{"id":2169,"date":"2021-02-07T21:35:11","date_gmt":"2021-02-08T00:35:11","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/?page_id=2169"},"modified":"2021-02-07T21:35:11","modified_gmt":"2021-02-08T00:35:11","slug":"hr-26-1-dez-2020","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/hr-26-1-dez-2020\/","title":{"rendered":"HR &#8211; 26\/1 (Dez. 2020)"},"content":{"rendered":"<p>Constitu\u00edda como \u00e1rea de pesquisa hist\u00f3rica, a sa\u00fade consolidou-se atrav\u00e9s de pesquisas que auxiliam a discuss\u00e3o acerca do contexto hist\u00f3rico e social.<\/p>\n<p>Com o surgimento da Covid-19, o mundo precisou, novamente, aprender a conviver com uma doen\u00e7a global. A pandemia modificou h\u00e1bitos que alteraram a economia e todas as demais din\u00e2micas sociais. Os servi\u00e7os de sa\u00fade e seus profissionais passaram a ganhar destaque no combate ao v\u00edrus, como na preven\u00e7\u00e3o e na busca da cura.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/ojs2\/index.php\/HistRev\/issue\/view\/1034\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2171\" data-permalink=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/hr-26-1-dez-2020\/folha-de-rosto-3\/#main\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2021\/02\/folha-de-rosto.png?fit=2408%2C3004&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2408,3004\" data-comments-opened=\"0\" 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olhar para as discuss\u00f5es que envolvem a hist\u00f3ria da sa\u00fade, das doen\u00e7as e da assist\u00eancia, podemos vislumbrar de forma apurada, as rela\u00e7\u00f5es do passado frente \u00e0s dificuldades sanit\u00e1rias impostas ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Assim, este dossi\u00ea se prop\u00f5e a discutir estes olhares sobre os diversos per\u00edodos de tempo e de espa\u00e7o, bem como as conex\u00f5es e interfaces com outros campos, buscando a interdisciplinaridade, sempre mediada pelo aprofundamento te\u00f3rico e metodol\u00f3gico no di\u00e1logo com os acervos e a bibliografia pertinente.<\/p>\n<p>Assim, pesquisas hist\u00f3ricas v\u00eam ampliando esse debate, ao promoverem o di\u00e1logo entre a sa\u00fade, as doen\u00e7as e a assist\u00eancia, a partir da compreens\u00e3o dos seus objetos, problemas e metodologias, amparadas nas fontes.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o desse dossi\u00ea se apresenta em se\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas, reunindo autores com abordagens de diversos recortes.<\/p>\n<p>Na primeira se\u00e7\u00e3o \u2013 \u201cSa\u00fade tem hist\u00f3ria\u201d \u2013 comparecem autores nacionais e estrangeiros, trazendo contribui\u00e7\u00f5es significativas como atestam seus textos.<\/p>\n<p><em>Entre diferen\u00e7as e similaridades: um estudo comparativo a respeito dos olhares sobre a \u201csa\u00fade\u201d e a \u201cdoen\u00e7a\u201d em \u201cmanuais de medicina popular\u201d, homeop\u00e1ticos e alop\u00e1ticos, de finais do oitocentos,<\/em> escrito por Andr\u00e9 Portela do Amaral \u00e9 resultado de uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o conte\u00fado de tr\u00eas \u201cmanuais de medicina popular\u201d, publicados no final do s\u00e9culo XIX e amplamente divulgado no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Escrito por Astrid Dahhur, <em>Circulaci\u00f3n, pr\u00e1cticas y medicina popular: una reflexi\u00f3n sobre el curanderismo en el siglo XIX argentino<\/em>, o texto busca refletir sobre a import\u00e2ncia da circula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da oralidade, nas sociedades rurais dos s\u00e9culos XIX e XX na Argentina, especialmente na prov\u00edncia de Buenos Aires, com foco em como as pessoas reuniam informa\u00e7\u00f5es \u00fateis para garantir o acesso \u00e0 sa\u00fade para elas e suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Paulo Staudt Moreira e Nikelen Acosta Witter, no texto: <em>O exerc\u00edcio de curar sup\u00f5e o h\u00e1bito e costume de o fazer: boticas e botic\u00e1rios no oitocentos no Brasil meridional <\/em>buscam, com base em processos-crime, invent\u00e1rios post-mortem, artigos de jornais, documentos da c\u00faria e do governo do Rio Grande do Sul, em compara\u00e7\u00e3o com a rica historiografia brasileira sobre o tema, apresentar um quadro da din\u00e2mica dessas boticas e dos seus botic\u00e1rios e sua inser\u00e7\u00e3o na capital da prov\u00edncia mais meridional do imp\u00e9rio brasileiro.