{"id":922,"date":"2020-12-01T13:54:47","date_gmt":"2020-12-01T16:54:47","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/?page_id=922"},"modified":"2020-12-04T15:26:38","modified_gmt":"2020-12-04T18:26:38","slug":"fotodomesdeagosto","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/fotodomesdeagosto\/","title":{"rendered":"FOTO DO M\u00caS DE AGOSTO"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-922\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-922-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-922-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-922-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-headline panel-first-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-headline so-widget-sow-headline-default-6649cea9e56b-922\"\n\t\t\t\n\t\t><div class=\"sow-headline-container \">\n\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"sow-headline\">\n\t\t\t\t\t\tA FOTO DO M\u00caS\t\t\t\t\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/div><\/div><div id=\"panel-922-0-0-1\" class=\"so-panel widget widget_sow-headline panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-headline so-widget-sow-headline-default-38b6e067216c-922\"\n\t\t\t\n\t\t><div class=\"sow-headline-container \">\n\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"sow-headline\">\n\t\t\t\t\t\t\"... a doceira mais antiga em atividade nesse ramo\"\t\t\t\t\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-922-1\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-922-1-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-922-1-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-image panel-first-child\" data-index=\"2\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-image so-widget-sow-image-default-8b5b6f678277-922\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"sow-image-container\">\n\t\t<img \n\tsrc=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/69711646_2324962477572859_9063058680269766656_o.jpg\" width=\"1704\" height=\"1238\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/69711646_2324962477572859_9063058680269766656_o.jpg 1704w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/69711646_2324962477572859_9063058680269766656_o-424x308.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/69711646_2324962477572859_9063058680269766656_o-212x154.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/69711646_2324962477572859_9063058680269766656_o-768x558.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museudodoce\/files\/2020\/12\/69711646_2324962477572859_9063058680269766656_o-1536x1116.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1704px) 100vw, 1704px\" alt=\"\" \t\tclass=\"so-widget-image\"\/>\n\t<\/div>\n\n<\/div><\/div><div id=\"panel-922-1-0-1\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-last-child\" data-index=\"3\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p style=\"text-align: justify\">Ou\u00e7a a Audiodescri\u00e7\u00e3o:\u00a0<a class=\"oajrlxb2 g5ia77u1 qu0x051f esr5mh6w e9989ue4 r7d6kgcz rq0escxv nhd2j8a9 nc684nl6 p7hjln8o kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x jb3vyjys rz4wbd8a qt6c0cv9 a8nywdso i1ao9s8h esuyzwwr f1sip0of lzcic4wl py34i1dx gpro0wi8\" role=\"link\" href=\"https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/tudneldaok?fbclid=IwAR0G8d_eS6p4tUEx1l4_QLLSUdWFtj4Y3Y3KPmK8Ie6XNmeX_t7oiZyI6Jw\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\">https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/tudneldaok<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na foto colorida, Dona Zilda, uma senhora aparentando seus 70 anos, porta \u00f3culos de grau, jaleco e bon\u00e9 brancos. Ela olha para o expectador enquanto mexe com uma colher de metal uma massa para o preparo de um doce em pasta que se encontra dentro de um tacho de a\u00e7o inoxid\u00e1vel. A fam\u00edlia de Tusnelda Klasen