{"id":280,"date":"2020-10-01T08:57:30","date_gmt":"2020-10-01T11:57:30","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/?p=280"},"modified":"2020-10-01T09:06:00","modified_gmt":"2020-10-01T12:06:00","slug":"artigo-novo-polarizacao-hiperpartidarismo-e-camaras-de-eco-como-circula-a-desinformacao-sobre-covid-19-no-twitter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/2020\/10\/01\/artigo-novo-polarizacao-hiperpartidarismo-e-camaras-de-eco-como-circula-a-desinformacao-sobre-covid-19-no-twitter\/","title":{"rendered":"Preprint: Polariza\u00e7\u00e3o, Hiperpartidarismo e C\u00e2maras de Eco: Como circula a Desinforma\u00e7\u00e3o sobre Covid-19 no Twitter"},"content":{"rendered":"<p>(Por Felipe B. Soares)<\/p>\n<p><strong>Principais pontos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Nesta pesquisa, analisamos a circula\u00e7\u00e3o de links sobre a hidroxicloroquina no Twitter e identificamos polariza\u00e7\u00e3o na circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, ou seja,<strong> as informa\u00e7\u00f5es que circulam em um grupo n\u00e3o circulam no outro. <span data-offset-key=\"9gu85-1-0\">Isso<\/span><span data-offset-key=\"9gu85-2-0\"> significa que links informativos, que poderiam desmentir a desinforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o circulam onde circulou a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/span><\/strong><\/li>\n<li><span data-offset-key=\"129he-0-0\">O grupo favor\u00e1vel ao uso da hidroxicloroquina como <strong>profilaxia e cura do Covid-19<\/strong> est\u00e1 associado <strong>\u00e0\u00a0<\/strong><\/span><span data-offset-key=\"129he-0-1\"><strong>desinforma\u00e7\u00e3o e m\u00eddias hiperpartid\u00e1rias<\/strong>, o que tamb\u00e9m salienta o <strong>alinhamento pol\u00edtico da desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Overview<\/strong><\/p>\n<p>O nosso o artigo \u201c<a href=\"https:\/\/preprints.scielo.org\/index.php\/scielo\/preprint\/view\/1154\">Polariza\u00e7\u00e3o, Hiperpartidarismo e C\u00e2maras de Eco: Como circula a Desinforma\u00e7\u00e3o sobre Covid-19 no Twitter<\/a>\u201d est\u00e1 dispon\u00edvel em Preprint na SciELO. Neste artigo, <strong>analisamos a circula\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o sobre o Covid-19 no Twitter<\/strong>, analisando especificamente links relacionadas com o uso da hidroxicloroquina como tratamento da doen\u00e7a. A nossa an\u00e1lise foi realizada a partir de um conjunto de 159.560 links que circularam no Twitter entre os meses de mar\u00e7o e julho de 2020.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de um mapeamento da rede e da observa\u00e7\u00e3o da vizinhan\u00e7a dos links e dos links mais compartilhados, <strong>observamos uma polariza\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o dos links de acordo com seu sentido<\/strong> (pr\u00f3-hidroxicloroquina ou anti-hidroxicloroquina). Os resultados tamb\u00e9m apontam para uma maior atividade na divulga\u00e7\u00e3o de links pr\u00f3-hidroxicloroquina, grupo onde tamb\u00e9m circula a maior quantidade de <strong>desinforma\u00e7\u00e3o e de m\u00eddias hiperpartid\u00e1rias<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todo<\/strong><\/p>\n<p>Para a nossa an\u00e1lise, coletamos um total de 925.537 <em>tweets<\/em> que continham a combina\u00e7\u00e3o de palavras \u201chidroxicloroquina + coronav\u00edrus\u201d (302.897) e \u201ccloroquina + coronav\u00edrus\u201d (622.640) de 01 de mar\u00e7o de 2020 a 20 de julho do mesmo ano. Deste total, <strong>filtramos um total de 159.560 <em>tweets<\/em> que continham URLs (links)<\/strong>, com um total de 106.222 links \u00fanicos.<\/p>\n<p><strong>Utilizamos a An\u00e1lise de Redes Sociais para analisar como os links foram compartilhados e identificar a presen\u00e7a de clusters polarizados<\/strong>, ou seja, mapear quais grupos de usu\u00e1rios compartilham links semelhantes sobre o tema. Criamos uma rede bipartida, com n\u00f3s em que representavam as URLs e n\u00f3s que representavam os usu\u00e1rios que as compartilharam. Tamb\u00e9m utilizamos algoritmos que calculam a tend\u00eancia dos n\u00f3s em pertencerem ao mesmo grupo a partir das URLs que compartilham (os usu\u00e1rios ficam mais pr\u00f3ximo de outros usu\u00e1rios que compartilham os mesmos links).