{"id":937,"date":"2020-12-01T14:08:05","date_gmt":"2020-12-01T17:08:05","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/?page_id=937"},"modified":"2020-12-04T15:23:17","modified_gmt":"2020-12-04T18:23:17","slug":"foto-do-mes-de-maio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/foto-do-mes-de-maio\/","title":{"rendered":"FOTO DO M\u00caS DE MAIO"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-937\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-937-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-937-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-937-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-headline panel-first-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-headline so-widget-sow-headline-default-6649cea9e56b-937\"\n\t\t\t\n\t\t><div class=\"sow-headline-container \">\n\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"sow-headline\">\n\t\t\t\t\t\tA FOTO DO M\u00caS\t\t\t\t\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/div><\/div><div id=\"panel-937-0-0-1\" class=\"so-panel widget widget_sow-headline panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-headline so-widget-sow-headline-default-38b6e067216c-937\"\n\t\t\t\n\t\t><div class=\"sow-headline-container \">\n\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"sow-headline\">\n\t\t\t\t\t\t\"...uma das mais famosas empresas do g\u00eanero que existiu em Pelotas\"\t\t\t\t\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-937-1\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-937-1-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-937-1-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-image panel-first-child\" data-index=\"2\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-image so-widget-sow-image-default-8b5b6f678277-937\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"sow-image-container\">\n\t\t<img \n\tsrc=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/60350954_2147313992004376_3351516753782898688_o.jpg\" width=\"1960\" height=\"1340\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/60350954_2147313992004376_3351516753782898688_o.jpg 1960w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/60350954_2147313992004376_3351516753782898688_o-424x290.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/60350954_2147313992004376_3351516753782898688_o-212x145.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/60350954_2147313992004376_3351516753782898688_o-768x525.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/60350954_2147313992004376_3351516753782898688_o-1536x1050.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1960px) 100vw, 1960px\" alt=\"\" \t\tclass=\"so-widget-image\"\/>\n\t<\/div>\n\n<\/div><\/div><div id=\"panel-937-1-0-1\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-last-child\" data-index=\"3\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p style=\"text-align: justify\">Ou\u00e7a a Audiodescri\u00e7\u00e3o:\u00a0<a class=\"oajrlxb2 g5ia77u1 qu0x051f esr5mh6w e9989ue4 r7d6kgcz rq0escxv nhd2j8a9 nc684nl6 p7hjln8o kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x jb3vyjys rz4wbd8a qt6c0cv9 a8nywdso i1ao9s8h esuyzwwr f1sip0of lzcic4wl py34i1dx gpro0wi8\" role=\"link\" href=\"https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/foto-do-mes-maio?fbclid=IwAR0ASOYtgZ4WfDVsNmJBnJiSDM6qqWQft7QoD8fSgjbQW6UMtJ2uZxV2hcY\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\">https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/foto-do-mes-maio<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A presente fotografia em preto e branco traz em primeiro plano, atr\u00e1s do balc\u00e3o de uma confeitaria, um homem vestindo terno e gravata. O m\u00f3vel esconde o corpo do retratado, podendo-se ver apenas parte do torso e do seu rosto com um fino bigode. Outras quatro pessoas est\u00e3o retratadas nessa cena, tamb\u00e9m atr\u00e1s do balc\u00e3o. Ao fundo, sobre as prateleiras do estabelecimento, encontram-se os produtos comercializados na confeitaria, expostos em bomboni\u00e8res, vasos e jarros de vidro.