{"id":383,"date":"2020-09-10T08:11:55","date_gmt":"2020-09-10T11:11:55","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/?p=383"},"modified":"2020-09-10T08:11:55","modified_gmt":"2020-09-10T11:11:55","slug":"estudo-da-area-urbana-de-herval-expansao-area-verde-e-conexoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/2020\/09\/10\/estudo-da-area-urbana-de-herval-expansao-area-verde-e-conexoes\/","title":{"rendered":"Estudo da \u00e1rea urbana de Herval: expans\u00e3o, \u00e1rea verde e conex\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Publicado por <strong>Fl\u00e1via Pagnoncelli Galbiatti<\/strong><\/p>\n<p>Na proposta da disciplina \u2018Oficina de Modelagem Urbana\u2019, ofertada pelo PROGRAU\/ UFPel no semestre condensado de 2020, trabalhou-se com a \u00e1rea urbana de Herval, buscando entender as rela\u00e7\u00f5es de configura\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, a partir do software UrbanMetrics, com \u00eanfase no modelo de Centralidade. O munic\u00edpio de Herval est\u00e1 localizado na fronteira sul do estado do Rio Grande do Sul, com popula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 7 mil habitantes<\/p>\n<p>A modelagem utilizada para este trabalho foi a marca\u00e7\u00e3o de pontos nas esquinas. Segundo Krafta (1996), o mapa pontual-axial h\u00e1 uma entidade espacial complexa representada por um ponto em um grafo nas esquinas, unindo conectividade e defini\u00e7\u00e3o pontual. Os pontos s\u00e3o posicionados nas esquinas e conectados aos pontos adjacentes (figura 1).<\/p>\n<p>Segundo Zechlinski e Krafta (2013), para identificar os prov\u00e1veis centros locais pode-se utilizar a medida de centralidade, desenvolvida com base no Modelo de Centralidade de Krafta (1994), que \u00e9 calculada \u201cpor um processo que identifica os menores caminhos que conectam todos os pares de pontos no sistema\u201d. A partir da centralidade \u00e9 poss\u00edvel perceber as particularidades da malha e da forma constru\u00edda, assim como os efeitos da dist\u00e2ncia geom\u00e9trica e da posi\u00e7\u00e3o relativa de fluxos nos sistemas espaciais.<\/p>\n<p>O primeiro resultado da an\u00e1lise urbana teve como objetivo a compreens\u00e3o da centralidade existente (figura 2-a). Pode-se perceber que a heterogeneidade da centralidade no tecido urbano de Herval, tendo sua concentra\u00e7\u00e3o destacada na figura 2-b.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-385\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/1-2.png\" alt=\"\" width=\"1269\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/1-2.png 1269w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/1-2-400x154.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/1-2-1024x394.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/1-2-768x295.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/1-2-500x192.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1269px) 100vw, 1269px\" \/><\/p>\n<p>Busca-se, aprofundar as an\u00e1lises a partir de interven\u00e7\u00f5es na estrutura urbana abordando tr\u00eas tem\u00e1ticas: expans\u00e3o, \u00e1rea verde e conex\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Expans\u00e3o: acreditando na possibilidade de uma futura amplia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano constru\u00eddo, a expans\u00e3o proposta de forma simples utilizando o tecido xadrez, que al\u00e9m de acompanhar a malha urbana existente, tamb\u00e9m possibilita a percep\u00e7\u00e3o outras poss\u00edveis mudan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">\u00c1rea Verde: entendo a como necess\u00e1ria e fundamental a preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1reas ambientais, prop\u00f5e-se analisar a possibilidade de expans\u00e3o urbana rompendo a continuidade do tecido existente para garantir a prote\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea verde e de cursos d\u2019\u00e1guas, e dialogando diretamente com o contexto natural no qual a cidade est\u00e1 inserida.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">Conex\u00f5es: busca-se encontrar e compreender quais conex\u00f5es estrat\u00e9gias s\u00e3o necess\u00e1rias para conectar uma expans\u00e3o perif\u00e9rica \u00e0 malha urbana existente, e, respeitando a preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1reas ambientais, \u00e9 proposto o uso de pontes para garantir conectividade.<\/p>\n<p>O trabalho est\u00e1 divido em tr\u00eas partes: a primeira etapa do trabalho apresenta a expans\u00e3o urbana continuada no tecido urbano existente; na segunda, a expans\u00e3o \u00e9 proposta respeitando a \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental; e, na terceira, s\u00e3o propostas possibilidades de conex\u00f5es para a expans\u00e3o descontinuada.<\/p>\n<p><strong>ETAPA 1: EXPANS\u00c3O URBANA<\/strong><\/p>\n<p>O segundo resultado se deu a partir da primeira proposta de interven\u00e7\u00e3o: expans\u00e3o do tecido xadrez em \u00e1rea ambiental (figuras 3-a e 3-b). Ao se desenhar essa expans\u00e3o, continuada do tecido existente, criou-se um novo eixo de centralidade (figura 3-c) diretamente relacionado com concentra\u00e7\u00e3o de centralidade identificada na an\u00e1lise do primeiro resultado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-387\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3.png\" alt=\"\" width=\"1267\" height=\"485\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3.png 1267w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3-400x153.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3-1024x392.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3-768x294.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/3-500x191.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1267px) 100vw, 1267px\" \/><\/p>\n<p><strong>ETAPA 2: EXPANS\u00c3O URBANA + \u00c1REA VERDE<\/strong><\/p>\n<p>No terceiro resultado, foi apresentada a segunda proposta de expans\u00e3o urbana: afastada do tecido existente respeitando a \u00e1rea ambiental de cursos d\u2019\u00e1gua (figuras 4-a e 4-b).