<\/p>\n<p><strong>Utilizamos tamb\u00e9m a An\u00e1lise de Conte\u00fado para avaliar as 100 URLs que mais circularam nos clusters principais da rede<\/strong>. Esses links foram analisados e classificados (1) de acordo com o ve\u00edculo de origem (hiperpartid\u00e1rios, jornal\u00edsticos, institucionais ou links de m\u00eddia social \u2013 que apontam para outro canal); (2) de acordo com o conte\u00fado (se continha ou n\u00e3o desinforma\u00e7\u00e3o); (3) se apoiavam ou n\u00e3o o discurso do uso da hidroxicloroquina como cura ou profilaxia para o Covid-19.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n<p>Na an\u00e1lise, n\u00f3s marcamos as URLs em azul e os usu\u00e1rios em vermelho, assim podemos identificar os diferentes tipos de n\u00f3s na nossa rede bipartida. A primeira coisa que observamos \u00e9 a presen\u00e7a de duas comunidades (dois clusters) fortemente demarcados na rede. <strong>Isto indica que as URLs que circulam em um grupo n\u00e3o circulam no outro.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/10\/Picture1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-282\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/10\/Picture1.png\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/10\/Picture1.png 850w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/10\/Picture1-400x339.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/10\/Picture1-768x651.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/midiars\/files\/2020\/10\/Picture1-750x635.png 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Figura 1: Rede do compartilhamento de links (azul) por usu\u00e1rios do Twitter (vermelho)<\/em><\/p>\n<p>Para compreender o conte\u00fado que circulava na rede, analisamos as 100 URLs mais compartilhadas em cada um dos grupos. <strong>O grupo da parte de cima da rede era<\/strong> <strong>favor\u00e1vel a libera\u00e7\u00e3o do uso do rem\u00e9dio para tratamento do coronav\u00edrus<\/strong>. Do total de 100 links, 97 defendiam de algum modo o uso do rem\u00e9dio, seja como cura ou como tratamento, ou implicavam que pessoas que tinham se tratado com hidroxicloroquina teriam sobrevivido apenas pelo uso do rem\u00e9dio. <strong>Neste cluster, dentre as 100 URLs com maior circula\u00e7\u00e3o, temos 72 que continham algum tipo de desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong> e 28 que n\u00e3o continham. Todas as URLs que continham desinforma\u00e7\u00e3o vinham de ve\u00edculos hiperpartid\u00e1rios e m\u00eddia social.<\/p>\n<p><strong>No outro cluster, predomina o discurso que desacredita o uso do rem\u00e9dio no tratamento do coronav\u00edrus<\/strong>. Neste grupo, observamos uma maior circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos jornal\u00edsticos e institucionais. <strong>H\u00e1 tamb\u00e9m uma quantidade muito menor de desinforma\u00e7\u00e3o circulando<\/strong> (apenas sete links), dos quais quatro links v\u00eam de ve\u00edculos hiperpartid\u00e1rios, dois de ve\u00edculos institucionais (que republicaram conte\u00fado desinformativo de sites hiperpartid\u00e1rios) e um de conte\u00fado publicado em m\u00eddia social.<\/p>\n<p>A tabela abaixo sumariza estes resultados.