{"id":4502,"date":"2025-01-22T09:39:33","date_gmt":"2025-01-22T12:39:33","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/?page_id=4502"},"modified":"2025-01-23T08:43:01","modified_gmt":"2025-01-23T11:43:01","slug":"hr-30-1-jan-2025","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/hr-30-1-jan-2025\/","title":{"rendered":"HR (30\/1 &#8211; Jan. 2025)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/index.php\/HistRev\/issue\/view\/1282\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"4504\" data-permalink=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/hr-30-1-jan-2025\/folha-de-rosto-8\/#main\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?fit=2408%2C3004&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2408,3004\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"folha de rosto\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?fit=660%2C148&amp;ssl=1\" class=\"size-medium wp-image-4504 alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?resize=255%2C318&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?resize=255%2C318&amp;ssl=1 255w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?resize=127%2C159&amp;ssl=1 127w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?resize=768%2C958&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?resize=1231%2C1536&amp;ssl=1 1231w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?resize=1642%2C2048&amp;ssl=1 1642w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?resize=619%2C772&amp;ssl=1 619w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?w=1320&amp;ssl=1 1320w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2025\/01\/folha-de-rosto-1.png?w=1980&amp;ssl=1 1980w\" sizes=\"auto, (max-width: 255px) 100vw, 255px\" \/><\/a>O presente n\u00famero da publica\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica <em>Hist\u00f3ria em Revista,<\/em> da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), conta com um dossi\u00ea tem\u00e1tico intitulado <a href=\"https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/index.php\/HistRev\/issue\/view\/1282\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Hist\u00f3ria dos animais: fontes temas e problemas<\/em><\/strong><\/a>. A ideia de reunir estudos sobre este assunto teve in\u00edcio em fevereiro de 2024, por ocasi\u00e3o do semin\u00e1rio hom\u00f3nimo realizado em Lisboa, no pal\u00e1cio Costa Cabral, sede da Brot\u00e9ria, em concreto na atualmente designada Casa dos Escritores, uma sala totalmente coberta com guadamecis decorados com desenhos de cabras douradas, em alus\u00e3o ao bras\u00e3o da referida fam\u00edlia que lhe deu o nome. Trata-se de um espa\u00e7o \u00fanico em Portugal, no qual se podem contemplar os magn\u00edficos couros restaurados recentemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No semin\u00e1rio, cuja coordena\u00e7\u00e3o cient\u00edfica foi de Isabel Drumond Braga, participaram diversos investigadores, designadamente Rafael Gon\u00e7alves. Dada a partilha de interesses cient\u00edficos entre ambos, surgiu a ideia de abrir uma chamada de artigos, possibilitando a participa\u00e7\u00e3o de outros membros da comunidade cient\u00edfica. O resultado \u00e9 o que se pode ler nas p\u00e1ginas que se seguem, as quais contam com sete artigos, quatro de pesquisadores brasileiros e tr\u00eas de portugueses, ordenados cronologicamente, al\u00e9m de um Instrumento de Trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os textos, todos sobre hist\u00f3ria dos animais, apresentam, contudo, carater\u00edsticas e an\u00e1lises muito diferenciadas, enriquecendo a compreens\u00e3o de realidades distintas. Enquanto uns autores optaram pela an\u00e1lise de um animal no seu relacionamento com o Homem \u2013 cavalo, falc\u00e3o, on\u00e7a, tartaruga e tatu \u2013 outros empreenderam um percurso que visou as medidas levadas a efeito para a sua prote\u00e7\u00e3o, em especial, a partir do s\u00e9culo XIX; ou a recusa de os ingerir, de acordo com os ideais vegetarianos, que se foram afirmando desde o final da cent\u00faria de Oitocentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dossi\u00ea \u00e9 aberto pelo artigo intitulado <em>Humanos e outros animais no Portugal medievo: articula\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00f5es