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Estágios

Estágio curricular supervisionado

De acordo com a Lei 11.788, de 25 de setembro de 2008, “estágio é o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa a preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos”. O estágio poderá ser obrigatório ou não obrigatório:
Estágio obrigatório – está definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma.
Estágio não-obrigatório – desenvolvido como atividade opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória.
O estágio curricular supervisionado integraliza o itinerário formativo do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia, sendo caracterizado como estágio obrigatório, o qual é realizado no último semestre letivo do curso, com carga horária mínima de 153 h, seguindo o formato da Lei N. 11.788 de 25 de setembro de 2008.
Trata-se da realização de um estágio voltado para o exercício da gastronomia, com a aplicação dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, de forma que o aluno possa vivenciar a realidade do mundo do trabalho, aprofundando as teorias debatidas, a partir de suas aplicações práticas. Enquanto estudante de gastronomia, nesse momento do estágio, o aluno poderá transitar entre a realização do exercício acadêmico e a experiência profissional, de forma plena e integrada.
De acordo com a estrutura da matriz curricular do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia, o estágio curricular supervisionado poderá ser realizado após cumprimento de, pelo menos, 80% dos demais componentes curriculares obrigatórios do curso.
O aluno poderá optar por realizar o estágio em Pelotas ou outro município, desde que obedeça aos critérios e requisitos do Manual de Estágio, das normas da UFPel e da legislação vigente. O estágio poderá ser realizado em organizações públicas, privadas, comunitárias, governamentais ou não governamentais, com ou sem fins lucrativos, que possuam atividades relacionadas com as da área de atuação do profissional tecnólogo em gastronomia e que disponham de um profissional da área.
A jornada de atividade em estágio será definida de comum acordo entre a Universidade Federal de Pelotas, a parte concedente e o aluno estagiário ou seu representante legal, devendo constar no termo de compromisso que o estágio seja compatível com as atividades escolares e não ultrapasse 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais. A duração do estágio, na mesma parte concedente, não poderá exceder 2 (dois) anos, exceto quando se tratar de estagiário portador de deficiência.
Durante o estágio, serão desenvolvidas atividades eminentemente práticas, com a orientação e supervisão de um professor que pertença ao quadro do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia, contando ainda com um supervisor do local concedente, responsável direto pelo estágio e pela avaliação do desempenho do discente durante o desenvolvimento de suas atividades, dentro do planejamento proposto na execução.
As atividades de estágio somente serão válidas quando pré- estabelecidas por Termo de Compromisso entre o aluno, a parte concedente do estágio e comissão de estágios, nomeada pelo colegiado de curso. Este termo de compromisso deverá obedecer, rigorosamente, o cumprimento das normas estabelecidas pelo regulamento de estágios proposto pela instituição concedente.

A comissão de estágios deverá exercer as seguintes atividades:
– Planejar, coordenar, supervisionar e avaliar as atividades relacionadas com os estágios;
– Manter contato com as organizações onde os estágios estão sendo realizados;
– Avaliar e, quando pertinentes, acolher as propostas feitas por organizações, para a realização de estágios a fim de compatibilizá-los com as necessidades de formação dos alunos;
– Divulgar as ofertas de estágio e encaminhar os interessados às organizações concedentes, através de Carta de Apresentação do Aluno.

O professor orientador deverá exercer as seguintes atividades:
– Avaliar a adequação das condições oferecidas pela instituição concedente do estágio, no que se refere à contextualização teórico-curricular do curso e ao processo formativo do aluno;
– Enviar ao supervisor da instituição os documentos de Acompanhamento e Avaliação do Estagiário no Local de Estágio e o Termo de Compromisso de Estágio;
– Interagir com o supervisor no local de estágio, visando o acompanhamento do desempenho do estagiário;
– Enviar ao colegiado do curso parecer sobre desempenho e frequência do aluno ao final do estágio.

Ao supervisor do local de estágio, caberá:
– Assumir o compromisso de acompanhar as atividades exercidas pelo estagiário, orientando-o e supervisionando-o em seu programa de trabalho e em suas atividades de estágio;
– Apresentar ao professor orientador de estágio eventuais problemas do estagiário em seu local de estágio;
– Avaliar o desempenho do estagiário sob o ponto de vista ético e técnico, encaminhando os resultados ao professor orientador de estágio, juntamente com a descrição das atividades desenvolvidas pelo estagiário e avaliação deste, por meio de instrumento específico da instituição, incluindo avaliação de desempenho final, conforme as normas da UFPEL.

Os acadêmicos em estágio deverão:
– Executar as atividades conforme o plano, levando em consideração as normas da instituição concedente;
– Participar das reuniões e/ou seminários de estágio, organizados pelos respectivos professores orientadores;
– Elaborar um relatório de estágio e entregar ou apresentar na data prevista aos professores orientadores de estágio;
– Atuar em conformidade com princípios éticos e morais.

Os casos omissos serão resolvidos pela comissão de estágios.
Para a realização do estágio curricular, os seguintes documentos devem ser encaminhados em três vias, ficando uma no colegiado do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia, uma na instituição concedente do estágio e outra com o aluno:
-Carta de apresentação do aluno;
-Termo de compromisso do supervisor do local de estágio;
-Acompanhamento e avaliação do estagiário pelo supervisor no local de estágio;
-Plano de estágio;
-Roteiro de relatório do estágio.
Em relação aos estágios não obrigatórios, estes prevêem os mesmos requisitos, deveres e obrigações do estágio curricular, diferenciando-se deste apenas por serem de caráter facultativo e aleatório, podendo variar sua duração de acordo com o interesse do aluno. Sua carga horária, quando autorizado previamente pelo colegiado do curso, poderá ser somada ao número total das atividades realizadas durante o curso, porém não poderá ser utilizada para integralizar a carga horária mínima do curso.

FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

A Formação Complementar é uma dimensão obrigatória que se caracteriza pela abertura de possibilidades de aquisição pelo estudante de conhecimentos e experiências acadêmicas em áreas do saber que mantêm conexões com as do seu curso em atividades extra classe.
Dessa forma, o aluno poderá desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão, tais como participação em cursos, seminários, palestras, atividades artístico-culturais, iniciação científica, monitoria, entre outras, desde que sejam de áreas afins com sua formação acadêmica.
Para estas atividades, estão previstas 204 horas. O estudante não deverá extrapolar 50% desta carga horária total em um único tipo de atividade. As Atividades Complementares poderão ser realizadas nos horários extra-classe e durante as férias curriculares. A análise da pertinência dessas atividades complementares será realizada em reunião de colegiado.
Cabe ao discente, em caso de dúvida, buscar informação prévia junto ao colegiado do curso sobre a validade da atividade pretendida.
Serão consideradas atividades válidas para integralização da formação complementar:
– Oficinas com temas relacionados à gastronomia;
– Visitas técnicas;
– Participação em seminários, conferências, simpósios, mesas-redondas e congressos na área;
– Atividades de monitoria;
– Participação em projetos de ensino, pesquisa e extensão;
– Participação em grupos de estudos, desde que aprovados pelo Colegiado do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia;
– Participação em eventos gastronômicos.
– Representatividade discente junto ao departamento de nutrição, colegiado do curso Superior de Tecnologia em Gastronomia e conselho departamental da Faculdade de Nutrição.