{"id":327,"date":"2020-12-09T10:15:55","date_gmt":"2020-12-09T13:15:55","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/?p=327"},"modified":"2020-12-09T10:28:13","modified_gmt":"2020-12-09T13:28:13","slug":"disputas-discursivas-e-desinformacao-no-instagram-sobre-o-uso-da-hidroxicloroquina-como-tratamento-para-o-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/2020\/12\/09\/disputas-discursivas-e-desinformacao-no-instagram-sobre-o-uso-da-hidroxicloroquina-como-tratamento-para-o-covid-19\/","title":{"rendered":"Disputas discursivas e desinforma\u00e7\u00e3o no Instagram sobre o uso da hidroxicloroquina como tratamento para o Covid-19"},"content":{"rendered":"<p><strong>Principais pontos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Analisamos as publica\u00e7\u00f5es sobre a hidroxicloroquina que receberam mais intera\u00e7\u00f5es no <strong>Instagram<\/strong> entre mar\u00e7o e julho de 2020.<\/li>\n<li><strong>Identificamos o que entendemos por disputa discursiva<\/strong>, em que h\u00e1 dois grupos com discursos distintos que disputam a hegemonia da opini\u00e3o p\u00fablica: um discurso favor\u00e1vel ao uso da hidroxicloroquina para Covid-19 e outro, contr\u00e1rio<\/li>\n<li><strong>Enquanto o grupo anti-HCQ baseava seu discurso em conte\u00fado verificado, o grupo pr\u00f3-HCQ reproduzia majoritariamente desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>. Encontramos, portanto, assimetrias em uma disputa discursiva entre informa\u00e7\u00e3o e desinforma\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Overview<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00faltima semana, apresentamos nosso artigo \u201c<a href=\"http:\/\/www.intercom.org.br\/sis\/eventos\/2020\/resumos\/R15-0550-1.pdf\">Disputas discursivas e desinforma\u00e7\u00e3o no Instagram sobre o uso da hidroxicloroquina como tratamento para o Covid-19<\/a>\u201d no 43\u00ba Congresso Brasileiro de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o (Intercom). Neste estudo<strong>, analisamos a disputa discursiva sobre a hidroxicloroquina no Instagram<\/strong>. Apesar de ser uma plataforma popular no Brasil, ainda s\u00e3o poucos os estudos que olham para a desinforma\u00e7\u00e3o no Instagram. Conforme dados da <a href=\"https:\/\/www.digitalnewsreport.org\/\">Reuters Institute<\/a>, o Instagram \u00e9 utilizado por 61% dos Brasileiros e quase metade destes utilizam para consumo de not\u00edcias e informa\u00e7\u00f5es. Utilizamos o <a href=\"https:\/\/www.crowdtangle.com\/\">CrowdTangle<\/a> para coletar publica\u00e7\u00f5es que mencionavam o medicamento entre mar\u00e7o e julho de 2020 (n=5.124). Destas, selecionamos as 200 publica\u00e7\u00f5es com maior n\u00famero de intera\u00e7\u00f5es (=12.938.446, o que representa mais de 60% do total de curtidas e coment\u00e1rios do nosso conjunto de dados). Utilizamos a an\u00e1lise de conte\u00fado para identificar <strong>(1) se os discursos eram favor\u00e1veis ou contr\u00e1rios ao uso de hidroxicloroquina; (2) se produziram desinforma\u00e7\u00e3o; e (3) que tipo de l\u00edder de opini\u00e3o estava publicando a mensagem<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Identificamos um cen\u00e1rio de disputa discursiva que favorece a forma\u00e7\u00e3o de discursos assim\u00e9tricos. <strong>O grupo favor\u00e1vel ao uso do medicamento para Covid-19 (pr\u00f3-HCQ) reproduz desinforma\u00e7\u00e3o de forma articulada com l\u00edderes de opini\u00e3o e conte\u00fado de fontes \u201calternativas\u201d<\/strong>. O outro grupo, que se posiciona de forma contr\u00e1ria ao uso da droga (anti-HCQ), d\u00e1 prefer\u00eancia ao discurso cient\u00edfico divulgando informa\u00e7\u00f5es comprovadas sobre o tema. Assim, <strong>encontramos uma disputa discursiva entre informa\u00e7\u00e3o e desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todo<\/strong><\/p>\n<p>A nossa an\u00e1lise foi realizada a partir da coleta de publica\u00e7\u00f5es do Instagram via CrowdTangle. Coletamos mais de 5 mil publica\u00e7\u00f5es, das quais selecionamos as 200 publica\u00e7\u00f5es que receberam mais intera\u00e7\u00f5es. Para a an\u00e1lise destes dados, utilizamos a <strong>an\u00e1lise de conte\u00fado<\/strong>. Tr\u00eas analistas independentes classificaram as mensagens. Para a classifica\u00e7\u00e3o final, utilizamos a <strong>concord\u00e2ncia entre pelo menos dois analistas<\/strong>. Para todas as categorias, alcan\u00e7amos bons n\u00edveis de concord\u00e2ncia \u2013 calculados por meio de Kripendorff\u2019s Alpha (entre 0,622 e 0,913).