{"id":186,"date":"2016-10-06T10:30:48","date_gmt":"2016-10-06T13:30:48","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/?p=186"},"modified":"2016-10-06T10:30:48","modified_gmt":"2016-10-06T13:30:48","slug":"selo-indigena-valoriza-producao-kaingang-gaucha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/2016\/10\/06\/selo-indigena-valoriza-producao-kaingang-gaucha\/","title":{"rendered":"Selo ind\u00edgena valoriza produ\u00e7\u00e3o Kaingang ga\u00facha"},"content":{"rendered":"<p>O selo d\u00e1 visibilidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, al\u00e9m de informar ao consumidor a origem do produto<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/10\/selo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-188\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/10\/selo.jpg\" alt=\"selo\" width=\"262\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/10\/selo.jpg 262w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/10\/selo-194x159.jpg 194w\" sizes=\"auto, (max-width: 262px) 100vw, 262px\" \/><\/a><\/p>\n<div>O Povo Kaingang, da Terra Ind\u00edgena Guarita, no Rio Grande do Sul, foi a primeira comunidade no Brasil a receber o Selo Ind\u00edgenas do Brasil, que indica que o produto foi cultivado ou coletado numa terra ind\u00edgena ou por um ind\u00edgena participante do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A conquista do selo veio em dezembro do ano passado. A iniciativa partiu do ent\u00e3o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, agora, Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agr\u00e1rio (Sead); e do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a; com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai). O objetivo \u00e9 dar visibilidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, al\u00e9m de informar ao consumidor a origem cultural, \u00e9tnica e territorial dos produtos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A reserva Ind\u00edgena Guarita abrange tr\u00eas munic\u00edpios: Erval, Redentora e Tenente Portela. \u00c9 nessas localidades que os \u00edndios cultivam alimentos org\u00e2nicos como feij\u00e3o, com destaque para o preto; batata doce, mandioca, moranga, ab\u00f3bora, cana de a\u00e7\u00facar, amendoim, arroz e diversas variedades de milho crioulo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;O milho \u00e9 transformado em pratos t\u00edpicos da cultura ind\u00edgena, como o pis\u00e9, canjica, farinha de milho e p\u00e3o na cinza. Eles tamb\u00e9m fazem um artesanato muito colorido. Tudo isso se identifica com o resgate dos &#8220;saberes e sabores\u201d, \u00e9 a revitaliza\u00e7\u00e3o da cultura ind\u00edgena\u201d, destaca o coordenador geral da Cooperativa Agropecu\u00e1ria dos Agricultores Familiares de Tenente Portela (Cooperfamiliar), Valmor Machado Soares.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os alimentos e o artesanato dos kaingangs s\u00e3o vendidos por meio da Cooperfamiliar diretamente ao consumidor ou para os programas de compras p\u00fablicas governamentais, como Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA). \u00a0&#8220;Dos 386 cooperativados, 47% s\u00e3o ind\u00edgenas\u201d, fala Soares.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os principais consumidores dos alimentos ind\u00edgenas, por enquanto, s\u00e3o os alunos das escolas p\u00fablicas municipais de Tenente Portela e de Redentora e da escola estadual da Terra Ind\u00edgena Guarita. Conforme Soares, a cooperativa comercializa em m\u00e9dia, por semestre, R$ 220 mil em alimentos para o PNAE. &#8220;Comercializamos v\u00e1rios produtos cultivados pelos povos ind\u00edgenas. Por ano, somente de feij\u00e3o, vendemos mais de 30 toneladas para o PNAE, sem contar os outros alimentos\u201d, fala.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os kaingangs ga\u00fachos participam tamb\u00e9m de feiras nacionais. No ano passado, eles expuseram na 2\u00aa Feira Nacional da Agricultura Tradicional Ind\u00edgena, realizada juntamente aos Jogos Mundiais dos Povos Ind\u00edgenas em Palmas, no Tocantins. Neste ano, a produ\u00e7\u00e3o da comunidade esteve presente nos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio de Janeiro. Para o engenheiro agr\u00f4nomo kaingang e colaborador da Cooperfamiliar Zico Ribeiro, o selo agregou valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Ele conta que antes a comunidade ind\u00edgena produzia para subsist\u00eancia e vendia informalmente. &#8220;O selo juntamente com assist\u00eancia t\u00e9cnica e apoio \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agregou valor aos produtos\u201d, afirma.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Cooperfamiliar tem tr\u00eas unidades de processamento de alimentos, que est\u00e3o passando por adequa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas. Nessas unidades, os alimentos in natura s\u00e3o beneficiados, processados, embalados, rotulados e identificados com o selo de origem. Ap\u00f3s o processo, s\u00e3o vendidos e comercializados por meio da central de alimentos da agricultura familiar e artesanato.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Como adquirir do selo ind\u00edgena:<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Interessados em solicitar o selo, devem requer\u00ea-lo na Sead, juntamente com a documenta\u00e7\u00e3o emitida pela Funai, como a declara\u00e7\u00e3o de produtor ind\u00edgena. A requisi\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita, sendo necess\u00e1rio que o ind\u00edgena j\u00e1 tenha a Declara\u00e7\u00e3o de Aptid\u00e3o ao Pronaf (DAP) \u00a0Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre como adquirir a identifica\u00e7\u00e3o, acesse o site da Funai ou baixe a cartilha de orienta\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>D\u00favidas frequentes<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O que \u00e9 o Selo Ind\u00edgenas do Brasil?<\/div>\n<div>\u00c9 um selo de identifica\u00e7\u00e3o de origem. O Selo Ind\u00edgenas do Brasil indica que o produto foi cultivado ou coletado numa terra ind\u00edgena por um ind\u00edgena participante do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Quem pode solicitar o Selo Ind\u00edgenas do Brasil?<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u2022 \u00a0 \u00a0Produtor individual ind\u00edgena de terra ind\u00edgena delimitada, isto \u00e9, cujo Relat\u00f3rio Circunstanciado de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o tenha sido publicado no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, e que possua a Declara\u00e7\u00e3o de Aptid\u00e3o ao Pronaf-DAP;<\/div>\n<div>\u2022 \u00a0 \u00a0Associa\u00e7\u00f5es ou cooperativas ind\u00edgenas que possuam DAP;<\/div>\n<div>\u2022 \u00a0 \u00a0Associa\u00e7\u00f5es ou cooperativas ind\u00edgenas que n\u00e3o possuam DAP; e<\/div>\n<div>\u2022 \u00a0Associa\u00e7\u00f5es, cooperativas ou empresas cujos produtos tenham participa\u00e7\u00e3o relevante na agricultura familiar ind\u00edgena.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte:\u00a0http:\/\/www.mda.gov.br\/sitemda\/noticias\/selo-ind%C3%ADgena-valoriza-produ%C3%A7%C3%A3o-kaingang-ga%C3%BAcha<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O selo d\u00e1 visibilidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, al\u00e9m de informar ao consumidor a origem do produto O Povo Kaingang, da Terra Ind\u00edgena Guarita, no Rio Grande do Sul, foi a primeira comunidade no Brasil a receber o Selo Ind\u00edgenas do Brasil, que indica que o produto foi cultivado ou coletado numa terra ind\u00edgena ou por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":546,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-186","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/users\/546"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=186"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/186\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":189,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/186\/revisions\/189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}