{"id":438,"date":"2020-09-17T07:05:03","date_gmt":"2020-09-17T10:05:03","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/?p=438"},"modified":"2020-09-17T07:05:03","modified_gmt":"2020-09-17T10:05:03","slug":"mapeamento-de-periferizacao-em-potencial-segundo-a-topografia-de-herval-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/2020\/09\/17\/mapeamento-de-periferizacao-em-potencial-segundo-a-topografia-de-herval-rs\/","title":{"rendered":"Mapeamento de periferiza\u00e7\u00e3o em potencial segundo a topografia de Herval, RS"},"content":{"rendered":"<p>Publicado por <strong>Yuri Oliveira Tomberg<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mapeamento de periferiza\u00e7\u00e3o em potencial no munic\u00edpio de Herval<\/strong><\/p>\n<p>O presente trabalho possui como objetivo realizar um estudo topogr\u00e1fico em rela\u00e7\u00e3o aos eixos e linhas de drenagem da cidade de Herval. Foram realizadas simula\u00e7\u00f5es e, posteriormente, a an\u00e1lise das mesmas. Desta maneira, o presente trabalho demonstra os resultados encontrados por meio de mapas de uma suposta periferiza\u00e7\u00e3o em potencial, considerando a topografia.<\/p>\n<p><strong>I. A hist\u00f3ria de Herval<\/strong><\/p>\n<p>O nome Herval \u00e9 originado da erva-mate que era encontrada em abund\u00e2ncia nas matas, durante a sua localiza\u00e7\u00e3o, quando a palavra erva era escrita com \u201ch\u201d. Segundo historiadores, seu povoado \u00e9 um dos mais antigos pertencentes \u00e0 regi\u00e3o Sudeste Rio-grandense. (PREFEITURA DE HERVAL, 2017).<\/p>\n<p>Em 1825 era um distrito subordinado ao munic\u00edpio de Jaguar\u00e3o. Herval emancipou-se deste munic\u00edpio apenas em 1881. Sua autonomia pol\u00edtica ocorreu pela lei 1326 de 20\/05\/1881, quando foi poss\u00edvel eleger sua primeira c\u00e2mara de vereadores (MINIST\u00c9RIO DO TURISMO, 2020).<\/p>\n<p>A grafia foi alterada com o acr\u00e9scimo da letra \u201ch\u201d pela lei municipal n\u00ba 70, em 1972, acolhida em parecer n\u00ba 527, em 1982, da Procuradoria Geral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) (IBGE, 2020). Assim, seus habitantes chamam-se hervalenses.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-440\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Sem-titulo-1.png\" alt=\"\" width=\"139\" height=\"194\" \/>Figura 1. Bras\u00e3o de Herval<\/p>\n<p><strong>II. Caracter\u00edsticas de Herval <\/strong><\/p>\n<p>Herval est\u00e1 localizada a uma <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Latitude\">latitude<\/a> 32\u00ba01&#8217;25&#8221; sul e a uma <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Longitude\">longitude<\/a> 53\u00ba23&#8217;44&#8221; oeste, estando a uma altitude de 287 metros. A cidade possui uma \u00e1rea de 1757,83 km\u00b2 e \u00e9 vizinha dos munic\u00edpios de <a href=\"https:\/\/www.cidade-brasil.com.br\/municipio-pedras-altas.html\">Pedras Altas<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.cidade-brasil.com.br\/municipio-arroio-grande.html\">Arroio Grande<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.cidade-brasil.com.br\/municipio-pinheiro-machado.html\">Pinheiro Machado<\/a>, situando-se a 61 km a Norte-Oeste de <a href=\"https:\/\/www.cidade-brasil.com.br\/municipio-jaguarao.html\">Jaguar\u00e3o<\/a>, a maior cidade nos arredores (IBGE, 2020).<\/p>\n<p>Sua popula\u00e7\u00e3o, segundo o \u00faltimo Censo realizado pelo IBGE em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/2010\">2010<\/a>, era de 6.753 habitantes, sendo considerada menor que 100 atr\u00e1s. A densidade demogr\u00e1fica era ent\u00e3o de 3,84 habitantes por km\u00b2 no territ\u00f3rio do munic\u00edpio (PREFEITURA DE HERVAL, 2020). Herval possui \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0.687, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano\/PNUD (2010) e PIB per capita de R$ 12.915,02 (IBGE, 2020).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-441\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Sem-titulo1.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"289\" \/>Figura 2. Localiza\u00e7\u00e3o de Herval<\/p>\n<p><strong>III. O problema <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) A periferiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A expans\u00e3o das cidades brasileiras \u00e9 caracterizada pelos grandes loteamentos oficiais, os quais s\u00e3o destinados aos grupos com maior renda, mas tamb\u00e9m pelos loteamentos irregulares ou clandestinos, os quais servem de abrigo para os grupos menos favorecidos e em vulnerabilidade. Para o ge\u00f3grafo MILTON SANTOS (1993), essa seria a defini\u00e7\u00e3o de urbaniza\u00e7\u00e3o espraiada, termo que configurou um tipo de cidade caracterizada pela periferiza\u00e7\u00e3o, fragmenta\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste contexto, o conceito de periferia urbana ampliou-se e tamb\u00e9m se tornou cada vez mais complexo diante da diversidade de caracter\u00edsticas do