{"id":94,"date":"2022-07-15T17:12:31","date_gmt":"2022-07-15T20:12:31","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/?page_id=94"},"modified":"2022-09-18T01:18:29","modified_gmt":"2022-09-18T04:18:29","slug":"acervo-do-museu","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/sobre-o-museu\/acervo-do-museu\/","title":{"rendered":"Acervo do Museu"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>SOBRE O ACERVO DO MUSEU GRUPPELLI<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_220104469.png\" \/><\/p>\n<p>O Museu Gruppelli conta em seu acervo, objetos do cotidiano rural ainda comumente encontrados nas casas nos dias de hoje. Um conjunto de objetos no Museu Gruppelli, juntos, comp\u00f5e os nichos que podem ser encontrados durante as visita\u00e7\u00f5es. Dentro de cada nicho podemos encontrar diferentes tipos de objetos que remontam a vida rural como era conhecida a alguns anos atr\u00e1s, tendo desde a nossa famosa Carro\u00e7a, um meio de locomo\u00e7\u00e3o, at\u00e9 nosso t\u00e3o querido Tacho, ainda usado para a fabrica\u00e7\u00e3o de deliciosos doces em eventos feitos na col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Aqui pretendemos contemplar alguns dos objetos expostos no Museu, contando o que sabemos at\u00e9 ent\u00e3o sobre a sua hist\u00f3ria. Futuramente, teremos o acervo completo registrado na plataforma TAINACAN dispon\u00edvel para acesso!<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Os Objetos<\/strong><\/h2>\n<h3 style=\"text-align: center;\">M\u00e1quina de Fazer Manteiga<\/h3>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Museugruppelli2\/photos\/a.422410424548927\/4166243583498907\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_222958288.png\" alt=\"\" width=\"432\" height=\"324\" \/><\/a><\/p>\n<p>A m\u00e1quina de fazer manteiga que faz parte do acervo do Museu est\u00e1 situada no nicho \u201ccozinha\u201d e foi adquirida em 1998. Este objeto era muito utilizado (hoje ele ainda \u00e9 utilizado, por\u00e9m, em menor escala) nas col\u00f4nias at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX, na fabrica\u00e7\u00e3o de manteiga. Colocava-se o creme de leite de vaca (prefer\u00eancia da ra\u00e7a de vaca Jersey pelo fato do leite ser mais gorduroso) dentro da m\u00e1quina e ao girar a alavanca do lado de fora, esta movimentava as p\u00e1s internas que batiam a nata. Por uma sa\u00edda lateral, escoava o soro do leite e dentro ficava a manteiga. Muitos visitantes do Museu Gruppelli narram v\u00e1rios momentos de intera\u00e7\u00e3o com o artefato. Alguns relatam como trabalhavam horas a fio para a produ\u00e7\u00e3o e venda da manteiga, outros contam como ao visitar a casa dos av\u00f3s ficavam fascinados com aquela pequena m\u00e1quina. Os depoentes comentam tamb\u00e9m, que quando eram crian\u00e7as, ficavam respons\u00e1veis por produzir a manteiga na m\u00e1quina. Para eles essa atividade n\u00e3o era trabalhosa, mas sim, divertida e prazerosa, tendo uma fun\u00e7\u00e3o l\u00fadica. Muitos outros objetos que fazem parte do Museu apresentavam certa ludicidade para as crian\u00e7as, como \u00e9 o caso da m\u00e1quina de debulhar milho e da carro\u00e7a, por exemplo. Percebemos que as mem\u00f3rias s\u00e3o in\u00fameras, mas h\u00e1 algo em comum em todos os relatos: o afeto, o orgulho e a gratid\u00e3o por ter uma m\u00e1quina de fazer manteiga de madeira manual preservada no Museu Gruppelli.