<\/p>\n<p>O artigo intitulado<em> Sobre as virtudes medicinais dos insetos na obra Paraguay Natural Ilustrado de Jos\u00e9 S\u00e1nchez Labrador S. J. (1776-1776), <\/em>escrito pela historiadora Eliane Cristina Deckmann Fleck, apresenta a an\u00e1lise de um dos livros que comp\u00f5em a quarta parte da obra <em>Paraguay Natural Ilustrado<\/em>, escrita pelo padre Jos\u00e9 S\u00e1nchez Labrador, a partir de suas observa\u00e7\u00f5es da fauna e da flora das regi\u00f5es que compreendiam a Prov\u00edncia Jesu\u00edtica do Paraguai. Na obra, o autor descreve as virtudes terap\u00eauticas e os modos de preparo de vinte e um insetos, como escorpi\u00f5es, aranhas, cant\u00e1ridas, grilos e piolhos.<\/p>\n<p>As autoras Laura Sch\u00e4fer e Maria Helena Itaqui Lopes trazem o artigo denominado <em>Do transplante de \u00f3rg\u00e3os \u00e0 engenharia de tecidos: a hist\u00f3ria que tem revolucionado a medicina e salvado vidas <\/em>que tem como objetivo apresentar a hist\u00f3ria das descobertas relativas ao transplante de \u00f3rg\u00e3os, a pesquisa desenvolvida at\u00e9 a atualidade e o impacto da pandemia pela Covid-19 nesses procedimentos.<\/p>\n<p>Em seguimento, s\u00e3o trazidas hist\u00f3rias de doen\u00e7as, que ampliam os estudos neste recorte tem\u00e1tico, refor\u00e7ando o campo de pesquisa que vem granjeando vivo interesse nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p>O artigo <em>As<\/em> <em>doen\u00e7as e o atendimento aos enfermos nos prim\u00f3rdios da ocupa\u00e7\u00e3o do Continente de S\u00e3o Pedro (s\u00e9culo XVIII)<\/em>, escrito por Rog\u00e9rio Machado de Carvalho se popoem a mostrar, a partir da an\u00e1lise e cotejamento dos documentos transcritos nos Anais do Arquivo Hist\u00f3rico do Rio Grande do Sul com a bibliografia de refer\u00eancia sobre o tema, as causas que motivavam as doen\u00e7as que acometiam os soldados e os primeiros colonos instalados na Vila de Rio Grande, no s\u00e9culo XVIII. Apresentando ainda, atrav\u00e9s da trajet\u00f3ria de Sebasti\u00e3o Gomes de Carvalho, primeiro cirurgi\u00e3o do Rio Grande de S\u00e3o Pedro, as condi\u00e7\u00f5es encontradas pelos colonos e soldados instalados em uma regi\u00e3o fronteiri\u00e7a da Am\u00e9rica portuguesa.<\/p>\n<p><em>Mui Se\u00f1or Mio, despues de hauer reconozido las medizinas, parese que ha encontrado de menos todo lo que parese su papel: um estudo sobre o tratamento de tumores no Paraguai Colonial (S\u00e9culos XVII E XVIII) <\/em>\u00e9 texto de autoria de Bernardo Ternus de Abreu. Ele investiga concep\u00e7\u00f5es dos jesu\u00edtas sobre tumores, atrav\u00e9s de sua documenta\u00e7\u00e3o escrita na regi\u00e3o da Prov\u00edncia Jesu\u00edtica do Paraguai, no Setecentos, procurando levantar informa\u00e7\u00f5es sobre os itens utilizados para os tratamentos, bem como algumas caracter\u00edsticas das interven\u00e7\u00f5es medicinais realizadas.<\/p>\n<p>Leonor C. Baptista Schwartsmann apresenta o artigo intitulado <em>O fen\u00f4meno imigrat\u00f3rio e o controle do Tracoma: repercuss\u00f5es da doen\u00e7a. <\/em>Ela busca identificar as rela\u00e7\u00f5es entre imigra\u00e7\u00e3o e tracoma, uma doen\u00e7a ocular de grande incapacita\u00e7\u00e3o que pode levar \u00e0 cegueira. Procurou fazer uma abordagem da enfermidade a partir de autores que explicaram sua presen\u00e7a ligada \u00e0 mobilidade humana pelo Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 de autoria de Bruno Chepp da Rosa o texto intitulado<em> P\u00e1ginas de um saber m\u00e9dico: a presen\u00e7a da tuberculose em trabalhos publicados no Archivos Rio-Grandenses de Medicina. <\/em>O artigo est\u00e1 dividido em duas partes: na primeira, \u00e9 comentado sobre a constitui\u00e7\u00e3o de uma imprensa m\u00e9dica em Porto Alegre a partir da funda\u00e7\u00e3o do Archivos Rio-Grandenses de Medicina (1920-1943), peri\u00f3dico cujas p\u00e1ginas serviram aos interesses profissionais de m\u00e9dicos diplomados e atuaram como um canal de enuncia\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de um saber m\u00e9dico-cient\u00edfico no estado; na segunda parte, discute-se a presen\u00e7a da tuberculose em trabalhos publicados no Archivos. Para tanto, \u00e9 obedecido um recorte anal\u00edtico: sem dar conta da totalidade de estudos publicados a respeito dessa doen\u00e7a, s\u00e3o selecionados textos em que seus autores discutiam estrat\u00e9gias profil\u00e1ticas, meios diagn\u00f3sticos e recursos terap\u00eauticos empregados contra a tuberculose em um per\u00edodo que antecedia o tratamento eficaz com antibi\u00f3tico.