espa\u00e7o urbano contempor\u00e2neo (SIERRA, 2003). Compreende-se que a periferiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo, no qual a edifica\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas residenciais n\u00e3o se deu de forma cont\u00ednua \u00e0 malha urbana, mas sim a partir de grandes vazios urbanos:<\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<\/em><em>\u201c(&#8230;) e sobretudo as grandes, ocupam, de modo geral, vastas superf\u00edcies, entremeadas de vazios. Nessas cidades espraiadas, caracter\u00edsticas de uma urbaniza\u00e7\u00e3o corporativa, h\u00e1 interdepend\u00eancia do que podemos chamar de categorias espaciais relevantes desta \u00e9poca: tamanho urbano, modelo rodovi\u00e1rio, car\u00eancia de infraestruturas, especula\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e imobili\u00e1ria, problemas de transporte, extrovers\u00e3o e periferiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, gerando, gra\u00e7as \u00e0s dimens\u00f5es da pobreza e seu componente geogr\u00e1fico, um modelo espec\u00edfico de centro-periferia.\u201d (SANTOS, 1993).<\/em><\/p>\n<p>Dessa maneira, \u00e0 medida em que a terra urbana \u00e9 ocupada por atividades comerciais e industriais, ela torna-se cara e escassa, contribuindo assim para a expuls\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es mais pobres para loteamentos perif\u00e9ricos, al\u00e9m de facilitar a cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es desiguais de uso das oportunidades espaciais oferecidas pelas cidades, vinculando a exclus\u00e3o territorial \u00e0 exclus\u00e3o social e econ\u00f4mica (SANTOS, 2017).<\/p>\n<p><strong>b) Acessibilidade sob efeito da Periferiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Sabe-se que domic\u00edlios pertencentes \u00e0s regi\u00f5es perif\u00e9ricas da cidade ficam mais distantes dos postos de trabalho, os quais est\u00e3o, em sua maioria, concentrados nas regi\u00f5es centrais das cidades. Al\u00e9m disso, a localiza\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica contribui para o desamparo e a aus\u00eancia de necessidades b\u00e1sicas, como uma moradia digna, infraestrutura, oferta de trabalho e equipamentos urbanos (BORGES E ROCHA, 2004). Desta maneira, h\u00e1 uma segrega\u00e7\u00e3o, seja ela imposta ou involunt\u00e1ria (CORR\u00caA, 2013). A consequ\u00eancia desse processo pode ser observada por meio de n\u00edveis de acessibilidade aqu\u00e9m do ideal.<\/p>\n<p>Por sua vez, os reduzidos n\u00edveis de acessibilidade repercutem em baixos n\u00edveis de mobilidade, os quais influenciam em menor atividade econ\u00f4mica e contribuem para problemas sociais, respons\u00e1veis pela exclus\u00e3o social (MAC\u00c1RIO, 2012). Al\u00e9m disso, sendo caracterizada como um desequil\u00edbrio do subsistema de uso do solo, a periferiza\u00e7\u00e3o gera distribui\u00e7\u00f5es espaciais distintas entre os indiv\u00edduos e as atividades que desejam realizar, sobrecarregando a demanda do sistema de transporte e seus custos. Nesse sentido, ao impactar negativamente no acesso \u00e0s atividades, a periferiza\u00e7\u00e3o contribuiu para problemas de locomo\u00e7\u00e3o (KNEIB, 2014).<\/p>\n<p><strong>c) Como o problema ser\u00e1 enfrentado<\/strong><\/p>\n<p>A periferiza\u00e7\u00e3o contribui semelhante para a percep\u00e7\u00e3o acerca da integra\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o capitalista e a informalidade e pobreza (ABRAMO, 2007). Neste sentido, a pobreza e a urbaniza\u00e7\u00e3o parecem estar associadas ao desenvolvimento das cidades, mostrando, no meio contempor\u00e2neo, novas din\u00e2micas, as quais atraem aten\u00e7\u00e3o de pesquisa e reflex\u00e3o acad\u00eamica, al\u00e9m de motivar a resolu\u00e7\u00e3o dos desafios para a gest\u00e3o das cidades em escalas sem precedentes (POLIDORI, 2014).<\/p>\n<p>O rompimento desse ciclo de pobreza e estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u00e9 dif\u00edcil e requer uma pol\u00edtica estrat\u00e9gica. Neste contexto, \u00e9 necess\u00e1rio que os problemas socioecon\u00f4micos e ambientais sejam considerados de maneira complexa e conjunta e que a cria\u00e7\u00e3o e a execu\u00e7\u00e3o de projetos de desenvolvimento socioecon\u00f4mico, urbano e ambiental sejam realizadas com a participa\u00e7\u00e3o de diferentes secretarias (MARQUES, 2005; SANTOS, 2017).<\/p>\n<p>Portanto, torna-se necess\u00e1rio analisar as rela\u00e7\u00f5es entre o processo de periferiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e a diminui\u00e7\u00e3o da acessibilidade, uma vez que a periferiza\u00e7\u00e3o contribui diretamente a redu\u00e7\u00e3o da acessibilidade: residentes de \u00e1reas perif\u00e9ricas n\u00e3o possuem acesso \u00e0s atividades realizadas no espa\u00e7o urbano, fato que impacta, al\u00e9m da segrega\u00e7\u00e3o social, em maiores custos no que tange \u00e0 locomo\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>O estudo realizado:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) A cidade de Herval e sua topografia<\/strong><\/p>\n<p>A figura 3 considera a \u00e1rea do estudo e, a partir dela, foi poss\u00edvel observar que Herval \u00e9 uma cidade pequena, a qual possui uma topografia, em sua maioria, bastante irregular.