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">O Gal\u00e3o de Vinho<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Museugruppelli2\/photos\/a.422410424548927\/4144077142382218\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_223128182.png\" width=\"392\" height=\"523\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"message-2CShn3 cozyMessage-1DWF9U wrapper-30-Nkg cozy-VmLDNB zalgo-26OfGz\" tabindex=\"-1\" role=\"article\" data-list-item-id=\"chat-messages___chat-messages-1020869459885436968\" aria-setsize=\"-1\" aria-roledescription=\"Mensagem\" aria-labelledby=\"message-username-1020869221913206884 uid_1 message-content-1020869459885436968 uid_2 message-timestamp-1020869459885436968\">\n<div class=\"contents-2MsGLg\">\n<div id=\"message-content-1020869459885436968\" class=\"markup-eYLPri messageContent-2t3eCI\">O gal\u00e3o de vinho (apelidado carinhosamente de Gota) faz parte do acervo do Museu Gruppelli desde sua inaugura\u00e7\u00e3o, em 1998. Segundo Ricardo Gruppelli, ele era usado para o armazenamento de \u00e1gua e vinho, em especial o vinho que era produzido pela pr\u00f3pria fam\u00edlia.<br \/>\nAssim como outros objetos do Museu, a Gota sobreviveu \u00e0 enchente que assolou o S\u00e9timo Distrito em 2016. Ela foi levada do Museu pela for\u00e7a da \u00e1gua e, por dois longos dias, imaginamos que n\u00e3o retornaria mais. Contudo, em um golpe de sorte, a Gota foi encontrada por um morador local, no meio do mato, enquanto ele ajudava a reestabelecer o cen\u00e1rio desanimador em que ainda se encontrava a localidade. &#8211; \u201cEla voltou! Ela voltou!\u201d, provavelmente diriam os outros objetos que tamb\u00e9m conseguiram sobreviver \u00e0 trag\u00e9dia. Melhor ainda: a Gota retornou \u00edntegra, sem quebras ou outras cicatrizes, sen\u00e3o com manchas de lama que foram facilmente retiradas com um bom banho. Em 2016, para homenagear os artefatos perdidos na enchente \u2013 como o saudoso tacho \u2013, a Gota participou de uma exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria denominada \u201cA vida ef\u00eamera dos objetos: um olhar p\u00f3s-enchente\u201d. A exposi\u00e7\u00e3o buscou contar a hist\u00f3ria da enchente narrada pela vis\u00e3o dos objetos. A exposi\u00e7\u00e3o foi dividida em tr\u00eas atos: 1. Os objetos que se foram; 2. Os objetos que sobreviveram ao ocorrido e que ganharam uma segunda chance de vida (como o caso da Gota); 3. Os objetos que sobreviveram \u00e0 enchente e passaram pelo processo de restaura\u00e7\u00e3o, com o aux\u00edlio do Curso de Conserva\u00e7\u00e3o e Restaura\u00e7\u00e3o da UFPel. Hoje, a Gota faz parte de um singelo memorial no Museu Gruppelli, destinado a este evento traum\u00e1tico.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<h3 style=\"text-align: center;\">O Pil\u00e3o<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Museugruppelli2\/posts\/pfbid0yProenzYjt2AEkh5uGBKsDhTyzhjQxZwW7Sb5Ud4HggxaeRXN3zcasBghC1MDckXl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_225519969.png\" width=\"396\" height=\"528\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"message-2CShn3 cozyMessage-1DWF9U wrapper-30-Nkg cozy-VmLDNB zalgo-26OfGz\" tabindex=\"-1\" role=\"article\" data-list-item-id=\"chat-messages___chat-messages-1020869555368775690\" aria-setsize=\"-1\" aria-roledescription=\"Mensagem\" aria-labelledby=\"message-username-1020869221913206884 uid_1 message-content-1020869555368775690 uid_2 message-timestamp-1020869555368775690\">\n<div class=\"contents-2MsGLg\">\n<div id=\"message-content-1020869555368775690\" class=\"markup-eYLPri messageContent-2t3eCI\">Dentre os objetos mais queridos do museu, podemos destacar o pil\u00e3o; objeto que era utilizado, por exemplo, para triturar arroz, caf\u00e9 e milho. Os alimentos triturados no pil\u00e3o eram usados, e em certa medida ainda s\u00e3o, para consumo das fam\u00edlias rurais e para a alimenta\u00e7\u00e3o dos animais (galinha, porco, vaca, cavalo&#8230;). O pil\u00e3o \u00e9 um objeto que faz parte de um ciclo de produ\u00e7\u00e3o rural. O milho \u00e9 colhido na lavoura, trazido na carro\u00e7a para casa, retirado do sabugo no debulhador de milho, quebrado no pil\u00e3o. O que sobra desse processo, a palha, segue para ser triturado no picador de pasto que acaba servindo de &#8220;cama&#8221; para os animais. O pil\u00e3o que faz parte do Museu Gruppelli tem uma hist\u00f3ria de sobreviv\u00eancia. Em 2016, a comunidade do