<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea perif\u00e9rica e descontinuada, atraiu a centralidade para o \u00fanico eixo de conectividade entre o tecido existente e a nova expans\u00e3o (figura 4-c), sem diminuir a centralidade anteriormente analisada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-388\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4.png\" alt=\"\" width=\"1264\" height=\"481\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4.png 1264w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4-400x152.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4-1024x390.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4-768x292.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/4-500x190.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1264px) 100vw, 1264px\" \/><\/p>\n<p><strong>ETAPA 3: EXPANS\u00c3O URBANA + \u00c1REA VERDE + CONEX\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>As an\u00e1lises desenvolvidas a partir dos resultados 4 (figura 5), 5 (figura 6) e 6 (figura 7), tiveram como objetivo, entender quais conex\u00f5es estrat\u00e9gicas podem ser feitas com o tecido existente e como essas pontes de conex\u00f5es podem conduzir, ou n\u00e3o, a centralidade.<\/p>\n<p>Na figura 5, a conex\u00e3o \u00e9 proposta na menor distancia com o tecido existente, e pode-se notar que a condu\u00e7\u00e3o da centralidade para de conex\u00e3o. Na figura 6, a conex\u00e3o e deslocada para um eixo mais central da nova expans\u00e3o, e com isso, a centralidade se desloca para as conex\u00f5es adjacentes \u00e0 liga\u00e7\u00e3o proposta.<\/p>\n<p>Na figura 7, a conex\u00e3o \u00e9 levada para a extremidade, assumindo o papel de uma poss\u00edvel perimetral. Al\u00e9m da forte centralidade no eixo existente de conex\u00e3o com a expans\u00e3o, a nova conex\u00e3o atrai centralidade tamb\u00e9m para as conex\u00f5es adjacentes \u00e0 liga\u00e7\u00e3o proposta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-389\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5-6-7.png\" alt=\"\" width=\"1268\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5-6-7.png 1268w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5-6-7-400x153.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5-6-7-1024x392.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5-6-7-768x294.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/5-6-7-500x192.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1268px) 100vw, 1268px\" \/><\/p>\n<p>O \u00faltimo resultado, apresentado na imagem 8-a, foi realizado com a proposta das tr\u00eas conex\u00f5es apresentadas nas imagens 5, 6, 7 ocorrendo simultaneamente.<\/p>\n<p>Pode-se observar na figura 8-b, que h\u00e1 centralidade nas conex\u00f5es adjacentes \u00e0s liga\u00e7\u00f5es propostas, fortalecendo os locais de interven\u00e7\u00e3o, e permitindo que uma expans\u00e3o perif\u00e9rica tamb\u00e9m tivesse forte centralidade. E, na figura 8-c, destaca-se a pertin\u00eancia da centralidade existente antes da interven\u00e7\u00e3o.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-390\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/8.png\" alt=\"\" width=\"1270\" height=\"485\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/8.png 1270w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/8-400x153.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/8-1024x391.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/8-768x293.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/8-500x191.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1270px) 100vw, 1270px\" \/><\/p>\n<p>Conclui-se ent\u00e3o, que foi poss\u00edvel criar centralidade em uma expans\u00e3o perif\u00e9rica a partir das conex\u00f5es propostas. A conectividade entre a expans\u00e3o e a malha existente se tornou um condutor da centralidade. As figuras 2-a (tecido urbano existente), 4-a (expans\u00e3o respeitando a \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o e sem conex\u00f5es, e 8-a (com as tr\u00eas conex\u00f5es), servem como comparativo para a an\u00e1lise da import\u00e2ncia da conectividade para a condu\u00e7\u00e3o da centralidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-386\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2-4-8.png\" alt=\"\" width=\"1276\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2-4-8.png 1276w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2-4-8-400x152.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2-4-8-1024x390.png 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2-4-8-768x293.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/files\/2020\/09\/2-4-8-500x190.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1276px) 100vw, 1276px\" \/><\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n<p>KRAFTA, R. e ZECHLINSKI, A. P. P..<strong> A representa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre as pr\u00e1ticas no sistema configuracional urbano uma ferramenta de suporte para a an\u00e1lise da estrutura espacial urbana. <\/strong>2\u00aa Encontro Internacional Cidade Contemporaneidade e Morfologia Urbana: Aproxima\u00e7\u00f5es. 2013. p. 119-124.<\/p>\n<p>KRAFTA, R. <strong>Urban convergence: morphology and attraction<\/strong>. Environment &amp; Planning B, v. 23, n. 1, 1996. p. 37-48. DOI: 10.1068\/b230037.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado por Fl\u00e1via Pagnoncelli Galbiatti Na proposta da disciplina \u2018Oficina de Modelagem Urbana\u2019, ofertada pelo PROGRAU\/ UFPel no semestre condensado de 2020, trabalhou-se com a \u00e1rea urbana de Herval, buscando entender as rela\u00e7\u00f5es de configura\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, a partir do &hellip; <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/2020\/09\/10\/estudo-da-area-urbana-de-herval-expansao-area-verde-e-conexoes\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":420,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-383","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicacoes"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/420"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=383"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/383\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":392,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/383\/revisions\/392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ofm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}