<\/p>\n<p>Foi utilizado o <em>software<\/em> de georreferenciamento <em>AutoCad Map<\/em>, bem como o <em>U<\/em><a href=\"https:\/\/urbanmetrics.ca\/\"><em>rbanMetrics<\/em><\/a> para um estudo de topografia em rela\u00e7\u00e3o aos eixos da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-442\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Herval_GM_1m-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1434\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Herval_GM_1m-scaled.jpg 2560w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Herval_GM_1m-400x224.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Herval_GM_1m-1024x574.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Herval_GM_1m-768x430.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Herval_GM_1m-1536x861.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Herval_GM_1m-2048x1147.jpg 2048w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Herval_GM_1m-500x280.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Figura 3. Cidade de Herval<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-443\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Topografia.png\" alt=\"\" width=\"1612\" height=\"903\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Topografia.png 1612w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Topografia-400x224.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Topografia-1024x574.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Topografia-768x430.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Topografia-1536x860.png 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Topografia-500x280.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1612px) 100vw, 1612px\" \/>Figura 4. Topografia de Herval<\/p>\n<p><strong>b) Pontos mais altos da cidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s curvas de n\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Nesta an\u00e1lise foi poss\u00edvel identificar as regi\u00f5es mais altas da cidade que coincidem com o t\u00e9rmino das linhas de drenagem, a qual pode ser observada na Figura 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-444\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/pontos-mais-altos.png\" alt=\"\" width=\"1042\" height=\"573\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/pontos-mais-altos.png 1042w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/pontos-mais-altos-400x220.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/pontos-mais-altos-1024x563.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/pontos-mais-altos-768x422.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/pontos-mais-altos-500x275.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1042px) 100vw, 1042px\" \/>Figura 5. Pontos mais altos de Herval.<\/p>\n<p><strong>c) Linhas de drenagem<\/strong><\/p>\n<p><strong> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Nesta an\u00e1lise \u00e9 interessante observar o caminho natural das \u00e1guas e como elas abastecem a cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-445\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Linhas-de-drenagem.png\" alt=\"\" width=\"1614\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Linhas-de-drenagem.png 1614w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Linhas-de-drenagem-400x223.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Linhas-de-drenagem-1024x571.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Linhas-de-drenagem-768x428.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Linhas-de-drenagem-1536x857.png 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/Linhas-de-drenagem-500x279.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1614px) 100vw, 1614px\" \/>Figura 6. Caminho natural das linhas de drenagem de Herval.<\/p>\n<p><strong>d) O mapeamento dos eixos<\/strong><\/p>\n<p>Nesta an\u00e1lise \u00e9 poss\u00edvel observar a representa\u00e7\u00e3o das ruas por meio de eixos, considerando desn\u00edveis na topografia, gerando assim uma descontinuidade do eixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-446\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos.png\" alt=\"\" width=\"1619\" height=\"901\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos.png 1619w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-400x223.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-1024x570.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-768x427.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-1536x855.png 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-500x278.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1619px) 100vw, 1619px\" \/>Figura 7. Eixos de Herval.