{"id":141,"date":"2016-06-27T08:52:47","date_gmt":"2016-06-27T11:52:47","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/?p=141"},"modified":"2016-06-27T08:53:52","modified_gmt":"2016-06-27T11:53:52","slug":"saiba-mais-sobre-a-vitamina-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/2016\/06\/27\/saiba-mais-sobre-a-vitamina-a\/","title":{"rendered":"Saiba mais sobre a Vitamina A"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/06\/Alimentos-Ricos-em-Vitamina-A.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-143\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/06\/Alimentos-Ricos-em-Vitamina-A-424x315.png\" alt=\"Alimentos-Ricos-em-Vitamina-A\" width=\"424\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/06\/Alimentos-Ricos-em-Vitamina-A-424x315.png 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/06\/Alimentos-Ricos-em-Vitamina-A-212x157.png 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/06\/Alimentos-Ricos-em-Vitamina-A-624x463.png 624w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/nnugs\/files\/2016\/06\/Alimentos-Ricos-em-Vitamina-A.png 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Defici\u00eancia de vitamina A (DVA) \u00e9 a principal causa de cegueira evit\u00e1vel em crian\u00e7as e aumenta o risco de doen\u00e7a e morte por infec\u00e7\u00f5es comuns na inf\u00e2ncia, como doen\u00e7as diarreicas e sarampo. Em mulheres gr\u00e1vidas a defici\u00eancia pode causar cegueira noturna e aumentar o risco de mortalidade materna.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 considerada uma das mais importantes defici\u00eancias nutricionais \u00a0dos pa\u00edses em desenvolvimento e \u00e9 considerada um problema de sa\u00fade p\u00fablica em mais de metade de todos os pa\u00edses, atingindo principalmente crian\u00e7as pequenas e mulheres gr\u00e1vidas em pa\u00edses de baixa renda, pelo aumento das necessidades dessa vitamina no organismo.<\/p>\n<p>No mundo 19 milh\u00f5es de mulheres gr\u00e1vidas e 190 milh\u00f5es de crian\u00e7as em idade pr\u00e9-escolar s\u00e3o afetadas pela defici\u00eancia de vitamina A. No Brasil, 17,4% das crian\u00e7as e 12,3% das mulheres apresentavam n\u00edveis inadequados de vitamina A (PNDS 2006).<\/p>\n<p>Mas lembre-se, apesar do n\u00famero expressivo de mulheres gr\u00e1vidas acometidas por essa defici\u00eancia em todo o mundo, mulheres gr\u00e1vidas e em idade f\u00e9rtil n\u00e3o podem ser suplementadas com vitamina A em fun\u00e7\u00e3o de sua teratogenicidade (capacidade de produzir malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas no feto).<\/p>\n<p><strong>Vitamina A<\/strong><\/p>\n<p>A vitamina A \u00e9 um micronutriente \u00a0encontrado em fontes de origem animal (Retinol, como leite humano, f\u00edgado, gema de ovo e leite) e vegetal (provitamina A) encontrada em vegetais folhosos verdes (como espinafre, couve, beldroega, bertalha e mostarda), vegetais amarelos (como ab\u00f3bora e cenoura) e frutas amarelo-alaranjadas (como manga, caju, goiaba, mam\u00e3o e caqui), al\u00e9m de \u00f3leos e frutas oleaginosas (buriti, pupunha, dend\u00ea e pequi) que s\u00e3o as mais ricas fontes de provitamina A. Um beneficio das provitaminas \u00e9 a convers\u00e3o em vitamina A ativa e a a\u00e7\u00e3o como potentes antioxidantes.<\/p>\n<p><strong>Defici\u00eancia de Vitamina A<\/strong><\/p>\n<p>A defici\u00eancia de Vitamina A tem repercuss\u00f5es que afetam as estruturas epiteliais de diferentes \u00f3rg\u00e3os, sendo os olhos os mais atingidos. Essa vitamina \u00e9 essencial ao crescimento e desenvolvimento do ser humano. Atua tamb\u00e9m na manuten\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o, no funcionamento adequado do sistema imunol\u00f3gico (defesa do organismo contra doen\u00e7as, em especial as infecciosas), mant\u00e9m saud\u00e1veis as mucosas (cobertura interna do corpo que recobre alguns \u00f3rg\u00e3os como nariz, garganta, boca, olhos, est\u00f4mago) que tamb\u00e9m atuam como barreiras de prote\u00e7\u00e3o contra infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Estudos mais recentes v\u00eam mostrando que a Vitamina A age como antioxidante (combate os radicais livres que aceleram o envelhecimento e est\u00e3o associados a algumas doen\u00e7as). Por\u00e9m, recomenda-se cautela no uso de vitamina A, uma vez que, em excesso, ela tamb\u00e9m \u00e9 prejudicial ao organismo.<\/p>\n<p>O corpo humano n\u00e3o fabrica vitamina A, portanto toda a vitamina que necessitamos deve vir dos alimentos. O corpo pode armazenar vitamina A no f\u00edgado, garantindo uma reserva.<\/p>\n<p>A reserva adequada de vitamina A em crian\u00e7as auxilia na redu\u00e7\u00e3o em 24% da mortalidade infantil e 28% da mortalidade por diarreia.