<\/p>\n<p><em>Concep\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da exposi\u00e7\u00e3o \u2018Gripe Espanhola: a marcha da epidemia\u2019 do Museu de Hist\u00f3ria da Medicina do Rio Grande do Sul\u201d<\/em>, escrito por Angela Beatriz Pomatti e <sup>\u00a0<\/sup>Gl\u00e1ucia G. Lixinski de Lima Kulzer tem como objetivo apresentar o cotidiano da cidade de Porto Alegre, entre outubro e dezembro de 1918, per\u00edodo da eclos\u00e3o da epidemia na cidade, abordada na exposi\u00e7\u00e3o realizada pela institui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de apresentar a forma como foi pensada e organizada.<\/p>\n<p>Janete Abr\u00e3o escreveu o texto <em>Hist\u00f3ria, mem\u00f3ria e comportamentos sociais em tempos de Covid-19<\/em> em que realiza uma reflex\u00e3o sobre a pertin\u00eancia da dimens\u00e3o hist\u00f3rica e da mem\u00f3ria coletiva no estudo das epidemias e pandemias. A perspectiva comparada proposta pela autora parte das narrativas hist\u00f3ricas sobre os comportamentos sociais durante a gripe de 1918-1919, a c\u00f3lera no s\u00e9culo XIX, e a peste bub\u00f4nica nos s\u00e9culos XIV e XVIII, dentre outras epidemias e pandemias, e os contrasta com os comportamentos que foram evidenciados com a Covid-19.<\/p>\n<p>As autoras Quezia Galarca de Oliveira, Milena da Silva Langhanz e Lorena Almeida Gill, no artigo intitulado <em>\u201cSinto falta de abra\u00e7os\u201d: os impactos da pandemia de Covid-19 na vida cotidiana dos alunos e alunas da UFPel <\/em>trata dos impactos que a pandemia do novo coronav\u00edrus trouxe para o cotidiano dos alunos e alunas dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A metodologia empregada foi uma an\u00e1lise quali-quantitativa, atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de um question\u00e1rio on-line, com 46 perguntas, lan\u00e7ado nas redes sociais.<\/p>\n<p>Verificando a historiografia, \u00e9 not\u00f3rio o crescente interesse de pesquisa dirigido \u00e0s institui\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 assist\u00eancia. Elas v\u00eam recebendo a aten\u00e7\u00e3o de pesquisadores e aqui suas apresenta\u00e7\u00f5es enfeixem esta publica\u00e7\u00e3o, reafirmando que as tem\u00e1ticas balizadas pela sa\u00fade se firmaram e se afirmam no cen\u00e1rio dos estudos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Nesta terceira se\u00e7\u00e3o dirigida \u00e0 assist\u00eancia, o artigo intitulado <em>A superlota\u00e7\u00e3o do Hospital Psiqui\u00e1trico S\u00e3o Pedro: implica\u00e7\u00f5es na interna\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens entre os anos de 1932 e 1937 (Porto Alegre\/RS)<\/em> de autoria de Lisiane Ribas Cruz exp\u00f5e algumas considera\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 pesquisa em desenvolvimento sobre a interna\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens no Hospital S\u00e3o Pedro, entre os anos de 1932 e 1937.<\/p>\n<p>O texto <em>Estigma da Lepra: o manequim L\u00e1zaro na exposi\u00e7\u00e3o do Memorial do Hospital Col\u00f4nia Itapu\u00e3<\/em>, de autoria dos pesquisadores Helena Thomassim Medeiros, Juliane Concei\u00e7\u00e3o Primon Serres e Diego Lemos Ribeiro aborda a exposi\u00e7\u00e3o do Memorial do Hospital Col\u00f4nia Itapu\u00e3, localizado no munic\u00edpio de Viam\u00e3o (RS). Discute quest\u00f5es vinculadas ao hist\u00f3rico e estigma da lepra, hoje conhecida como hansen\u00edase, que foi a raz\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o deste hospital, \u00fanico lepros\u00e1rio do Rio Grande do Sul. A exposi\u00e7\u00e3o inaugurada em 2014 traz informa\u00e7\u00f5es sobre o local e sobre a hist\u00f3ria desta doen\u00e7a. Contudo, um elemento expogr\u00e1fico se destaca em meio a esta constru\u00e7\u00e3o narrativa: o manequim L\u00e1zaro. A partir deste objeto cenogr\u00e1fico, os autores visam problematizar algumas quest\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao imagin\u00e1rio coletivo acerca da lepra no tempo presente.