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Criamos tr\u00eas categorias de an\u00e1lise<\/strong>, em que buscamos identificar: (1) qual o discurso produzido em rela\u00e7\u00e3o ao uso da hidroxicloroquina como tratamento para o Covid-19; (2) se a publica\u00e7\u00e3o continha desinforma\u00e7\u00e3o; e (3) o tipo de usu\u00e1rio (l\u00edder de opini\u00e3o) respons\u00e1vel pela publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para identificar tipo de discurso, dividimos as publica\u00e7\u00f5es em favor\u00e1veis, contr\u00e1rias ou sem identifica\u00e7\u00e3o clara<\/strong>. Neste \u00faltimo caso as mensagens apenas mencionavam a hidroxicloroquina como parte do contexto, mas n\u00e3o discutiam a efic\u00e1cia da hidroxicloroquina. As mensagens favor\u00e1veis ao uso, reproduziam um discurso que apontava a hidroxicloroquina como tratamento eficaz para o Covid-19. J\u00e1 as publica\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias, apontavam para estudos que atestavam a inefic\u00e1cia da droga como tratamento. <strong>Para identificar a presen\u00e7a de desinforma\u00e7\u00e3o, consideramos como desinformativas as publica\u00e7\u00f5es que inclu\u00edam informa\u00e7\u00f5es distorcidas, manipuladas ou completamente falsas com a fun\u00e7\u00e3o de enganar<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para identificar os l\u00edderes de opini\u00e3o, criamos oito categorias ap\u00f3s uma an\u00e1lise inicial dos dados<\/strong>. S\u00e3o elas: (1) pol\u00edticos (exemplo: Jair Bolsonaro); (2) ve\u00edculos de imprensa (exemplo: Estad\u00e3o); (3) ve\u00edculos hiperpartid\u00e1rios (exemplo: Conex\u00e3o Pol\u00edtica); (4) p\u00e1ginas de pol\u00edtica (exemplos: Caio Coppola e Quebrando o Tabu); (5) p\u00e1ginas de sa\u00fade (exemplo: Medicina \u00c9); (6) jornalistas (exemplo: Lu\u00eds Ernesto Lacombe); (7) p\u00e1ginas institucionais (exemplo: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade); e (8) outros, para p\u00e1ginas que n\u00e3o se enquadravam em nenhuma das categorias acima (exemplo: Central da Fama).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n<p>Nossos resultados mostram a exist\u00eancia de discursos assim\u00e9tricos, j\u00e1 que <strong>o grupo favor\u00e1vel a hidroxicloroquina frequentemente reproduziu desinforma\u00e7\u00e3o, enquanto o discurso contr\u00e1rio ao uso do medicamento para Covid-19 foi baseado em informa\u00e7\u00f5es verificadas<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Encontramos uma maioria de publica\u00e7\u00f5es que produziam discurso favor\u00e1vel ao uso da hidroxicloroquina como \u201ccura\u201d ou profilaxia para Covid-19 (90), seguida pelas que produziam produziram discurso contr\u00e1rio (76) e uma minoria que n\u00e3o apresentava posi\u00e7\u00e3o clara (34). <strong>Entre as mensagens pr\u00f3-HCQ, quase tr\u00eas quartos reproduziam desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>, o que indica a associa\u00e7\u00e3o do discurso favor\u00e1vel ao medicamento a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado falso. Os gr\u00e1ficos abaixo detalham estes resultados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figura 1. Publica\u00e7\u00f5es pr\u00f3-hidroxicloroquina<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-329\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture1.png\" alt=\"\" width=\"885\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture1.png 885w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture1-400x163.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture1-768x312.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture1-750x305.png 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 885px) 100vw, 885px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-330\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture2.png\" alt=\"\" width=\"887\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture2.png 887w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture2-400x161.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture2-768x308.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/12\/Picture2-750x301.png 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 887px) 100vw, 887px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Alguns resultados s\u00e3o importantes para a nossa pesquisa. O primeiro \u00e9 o enquadramento pol\u00edtico da discuss\u00e3o. <strong>A apropria\u00e7\u00e3o da hidroxicloroquina como tema pol\u00edtico reflete nos atores centrais da disputa discursiva<\/strong>. Pol\u00edticos s\u00e3o os atores com a maior parte de intera\u00e7\u00f5es no grupo que reproduz discurso favor\u00e1vel ao medicamento, enquanto p\u00e1ginas pol\u00edticas e ve\u00edculos hiperpartid\u00e1rios s\u00e3o os atores com o maior n\u00famero de intera\u00e7\u00f5es entre os que reproduzem discurso contr\u00e1rio ao uso da droga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os pol\u00edticos s\u00e3o tamb\u00e9m os principais disseminadores de desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>. Descobrimos que os pol\u00edticos n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o aqueles que publicam mais mensagens desinformativas sobre o tema, mas tamb\u00e9m os que alcan\u00e7am maior n\u00famero de intera\u00e7\u00f5es em suas publica\u00e7\u00f5es. A m\u00e9dia de intera\u00e7\u00f5es nas publica\u00e7\u00f5es de pol\u00edticos que reproduzem desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 de quase 100 mil, o que representa a maior m\u00e9dia entre todos os diferentes tipos de l\u00edderes de opini\u00e3o que identificamos. <strong>Estes dados