{"id":394,"date":"2020-09-10T09:24:35","date_gmt":"2020-09-10T12:24:35","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/?p=394"},"modified":"2020-09-10T10:15:24","modified_gmt":"2020-09-10T13:15:24","slug":"periferias-e-acirramento-das-centralidades-maximas-na-cidade-de-herval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/2020\/09\/10\/periferias-e-acirramento-das-centralidades-maximas-na-cidade-de-herval\/","title":{"rendered":"PERIFERIAS E ACIRRAMENTOS NA CIDADE DE HERVAL"},"content":{"rendered":"<p>Publicado por <strong>Andr\u00e9ia Machado<\/strong><\/p>\n<h1><strong><u>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/u><\/strong><\/h1>\n<p>Herval \u00e9 uma cidade localizada ao Sul do estado \u2013 <strong>figura 1<\/strong>, possui uma \u00e1rea de 2.798,3\u00a0km\u00b2 e sua popula\u00e7\u00e3o total \u00e9 de\u00a0<strong>6.753<\/strong>\u00a0habitantes, de\u00a0acordo com o Censo Demogr\u00e1fico do IBGE (2010). Os munic\u00edpios lim\u00edtrofes s\u00e3o Arroio Grande, Jaguar\u00e3o, Pedras Altas, Pedro Os\u00f3rio, Pinheiro Machado, Piratini e Melo \u2013 Uruguai. Dista de Pelotas aprox. 138 km e da capital Porto Alegre aprox. 302 km.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Figura 1. Mapa Localiza\u00e7\u00e3o<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-397\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"289\" \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Herval\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Herval<\/a> (2020)<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao estudar a cidade de Herval, identificamos que esta possui um tra\u00e7ado ortogonal \u2013 \u201cxadrez\u201d na \u00e1rea central, malha urbana caracterizada por quarteir\u00f5es de dimens\u00f5es e propor\u00e7\u00f5es similares, mas verifica-se tamb\u00e9m um processo recente de periferias nas bordas da cidade, com um tra\u00e7ado diferenciado, conforme pode ser visto na <strong>figura 2<\/strong>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Figura 2. Imagem a\u00e9rea Herval <\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-398\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"597\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2.jpg 799w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2-400x299.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2-768x574.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2-402x300.jpg 402w\" sizes=\"auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Fonte: <\/strong><strong>www.googlemaps.com.br(2020)<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, trata-se de um trabalho de morfologia urbana desenvolvido ao longo do semestre 2020\/1 pela disciplina Oficina de Modelagem Urbana II.<\/p>\n<p>Segundo Butina (1988 <em>apud <\/em>NOBRE, 2003), a morfologia urbana \u00e9 \u201cum m\u00e9todo de an\u00e1lise que investiga os componentes f\u00edsico-espaciais (lotes, ruas, tipologias edil\u00edcias e \u00e1reas livres) e s\u00f3cio-culturais (usos, apropria\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o) da forma urbana e como eles variam em fun\u00e7\u00e3o do tempo\u201d (BUTINA, 1988 <em>apud <\/em>NOBRE,2003). A morfologia urbana, portanto, tem como consequ\u00eancia o processo de compreens\u00e3o da hist\u00f3ria, da evolu\u00e7\u00e3o e da transforma\u00e7\u00e3o dos componentes urbanos, visando \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do melhor mecanismo de interven\u00e7\u00e3o urbana.<\/p>\n<p>Moudon (1997) afirma que, na morfologia urbana, a evolu\u00e7\u00e3o da cidade \u00e9 analisada desde seu assentamento at\u00e9 suas transforma\u00e7\u00f5es, identificando e dissecando seus diferentes componentes. Segundo ela, a cidade \u00e9 a acumula\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios indiv\u00edduos e pequenos grupos, gerada por tradi\u00e7\u00f5es culturais e moldadas atrav\u00e9s de for\u00e7as sociais e econ\u00f4micas ao longo do tempo.<\/p>\n<p>O objetivo do trabalho \u00e9 verificar se as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es das periferias est\u00e3o associadas a maiores concentra\u00e7\u00f5es na \u00e1rea central, ent\u00e3o foram feitas simula\u00e7\u00f5es piorando a qualidade das vias nestas \u00e1reas para observar o resultado, para isso a cidade de Herval foi descrita atrav\u00e9s da divis\u00e3o das quadras em eixos, tendo sido utilizada a medida de centralidade e esta medida foi processada atrav\u00e9s do Software UrbanMetrics, o qual \u00e9 baseado na teoria dos grafos, podendo utilizar representa\u00e7\u00f5es por linhas, pontos e \u00e1reas.