{"id":1331,"date":"2017-11-29T14:42:11","date_gmt":"2017-11-29T16:42:11","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/?p=1331"},"modified":"2017-11-29T14:42:11","modified_gmt":"2017-11-29T16:42:11","slug":"obra-de-beatriz-loner-e-exaltada-na-feira-do-livro-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/2017\/11\/29\/obra-de-beatriz-loner-e-exaltada-na-feira-do-livro-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Obra de Beatriz Loner \u00e9 exaltada na Feira do Livro de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 17 de novembro, durante a 63\u00aa Feira do Livro de Porto Alegre, a obra da Professora Beatriz Ana Loner foi relembrada e exaltada por pesquisadores da \u00e1rea de Hist\u00f3ria do Trabalho, Etnias, Aboli\u00e7\u00e3o e temas correlatos.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1333\" data-permalink=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/2017\/11\/29\/obra-de-beatriz-loner-e-exaltada-na-feira-do-livro-de-porto-alegre\/20171117_171207\/#main\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?fit=5312%2C2988&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"5312,2988\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;1.9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;SM-G925I&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1510938727&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;4.3&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;160&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"20171117_171207\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?fit=424%2C239&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?fit=660%2C148&amp;ssl=1\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?resize=424%2C239&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?resize=424%2C239&amp;ssl=1 424w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?resize=212%2C119&amp;ssl=1 212w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?resize=619%2C348&amp;ssl=1 619w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?w=1320&amp;ssl=1 1320w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_171207.jpg?w=1980&amp;ssl=1 1980w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/>Em uma organiza\u00e7\u00e3o dos GT&#8217;s da ANPUH &#8220;Mundos do Trabalho&#8221; e &#8220;Emancipa\u00e7\u00f5es e P\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o&#8221;, no Santander Cultural, as Professoras e Pesquisadoras Lorena Almeida Gill, Fernanda Oliveira da Silva e\u00a0Silvia Petersen relembraram a trajet\u00f3ria de Beatriz, comemorando a reedi\u00e7\u00e3o do livro &#8220;Constru\u00e7\u00e3o de Classe: Oper\u00e1rios de Pelotas e Rio Grande&#8221;.<\/p>\n<p>Abaixo \u00e9 poss\u00edvel acompanhar a fala da Profa. Silvia, que bem sintetizou o car\u00e1ter de reconhecimento e de import\u00e2ncia do trabalho de Beatriz Loner para a historiografia brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\"><strong>HOMENAGEM \u00c0 PROFESSORA BEATRIZ ANA LONER<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Agrade\u00e7o, -e considero uma distin\u00e7\u00e3o- , o convite para participar dessa homenagem a Profa. Beatriz Loner por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento da segunda edi\u00e7\u00e3o de seu livro \u201cConstru\u00e7\u00e3o de classe. Operarios de Pelotas e Rio Grande (1888-1930)<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Pensei em come\u00e7ar destacando o conte\u00fado do Curr\u00edculo Lattes da Beatriz, mas logo desisti: sua forma\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o profissional \u00e9 t\u00e3o ampla e diversificada, seus trabalhos como professora, orientadora, pesquisadora, autora de livros, cap\u00edtulos, artigos, trabalhos apresentados, participante em bancas, assessorias, organiza\u00e7\u00f5es de eventos, etc. s\u00e3o t\u00e3o numerosos que apenas nomea-los ultrapassaria o tempo que disponho para essa fala.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Por isso, me limitarei apresentar uns poucos exemplos do seu s\u00f3lido perfil profissional e creio que poderia resumir dizendo que Beatriz \u00e9 uma professora e pesquisadora no sentido mais completo e digno dessas palavras e que \u00e9 uma incans\u00e1vel e entusiasta lutadora. Incans\u00e1vel porque n\u00e3o desiste dos combates que enfrenta na vida profissional e pessoal, por duros que sejam e entusiasta porque coloca uma enorme for\u00e7a interior, uma dedica\u00e7\u00e3o intensa naquilo que se prop\u00f5e.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Entre as iniciativas das quais a Beatriz foi promotora, quero mencionar seu papel na funda\u00e7\u00e3o do GT Mundos do Trabalho da ANPUH, que muito vem contribuindo para reunir pesquisadores, dinamizando as discuss\u00f5es e a produ\u00e7\u00e3o de trabalhos desse tema. J\u00e1 em 2002, Beatriz coordenou esse GT Nacional e com outros colegas, promoveu em Pelotas a Primeira Jornada de Hist\u00f3ria do Trabalho, com o t\u00edtulo \u201dO trabalho de pesquisa na pesquisa do trabalho\u201d e como resultado da foi criado o N\u00facleo do RGS deste GT da ANPUH.