indicam o impacto dos pol\u00edticos na dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em particular, <strong>vemos uma influ\u00eancia central do discurso de Jair Bolsonaro<\/strong>, que publicou oito mensagens sobre o tema (entre as 200 analisadas), todas favor\u00e1veis ao uso do medicamento. <strong>Destas oito mensagens, apenas uma n\u00e3o cont\u00e9m desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>. Suas mensagens geraram 3.229.344, das quais 2.800.248 de intera\u00e7\u00f5es s\u00e3o oriundas de publica\u00e7\u00f5es que produzem um discurso desinformativo. <strong>O discurso desinformativo tamb\u00e9m foi reproduzido em uma publica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong>, o que mostra que a pr\u00f3pria comunica\u00e7\u00e3o governamental reproduz um discurso favor\u00e1vel ao uso do medicamento e que fortalece a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De forma geral, os nossos resultados apontam para assimetrias nos discursos na disputa sobre a hidroxicloroquina. <strong>Enquanto o discurso anti-HCQ \u00e9 baseado em informa\u00e7\u00f5es verificadas, o discurso pr\u00f3-HCQ majoritariamente reproduz desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>. Al\u00e9m disso, identificamos como o tema foi apropriado pelo discurso pol\u00edtico e s\u00e3o estes atores os principais disseminadores de informa\u00e7\u00f5es falsas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Relev\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) tem destacado a relev\u00e2ncia de acesso a informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis sobre a pandemia do Covid-19. <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/2020\/11\/20\/alguns-resultados-pesquisa-desinformacao-e-covid-19-na-midia-social\/\">Temos visto nas nossas pesquisas que a desinforma\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a tem gerado impacto na m\u00eddia social no Brasil<\/a>. <strong>Este contexto dificulta a a\u00e7\u00e3o coletiva<\/strong>, j\u00e1 que h\u00e1 excesso de informa\u00e7\u00f5es, polariza\u00e7\u00e3o nos discursos e mesmo circula\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os nossos resultados mostram um contexto do que a OMS chama de \u201c<\/strong><a href=\"https:\/\/www.who.int\/teams\/risk-communication\/infodemic-management\/\"><strong>infodemia<\/strong><\/a><strong>\u201d<\/strong>, j\u00e1 que encontramos uma disputa discursiva entre grupos com posi\u00e7\u00f5es opostas e na qual o grupo pr\u00f3-HCQ reproduzia desinforma\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, <strong>identificamos um papel central dos pol\u00edticos e outros atores pol\u00edticos no espalhamento da desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>. Al\u00e9m de enquadrarem o tema como disputa pol\u00edtica, a presen\u00e7a destes atores legitima um discurso desinformativo. Este resultado ajuda a explicar como <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2020\/07\/18-dos-brasileiros-acreditam-que-hidroxicloroquina-cura-covid-19.html\">18% dos brasileiros acreditam que hidroxicloroquina \u00e9 a cura do Covid-19<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Autores e financiamento<\/strong><\/p>\n<p>Agradecemos ao CrowdTangle pelo acesso aos dados que utilizamos na nossa an\u00e1lise. Os autores deste artigo s\u00e3o<strong> Felipe Soares<\/strong>\u00a0(UFRGS), <strong>Carolina Bonoto<\/strong> (UFRGS), <strong>Paula Viegas<\/strong> (UFRGS), <strong>Igor Salgueiro<\/strong> (UFPEL) e <strong>Raquel Recuero<\/strong>\u00a0(UFPEL\/UFRGS). O estudo contou com o apoio da CAPES, do CNPq e da FAPERGS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principais pontos Analisamos as publica\u00e7\u00f5es sobre a hidroxicloroquina que receberam mais intera\u00e7\u00f5es no Instagram entre mar\u00e7o e julho de 2020. Identificamos o que entendemos por disputa discursiva, em que h\u00e1 dois grupos com discursos distintos que disputam a hegemonia da opini\u00e3o p\u00fablica: um discurso favor\u00e1vel ao uso da hidroxicloroquina para Covid-19 e outro, contr\u00e1rio Enquanto &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/2020\/12\/09\/disputas-discursivas-e-desinformacao-no-instagram-sobre-o-uso-da-hidroxicloroquina-como-tratamento-para-o-covid-19\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":867,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,15,16,7,13,3,17],"tags":[],"class_list":["post-327","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analise-de-redes","category-covid-19","category-desinformacao","category-discurso","category-disputa-discursiva","category-fake-news","category-instagram","item-wrap"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/327","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/users\/867"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=327"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/327\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":337,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/327\/revisions\/337"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}