{"id":931,"date":"2020-12-01T14:04:16","date_gmt":"2020-12-01T17:04:16","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/?page_id=931"},"modified":"2020-12-04T15:25:56","modified_gmt":"2020-12-04T18:25:56","slug":"foto-do-mes-de-junho","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/foto-do-mes-de-junho\/","title":{"rendered":"FOTO DO M\u00caS DE JUNHO"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-931\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-931-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-931-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-931-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-headline panel-first-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-headline so-widget-sow-headline-default-6649cea9e56b-931\"\n\t\t\t\n\t\t><div class=\"sow-headline-container \">\n\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"sow-headline\">\n\t\t\t\t\t\tA FOTO DO M\u00caS\t\t\t\t\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/div><\/div><div id=\"panel-931-0-0-1\" class=\"so-panel widget widget_sow-headline panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-headline so-widget-sow-headline-default-38b6e067216c-931\"\n\t\t\t\n\t\t><div class=\"sow-headline-container \">\n\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"sow-headline\">\n\t\t\t\t\t\t\"...a colheita do p\u00eassego era o ponto alto da safra agr\u00edcola em Pelotas\"\t\t\t\t\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-931-1\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-931-1-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-931-1-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-image panel-first-child\" data-index=\"2\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-image so-widget-sow-image-default-8b5b6f678277-931\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"sow-image-container\">\n\t\t<img \n\tsrc=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/64457378_2207357256000049_6407932214532636672_o.jpg\" width=\"1296\" height=\"972\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/64457378_2207357256000049_6407932214532636672_o.jpg 1296w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/64457378_2207357256000049_6407932214532636672_o-424x318.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/64457378_2207357256000049_6407932214532636672_o-212x159.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/64457378_2207357256000049_6407932214532636672_o-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1296px) 100vw, 1296px\" alt=\"\" \t\tclass=\"so-widget-image\"\/>\n\t<\/div>\n\n<\/div><\/div><div id=\"panel-931-1-0-1\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-last-child\" data-index=\"3\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p style=\"text-align: justify\">Ou\u00e7a a Audiodescri\u00e7\u00e3o:\u00a0<a class=\"oajrlxb2 g5ia77u1 qu0x051f esr5mh6w e9989ue4 r7d6kgcz rq0escxv nhd2j8a9 nc684nl6 p7hjln8o kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x jb3vyjys rz4wbd8a qt6c0cv9 a8nywdso i1ao9s8h esuyzwwr f1sip0of lzcic4wl py34i1dx gpro0wi8\" role=\"link\" href=\"https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/junho-definitivo?fbclid=IwAR3pWBy56Hc1jg6g7peiD_U50joGNSWf-C9J1Wwxuxzb5B8h-RXQSeUNhds\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\">https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/junho-definitivo<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A fotografia em preto e branco destaca seis trabalhadores da zona rural de Pelotas, sendo que quatro deles s\u00e3o homens e est\u00e3o posicionados ao lado mais \u00e0 esquerda da foto. Um deles guia um carro de boi enquanto os demais transferem p\u00eassegos de cestos de vime para sacos. Do outro lado uma menina e senhora, negras, portam cestos. Os retratados na imagem est\u00e3o em sua maioria descal\u00e7os e a cena \u00e9 emoldurada por pessegueiros sem flores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os trabalhadores e trabalhadoras rurais, no anonimato de suas jornadas laborais, moviam uma parte importante da agricultura e ind\u00fastria aliment\u00edcia da Pelotas do passado. Esses agricultores colhiam p\u00eassegos, fruta n\u00e3o t\u00edpica da regi\u00e3o de Pelotas dado suas origens asi\u00e1ticas, mas que, na Serra dos Tapes, chegou