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Deste ent\u00e3o, bi-anualmente o GT tem promovido jornadas regionais, nas quais a Beatriz sempre teve uma atua\u00e7\u00e3o destacada, seja nas atividades de promo\u00e7\u00e3o do evento, seja participando na apresenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o de trabalhos, j\u00e1 ent\u00e3o abordando os temas da escravid\u00e3o e p\u00f3s-escravid\u00e3o no RGS. Nesse sentido, as VIII Jornadas do GT Mundos do Trabalho do RS foram realizadas em 2015 na Unisinos, com o t\u00edtulo <strong>\u201d<\/strong>Hist\u00f3rias do trabalho escravo, liberto e livre\u201d.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Tamb\u00e9m participa do GT Emancipa\u00e7\u00f5es e P\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o que, como o nome indica, volta-se principalmente para o estudo a participa\u00e7\u00e3o do negro nos mundos do trabalho.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Beatriz foi fundadora, em 1990, do N\u00facleo de Documenta\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica da UFPel, o qual tem estimulado a preserva\u00e7\u00e3o das fontes hist\u00f3ricas e a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica tanto no que se refere ao treinamento dos estudantes para a pesquisa, como no desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica do Departamento de Hist\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 demais lembrar que o N\u00facleo publica, desde 1994, a \u201cHist\u00f3ria em Revista\u201d na qual Beatriz tem participa\u00e7\u00e3o ora no conselho editorial, ora com artigos e resenhas.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Ainda destaco o seu conhecido envolvimento em favor da Hist\u00f3ria, do historiador e das fontes hist\u00f3ricas. Vou mencionar apenas uma delas, que foi a defesa destemida do patrim\u00f4nio da Biblioteca Pelotense, quando a dire\u00e7\u00e3o da mesma optou pelo descarte de livros e jornais: a conserva\u00e7\u00e3o foi considerada desnecess\u00e1ria e os materiais descartados acabaram \u00e0 venda \u201csebos\u201d locais, embora seu valor fosse inestim\u00e1vel para o conhecimento hist\u00f3rico. Beatriz foi a timoneira nessa defesa, mobilizando imprensa, apoios variados e enfrentando, como se pode imaginar, muitos\u00a0 problemas que poderia ter evitado.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Da mesma forma tamb\u00e9m se colocou na defesa das causas democr\u00e1ticas, seja no \u00e2mbito da pol\u00edtica, seja no \u00e2mbito da vida acad\u00eamica, mesmo nos anos mais repressivos da ditadura.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Enfim, n\u00e3o tenho d\u00favidas de que a hist\u00f3ria profissional e pessoal da Beatriz \u00e9 fortemente respons\u00e1vel pelo prest\u00edgio que o Curso de Hist\u00f3ria da UFPel possui no meio acad\u00eamico, pelas amizades que construiu com muitos alunos e colegas e pela boa forma\u00e7\u00e3o de seus alunos, o que fica demonstrado, por exemplo, pelo sucesso que eles tem nos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1334\" data-permalink=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/2017\/11\/29\/obra-de-beatriz-loner-e-exaltada-na-feira-do-livro-de-porto-alegre\/20171117_172233\/#main\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?fit=5312%2C2988&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"5312,2988\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;1.9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;SM-G925I&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1510939353&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;4.3&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.041666666666667&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"20171117_172233\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?fit=424%2C239&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?fit=660%2C148&amp;ssl=1\" class=\"size-medium wp-image-1334 alignright\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?resize=424%2C239&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?resize=424%2C239&amp;ssl=1 424w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?resize=212%2C119&amp;ssl=1 212w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?resize=619%2C348&amp;ssl=1 619w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?w=1320&amp;ssl=1 1320w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2017\/11\/20171117_172233.jpg?w=1980&amp;ssl=1 1980w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Finalmente, quero falar de seu livro \u201cConstru\u00e7\u00e3o de classe. Oper\u00e1rios de Pelotas e Rio Grande (1888-1930)\u201d. Em uma \u00e9poca t\u00e3o sombria como a que vivemos, -inclu\u00eddo ai o conhecimento hist\u00f3rico-, na qual a riqueza da experi\u00eancia humana tem sido fragmentada em tantos trabalhos insignificantes, a reedi\u00e7\u00e3o deste \u00a0livro presta uma contribui\u00e7\u00e3o impar para o conhecimento hist\u00f3rico. Concebido para analisar, a partir de diferentes \u00e2ngulos, a forma\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria em Pelotas e Rio Grande, foram necess\u00e1rios muitos anos de minuciosa pesquisa, inclusive a reda\u00e7\u00e3o de sua tese de doutorado, para tentar dar conta da complexidade que esse processo implica.