S\u00e9timo Distrito de Pelotas sofreu uma enchente de propor\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas (mencionada anteriormente). Casas e com\u00e9rcios da regi\u00e3o sofreram danos irrepar\u00e1veis que, com o Museu, n\u00e3o foi diferente. Nesta enchente, nosso espa\u00e7o museal perdeu v\u00e1rios objetos, dentre eles o tacho de cobre (outro dos objetos mais amado pelos visitantes). O pil\u00e3o, por sua vez, sobreviveu a enchente mesmo sendo arrastado para fora do Museu com a for\u00e7a da \u00e1gua. Ele foi achado no meio do mato por um membro da fam\u00edlia Gruppelli e devolvido para a sua casa (o museu), local em que permanece at\u00e9 hoje. Gra\u00e7as a essa sobreviv\u00eancia, ele (o pil\u00e3o) consegue se conectar com o imagin\u00e1rio de v\u00e1rias pessoas, como coadjuvante, como cen\u00e1rio e como sujeito. Vale a pena lembrar do caso da Sra. Maria que, ao entrar no Museu, se direcionou at\u00e9 o pil\u00e3o, o acariciou e come\u00e7ou a chorar. Em depoimento para a equipe, disse que ele trazia mem\u00f3rias cheias de afeto do seu av\u00f4. Tocar o pil\u00e3o era como trazer o av\u00f4 de volta \u00e0 vida, mesmo em sua aus\u00eancia f\u00edsica.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3 style=\"text-align: center;\">O Picador de Pasto<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Museugruppelli2\/posts\/pfbid035BMPbQH96tQf15FZoN1MEvhcj2TZehK76SbWXMTZNsapKhSffUSKZZvptxs2MQsNl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_230129008.png\" \/><\/a>O picador de pasto est\u00e1 entre os objetos que mais chamam aten\u00e7\u00e3o no Museu Gruppelli. Sendo feito para o corte de pasto com cana de a\u00e7\u00facar que eram trazidas da lavoura, o picador tem um importante papel no desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. O senhor Ari Thiel, neto do doador do objeto, nos conta que vivenciou o picador ainda em uso. Segundo Ari, o picador tem cerca de 100 anos. Ele sempre foi utilizado nas terras de sua fam\u00edlia na Col\u00f4nia Triunfo (interior de Pelotas). O objeto era manuseado por duas pessoas: Enquanto uma colocava o pasto e a cana e girava a manivela, a outra j\u00e1 recolhia a silagem rec\u00e9m feita e juntava para depois dar de alimento aos animais. Antigamente a m\u00e1quina era muito moderna para seu tempo, vindo para agilizar o processo de preparo da silagem. Seu Ari nos comenta que vai constantemente ao Museu Gruppelli visitar o picador de pasto. Para ele, \u00e9 como se estivesse mais pr\u00f3ximo da fam\u00edlia, pr\u00f3ximo do seu av\u00f4 que hoje j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais presente. Vemos que o objeto funciona como uma extens\u00e3o de mem\u00f3ria, motivo que faz com que ele v\u00e1 ao Museu no sentido de remediar a saudade, no sentido de relembrar os membros da fam\u00edlia que hoje n\u00e3o est\u00e3o mais vivos. Hoje, o picador de pasto ocupa o nicho do trabalho rural juntamente com outros objetos relacionados com ele, como \u00e9 o caso do debulhador de milho, a carro\u00e7a, a foice, entre muitos outros. Na foto a seguir est\u00e1 um an\u00fancio que se encontra exposto no Museu Gruppelli falando sobre o lan\u00e7amento deste picador na Su\u00ed\u00e7a. O an\u00fancio fala o seguinte (tradu\u00e7\u00e3o do professor e pesquisador Danilo Kunh):<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_223339644.png\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Listas de pre\u00e7os gr\u00e1tis<br \/>\nNove modelos diferentes<br \/>\nM\u00e1quinas de corte de forragem modernas<br \/>\npara acionamento el\u00e9trico direto bem como todos os outros modos de opera\u00e7\u00e3o fabricados como uma especialidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">O Debulhador de Milho<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Museugruppelli2\/videos\/1431347540381688\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_224034758.png\" width=\"415\" height=\"311\" \/><\/a>\u00c9 