{"id":943,"date":"2020-12-01T14:14:31","date_gmt":"2020-12-01T17:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/?page_id=943"},"modified":"2020-12-04T15:22:17","modified_gmt":"2020-12-04T18:22:17","slug":"foto-do-mes-de-abril","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/foto-do-mes-de-abril\/","title":{"rendered":"FOTO DO M\u00caS DE ABRIL"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-943\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-943-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-943-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-943-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-headline panel-first-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-headline so-widget-sow-headline-default-6649cea9e56b-943\"\n\t\t\t\n\t\t><div class=\"sow-headline-container \">\n\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"sow-headline\">\n\t\t\t\t\t\tA FOTO DO M\u00caS\t\t\t\t\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/div><\/div><div id=\"panel-943-0-0-1\" class=\"so-panel widget widget_sow-headline panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-headline so-widget-sow-headline-default-38b6e067216c-943\"\n\t\t\t\n\t\t><div class=\"sow-headline-container \">\n\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"sow-headline\">\n\t\t\t\t\t\t\"...servia tamb\u00e9m como um sal\u00e3o de baile\"\t\t\t\t\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-943-1\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-943-1-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-943-1-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-image panel-first-child\" data-index=\"2\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-image so-widget-sow-image-default-8b5b6f678277-943\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"sow-image-container\">\n\t\t<img \n\tsrc=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/57422038_2097811820287927_7414963927886331904_o.jpg\" width=\"1587\" height=\"1278\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/57422038_2097811820287927_7414963927886331904_o.jpg 1587w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/57422038_2097811820287927_7414963927886331904_o-395x318.jpg 395w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/57422038_2097811820287927_7414963927886331904_o-197x159.jpg 197w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/57422038_2097811820287927_7414963927886331904_o-768x618.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/57422038_2097811820287927_7414963927886331904_o-1536x1237.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1587px) 100vw, 1587px\" alt=\"\" \t\tclass=\"so-widget-image\"\/>\n\t<\/div>\n\n<\/div><\/div><div id=\"panel-943-1-0-1\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-last-child\" data-index=\"3\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ou\u00e7a a Audiodescri\u00e7\u00e3o: <\/span><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/foto-do-mes-abril?fbclid=IwAR3Q2D_cm8omh0qzJUwa1dGTj3-uYZxy-8e17BxxuKpwFInhV_AcNFv9DOQ\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/foto-do-mes-abril<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Na fotografia em destaque vemos um grupo de trabalhadores da ind\u00fastria doceira de Pelotas organizados em torno de mesas compridas. Esses oper\u00e1rios executam diversas tarefas tendo como objeto de trabalho a fruta do p\u00eassego, em sua maior parte apoiada nas pr\u00f3prias m\u00e3os ou em bacias de metal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">De car\u00e1ter casual, a foto revela o sorriso de alguns dos retratados, enquanto outros a encaram, e um terceiro grupo \u00e9 alheio ao ato fotogr\u00e1fico ao manter suas atividades.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o professor Alcir Bach \u2013 pesquisador da ind\u00fastria do p\u00eassego em pelotas e regi\u00e3o - a cena foi capturada nas depend\u00eancias da Conservas Casarin no ano de 1971, f\u00e1brica localizada na Col\u00f4nia Maciel, zona rural de Pelotas, e propriedade do senhor Jo\u00e3o Casarin. Casarin, j\u00e1 no in\u00edcio de sua trajet\u00f3ria profissional esteve envolvido com a produ\u00e7\u00e3o fabril de p\u00eassegos, at\u00e9 que no ano de 1961 inaugurou uma f\u00e1brica pr\u00f3pria. Aspecto curioso a destacar-se a partir dessa foto \u00e9 que o espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica, quando fora do per\u00edodo das safras, servia tamb\u00e9m como um sal\u00e3o de baile, onde os mesmos trabalhadores, no mesmo espa\u00e7o, encontravam-se ent\u00e3o para momentos de lazer, fato esse tamb\u00e9m documentado em outras imagens pertencentes ao acervo do Museu do Doce. Certo ou n\u00e3o, o fato \u00e9 que lazer e trabalho em v\u00e1rios momentos est\u00e3o atravessados na vida dessas pessoas por uma mesma realidade: a do ch\u00e3o de f\u00e1brica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Se esses aspectos j\u00e1 justificam o destaque que se d\u00e1 a foto, vale ainda mencionar-se o rico panorama social e cultural do mundo do trabalho na ind\u00fastria doceira de Pelotas de d\u00e9cadas passadas, que se mostra ao olhar a partir dessa imagem. No anonimato desse conjunto de trabalhadores oriundos das classes populares, revela-se um mosaico de culturas e etnias da antiga Pelotas. Se por um lado somos guiados pelo senso comum a imaginar uma col\u00f4nia pelotense somente protagonizada por descendentes de alem\u00e3es e italianos, os afrodescendentes tamb\u00e9m foram, junto a outras etnias tais como poloneses e franceses, presen\u00e7a nesse universo. Se por um lado a hist\u00f3ria dos colonos europeus na regi\u00e3o \u00e9 relativamente bem documentada, a hist\u00f3ria dos afrodescendentes, e suas rela\u00e7\u00f5es com as tradi\u00e7\u00f5es doceiras, merecem melhor compreens\u00e3o, ainda que estudiosos como o professor Alcir Bach informem que os negros da col\u00f4nia de Pelotas seriam descendentes de trabalhadores escravizados \u00e0 \u00e9poca das charqueadas, ou at\u00e9 mesmo \u201c[...] fugidos que se escondiam na localidade de Quilombo, no interior da col\u00f4nia de Pelotas, local de relevo bastante dobrado, coberto por matas, se constituindo em regi\u00e3o de dif\u00edcil acesso.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Uma foto, muito conhecimento e muita hist\u00f3ria. Fiquem atentos e aqui todo m\u00eas aprenderemos um pouco mais sobre o passado das tradi\u00e7\u00f5es doceiras de Pelotas e da antiga Pelotas.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ou\u00e7a a Audiodescri\u00e7\u00e3o: https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/foto-do-mes-abril Na fotografia em destaque vemos um grupo de trabalhadores da ind\u00fastria doceira de Pelotas organizados em torno de mesas compridas. Esses oper\u00e1rios executam diversas tarefas tendo como objeto de trabalho a fruta do p\u00eassego, em sua maior parte apoiada nas pr\u00f3prias m\u00e3os ou em bacias de metal. 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