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Para esse trabalho, Beatriz localizou in\u00fameras fontes hist\u00f3ricas desconhecidas, extraviadas ou desarticuladas entre si, mas com riqueza informativa que lhe que permitiu n\u00e3o s\u00f3 reunir e analisar estes peda\u00e7os de hist\u00f3ria deixados em atas de associa\u00e7\u00f5es \u00e0s vezes fugazes, jornais intermitentes e documentos da pol\u00edtica oficial e dos socialistas, anarquistas e comunistas, como trazer \u00e0 luz aspectos da forma\u00e7\u00e3o da classe em Pelotas e Rio Grande que eram desconhecidos.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Por outra parte, trabalhar com um material t\u00e3o amplo e ao mesmo tempo com tantas lacunas, realizar esta verdadeira tecelagem de fios t\u00e3o diferentes, romper com a apar\u00eancia do que a leitura direta das fontes parece revelar e n\u00e3o descuidar das refer\u00eancias te\u00f3ricas a partir das quais a an\u00e1lise se desenvolve, exige do historiador uma longa trajet\u00f3ria de estudo de um tema, para que possa reconhecer a import\u00e2ncia de um fragmento, estabelecer prioridades e hierarquias e articular com propriedade explicativa as partes e o todo do seu objeto<strong>. <\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Por isso um livro como este precisa ser tamb\u00e9m valorizado por tudo aquilo de conhecimento que uma historiadora necessitou acumular para pode realiz\u00e1-lo, agregando ainda seu pioneirismo no estudo da forma\u00e7\u00e3o da classe operaria em Pelotas e Rio Grande, sobre a qual existiam apenas estudos laterais, muitos deles da pr\u00f3pria Beatriz. \u00a0\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Outro m\u00e9rito da obra \u00e9 que a autora n\u00e3o descuidou de fazer aparecer atr\u00e1s das fontes, os personagens de carne e osso que est\u00e3o experimentando a explora\u00e7\u00e3o em circunst\u00e2ncias variadas e aqueles que os exploram, realizando alian\u00e7as muitas vezes ins\u00f3litas, mas que manifestam continuamente o intrincado jogo pol\u00edtico de influ\u00eancias e de luta de classes.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">O livro, al\u00e9m de seu valor historiogr\u00e1fico, tem uma qualidade que lhe permite transcender, no tempo, \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es do momento em que foi escrito. Como se sabe, as fontes s\u00f3 respondem as perguntas que lhes s\u00e3o feitas e as perguntas mudam ao longo do tempo. Assim pelas raz\u00f5es que j\u00e1 apontei, este \u00e9 uma obra que constitui por si um acervo documental para novas pesquisas, pois muitas fontes consultadas pela Beatriz talvez j\u00e1 tenham desaparecido, mas atrav\u00e9s de seu trabalho subsistem e podem ser submetidas a novas indaga\u00e7\u00f5es. Um exemplo disso s\u00e3o os 53 jornais e revistas que est\u00e3o inclu\u00eddos entre suas fontes e -sabe-se l\u00e1- quantos deles hoje ainda estar\u00e3o dispon\u00edveis para novas pesquisas.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Acrescento ainda que o livro possui uma Introdu\u00e7\u00e3o muito apropriada para antecipar ao leitor o que vai ser tratado, como o tema est\u00e1 organizado para sua apresenta\u00e7\u00e3o e que refer\u00eancias te\u00f3ricas v\u00e3o dar base \u00e0s an\u00e1lises realizadas. Nesse caso, Beatriz caracteriza o campo te\u00f3rico marxista em que seu trabalho se inscreve e neste campo, aborda tr\u00eas \u00e2mbitos: A rela\u00e7\u00e3o entre a forma\u00e7\u00e3o das classes e sua consci\u00eancia; Consci\u00eancia e identidade de classe e Classe e identidade de classe. Ou seja, a Introdu\u00e7\u00e3o permite que se possa conhecer antecipadamente a proposta da Autora, o que constitui um forte apoio \u00e0 leitura do texto.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt\">Encerrando minha fala, quero novamente cumprimentar com muito carinho a Professora Beatriz Loner n\u00e3o apenas por este livro, mas tamb\u00e9m pelo conjunto de sua obra e seu significado para a historiografia e para a forma\u00e7\u00e3o de historiadores e desejar que ela logo retorne ao nosso conv\u00edvio e aos prazeres (\u00e0s vezes nem tantos&#8230;) de nossa profiss\u00e3o.\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em><span style=\"font-size: 10pt\">Silvia Petersen<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em><span style=\"font-size: 10pt\">Porto Alegre 17-11-2017<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 17 de novembro, durante a 63\u00aa Feira do Livro de Porto Alegre, a obra da Professora Beatriz Ana Loner foi relembrada e exaltada por pesquisadores da \u00e1rea de Hist\u00f3ria do Trabalho, Etnias, Aboli\u00e7\u00e3o e temas correlatos. 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