muito comum ouvirmos no Museu Gruppelli a seguinte frase: \u201cEsse debulhador de milho foi uma inven\u00e7\u00e3o e tanto\u201d. E as pessoas n\u00e3o est\u00e3o equivocadas! O debulhador de milho foi reconhecido como uma das maiores inven\u00e7\u00f5es da humanidade, sendo listado no livro \u201cAs cem maiores inven\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria\u201d, escrito por Tom Philbin. Na pr\u00e1tica, este instrumento serve para separar os gr\u00e3os de milho da espiga (debulho). A novidade, contudo, foi o tempo do processo. O que poderia levar dias para ser feito, depois da inven\u00e7\u00e3o, levaria apenas algumas horas. O debulhador de milho que comp\u00f5e o acervo do Museu Gruppelli est\u00e1 l\u00e1 desde sua abertura, em 1998. Ele, o debulhador, pertenceu anteriormente a Vicente Ferrari, o antigo barbeiro da regi\u00e3o. Segundo sua filha, Silvana Gruppelli Ferrari, o debulhador era muito utilizado por sua fam\u00edlia para agilizar a alimenta\u00e7\u00e3o dos animais que tinham em casa (porcos, vacas, cavalos, galinhas&#8230;). Diz ela: \u201cA gente utilizava. Funciona assim: a gente bota a espiga de milho ali em cima, toca naquela roda e o milho sai, sabugo para um lado e milho para o outro.\u201d Durante as visitas \u00e9 f\u00e1cil perceber que este \u00e9 um dos objetos mais queridos do espa\u00e7o museol\u00f3gico. Ouvimos muitos relatos sobre os usos deste instrumento nos afazeres de casa. Certa vez, um senhor nos contou o seguinte: \u201cMeu neto um dia me disse que o homem havia pisado na Lua. Eu respondi a ele que, depois da inven\u00e7\u00e3o do debulhador de milho, eu acredito em qualquer coisa\u201d.<br \/>\nDeseja ver como o debulhador era utilizado? <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5bC03Q9bbOY\">Clique aqui!<\/a><br \/>\nV\u00eddeo\/Reprodu\u00e7\u00e3o: Gugu Gaiteiro &#8211; Debulhador de Milho.<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 02:14 min.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Objetos da Barbearia<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Museugruppelli2\/photos\/a.422410424548927\/3092728674183742\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_231732788.png\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"message-2CShn3 cozyMessage-1DWF9U wrapper-30-Nkg cozy-VmLDNB zalgo-26OfGz\" tabindex=\"-1\" role=\"article\" data-list-item-id=\"chat-messages___chat-messages-1020870297961906187\" aria-setsize=\"-1\" aria-roledescription=\"Mensagem\" aria-labelledby=\"message-username-1020869221913206884 uid_1 message-content-1020870297961906187 uid_2 message-timestamp-1020870297961906187\">\n<div class=\"contents-2MsGLg\">\n<div id=\"message-content-1020870297961906187\" class=\"markup-eYLPri messageContent-2t3eCI\">Os objetos que comp\u00f5e o cen\u00e1rio da barbearia no Museu Gruppelli possuem uma biografia e tanto. Antes de terem uma vida museol\u00f3gica, esses objetos foram muito utilizados pelo Sr. Jo\u00e3o Petit. Um fato curioso que merece destaque, \u00e9 a doa\u00e7\u00e3o dos objetos para o Museu antes mesmo de sua inaugura\u00e7\u00e3o, em 1998; contudo, Jo\u00e3o Petit continuou os usando para cortar cabelos dentro do Museu, mesmo ap\u00f3s sua inaugura\u00e7\u00e3o. Durante um per\u00edodo de tempo, at\u00e9 finalmente deixarem de ser usados, os objetos eram utilit\u00e1rios e museol\u00f3gicos, verdadeiros h\u00edbridos. No entanto, a vida desses objetos \u00e9 mais longa do que parece. Eles (os objetos) pertenceram inicialmente ao Sr. Vicente Ferrari, um homem muito habilidoso com trabalhos manuais. Ele era conhecido como um &#8220;g\u00eanio da regi\u00e3o\u201d. Em entrevista com Victor Ferrari, neto de Vicente Ferrari, ele conta que seu av\u00f4 tinha muitas profiss\u00f5es: al\u00e9m de barbeiro, era relojoeiro, carpinteiro, ferreiro, bem como fabricava instrumentos musicais, como violinos e viol\u00f5es. Ainda segundo Victor Ferrari, seu