<\/p>\n<p>A grandeza de centralidade \u00e9 considerada como sendo a medida morfol\u00f3gica conectada pelo tecido urbano que participa com maior intensidade da rota de liga\u00e7\u00e3o, sendo a mais eficaz entre os espa\u00e7os, e considerando caminhos preferenciais.<\/p>\n<p><strong><u>PERIFERIAS E SEGREGA\u00c7\u00c3O URBANA<\/u><\/strong><\/p>\n<p>O crescimento populacional ocorre de forma acelerada por todo mundo, e em pa\u00edses como o Brasil, geram diversos problemas estruturais e sociais devido \u00e0 falta de planejamento. Resultando assim, em um crescimento desordenado, o que prejudica tanto a urbe quanto seus habitantes.<\/p>\n<p>Segundo Villa\u00e7a (2011):<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNenhum aspecto do espa\u00e7o urbano brasileiro poder\u00e1 ser<br \/>\njamais explicado \/ compreendido se n\u00e3o forem consideradas<br \/>\nas especificidades da segrega\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica que<br \/>\ncaracteriza nossas metr\u00f3poles, cidades grandes e m\u00e9dias\u201d (VILLA\u00c7A, 2011)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Um dos maiores problemas do Brasil hoje, n\u00e3o \u00e9 a pobreza e sim a desigualdade, tanto econ\u00f4mica como pol\u00edtica, ocorrendo assim a segrega\u00e7\u00e3o, afinal a segrega\u00e7\u00e3o \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o espacial da desigualdade social. Diferen\u00e7as estas que nas cidades podem ser encontradas entre \u00e1reas destinadas aos ricos e \u00e1reas paras os pobres.<\/p>\n<p>Segundo Santos (1993,96 <em>apud <\/em>VILLA\u00c7A, 1998), \u201ca especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria deriva, em \u00faltima an\u00e1lise, da conjuga\u00e7\u00e3o de dois movimentos convergentes: a superposi\u00e7\u00e3o de um s\u00edtio social ao s\u00edtio natural e a disputa entre atividades e pessoas por dada localiza\u00e7\u00e3o\u201d (SANTOS, 1993,96 <em>apud <\/em>VILLA\u00c7A, 1998). Ainda segundo o autor, os s\u00edtios sociais s\u00e3o criados:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cUma vez que o funcionamento da sociedade urbana<br \/>\ntransforma seletivamente os lugares, afei\u00e7oando-se \u00e0s suas<br \/>\nexig\u00eancias funcionais. \u00c9 assim que certos pontos se tornam<br \/>\nmais acess\u00edveis, certas art\u00e9rias mais atrativas e, tamb\u00e9m,<br \/>\nuns e outros, mais valorizados. Por isso s\u00e3o atividades mais<br \/>\ndin\u00e2micas que se instalam nessas \u00e1reas privilegiadas;<br \/>\nquanto aos lugares de resid\u00eancia, a l\u00f3gica \u00e9 a mesma, com<br \/>\nas pessoas de maiores recursos buscando alojar-se onde<br \/>\nlhes pare\u00e7a mais conveniente, segundo os c\u00e2nones de cada<br \/>\n\u00e9poca, o que tamb\u00e9m inclui a moda. \u00c9 desse modo que as<br \/>\ndiversas parcelas da cidade ganham ou perdem valor ao<br \/>\nlongo do tempo.\u201d (SANTOS, 1993,96 <em>apud <\/em>VILLA\u00c7A, 1998)<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O crescimento perif\u00e9rico, consiste em expans\u00f5es do tecido urbano nas bordas da cidade, principalmente para uso residencial, numa din\u00e2mica de convers\u00e3o de \u00e1reas naturais ou rurais em \u00e1reas urbanas (CZAMANSKI et al., 2008). \u00a0A esse fen\u00f4meno est\u00e1 associado o problema da segrega\u00e7\u00e3o urbana, podendo ser destacados dois tipos de forma\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica:<br \/>\na) a periferiza\u00e7\u00e3o, relacionada \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o de baixa renda; b) o urban sprawl, relacionado aos n\u00facleos residenciais para m\u00e9dia-alta e alta renda.<\/p>\n<p>A \u201cperiferiza\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e9 decorrente da segrega\u00e7\u00e3o centro x periferia, e ocorre porque a \u00e1rea central das cidades \u00e9 dotada de servi\u00e7os e infraestrutura, apresentado assim valores de terrenos mais altos, o que faz com que se concentre ali a popula\u00e7\u00e3o com renda mais alta, sendo assim a popula\u00e7\u00e3o de renda mais baixa se v\u00ea obrigada a ir para as \u00e1reas perif\u00e9ricas, que n\u00e3o possuem infraestrutura, s\u00e3o mais distantes, mas possuem valores de terrenos com pre\u00e7os mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p>O \u201curban sprawl\u201d, se v\u00ea bastante atualmente, pois ocorre quando a popula\u00e7\u00e3o de alta renda opta por habitar em condom\u00ednios fechados afastados do centro urbano em busca de contato maior com a natureza.