de um projecto cient\u00edfico multidisciplinar<\/em>, de autoria de Tiago Vi\u00fala de Faria, que apresenta a conce\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de um projeto colaborativo de investiga\u00e7\u00e3o em hist\u00f3ria dos animais, FALCO \u2013<em> Hypothesising Human-Animal Relations in Medieval Portugal,<\/em> o qual pretendeu abordar a rela\u00e7\u00e3o entre as comunidades medievais com o mundo animal, a partir da complementaridade de diversas disciplinas cient\u00edficas. Segue-se com a an\u00e1lise de Rebeca Capozzi que esquadrinha como uma esp\u00e9cie americana em particular \u2013 o tatu \u2013 se constituiu como objeto cient\u00edfico. Promovendo um di\u00e1logo entre os campos da hist\u00f3ria dos animais e a das ci\u00eancias, o artigo <em>Os tatus como objetos do conhecimento natural (s\u00e9culos XVI-XVIII)<\/em> percorre os s\u00e9culos da coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil para entender como esses animais foram inclu\u00eddo nas classifica\u00e7\u00f5es e taxonomias em vigor naquelas \u00e9pocas, assim como certos questionamentos surgidos nesse processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos biomas mais emblem\u00e1ticos da biodiversidade tropical americana, a Amaz\u00f4nia, \u00e9 o cen\u00e1rio do artigo apresentado na sequ\u00eancia, <em>As trabalhadoras da prov\u00edncia: a explora\u00e7\u00e3o de tartarugas da Amaz\u00f4nia (Podocnemis expansa), na Prov\u00edncia do Amazonas, durante a segunda metade do s\u00e9culo XIX<\/em>, escrito por Robert Alves Pinho. Por meio do estudo de relat\u00f3rios administrativos, de descri\u00e7\u00f5es de viajantes e da legisla\u00e7\u00e3o provincial, o autor esmi\u00fa\u00e7a como, na segunda metade do s\u00e9culo XIX, a feitura de manteiga de ovos e a pr\u00f3pria exporta\u00e7\u00e3o desses animais se tornou uma das principais atividades da capitania de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Negro e posterior prov\u00edncia do Amazonas. Ainda na cronologia Oitocentista, encontramos o artigo intitulado <em>Nascimento e afirma\u00e7\u00e3o de uma institui\u00e7\u00e3o portuguesa: a Sociedade Protetora dos Animais (1875-1890)<\/em> de Paulo Drumond Braga. O autor optou pelo estudo do nascimento e dos primeiros anos da Sociedade Protetora dos Animais, criada em Lisboa em 1875, e estudou aspetos como os objetivos e as diferentes formas de agir de uma institui\u00e7\u00e3o que, basicamente, se preocupou em mudar mentalidades e motivar os portugueses e tratar melhor os animais de carga e de tiro, os que se dedicavam \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o humana e os de companhia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adentra-se, ent\u00e3o, ao s\u00e9culo XX com o estudo de uma das esp\u00e9cies mais representativas de outro bioma brasileiro reconhecido por suas caracter\u00edsticas naturais excepcionais. Em <em>Uma breve hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es entre o ser humano e a on\u00e7a pintada no bioma Pantanal<\/em>, Fabiano Quadros R\u00fcckert retra\u00e7a algumas das principais transforma\u00e7\u00f5es da intera\u00e7\u00e3o com esse que \u00e9 o maior felino nativo do Brasil, tendo como baliza dois momentos distintos. O primeiro deles recobre a primeira metade do s\u00e9culo XX, per\u00edodo em que a ca\u00e7a desses animais, al\u00e9m de permitida por lei, \u00e9 concebida como pr\u00e1tica esportiva e valorizada como exerc\u00edcio de coragem e virilidade, atraindo, inclusive, importantes personagens do cen\u00e1rio internacional. No segundo momento, isto \u00e9, nos anos posteriores a 1967, quando \u00e9 implementada a Lei de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Fauna, o autor identifica altera\u00e7\u00f5es e ressignifica\u00e7\u00f5es da rela\u00e7\u00e3o do pantaneiro com o animal, sem desconsiderar, contudo, a persist\u00eancia de certas concep\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abordando outros aspetos, em larga medida, inovadores dessa primeira metade do s\u00e9culo XX, Isabel Drumond Braga, no artigo <em>Os vegetarianos ut\u00f3picos e a defesa dos animais em Portugal no in\u00edcio do s\u00e9culo XX<\/em>, analisa como os vegetarianos ut\u00f3picos portugueses entenderam o vegetarianismo