av\u00f4 mesmo teria fabricado a cadeira e o balc\u00e3o que utilizava na barbearia. Vicente Ferrari utilizou esses objetos ao longo de sua vida, at\u00e9 passar o of\u00edcio de barbeiro para Sr. Jo\u00e3o Petit Dias, para quem doou os objetos. Jo\u00e3o Petit utilizou esses objetos em algumas regi\u00f5es pr\u00f3ximas, de forma itinerante, at\u00e9 que criou suas ra\u00edzes na Col\u00f4nia Municipal, na d\u00e9cada de 1980. Jo\u00e3o Petit conta, em entrevista com a equipe do Museu, que cortou cabelo dentro do espa\u00e7o que hoje \u00e9 o Museu Gruppelli por cerca de 20 anos, e ainda se emociona muito ao falar da sua profiss\u00e3o e da import\u00e2ncia desses objetos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"markup-eYLPri messageContent-2t3eCI\" style=\"text-align: right;\">\u201c[&#8230;] eu cortei muito cabelo com essas m\u00e1quinas aqui e com essas maquinazinhas; me deu muito sustento para minha alimenta\u00e7\u00e3o em casa. [&#8230;] T\u00eam duas maquinazinhas aqui que muito eu peguei elas na m\u00e3o pra fazer servi\u00e7o e que hoje em dia n\u00e3o existe mais m\u00e1quina manual: tudo \u00e9 el\u00e9trica. Hoje n\u00e3o tem mais navalha; hoje n\u00e3o tem mais nada; hoje \u00e9 tudo diferente, n\u00e9? E eu tenho muito orgulho at\u00e9 de voc\u00eas me chamarem aqui pra fazer essa entrevista pra mostrar o que eu tinha, o que eu fiz na vida, n\u00e9?\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"contents-2MsGLg\">\n<div class=\"markup-eYLPri messageContent-2t3eCI\" style=\"text-align: left;\">Com os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, e com a obsolesc\u00eancia do seu equipamento, Jo\u00e3o Petit Dias acabou doando seus objetos de trabalho ao Museu, com o objetivo de que sua hist\u00f3ria fosse preservada. Atualmente o cen\u00e1rio da barbearia \u00e9 um dos objetos mais admirados pelo p\u00fablico. Apesar de doados os objetos, essa hist\u00f3ria n\u00e3o chegou ao fim. Ainda hoje, Sr. Jo\u00e3o Petit continua cortando barba e cabelo na regi\u00e3o, bem ao lado da Casa Gruppelli.<\/div>\n<div class=\"markup-eYLPri messageContent-2t3eCI\" style=\"text-align: left;\">* Entrevista com Jo\u00e3o Petit Dias realizada em 2016.<br \/>\n* Entrevista com Victor Ferrari Veiga realizada em 2018.<\/div>\n<h3 style=\"text-align: center;\">O Tacho<\/h3>\n<div class=\"message-2CShn3 cozyMessage-1DWF9U wrapper-30-Nkg cozy-VmLDNB zalgo-26OfGz\" tabindex=\"-1\" role=\"article\" data-list-item-id=\"chat-messages___chat-messages-1020870382506491955\" aria-setsize=\"-1\" aria-roledescription=\"Mensagem\" aria-labelledby=\"message-username-1020869221913206884 uid_1 message-content-1020870382506491955 uid_2 message-timestamp-1020870382506491955\">\n<div class=\"contents-2MsGLg\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Museugruppelli2\/videos\/308846960380452\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_232645694.png\" \/><\/a>N\u00e3o sabemos exatamente quando o tacho chegou ao Museu, mas sua hist\u00f3ria \u00e9 muito curiosa. Claro, esta \u00e9 uma das vers\u00f5es&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"contents-2MsGLg\">Ricardo Gruppelli conta que certa vez o tacho apareceu nas redondezas da Casa Gruppelli, em um dia de muita chuva, levado pela enxurrada. Durante muito tempo, o tacho foi utilizado pela fam\u00edlia para fazer doces, at\u00e9 que, em certo momento, a ele foi atribu\u00eddo um genu\u00edno valor simb\u00f3lico, afetivo, que justificou seu deslocamento para o Museu, onde permaneceu at\u00e9 2016. Neste ano (2016), a localidade foi tomada por uma grande enchente, que acabou destruindo e danificando muitos objetos do Museu. O tacho, por uma ironia do destino (ou n\u00e3o), foi levado pela for\u00e7a da \u00e1gua. Da \u00e1gua veio, para a \u00e1gua retornou. No mesmo ano, foi inaugurada a exposi\u00e7\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o intitulada \u201cA vida ef\u00eamera dos objetos: