{"id":1984,"date":"2019-06-13T11:03:28","date_gmt":"2019-06-13T14:03:28","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/?page_id=1984"},"modified":"2019-06-13T17:04:59","modified_gmt":"2019-06-13T20:04:59","slug":"a-familia-silva-santos-e-outros-escritos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/a-familia-silva-santos-e-outros-escritos\/","title":{"rendered":"A fam\u00edlia Silva Santos e outros escritos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Como parte da miss\u00e3o do N\u00facleo de Documenta\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica da UFPel &#8211; Prof<sup>a<\/sup>. Beatriz Loner, a equipe do NDH organizou, no primeiro semestre de 2019, e torna p\u00fablico de forma gratuita o livro &#8220;<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/familiasilvasantos.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong><em>A fam\u00edlia Silva Santos e outros escritos: escravid\u00e3o e p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o ao sul do Brasil<\/em><\/strong><\/a>&#8220;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A obra re\u00fane 11 artigos produzidos pela Profa. Beatriz Loner e outros pesquisadores abordando a tem\u00e1tica da escravid\u00e3o e da p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o ao sul do Brasil. S\u00e3o textos que sintetizam o prof\u00edcuo trabalho de Beatriz no campo do estudo de temas relacionados \u00e0 luta de negros e negras pela liberdade e por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Entre conquistas e retrocessos, mostra que a comunidade negra pelotense foi protagonista em v\u00e1rios momentos da vida cotidiana na cidade em fins do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX (per\u00edodo estudado pela professora).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A organiza\u00e7\u00e3o da obra partiu da conjuga\u00e7\u00e3o de uma <strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gepaufsm\/photos\/a.1699776016978556\/2047134635576024\/?type=3&amp;theater\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">criativa homenagem, prestada pelo Grupo de Estudos sobre o P\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o da UFSM (GEPA),<\/a><\/strong> quando do falecimento de Bia (como era carinhosamente reconhecida), em 29 de mar\u00e7o de 2018, que publicou em sua p\u00e1gina no Facebook uma lista de textos com o t\u00edtulo &#8220;<strong><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/gepa.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Leia Beatriz Loner<\/em><\/a><\/strong>&#8220;, na qual referenciava algumas das principais produ\u00e7\u00f5es sobre a tem\u00e1tica do GT, e a possibilidade de realiza\u00e7\u00e3o de um produto dentro do Projeto &#8220;<em>Afrodescendentes na regi\u00e3o Sul: biografias, trajet\u00f3rias associativas e familiares<\/em>&#8220;, financiado pela CAPES, dentro do edital Mem\u00f3rias Brasileiras &#8211; Biografias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Projeto <em>Afrodescendentes&#8230;<\/em> instituiu uma parceria entre a UFPel, a UFPR e a UFSC, sob a coordena\u00e7\u00e3o da Profa. Joseli Maria Nunes Mendon\u00e7a tendo, por parte de Bia, a inten\u00e7\u00e3o de acompanhar a trajet\u00f3ria da fam\u00edlia Silva Santos, ao longo de oito gera\u00e7\u00f5es, da escravid\u00e3o aos dias atuais. Esse trabalho conseguiu mapear as primeiras quatro gera\u00e7\u00f5es e, por ocasi\u00e3o do falecimento de Bia, foi interrompido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mesmo inconclusa, a pesquisa de Beatriz gerou bons frutos que podem ser verificados nos primeiros tr\u00eas textos do livro. Os demais trabalhos versam sobre o universo da escravid\u00e3o, luta pela liberdade, aboli\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o. Podemos chamar a aten\u00e7\u00e3o para os trabalhos: &#8220;<em>De escravo a doutor&#8230;<\/em>&#8220;, no qual Beatriz mostra como foi poss\u00edvel para um ex-escravo libertar-se, licenciar-se em medicina e obter reconhecimento na sociedade pelotense em fins do s\u00e9culo XIX e primeiros anos do s\u00e9culo XX; outro cap\u00edtulo trata da &#8220;<em>Loteria do Ipiranga<\/em>&#8220;, primeira grande premia\u00e7\u00e3o deste estilo em n\u00edvel nacional (em que pese ter sido institu\u00edda pelo governo paulista), e de como escravos pelotenses foram os ganhadores da mesma, o que fizeram com os recursos e qual impacto teve que teve o pr\u00eamio, o qual atualizado para 2019, representaria algo em torno de 160 milh\u00f5es de reais, distribu\u00eddos entre 5 pessoas da cidade; outros temas d\u00e3o conta da sa\u00fade do negro, da organiza\u00e7\u00e3o profissional e cultural da ra\u00e7a em Pelotas, de movimentos conflituosos pela liberdade, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O \u00faltimo par\u00e1grafo, do \u00faltimo artigo, representa com fidelidade as 260 p\u00e1ginas do livro e todo o empenho de Beatriz em mostrar a import\u00e2ncia de conhecermos a hist\u00f3ria de homens e mulheres que, no mais das vezes, s\u00e3o relegados ao esquecimento na historiografia oficial: &#8220;<em><strong>O objetivo desses estudos, em nosso entender, \u00e9 o de, em alguns anos, se ter uma ideia melhor de como homens e mulheres negros, libertos do fantasma da reescraviza\u00e7\u00e3o e de suas consequ\u00eancias a partir de 1888 (e apesar de tudo o que se possa falar da precariedade da liberdade nos \u201ctempos modernos\u201d do capitalismo) lutaram para viver e adaptar-se \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es de vida. Ao longo das d\u00e9cadas da Primeira Rep\u00fablica, algumas vezes venceram, na maioria dos casos foram empurrados para tr\u00e1s, pela sina do operariado no Brasil e pela frustrante e presente discrimina\u00e7\u00e3o racial que sempre os atingiu. Mas, ao fim e ao cabo, n\u00e3o foram pobres coitados, incapazes de viver por si mesmos. Buscaram oportunidades e empregos, aproveitaram ocasi\u00f5es e padrinhos, lutaram e militaram alguns, nas sociedades oper\u00e1rias. Milhares se conformaram, alguns tiveram momentos de gl\u00f3ria, outros reconheceram-se derrotados. Mas, enfim, sempre tentaram melhorar de vida, tal<\/strong> <strong>como os brancos, tal como o operariado comum. Para n\u00e3o deixar de citar Thompson, mesmo que na \u00faltima frase, nesse sentido, n\u00e3o precisam da comisera\u00e7\u00e3o ou condescend\u00eancia de nossa parte, precisam \u00e9 de mais estudos<\/strong>.<\/em>&#8221; (LONER, Beatriz A.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O livro est\u00e1 dispon\u00edvel, on-line, de forma gratuita, basta clicar no link acima ou na imagem para baix\u00e1-lo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/familiasilvasantos.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1987\" data-permalink=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/a-familia-silva-santos-e-outros-escritos\/capa-2\/#main\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/capa.png?fit=586%2C855&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"586,855\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"capa\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/capa.png?fit=218%2C318&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/capa.png?fit=586%2C220&amp;ssl=1\" class=\"alignleft wp-image-1987 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/capa.png?resize=586%2C855&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"586\" height=\"855\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/capa.png?w=586&amp;ssl=1 586w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/capa.png?resize=109%2C159&amp;ssl=1 109w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/ndh\/files\/2019\/06\/capa.png?resize=218%2C318&amp;ssl=1 218w\" sizes=\"auto, (max-width: 586px) 100vw, 586px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">At\u00e9 o final do ano a equipe do NDH pretende ter em m\u00e3os a obra impressa, a qual ser\u00e1 distribu\u00edda, tamb\u00e9m de forma gratuita, para bibliotecas, centros de pesquisa, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 10pt\"><em><span style=\"background-color: #ffcc99\"><strong><span style=\"color: #ff0000\">ERRAMOS:<\/span> <\/strong>No texto original desta p\u00e1gina havia uma refer\u00eancia ao GT-Emancipa\u00e7\u00f5es e P\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o da ANPUH-RS como o autor da homenagem &#8220;Leia Beatriz Loner&#8221;. Na realidade, a compila\u00e7\u00e3o de textos e a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos mesmos fora feito pelo Grupo de Estudos sobre o P\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o (GEPA), da Universidade Federal de Santa Maria, a quem pedimos desculpas pelo engano. Aproveite e acesse o trabalho do GEPA atrav\u00e9s de sua <a style=\"background-color: #ffcc99\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gepaufsm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>p\u00e1gina no facebook<\/strong><\/a>.\u00a0<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-size: 8pt\">[atualiza\u00e7\u00e3o em 13\/06\/2019 &#8211; 17 horas]<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como parte da miss\u00e3o do N\u00facleo de Documenta\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica da UFPel &#8211; Profa. Beatriz Loner, a equipe do NDH organizou, no primeiro semestre de 2019, e torna p\u00fablico de forma gratuita o livro &#8220;A fam\u00edlia Silva Santos e outros escritos: escravid\u00e3o e p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o ao sul do Brasil&#8220;. A obra re\u00fane 11 artigos produzidos pela Profa. 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