{"id":113,"date":"2013-01-10T19:49:01","date_gmt":"2013-01-10T19:49:01","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/observatoriosocial\/?page_id=113"},"modified":"2013-01-29T17:38:29","modified_gmt":"2013-01-29T17:38:29","slug":"justificativa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/observatoriosocial\/sobre\/justificativa\/","title":{"rendered":"Justificativa"},"content":{"rendered":"<p>\tAs sociedades contempor\u00e2neas t\u00eam passado por profundas transforma\u00e7\u00f5es sociais nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Dentre estas, destacam-se aquelas referentes ao mundo do trabalho, \u00e0s formas de gest\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o das grandes empresas capitalistas. As pesquisas no \u00e2mbito da sociologia do trabalho indicam que um novo paradigma produtivo vem sendo implementado desde meados dos anos setenta e, particularmente no Brasil, desde os anos oitenta e noventa. Assim, o paradigma fordista-taylorista estaria dando lugar a um novo modelo de gest\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do trabalho, normalmente denominado de acumula\u00e7\u00e3o flex\u00edvel, toyotismo, p\u00f3s-fordismo, dentre outras designa\u00e7\u00f5es. Os estudos t\u00eam destacado que esse novo paradigma produtivo tem provocado importantes efeitos sobre a estrutura da classe trabalhadora e sobre as condi\u00e7\u00f5es de exerc\u00edcio das atividades laborais, destacando-se processos de fragiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e de crescimento do desemprego. A precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, dos v\u00ednculos de emprego e das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, tem sido, pois, uma das consequ\u00eancias fundamentais destacadas pela literatura especializada. Essa precariza\u00e7\u00e3o associa-se tanto \u00e0s formas de gest\u00e3o baseadas na terceiriza\u00e7\u00e3o e subcontrata\u00e7\u00e3o, \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o das formas e rela\u00e7\u00f5es de trabalho, como ao aumento do estresse e da press\u00e3o sobre os trabalhadores impelidos a elevarem sua produtividade no trabalho. Neste sentido, as formas de trabalho intelectual, relacional, de servi\u00e7os, indicam importantes mudan\u00e7as no mundo do trabalho, decorrentes da eleva\u00e7\u00e3o da produtividade do trabalho industrial e da incorpora\u00e7\u00e3o das novas tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. Se, por um lado, essas tecnologias podem provocar um aumento nas exig\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, por outro, elas acarretam novas formas de press\u00e3o, estresse e precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, al\u00e9m do pr\u00f3prio desemprego tecnol\u00f3gico.<br \/>\n\tNum pa\u00eds como o Brasil que ocupa uma posi\u00e7\u00e3o subordinada na divis\u00e3o internacional do trabalho, \u00e9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o, ainda, a forte presen\u00e7a das formas cl\u00e1ssicas de organiza\u00e7\u00e3o taylorista do trabalho e das chamadas atividades informais. Neste sentido, a an\u00e1lise da realidade brasileira exige que se leve em considera\u00e7\u00e3o a velha precariedade estrutural do trabalho, marcada por baixos n\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o social, por uma elevada informalidade e pela heterogeneidade das formas de trabalho (trabalho aut\u00f4nomo, trabalho dom\u00e9stico, organiza\u00e7\u00e3o familiar do trabalho, formas de trabalho cooperativas, formas de trabalho de subsist\u00eancia e auto-consumo, etc.). Por todas essas raz\u00f5es, torna-se fundamental monitorar essas transforma\u00e7\u00f5es do trabalho na regi\u00e3o sul do Estado do Rio Grande do Sul, identificando em que medida a precariedade do trabalho est\u00e1 presente no cotidiano dos trabalhadores.<br \/>\n\tAo mesmo tempo, \u00e9 preciso acompanhar as transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas regionais e medir em que medida elas est\u00e3o impactando o mundo do trabalho. Nos \u00faltimos anos, o pa\u00eds vem experimentando uma nova onda de desenvolvimento econ\u00f4mico, um novo desenvolvimentismo, supostamente mais inclusivo e que tem tido um importante impacto sobre o crescimento do emprego formal. Trata-se, pois, de identificar em que medida esse crescimento tem estado presente nesta regi\u00e3o do Estado, considerando-se, principalmente, os grande projetos econ\u00f4micos que nela t\u00eam sido implementados, como o p\u00f3lo naval, a silvicultura, dentre outros.<br \/>\n\tTodas essas transforma\u00e7\u00f5es exigem, pois, um processo constante de reflex\u00e3o e acompanhamento por parte das institui\u00e7\u00f5es sociais e, particularmente, das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas respons\u00e1veis pela implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas espec\u00edficas na \u00e1rea do trabalho. Por essa raz\u00e3o, o di\u00e1logo e a articula\u00e7\u00e3o entre essas institui\u00e7\u00f5es \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para o enfrentamento dos problemas decorrentes das mudan\u00e7as no mundo do trabalho. O presente projeto, portanto, prop\u00f5e-se a promover esse di\u00e1logo e essa articula\u00e7\u00e3o, trabalhando para a produ\u00e7\u00e3o de indicadores, estudos, an\u00e1lises que d\u00eaem maior visibilidade e compreens\u00e3o de uma realidade social em permanente transforma\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, prop\u00f5e-se promover a interdisciplinaridade, a articula\u00e7\u00e3o de conhecimentos diversos, acad\u00eamicos e n\u00e3o acad\u00eamicos, o que se constitui num requisito fundamental para compreender todas as complexas facetas do fen\u00f4meno em pauta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As sociedades contempor\u00e2neas t\u00eam passado por profundas transforma\u00e7\u00f5es sociais nas \u00faltimas d\u00e9cadas. 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