:41","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ovejanegra\/?page_id=705"},"modified":"2025-08-21T19:12:10","modified_gmt":"2025-08-21T22:12:10","slug":"resenhas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ovejanegra\/resenhas\/","title":{"rendered":"Resenhas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Essa \u00e9 uma nova se\u00e7\u00e3o do nosso site, onde voc\u00ea encontrar\u00e1 resenhas sobre publica\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s nossas atividades ovelheiras.<\/strong><\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, vamos com ideias que nos inspiram desde a Bol\u00edvia!<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Silvia Rivera Cusicanqui<\/strong> \u00e9 uma militante, soci\u00f3loga e historiadora boliviana, nascida em La Paz em 1949, de origem aimar\u00e1, professora em\u00e9rita da Universidad Mayor de San Andr\u00e9s. Foi professora visitante nas universidades de Columbia e Austin (Estados Unidos), Jujuy (Argentina) e na Universidad Andina Sim\u00f3n Bolivar de Quito (Equador). Fundou o <em>Taller de Historia Oral Andina<\/em> e \u00e9 cofundadora da <em>Colectiva Ch&#8217;ixi<\/em>. \u00c9 autora de muitos t\u00edtulos, inclusive o que apresentamos aqui: <strong>Um mundo ch&#8217;ixi \u00e9 poss\u00edvel &#8211; ensaios de um presente em crise<\/strong>, lan\u00e7ado no Brasil pela Editora Elefante.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Ao descrever a sociedade boliviana como uma combina\u00e7\u00e3o de elementos desigual e contradit\u00f3ria, prop\u00f5e a ideia de <em>ch&#8217;ixi<\/em>, oriunda do mundo ind\u00edgena, como chave de compreens\u00e3o de uma contemporaneidade latino-americana imersa em crises. Em aimar\u00e1, a palavra <em>ch&#8217;ixi\u00a0<\/em>designa um tipo de tonalidade cinza. Um cinza mesclado que, como tecido ou marca corporal, distingue certas figuras ou entidades, como a serpente, nas quais se manifesta a pot\u00eancia de atravessar fronteiras e encarnar polos opostos de maneira reverberante. Segundo a autora: &#8220;a vida das comunidades, a vida da rua, a vida das vizinhan\u00e7as nos bairros, as redes de ajuda m\u00fatua e organiza\u00e7\u00e3o para resistir ao avan\u00e7o do poder e \u00e0s crises do mercado podem ser inaud\u00edveis e invis\u00edveis, mas alcan\u00e7ar a opini\u00e3o p\u00fablica planet\u00e1ria. Produto de pr\u00e1ticas multifacetadas, como minhocas produtoras de solo fertilizante, desencadeia pensamentos e palavras ainda indiz\u00edveis, que buscam fazer frente aos discursos macro, reventendo a grandiloqu\u00eancia com o rid\u00edculo, a solenidade com a festa e a pol\u00edtica com o trabalho, submergindo-nos na magia da realidade viva para fugir da magia das palavras&#8221;. Em outro momento, ela nos diz que &#8220;no tempo das coisas pequenas, talvez seja a hora de voltar o olhar para a min\u00facia dos detalhes da exist\u00eancia, para encontrar neles as pautas de comportamento que nos ajudem a enfrentar os desafios deste momento de crise&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>2. Elogio da loucura<\/strong><\/p>\n<p>Com uma escrita inteligente, cativante e, por vezes, mordaz, <strong>Erasmo de Roterd\u00e3<\/strong> apresenta <em>Elogio da Loucura<\/em>, um livro que, apesar de ter sido escrito no s\u00e9culo XVI, parece mais relevante hoje do que nunca.<\/p>\n<p>Em suas p\u00e1ginas, \u00e9 a pr\u00f3pria loucura \u2014 sin\u00f4nimo de tolice, insensatez e estupidez \u2014 que, com habilidade e orgulho, nos diz como ela est\u00e1 no cerne das rela\u00e7\u00f5es humanas e as sustenta. Erasmo chega a propor o paradoxo de pensar como a pr\u00f3pria vida deve muito \u00e0 insensatez de homens e mulheres.<\/p>\n<p>A partir de suas palavras, o leitor pode at\u00e9 se ver diante da encruzilhada de decidir entre entrar na loucura ou defender a raz\u00e3o, mesmo que isso tenha um custo.<\/p>\n<p><em>Elogio da Loucura<\/em> pode ser uma boa op\u00e7\u00e3o, uma b\u00fassola \u00fanica, para aqueles que \u00e0s vezes n\u00e3o sabem qual caminho seguir ou como analisar este mundo moderno, onde \u00e9 incerto se \u00e9 melhor ser louco ou s\u00e3o. \u00c9 um bom livro, um companheiro generoso, para aqueles que agora se encontram confrontados, confusos, perplexos e at\u00e9 mesmo sozinhos, numa \u00e9poca que parece responder com cada vez menos bom senso, menos humildade e menos amor pela vida.<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>&#8220;A pior loucura \u00e9, sem d\u00favida,<\/em><\/strong><strong><em> fingir sanidade num mundo de loucos.&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Erasmo de Roterd\u00e3 em &#8220;Elogio da Loucura&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa \u00e9 uma nova se\u00e7\u00e3o do nosso site, onde voc\u00ea encontrar\u00e1 resenhas sobre publica\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s nossas atividades ovelheiras. 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