<\/p>\n<p><strong>e) Demarca\u00e7\u00e3o dos eixos alterados <\/strong><\/p>\n<p>Os eixos modificados em rela\u00e7\u00e3o a topografia est\u00e3o demarcados em preto. Foram escolhidos esses eixos por se tratarem dos n\u00edveis mais altos da cidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s curvas de n\u00edvel, ou por alguma mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o delas em rela\u00e7\u00e3o aos caminhos naturais das linhas de drenagem.<\/p>\n<p>As curvas de n\u00edvel s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es do relevo produzidas por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de linhas imagin\u00e1rias (altim\u00e9tricas, quando est\u00e3o na superf\u00edcie, <em>batim\u00e9tricas<\/em>, quando est\u00e3o abaixo do n\u00edvel do mar). Assim, elas representam na superf\u00edcie plana os desn\u00edveis e a declividade topogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>Neste estudo, \u00e9 importante observar que, quanto mais as curvas de n\u00edvel est\u00e3o afastadas, menor \u00e9 a declividade, ou seja, menos \u00edngreme \u00e9 o terreno. Por outro lado, quanto mais pr\u00f3ximas, maior \u00e9 a declividade do local.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-447\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-cortados.png\" alt=\"\" width=\"1365\" height=\"898\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-cortados.png 1365w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-cortados-400x263.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-cortados-1024x674.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-cortados-768x505.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/eixos-cortados-456x300.png 456w\" sizes=\"auto, (max-width: 1365px) 100vw, 1365px\" \/>Figura 8. Altera\u00e7\u00e3o dos eixos mediante \u00e0 topografia de Herval.<\/p>\n<p><strong>f) Resultado final<\/strong><\/p>\n<p>Sem considerar a topografia observamos que os eixos em amarelo mais forte significam uma maior potencialidade das periferias em rela\u00e7\u00e3o a cidade (Figura 9). Observamos que n\u00e3o houve nenhuma descentraliza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 acessibilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade, e que as \u00e1reas j\u00e1 povoadas apresentam maior potencialidade. O centro continua como foco principal.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-448\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/sem-considerar-a-topografia.png\" alt=\"\" width=\"1612\" height=\"899\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/sem-considerar-a-topografia.png 1612w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/sem-considerar-a-topografia-400x223.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/sem-considerar-a-topografia-1024x571.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/sem-considerar-a-topografia-768x428.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/sem-considerar-a-topografia-1536x857.png 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/sem-considerar-a-topografia-500x279.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1612px) 100vw, 1612px\" \/>Figura 9. Resultado final do estudo sem considerar a topografia.<\/p>\n<p>Para a medida de acessibilidade, o resultado final demonstrou o mapeamento de periferiza\u00e7\u00e3o em potencial (Figura 10). As linhas mais grossas representam a poss\u00edvel esta poss\u00edvel periferiza\u00e7\u00e3o em potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-449\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/resultado.png\" alt=\"\" width=\"1620\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/resultado.png 1620w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/resultado-400x222.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/resultado-1024x569.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/resultado-768x427.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/resultado-1536x853.png 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/resultado-500x278.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1620px) 100vw, 1620px\" \/>Figura 10. Resultado final do estudo, considerando a topografia.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><strong>V. Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Por meio deste estudo, foi poss\u00edvel observar que a cidade de Herval, assim como a maioria das cidades brasileiras, tamb\u00e9m sofre com as consequ\u00eancias do urbanismo contempor\u00e2neo, uma vez que a pobreza e a urbaniza\u00e7\u00e3o parecem estar associadas. Os resultados evidenciam a falta de gest\u00e3o no que tange ao desenvolvimento socioecon\u00f4mico e tamb\u00e9m ambiental da cidade.\u00a0 Neste sentido, o investimento em estrat\u00e9gias para o melhor mapeamento urbano, evitando \u00e1reas segregadas, resultar\u00e3o em melhor qualidade de vida para a popula\u00e7\u00e3o e maior desenvolvimento econ\u00f4mico da cidade.