<\/p>\n<p><strong><u>RESULTADOS<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>SIMULA\u00c7\u00c3O 1 <\/strong><\/p>\n<p>No primeiro processo, foi considerada para cada eixo que representa as ruas, valores de imped\u00e2ncia iguais a 1, demonstrando assim o potencial de centralidade da cidade, conforme <strong>figura 3.<\/strong>\u00a0 Destaca- se assim, a concentra\u00e7\u00e3o da medida de centralidade na \u00e1rea mais central da cidade, ou seja ruas principais.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Figura 3. Resultado simula\u00e7\u00e3o 1<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-399\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3.jpg\" alt=\"\" width=\"1352\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3.jpg 1352w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3-400x179.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3-1024x458.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3-768x344.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3-500x224.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1352px) 100vw, 1352px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Fonte: UrbanMetrics (2020)<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>SIMULA\u00c7\u00c3O 2<\/strong><\/p>\n<p>No segundo processo, foi selecionado os eixos, conforme <strong>figura 4<\/strong>, e considerado para estes valores de imped\u00e2ncia iguais a 10, mantendo os demais eixos com valores de imped\u00e2ncia iguais a 1.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Figura 4. Eixos selecionados<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-400\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4.jpg\" alt=\"\" width=\"581\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4.jpg 581w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4-400x230.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4-500x287.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Fonte: UrbanMetrics (2020)<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resultando assim em mais eixos com centralidade m\u00e1xima na parte sul da cidade, conforme pode ser visto na <strong>figura 5<\/strong>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Figura 5. Resultado simula\u00e7\u00e3o 2<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-401\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5.jpg\" alt=\"\" width=\"609\" height=\"278\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5.jpg 609w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5-400x183.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5-500x228.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 609px) 100vw, 609px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Fonte: UrbanMetrics (2020)<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>SIMULA\u00c7\u00c3O 3<\/strong><\/p>\n<p>No terceiro processo, foi selecionado os eixos conforme <strong>figura 6<\/strong>, e considerado valores de imped\u00e2ncia iguais a 10 nestes eixos, e mantendo os demais eixos com imped\u00e2ncia iguais a 1.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Figura 6. Eixos selecionados<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-402\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/6.jpg\" alt=\"\" width=\"542\" height=\"311\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/6.jpg 542w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/6-400x230.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/6-500x287.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Fonte: UrbanMetrics (2020)<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resultando assim, no processo abaixo, conforme <strong>Figura 7<\/strong>, que confirma que por tratar-se de \u00e1rea perif\u00e9rica\/segregada, e no momento que se \u201cexclui mais\u201d esta, h\u00e1 uma migra\u00e7\u00e3o para as \u00e1reas mais centrais.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Figura 7. Resultado simula\u00e7\u00e3o 3<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-403\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/7.jpg\" alt=\"\" width=\"612\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/7.jpg 612w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/7-400x181.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/7-500x226.