<\/p>\n<p>Se essa reserva est\u00e1 reduzida e n\u00e3o ingerimos alimentos que contem vitamina A suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais do nosso corpo, ocorre a defici\u00eancia. A defici\u00eancia de vitamina A pode se manifestar de duas formas:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>DVA Subcl\u00ednica: <\/strong>quando as concentra\u00e7\u00f5es de vitamina est\u00e3o baixas, contribuindo para ocorr\u00eancias de agravos \u00e0 sa\u00fade, como diarreia e morbidades respirat\u00f3rias. Essa fase pode ser revertida com suplementa\u00e7\u00e3o com vitamina A, impedindo o avan\u00e7o da defici\u00eancia para a forma clinica.<\/li>\n<li><strong>DVA Clinica:<\/strong> definida por problemas no sistema visual, tendo como consequ\u00eancia a diminui\u00e7\u00e3o da sensibilidade \u00e0 luz at\u00e9 cegueira parcial ou total. A xeroftalmia (ressecamento do olho), Mancha de Bitot (aparecimento de pequenas manchas na escler\u00f3tica) \u00a0e Ulcera\u00e7\u00e3o de c\u00f3rnea s\u00e3o exemplos de sinais cl\u00ednicos da DVA. A primeira manifesta\u00e7\u00e3o funcional \u00e9 a cegueira noturna (diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de enxergar em locais de baixa luminosidade) e pode evoluir \u00e0 cegueira.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Todas as pessoas necessitam de vitamina A, mas alguns grupos populacionais, pelas caracter\u00edsticas da fase da vida em que se encontram, necessitam de aten\u00e7\u00e3o especial, como por exemplo crian\u00e7as em alimenta\u00e7\u00e3o complementar e nutrizes.<\/p>\n<p>O leite materno fornece a quantidade de vitamina A que as crian\u00e7as precisam nos seis primeiros meses de vida, quando \u00e9 oferecido de forma exclusiva, ou seja, quando a crian\u00e7a recebe apenas o leite materno, sem nenhum outro alimento, ch\u00e1 ou \u00e1gua. A partir disso, deve ser feita a introdu\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o complementar e, sempre que poss\u00edvel, com frutas e alimentos ricos em vitamina A, que aliados ao leite materno, fornecem a quantidade necess\u00e1ria de vitamina A.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) ressalta que a dieta materna \u00e9 fator determinante para a concentra\u00e7\u00e3o da vitamina A no leite materno, assim, recomenda que as pu\u00e9rperas tenham uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada, com aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0 quantidade dessa vitamina.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que o profissional de sa\u00fade oriente a fam\u00edlia para aumentar o consumo de alimentos que s\u00e3o ricos em vitamina A. Para maior efetividade de atividades de informa\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, elas dever\u00e3o estar de acordo com os h\u00e1bitos culturais e regionais da comunidade, utilizando os alimentos regionais fontes de vitamina A.<\/p>\n<p><strong>Medidas importantes de preven\u00e7\u00e3o na defici\u00eancia de vitamina A<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Promo\u00e7\u00e3o do aleitamento materno exclusivo at\u00e9 o 6\u00ba m\u00eas e complementar at\u00e9 os 2 anos de idade ou mais com a introdu\u00e7\u00e3o dos alimentos complementares em tempo oportuno e de qualidade.<\/li>\n<li>Promo\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o adequada e saud\u00e1vel, assegurando informa\u00e7\u00f5es para incentivar o consumo de alimentos fontes em vitamina A pela popula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Suplementa\u00e7\u00e3o profil\u00e1tica peri\u00f3dica e regular das crian\u00e7as de 6 a 59 meses de idade, com megadoses de vitamina A<\/li>\n<li>Suplementa\u00e7\u00e3o profil\u00e1tica com megadoses de vitamina A para mulheres no p\u00f3s parto imediato (pu\u00e9rperas), antes da alta hospitalar.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Obs ao item 4.: No Brasil, a suplementa\u00e7\u00e3o de pu\u00e9rperas com megadoses de vitamina A teve inicio em 2001, norteada pelas evidencias e orienta\u00e7\u00f5es da OMS. A suplementa\u00e7\u00e3o era realizada apenas no p\u00f3s parto imediato, antes da alta hospitalar, ainda na maternidade, em munic\u00edpios pertencentes \u00e0s regi\u00f5es norte, nordeste e estados de Mato grosso e Minas Gerais. Atualmente, o novo Guideline da OMS (OMS, 2013) informa n\u00e3o existir mais evid\u00eancias fortes para indicar a administra\u00e7\u00e3o de suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina A como medida de sa\u00fade p\u00fablica para preven\u00e7\u00e3o da morbimortalidade das m\u00e3es ou lactentes. Esse assunto ser\u00e1 discutido em breve na RedeNutri.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/ecos-redenutri.bvs.br\/tiki-read_article.php?articleId=1588<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Defici\u00eancia de vitamina A (DVA) \u00e9 a principal causa de cegueira evit\u00e1vel em crian\u00e7as e aumenta o risco de doen\u00e7a e morte por infec\u00e7\u00f5es comuns na inf\u00e2ncia, como doen\u00e7as diarreicas e sarampo. 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