<br \/>\nA Confeitaria Nogueira foi fundada em 1899, pelo imigrante portugu\u00eas Ant\u00f4nio Nogueira, que mais tarde firmou sociedade com seu irm\u00e3o, Manuel. O estabelecimento manteve suas atividades na rua XV de novembro, em Pelotas at\u00e9 o ano de 1982. An\u00fancios veiculados pela empresa em peri\u00f3dicos locais mostram que al\u00e9m dos doces a Nogueira tamb\u00e9m comercializava ingredientes diversos para confeitaria, muitos oriundos da Europa, desde as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. L\u00ea-se em um desses an\u00fancios, divulgado em 1921: \"Importa\u00e7\u00e3o direta de artigos para confeitaria, bem como outros para armaz\u00e9m, recomendando-se Caf\u00e9 mo\u00eddo e a\u00e7\u00facar refinado\" (sic). Al\u00e9m disso, de acordo com informa\u00e7\u00f5es da pesquisadora Adriane Pires Rodrigues Ramires a Confeitaria Nogueira anunciava dispor de \u201cperitos doceiros e confeiteiros, aceitando qualquer encomenda\u201d.<br \/>\nO empreendimento tamb\u00e9m deixava transparecer seu orgulho em an\u00fancios na imprensa da \u00e9poca ao divulgar a comercializa\u00e7\u00e3o de bebidas finas e importadas. Para quem dispusesse da ent\u00e3o restrita tecnologia de telefonia a fio, bastava chamar o n\u00ba 44 para, quem sabe, confirmar a disponibilidade da champanha Charles Heidicck, ou do licor Chartreux, por exemplo. Os \u201creclames\u201d da Nogueira tamb\u00e9m serviram para evidenciar a evolu\u00e7\u00e3o dessa tecnologia e de seu acesso: se antes de 1919 o n\u00famero de telefone para contato era 44, em 1921, j\u00e1 com a CTMR em pleno funcionamento na cidade, era preciso chamar quatro n\u00fameros: 26 e 43.<br \/>\nEssa celebra\u00e7\u00e3o de uma empresa orgulhosa de si n\u00e3o era por acaso. De acordo com o pesquisador Leonil Martinez, a Confeitaria Nogueira foi provavelmente uma das mais famosas empresas do g\u00eanero que existiu em Pelotas, tendo seus doces sido comercializados em cidades como Porto Alegre, Montevid\u00e9u, Buenos Aires e Rio de Janeiro, gra\u00e7as a ent\u00e3o jovem conex\u00e3o a\u00e9rea que interligava Pelotas a esses grandes centros. Tal feito deu a seus produtos o t\u00edtulo de \u201cos doces que mais viajam no Brasil\u201d, enunciado impresso nas embalagens dos pr\u00f3prios.<br \/>\nAs confeitarias de Pelotas na \u00e9poca eram, sobretudo, espa\u00e7os de sociabilidade. Em estabelecimentos como a Confeitaria Nogueira o cotidiano da cidade se retroalimentava. Amizades, neg\u00f3cios e relacionamentos poderiam ser feitos e desfeitos ao sabor dos acontecimentos e dos doces.<br \/>\nA foto em destaque pertence \u00e0 cole\u00e7\u00e3o permanente do Museu do Doce do Instituto de Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal de Pelotas. Esse documento ingressou no acervo da institui\u00e7\u00e3o no ano de 2016, em doa\u00e7\u00e3o realizada pela familiar dos fundadores, senhora Norma Nogueira.<br \/>\nUma foto, muito conhecimento e muita hist\u00f3ria. Fiquem atentos e aqui todo m\u00eas aprenderemos um pouco mais sobre o passado das tradi\u00e7\u00f5es doceiras de Pelotas e regi\u00e3o. A FOTO DO M\u00caS \u00e9 um projeto do Museu do Doce que iniciou em abril de 2019 e tem como objetivo destacar imagens do acervo preservado, com breve contexto hist\u00f3rico, de modo a divulgar ao p\u00fablico maior conhecimento sobre as tradi\u00e7\u00f5es doceiras da regi\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ou\u00e7a a Audiodescri\u00e7\u00e3o:\u00a0https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/foto-do-mes-maio A presente fotografia em preto e branco traz em primeiro plano, atr\u00e1s do balc\u00e3o de uma confeitaria, um homem vestindo terno e gravata. O m\u00f3vel esconde o corpo do retratado, podendo-se ver apenas parte do torso e do seu rosto com um fino bigode. 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