Sias, conhecida como Dona Zilda, nascida em 1929, produzia passas de p\u00eassego. Sua m\u00e3e aprendeu a preparar essa iguaria com uma fam\u00edlia vizinha na localidade de Santo Amor, que se encontra no atual munic\u00edpio de Morro Redondo-RS. Nesse lugar, Dona Zilda e seus seis irm\u00e3os nasceram e cresceram, envolvidos com lidas dom\u00e9sticas e reuni\u00f5es p\u00fablicas nos finais de semana, quando comercializavam doces e cucas produzidos pela fam\u00edlia. Em entrevista concedida para a realiza\u00e7\u00e3o do Dossi\u00ea de Registro da Regi\u00e3o Doceira de Pelotas e Antiga Pelotas do IPHAN (2018), Dona Zilda relatou que, inicialmente, seus pais n\u00e3o produziam doces, dedicando-se apenas \u00e0 lavoura. Foi a partir da disponibilidade de sua m\u00e3e em trabalhar voluntariamente com a fam\u00edlia Cruz, na produ\u00e7\u00e3o dos doces, que este saber fazer agregou-se \u00e0s suas atividades cotidianas. Por dois anos sua m\u00e3e trabalhou com essa fam\u00edlia para aprender a fazer pessegada, passa de p\u00eassego e marmelada branca, passando, posteriormente, a arriscar-se na produ\u00e7\u00e3o de doces cristalizados e na cria\u00e7\u00e3o de outras receitas: \u201cestragava uma tachada, acertava outra, e assim ia indo\u201d. Nos tempos de mocidade, em Santo Amor, Dona Zilda, al\u00e9m de trabalhar como costureira, aprendeu a fazer doces com a m\u00e3e, em pequenos tachos de cobre. As frutas eram descascadas \u00e0 m\u00e3o por toda a fam\u00edlia e cozidas num pequeno galp\u00e3o, nos fundos da casa, onde estava instalado um fog\u00e3o \u00e0 lenha e outros utens\u00edlios tais como colheres de pau e dois tachos. As passas de p\u00eassego, pessegadas, goiabadas, al\u00e9m de cucas e p\u00e3es, tamb\u00e9m eram vendidas aos clientes provenientes do meio urbano que, aos finais de semana, visitavam a col\u00f4nia. Ap\u00f3s casar-se, Dona Zilda mudou-se para o bairro Fragata, em Pelotas. Em 1943, ela e o marido fundaram a f\u00e1brica de doces que leva seu nome, Dona Zilda. Nas duas primeiras d\u00e9cadas ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio, seus doces eram vendidos de acordo com as encomendas, tal como faziam as doceiras da \u00e9poca. Posteriormente, a empresa aderiu \u00e0 mecaniza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, inserindo tachos de a\u00e7o inoxid\u00e1vel, despolpadeiras e caldeiras. Embora tenha obtido destaque com os doces de massa e em pasta, Dona Zilda tamb\u00e9m teve proje\u00e7\u00e3o com seus doces cristalizados. Quando entrevistada, em 2007, Zilda era considerada a doceira mais antiga em atividade nesse ramo, tendo participado de diversas edi\u00e7\u00f5es da FENADOCE. Faleceu em 2010, deixando tr\u00eas filhos. A foto em destaque pertence ao acervo da CDL\/Pelotas e encontra-se em empr\u00e9stimo e preservada no Museu do Doce, do Instituto de Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal de Pelotas. Uma foto, muito conhecimento e muita hist\u00f3ria. Fiquem atentos e aqui todo m\u00eas aprenderemos um pouco mais sobre o passado das tradi\u00e7\u00f5es doceiras de Pelotas e da antiga Pelotas. A FOTO DO M\u00caS \u00e9 um projeto do Museu do Doce que iniciou em abril de 2019 e tem como objetivo destacar imagens do acervo preservado, com breve contexto hist\u00f3rico, de modo a divulgar ao p\u00fablico maior conhecimento sobre as tradi\u00e7\u00f5es doceiras da regi\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ou\u00e7a a Audiodescri\u00e7\u00e3o:\u00a0https:\/\/soundcloud.com\/museu-do-doce-ufpel\/tudneldaok Na foto colorida, Dona Zilda, uma senhora aparentando seus 70 anos, porta \u00f3culos de grau, jaleco e bon\u00e9 brancos. Ela olha para o expectador enquanto mexe com uma colher de metal uma massa para o preparo de um doce em pasta que se encontra dentro de um tacho de a\u00e7o inoxid\u00e1vel. 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