{"id":483,"date":"2017-09-28T15:25:52","date_gmt":"2017-09-28T18:25:52","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/?page_id=483"},"modified":"2017-09-28T16:02:31","modified_gmt":"2017-09-28T19:02:31","slug":"imigracao-italiana-no-brasil","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/imigracao-italiana-no-brasil\/","title":{"rendered":"Imigra\u00e7\u00e3o Italiana no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Desde o per\u00edodo colonial, alguns italianos marcam sua presen\u00e7a nas p\u00e1ginas da Hist\u00f3ria do Brasil: nas expedi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas portuguesas, os italianos se destacaram como navegadores; nas miss\u00f5es jesu\u00edticas do Rio Grande do Sul, como arquitetos. A vinda de italianos par o Brasil tornou-se mais sistem\u00e1tica no s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o por D. Jo\u00e3o VI do projeto de imigra\u00e7\u00e3o europeia.<br \/>\nNa segunda metade do s\u00e9culo XIX, ocorreu um dos maiores movimentos migrat\u00f3rios da hist\u00f3ria da humanidade: 10 milh\u00f5es de europeus rumaram para a Am\u00e9rica. Entre 1875 e 1900, 803 mil imigrantes europeus chegaram no continente americano por portos brasileiros. Desse total, 577 mil eram italianos. A cada 1000 imigrantes europeus para a Am\u00e9rica, 57 eram italianos que adotaram o Brasil, espalhando-se pelo pa\u00eds, sobretudo em S\u00e3o Paulo e no Rio Grande do Sul.<br \/>\nA vinda de imigrantes italianos para o Brasil ocorria de duas formas: espont\u00e2neas e organizada. A imigra\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea iniciou na primeira metade do s\u00e9culo XIX, formada por fam\u00edlias e indiv\u00edduos isolados que vinham tentar a sorte nas cidades: entre eles estavam padres, m\u00fasicos, arquitetos, industrialistas, alfaiates e artistas pl\u00e1sticos.<br \/>\nA imigra\u00e7\u00e3o organizada de europeu para o Brasil tem duas etapas. Em 1845, foi aprovada uma lei que garantia subven\u00e7\u00e3o governamental para financiar a imigra\u00e7\u00e3o, visando introduzir nos cafezais o sistema de parceria, introduzindo a m\u00e3o-de-obra branca livre em paralelo ao trabalho escravo.<br \/>\nA segunda fase acompanha o surgimento da Associa\u00e7\u00e3o Auxiliadora da Coloniza\u00e7\u00e3o e Imigra\u00e7\u00e3o para a Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo, em 1871, e a Sociedade Promotora da Imigra\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo em 1866, que estimulavam a imigra\u00e7\u00e3o, com subven\u00e7\u00e3o estatal, passagens gratuitas, recep\u00e7\u00e3o no porto, acomoda\u00e7\u00e3o e transporte at\u00e9 as fazendas de cafezais. Os n\u00fameros s\u00e3o impressionantes: ente 1874 e 1889, vieram para o Brasil, ao todo, 320.373 italianos quase a metade para S\u00e3o Paulo.<br \/>\nOs imigrantes eram recrutados por agentes a servi\u00e7o das sociedades promotoras da imigra\u00e7\u00e3o, os quais vendiam a imagem de um para\u00edso no Brasil. Os italianos imaginavam que viriam para o \u201cpaese dela cucagna\u201d (pa\u00eds da fortuna). A travessia do Atl\u00e2ntico durava de 14 a 30 dias. Superlota\u00e7\u00e3o e epidemias nos navios eram constantes.<br \/>\nAo chegarem, permaneciam em quarentena nas hospedarias mantidas pelo governo, de onde tomavam dois rumos distintos: os cafezais paulistas, em substitui\u00e7\u00e3o ao escravo, ou as col\u00f4nias do Rio Grande do Sul, em busca do sonho de liberdade e independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es consulte o site do <a href=\"http:\/\/www.museudaimigracao.org.br\/\">Museu da Imigra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo<\/a>.<\/p>\n<div id=\"attachment_500\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/files\/2017\/09\/MI_ICO_ALB_022_001_001_001.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-500\" class=\"size-medium wp-image-500\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/files\/2017\/09\/MI_ICO_ALB_022_001_001_001-424x272.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/files\/2017\/09\/MI_ICO_ALB_022_001_001_001-424x272.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/files\/2017\/09\/MI_ICO_ALB_022_001_001_001-212x136.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/files\/2017\/09\/MI_ICO_ALB_022_001_001_001-768x492.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/files\/2017\/09\/MI_ICO_ALB_022_001_001_001-600x385.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/files\/2017\/09\/MI_ICO_ALB_022_001_001_001.jpg 864w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-500\" class=\"wp-caption-text\">N\u00facleo Colonial Bar\u00e3o de Antonina. S\u00e9de e Instala\u00e7\u00f5es. Director da D.E.C.J. e auxiliares por ocasi\u00e3o da 1\u00ba inspec\u00e7\u00e3o ao Nucleo. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.inci.org.br\/acervodigital\/upload\/fotografias\/MI_ICO_ALB_022_001_001_001.jpg<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o per\u00edodo colonial, alguns italianos marcam sua presen\u00e7a nas p\u00e1ginas da Hist\u00f3ria do Brasil: nas expedi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas portuguesas, os italianos se destacaram como navegadores; nas miss\u00f5es jesu\u00edticas do Rio Grande do Sul, como arquitetos. 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