<\/p>\n<p>As novas poss\u00edveis periferias poderiam gerar novas infraestruturas, novas rotas de locomo\u00e7\u00e3o, influenciando na cria\u00e7\u00e3o de uma nova pot\u00eancia, com oportunidade de trabalho, com\u00e9rcio, entre outros recursos, desafogando assim a parte principal da cidade: o centro urbano.<\/p>\n<p><strong>VI. Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>ABRAMO, P. A cidade Com-Fusa: a m\u00e3o inoxid\u00e1vel do mercado e a produ\u00e7\u00e3o da estrutura urbana nas grandes metr\u00f3poles latino-americanas. <strong>Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais<\/strong>, 9(2), 25-54, 2007.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BORGES E ROCHA. A Compreens\u00e3o do Processo de Periferizac\u0327a\u0303o urbano do brasil por meio da mobilidade centrada no trabalho. <strong>Geografia<\/strong>, rio claro, v. 29, n. 3, p.383-400, set\/dez 2004.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CAPEL, Horacio. <em>Capitalismo y morfolog\u00eda urbana en Espa\u00f1a.<\/em> 4a ed. Barcelona: <strong>Ediciones de Frontera,<\/strong> 1983.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CORR\u00caA, R. L. Segrega\u00e7\u00e3o residencial: classes sociais e espa\u00e7o. In: In: Pedro de Almeida Vasconcelos; Roberto Lobato Corr\u00eaa; Silvana Maria Pintaudi. (Org.). A cidade contempor\u00e2nea. Segrega\u00e7\u00e3o Espacial. 1ed.S\u00e3o Paulo: <strong>Contexto<\/strong>, v. 1, p. 39-60, 2013.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>IBGE: BIBLIOTECA. <strong>Herval<\/strong>, Rio Grande do Sul. 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/dtbs\/riograndedosul\/herval.pdf.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>KNEIB, E. C. Mobilidade e centralidades: reflexo\u0303es, relac\u0327o\u0303es e releva\u0302ncia para a vida urbana. In E. C. Kneib (Org.), <strong>Projeto e cidade: centralidades e mobilidade urbana<\/strong>. Goia\u0302nia: FUNAPE, 2014.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MAC\u00c1RIO, R. Access as a social good and as an economic good: is there a need of paradigm shift? Bellagio, Italy, 2012.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MINIST\u00c9RIO DO TURISMO: Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Turismo. Munic\u00edpios n\u00e3o regionalizados: <strong>Herval<\/strong>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.turismo.rs.gov.br\/cidade\/435\/herval#sobre\">https:\/\/www.turismo.rs.gov.br\/cidade\/435\/herval#sobre<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>HERVAL (RS). Prefeitura. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.herval.rs.gov.br\/historico\/. Acesso em: 02 jul. 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BGE (10 out. 2002). <a href=\"http:\/\/www.ibge.gov.br\/home\/geociencias\/cartografia\/default_territ_area.shtm\">\u00ab\u00c1rea territorial oficial\u00bb<\/a>. Resolu\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia do IBGE de n\u00b0 5 (R.PR-5\/02).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SANTOS, Milton. Urbaniza\u00e7\u00e3o brasileira. S\u00e3o Paulo: <strong>Hucitec<\/strong>, 1993.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SANTOS et al. O lugar dos pobres nas cidades: explora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica sobre periferiza\u00e7\u00e3o e pobreza na produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano Latino-Americano. <strong>urbe<\/strong>. Revista Brasileira de Gest\u00e3o Urbana (Brazilian Journal of Urban Management), 2017 set.\/dez., 9(3), 430-442.<\/p>\n<p>POLIDORI, M. C., PERES, O. M., &amp; TOMIELLO, F. (2014). Efeito de borda urbano, concentra\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o e irregularidade. <strong>Projectare: Revista de Arquitetura e Urbanismo,<\/strong> (6), 108-120<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MARQUES, E; TORRES, H. Segrega\u00e7\u00e3o, pobreza e desigualdades sociais. S\u00e3o Paulo. <strong>Senac <\/strong>S\u00e3o Paulo, 2005.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado por Yuri Oliveira Tomberg Mapeamento de periferiza\u00e7\u00e3o em potencial no munic\u00edpio de Herval O presente trabalho possui como objetivo realizar um estudo topogr\u00e1fico em rela\u00e7\u00e3o aos eixos e linhas de drenagem da cidade de Herval. Foram realizadas simula\u00e7\u00f5es e, &hellip; <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/2020\/09\/17\/mapeamento-de-periferizacao-em-potencial-segundo-a-topografia-de-herval-rs\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":420,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-438","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicacoes"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/420"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=438"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":450,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/438\/revisions\/450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}