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Mota e Rodrigo Ot\u00e1vio da Silva escreveram<em> A alimenta\u00e7\u00e3o hospitalar moderna e a (re) produ\u00e7\u00e3o do viver social no Hospital Miguel Couto em Natal (1927-1955). <\/em>O autor\u00a0 analisa a alimenta\u00e7\u00e3o no Hospital Miguel Couto, na cidade do Natal (RN), entre 1927 e 1955, buscando capturar as representa\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas alimentares na institui\u00e7\u00e3o no momento transicional de um modelo hospitalar caritativo para um modelo de \u201chospital moderno\u201d, enfocando, no estudo, a materialidade da produ\u00e7\u00e3o e do consumo alimentar no hospital a partir da abordagem de Jean-Pierre Corbeau e de seu conceito de \u201csequ\u00eancia do comer\u201d.<\/p>\n<p>Gabrielle Werenicz Alves escreveu o texto<em> Centros de Sa\u00fade e Postos de Higiene: novas institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade para novas pol\u00edticas p\u00fablicas (Rio Grande do Sul \u2013 1928-1945)\u00a0 <\/em>versando sobre a trajet\u00f3ria de cria\u00e7\u00e3o e o funcionamento de duas institui\u00e7\u00f5es criadas no Rio Grande do Sul na \u00e1rea da sa\u00fade p\u00fablica, entre os anos de 1928 e 1945: os Centros de Sa\u00fade e Postos de Higiene. Inicialmente, descreve os antecessores destas institui\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, aborda a trajet\u00f3ria de sua cria\u00e7\u00e3o no estado do Rio Grande do Sul, bem como analisa seus objetivos, os servi\u00e7os prestados e as transforma\u00e7\u00f5es que estas institui\u00e7\u00f5es sofreram ao longo do per\u00edodo pesquisado.<\/p>\n<p>Os autores Caroline Pereira Damin Pritsivelis, Antonio Rodrigues Braga Neto, Antonio Carlos Juca de Sampaio, Jorge Fonte de Rezende Filho e Joffre Amim Junior apresentaram o artigo intitulado \u201c<em>A Maternidade do Rio de Janeiro: hist\u00f3ria, ensino e assist\u00eancia no Rio de Janeiro\u201d<\/em>. Ele destaca a import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fundada em 1904 com o nome de Maternidade do Rio de Janeiro. Tamb\u00e9m faz sua rela\u00e7\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o de um modelo de a\u00e7\u00f5es voltadas n\u00e3o apenas para a amplia\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m para a consolida\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia e ensino m\u00e9dico, ainda carentes de espa\u00e7os espec\u00edficos para esses fins.<\/p>\n<p><em>Cuidar de pobres doentes nas mem\u00f3rias de enfermeiras religiosas na Santa Casa de Porto Alegre (1956-1973), <\/em>escrito por V\u00e9ra Lucia Maciel Barroso contempla oralidades registradas com Irm\u00e3s que atuaram no processo criat\u00f3rio e de ensino da Faculdade de Enfermagem e Obstetr\u00edcia Madre Ana Moeller, no mais antigo hospital do Estado. Trata tamb\u00e9m dos desafios que enfrentaram na Institui\u00e7\u00e3o, especialmente nos momentos de intermitentes crises e muitas car\u00eancias no atendimento aos pobres.<\/p>\n<p>Em breve tempo foi poss\u00edvel reunir um expressivo n\u00famero de pesquisadores que aqui compartilham suas pesquisas, seus estudos e sua produ\u00e7\u00e3o, cujo contributo demarca esta publica\u00e7\u00e3o com expressividade e proemin\u00eancia.<\/p>\n<p>Uma proveitosa leitura!<\/p>\n<p><em>Angela Beatriz Pomatti | \u00c9verton Reis Quevedo | V\u00e9ra Lucia Maciel Barroso<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Organizadores<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">| <a href=\"https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/ojs2\/index.php\/HistRev\/issue\/view\/1034\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Acesse Aqui<\/a> |<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Constitu\u00edda como \u00e1rea de pesquisa hist\u00f3rica, a sa\u00fade consolidou-se atrav\u00e9s de pesquisas que auxiliam a discuss\u00e3o acerca do contexto hist\u00f3rico e social. 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