um olhar p\u00f3s-enchente\u201d, na qual o evento da enchente foi contado em verso e prosa. Na exposi\u00e7\u00e3o, os objetos sobreviventes assumiram o papel de narradores, em primeira pessoa, do que sucedeu naquele dia. Apesar das dif\u00edceis mem\u00f3rias em torno do tacho, h\u00e1 um desfecho interessante: O Museu adotou um novo tacho que, segundo Ricardo Gruppelli, foi permutado por um porca camale\u00f4nica \u2013 diz ele que os olhos da porca mudavam de cor de acordo com a luz, por isso a designa\u00e7\u00e3o de camale\u00e3o. Assim como seu antecessor, este tacho tamb\u00e9m serve para evocar mem\u00f3rias, que s\u00e3o mediadas por afetos e emo\u00e7\u00f5es. O novo tacho foi utilizado na festa de 20 anos do Museu para o preparo do doce de melancia de porco, e at\u00e9 j\u00e1 participou de uma exposi\u00e7\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o no Museu do Doce , intitulada \u201cA tradi\u00e7\u00e3o dos doces coloniais de Pelotas\u201d, em 2019. O tacho mostrado na foto \u00e9 o que est\u00e1 atualmente no museu.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<h3 style=\"text-align: center;\">A Carro\u00e7a<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Museugruppelli2\/posts\/pfbid02dP4gMR1sfgKW8hDKHq3RBT5iGP4Rp8ru5MCc28cjmewMejH4h6H1Sap2EH27Yzjil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/files\/2022\/09\/imagem_2022-09-17_223118731.png\" \/><\/a>Datada dos anos de 1930, esta charmosa carro\u00e7a pertencia a Adolfo Weber. Um fato curioso: Quando o Sr. Weber faleceu, seu caix\u00e3o foi transportado nela at\u00e9 o cemit\u00e9rio, onde deram o \u00faltimo adeus. Alguns anos mais tarde, a carro\u00e7a foi passada para o seu filho, Rodolfo Weber, que a utilizou durante todo per\u00edodo em que morou na col\u00f4nia. Ela (a carro\u00e7a) tornou-se obsoleta e se aposentou quando Rodolfo se mudou para a cidade de Pelotas. Cl\u00e1udia Eliane Weber, filha de Adolfo Weber, nos contou que a carro\u00e7a foi muito utilizada para o trabalho no campo, para levar suprimentos (lenha, carv\u00e3o e batata) da col\u00f4nia para cidade, al\u00e9m de ser usada como ve\u00edculo de passeio (para transport\u00e1-los \u00e0 casa de parentes, por exemplo). A carro\u00e7a ganhou nova vida, agora patrimonial, quando foi doada ao Museu Gruppelli, aproximadamente em 2002, onde permanece at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Deseja deixar o seu coment\u00e1rio? Clique nas fotos para ser redirecionado(a) para suas respectivas postagens no <em>Facebook!\u00a0<\/em>Nos conte l\u00e1 se conhece estes objetos ou se tem alguma hist\u00f3ria com eles que deseja nos contar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SOBRE O ACERVO DO MUSEU GRUPPELLI O Museu Gruppelli conta em seu acervo, objetos do cotidiano rural ainda comumente encontrados nas casas nos dias de hoje. Um conjunto de objetos no Museu Gruppelli, juntos, comp\u00f5e os nichos que podem ser encontrados durante as visita\u00e7\u00f5es. Dentro de cada nicho podemos encontrar diferentes tipos de objetos que<a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/sobre-o-museu\/acervo-do-museu\/\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">&#8220;Acervo do Museu&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":812,"featured_media":0,"parent":88,"menu_order":2,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"tags":[],"class_list":["post-94","page","type-page","status-publish","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/94","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/users\/812"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/94\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":215,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/94\/revisions\/215"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/88"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museugruppelli\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}