pelas m\u00e3os dos europeus aqui instalados e encontrou um ambiente de f\u00e1cil adapta\u00e7\u00e3o. Num desses acontecimentos que une biologia, hist\u00f3ria e cultura, o p\u00eassego \u00e9, at\u00e9 os dias de hoje, uma fruta central para as tradi\u00e7\u00f5es doceiras locais. \u00c9 certo que desde os prim\u00f3rdios do s\u00e9culo XIX a cultura do p\u00eassego j\u00e1 havia sido introduzida em Pelotas, uma vez que o bot\u00e2nico Auguste Saint-Hilaire em seu Voyage \u00e0 Rio Grande do Sul (Br\u00e9sil) 1820-1821 descreveu pomares dessa fruta na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com o passar dos anos, na d\u00e9cada de 1960 (prov\u00e1vel data da foto), a colheita do p\u00eassego era o ponto alto da safra agr\u00edcola em Pelotas e regi\u00e3o, uma vez que, a fruta no seu limite de matura\u00e7\u00e3o (entre novembro e dezembro), tendia a cair no pomar e isso poderia gerar preju\u00edzos ao produtor. Essa din\u00e2mica gerava a necessidade de m\u00e3o-de-obra sazonal. Dentre os trabalhadores com habilidade para o tamanho desta tarefa encontravam-se colonos que, na maioria das vezes, n\u00e3o possu\u00edam terras suficientes para o cultivo de pomares, por\u00e9m, detinham experi\u00eancia para a realiza\u00e7\u00e3o desse trabalho. Dessa atividade participavam homens, mulheres, crian\u00e7as e idosos. Os homens ficavam com as tarefas mais pesadas, tais como acomodar em sacos o p\u00eassego colhido e, posteriormente, transport\u00e1-los em carro\u00e7as ou carretas at\u00e9 as propriedades rurais, para classific\u00e1-los e, em seguida, carreg\u00e1-los em caixas para a ind\u00fastria, em um processo realizado v\u00e1rias vezes ao dia. Nessa mesma \u00e9poca se dava a entrega do p\u00eassego para a ind\u00fastria que era feita tamb\u00e9m por meio de carro\u00e7as ou em carretas, que possu\u00edam o fundo e as laterais forrados com palha. Posteriormente, as ind\u00fastrias passaram a recolher o p\u00eassego diretamente na propriedade rural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s a classifica\u00e7\u00e3o, as frutas eram colocadas em caixas de madeira para o transporte at\u00e9 a f\u00e1brica. A escassez de caixas e as condi\u00e7\u00f5es das estradas coloniais eram fatores que comprometiam a qualidade e o tempo de entrega do p\u00eassego nas f\u00e1bricas. A comercializa\u00e7\u00e3o do produto com a ind\u00fastria, j\u00e1 classificado como de primeira, segunda ou terceira, se processava diretamente entre o produtor e as empresas, sem que houvesse, na maioria das vezes, documentos ou contratos assinados pelas partes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A foto em destaque pertence ao acervo permanente do Museu do Doce do Instituto de Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal de Pelotas. Uma foto, muito conhecimento e muita hist\u00f3ria. Fiquem atentos e aqui todo m\u00eas aprenderemos um pouco mais sobre o passado das tradi\u00e7\u00f5es doceiras de Pelotas e regi\u00e3o. A FOTO DO M\u00caS \u00e9 um projeto do Museu do Doce que iniciou em abril de 2019 e tem como objetivo destacar imagens do acervo preservado, com breve contexto hist\u00f3rico, de modo a divulgar ao p\u00fablico maior conhecimento sobre as tradi\u00e7\u00f5es doceiras da regi\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ou\u00e7a a Audiodescri\u00e7\u00e3o:\u00a0https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/junho-definitivo A fotografia em preto e branco destaca seis trabalhadores da zona rural de Pelotas, sendo que quatro deles s\u00e3o homens e est\u00e3o posicionados ao lado mais \u00e0 esquerda da foto. Um deles guia um carro de boi enquanto os demais transferem p\u00eassegos de cestos de vime para sacos. Do outro lado uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1000,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-931","page","type-page","status-publish","hentry","post"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/931","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1000"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=931"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/931\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":935,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/931\/revisions\/935"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}