e a prote\u00e7\u00e3o dos animais. Basicamente, procurou responder \u00e0 pergunta se aqueles defenderam os animais ou se os pouparam por abominarem o consumo de carne, entendida como nociva \u00e0 sa\u00fade. Finalmente, no artigo intitulado <em>Sob as R\u00e9deas do Nazismo: Os Cavalos Lipizzaners e o ide\u00e1rio de pureza racial<\/em>, Daniely Santos Ramos Costa, Lucas Matheus Araujo Bicalho e Ester Liberato Pereira exploram os paralelos estabelecidos entre as concep\u00e7\u00f5es de sociedade surgidas com o nazismo e a sele\u00e7\u00e3o e o tratamento de uma ra\u00e7a dessa equinos. A partir da leitura, sobretudo, da obra da estadunidense Elizabeth Letts, <em>O Cavalo Perfeito: a incr\u00edvel miss\u00e3o de salvamento dos cavalos puro-sangues sequestrados pelos nazistas<\/em> (2016), s\u00e3o explicitadas as vincula\u00e7\u00f5es entre as vis\u00f5es totalit\u00e1rias do regime alem\u00e3o e as inten\u00e7\u00f5es de se criar um tipo de animal considerado superior pela pureza de seu sangue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos textos que comp\u00f5em o dossi\u00ea, e daqueles presentes na se\u00e7\u00e3o de Artigos Livres, tamb\u00e9m integra este n\u00famero um Instrumento de Trabalho, elaborado por Paulo Pezat, que coloca em evid\u00eancia as ideias a respeito do mundo animal compartilhadas pelos positivistas religiosos brasileiros no alvorecer do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conjunto de reflex\u00f5es e an\u00e1lises aqui presentes registra problem\u00e1ticas caras \u00e0 historiografia contempor\u00e2nea sobre a fauna e sua rela\u00e7\u00e3o com os humanos, tais quais a vincula\u00e7\u00e3o entre entendimentos da sociedade e o tratamento dado aos animais, a ca\u00e7a, a explora\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o de subprodutos decorrentes de seu abate, mas tamb\u00e9m as institui\u00e7\u00f5es criadas para prote\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o do bem-estar animal e muitas outras; e al\u00e9m disso, aborda quest\u00f5es vinculadas ao seu tratamento metodol\u00f3gico, como a ag\u00eancia animal, a interdisciplinaridade, as iniciativas coletivas e suas potencialidades, a diversidade de fontes e suas peculiaridades, as dimens\u00f5es culturais e ambientais implicadas, apenas para citar algumas. Ao reuni-las, este n\u00famero pretende contribuir para a consolida\u00e7\u00e3o do campo da Hist\u00f3ria dos animais em Portugal e no Brasil e promover um maior di\u00e1logo entre pesquisadores de diferentes nacionalidades, especialmente, entre brasileiros e portugueses, que encontram na lusofonia um v\u00ednculo s\u00f3lido e facilitador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terminamos com palavras de agradecimento a v\u00e1rias pessoas e institui\u00e7\u00f5es. \u00c0 Brot\u00e9ria e aos Doutores Francisco Sassetti da Mota (SI) e Ant\u00f3nio J\u00falio Limpo Trigueiros (SI), o nosso reconhecimento por terem acolhido o semin\u00e1rio na mais bela sala do pal\u00e1cio Costa Cabral; \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da <em>Hist\u00f3ria em Revista <\/em>estamos gratos pela aceita\u00e7\u00e3o da proposta do dossi\u00ea, bem como por todas as dilig\u00eancias levadas a efeito com autores, avaliadores e coordenadores; aos colegas que avaliaram os artigos e aos que os escreveram expressamos igualmente o nosso agradecimento.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/index.php\/HistRev\/issue\/view\/1282\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Para acessar os artigos do dossi\u00ea clique aqui!<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Guarapuava e Lisboa, dezembro de 2024<\/p>\n<p>Prof\u00aa Dr\u00aa Isabel Drummond Braga (Universidade de Lisboa)<br \/>\nProf. Dr. Rafael Afonso Gon\u00e7alves (Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paran\u00e1)<\/p>\n<p><strong>Editores do Dossi\u00ea<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presente n\u00famero da publica\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica Hist\u00f3ria em Revista, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), conta com um dossi\u00ea tem\u00e1tico intitulado Hist\u00f3ria dos animais: fontes temas e problemas. 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