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center\"><strong>Fonte: UrbanMetrics (2010)<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong><u>CONCLUS\u00c3O<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Com a an\u00e1lise das simula\u00e7\u00f5es, foi poss\u00edvel comprovar a hip\u00f3tese de que o \u201cabandono\u201d\/\u201d exclus\u00e3o\u201d das \u00e1reas perif\u00e9ricas, sugere uma migra\u00e7\u00e3o e um maior acirramento das \u00e1reas centrais, afinal tratam-se de \u00e1reas segregadas\/perif\u00e9ricas, onde j\u00e1 h\u00e1 m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de vias, e no momento em que se piora a qualidade destas vias, continuam sendo \u00e1reas segregadas.<\/p>\n<p>Verificou-se que o acirramento dos m\u00e1ximos est\u00e1 descrito conforme simula\u00e7\u00f5es apresentadas, mas em local n\u00e3o previsto, uma vez sabe-se que n\u00e3o se trata da \u00e1rea mais central da cidade, sendo assim a modelagem urbana n\u00e3o se aproximou da realidade, mas detectou uma \u00e1rea com potencial. \u00a0J\u00e1 o acirramento dos m\u00ednimos, est\u00e1 bem descrito, concentrando-se nas bordas da cidade- \u201c\u00e1reas segregadas\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel verificar tamb\u00e9m, que estas ruas nas quais foram feitas as simula\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00e3o estruturantes do sistema vi\u00e1rio.<u><\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/u><\/strong><\/p>\n<p>BORGES, Willian<strong>. A COMPREENS\u00c3O DO PROCESSO DE PERIFERIZA\u00c7\u00c3O.<\/strong> Dispon\u00edvel em:http:\/\/www.nemo.uem.br\/artigos\/a_compreensao_do_processo_de_periferizacao_borges_e_rocha.pdf. Acesso em 07set.2020.<\/p>\n<p>MOUDON, Anne Vernez. Urban morphology as an emerging interdisciplinary field. <strong>URBAN MORPHOLOGY<\/strong>.International Seminar on Urban Form, vol. 1, 1997,p.3-10.Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/urbanmorphology.org\/pdf\/moudon1997.pdf&gt;. Acesso em: 9set. 2020.<\/p>\n<p>NOBRE, Eduardo A. C. <strong>OS TIPOS NA ARQUITETURA E URBANISMO<\/strong>. S\u00e3o Paulo: FAU\/USP. Material did\u00e1tico, 2003.Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.fau.usp.br\/docentes\/depprojeto\/e_nobre\/tipos_arq_urb.pdf\">http:\/\/www.fau.usp.br\/docentes\/depprojeto\/e_nobre\/tipos_arq_urb.pdf<\/a>. Acesso em 09set.2020<\/p>\n<p>TORALLES, Christiano1; MORELATTO, Nat\u00e1lia2; POLIDORI, Maur\u00edcio. <strong>MODELAGEM E SIMULA\u00c7\u00c3O DA DIN\u00c2MICA S\u00d3CIO-ESPACIAL URBANA: EXPLORANDO O CRESCIMENTO PERIF\u00c9RICO EM AMBIENTE CELULAR<\/strong>.<br \/>\nDispon\u00edvel em:<a href=\"http:\/\/www2.ufpel.edu.br\/enpos\/2011\/anais\/pdf\/SA\/SA_00308.pdf\">http:\/\/www2.ufpel.edu.br\/enpos\/2011\/anais\/pdf\/SA\/SA_00308.pdf<\/a><\/p>\n<p>TORALLES, Christiano1; SARAIVA, Marcus Vin\u00edcius2; POLIDORI, Maur\u00edcio3. <strong>SIMULA\u00c7\u00c3O DE CRESCIMENTO URBANO E FORMA\u00c7\u00c3O DE PERIFERIAS: O CASO DE PELOTAS, RS, 1985-2010.<\/strong>Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www2.ufpel.edu.br\/enpos\/2012\/anais\/pdf\/SA\/SA_00288.pdf%20%20-01\/09\/2020\">http:\/\/www2.ufpel.edu.br\/enpos\/2012\/anais\/pdf\/SA\/SA_00288.pdf\u00a0 -01\/09\/2020<\/a><\/p>\n<p>VILLA\u00c7A, Fl\u00e1vio. <strong>Espa\u00e7o intra-urbano no Brasil<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Studio Nobel, 1998<\/p>\n<p>Villa\u00e7a, Fl\u00e1vio. <strong>S\u00e3o Paulo: Segrega\u00e7\u00e3o urbana e desigualdade.<\/strong>\u00a0 Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.revistas.usp.br\/eav\/article\/view\/10597\/12339. Acesso em 08 set.2020<\/p>\n<p>XIMENES, Nat\u00e1lia Lacerda Bastos. <strong>MORFOLOGIA URBANA: TEORIAS E SUAS INTERRELA\u00c7\u00d5ES.RJ,2016<\/strong>.Dispon\u00edvelem:http:\/\/dissertacoes.poli.ufrj.br\/dissertacoes\/dissertpoli1604.pdf. Acesso em 08set.2020<\/p>\n<p><strong>Material Internet\/Sites: <\/strong><\/p>\n<p><strong>Dados Herval.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Herval\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Herval<\/a> \u00a0Acesso em 07 set.2020<\/p>\n<p><strong>Dados Herval.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.herval.rs.gov.br\/institucional\/dados-gerais\">http:\/\/www.herval.rs.gov.br\/institucional\/dados-gerais<\/a>\u00a0 \u00a0Acesso em 01set. 2020<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado por Andr\u00e9ia Machado INTRODU\u00c7\u00c3O Herval \u00e9 uma cidade localizada ao Sul do estado \u2013 figura 1, possui uma \u00e1rea de 2.798,3\u00a0km\u00b2 e sua popula\u00e7\u00e3o total \u00e9 de\u00a06.753\u00a0habitantes, de\u00a0acordo com o Censo Demogr\u00e1fico do IBGE (2010). 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