<\/p>\n<p><strong><em>Dados de conte\u00fado e dos ve\u00edculos<\/em><\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"200\"><strong>Tipos de Conte\u00fado<\/strong><\/td>\n<td width=\"201\"><strong>Cluster pr\u00f3 hidroxicloroquina<\/strong><\/td>\n<td width=\"201\"><strong>Cluster anti hidroxicloroquina<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"200\">Desinforma\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"201\">72<\/td>\n<td width=\"201\">7<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"200\">Conte\u00fado verificado<\/td>\n<td width=\"201\">28<\/td>\n<td width=\"201\">93<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"200\"><strong>Tipos de Ve\u00edculo<\/strong><\/td>\n<td width=\"201\"><\/td>\n<td width=\"201\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"200\">Ve\u00edculos hiperpartid\u00e1rios<\/td>\n<td width=\"201\">64<\/td>\n<td width=\"201\">5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"200\">Ve\u00edculos jornal\u00edsticos<\/td>\n<td width=\"201\">20<\/td>\n<td width=\"201\">80<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"200\">Ve\u00edculos institucionais<\/td>\n<td width=\"201\">2<\/td>\n<td width=\"201\">10<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"200\">M\u00eddia Social<\/td>\n<td width=\"201\">14<\/td>\n<td width=\"201\">5<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dentre os links que apoiam o uso da hidroxicloroquina, vemos principalmente refer\u00eancias \u00e0 declara\u00e7\u00f5es do presidente Bolsonaro, ministros da sa\u00fade e outras autoridades, e conte\u00fado sob o formato que aponta para estudos que supostamente mostrariam que o medicamento \u201cmata\u201d o v\u00edrus. J\u00e1 entre os links que desmentem este uso, vemos principalmente conte\u00fado factual, como o a retirada do estudo franc\u00eas que teria supostamente comprovado a efic\u00e1cia da hidroxicloroquina do ar e a n\u00e3o recomenda\u00e7\u00e3o do uso do medicamento em testes pela OMS, al\u00e9m de links para peri\u00f3dicos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m observamos diferen\u00e7as importantes na estrutura dos dois clusters. O primeiro cluster, pr\u00f3-hidroxicloroquina, por exemplo, \u00e9 maior que o segundo (respectivamente 41.601 n\u00f3s e 25.849 n\u00f3s). O grupo que defende o uso da hidroxicloroquina tem 41.601 n\u00f3s e 70.030 conex\u00f5es, enquanto o outro grupo tem 25.849 n\u00f3s e 38.954 conex\u00f5es. Isso indica que h\u00e1 mais n\u00f3s compartilhando os mesmos links no primeiro cluster em compara\u00e7\u00e3o com o segundo grupo. Ou seja, <strong>h\u00e1 uma maior concentra\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es para as mesmas URLs compartilhadas no grupo pr\u00f3-hidroxicloroquina<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Relev\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>Os nossos resultados sinalizam assimetrias importantes na \u201cdieta informativa\u201d de quem consome e compartilha conte\u00fado relacionado ao Covid-19 no Twitter. No grupo favor\u00e1vel ao uso da hidroxicloroquina como tratamento do Covid-19, a desinforma\u00e7\u00e3o est\u00e1 bastante associada ao consumo de ve\u00edculos hiperpartid\u00e1rios (uma vez que quase toda a desinforma\u00e7\u00e3o encontrada est\u00e1 relacionada a eles) e \u00e0 conte\u00fado de m\u00eddia social (notadamente o YouTube). Por outro lado, no contr\u00e1rio ao uso da hidroxicloroquina como tratamento do Covid-19, a maior parte dos links circulados s\u00e3o de ve\u00edculos jornal\u00edsticos ou noticiosos e ve\u00edculos institucionais (por exemplo, sites de empresas, universidades e minist\u00e9rios). Neste grupo, h\u00e1 um consumo e circula\u00e7\u00e3o muito menor de ve\u00edculos hiperpartid\u00e1rios que, embora tamb\u00e9m sejam tipicamente associados a desinforma\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m circulam conte\u00fado verdadeiro.\u00a0 Este grupo est\u00e1 menos exposto \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o que o primeiro.<\/p>\n<p>A estrutura da rede de links sobre o Covid-19, em conjunto com o tipo de URLs que circulam em cada grupo, indica que temos dois \u201cecossistemas\u201d de informa\u00e7\u00e3o distintos sobre o tema no Twitter. Assim, <strong>o que circula em um grupo n\u00e3o circula no outro<\/strong>. Isto \u00e9, links favor\u00e1veis ou contr\u00e1rios ao uso da hidroxicloroquina como tratamento do Covid-19 praticamente n\u00e3o circulam no cluster com opini\u00e3o contr\u00e1ria. Isto <strong>dificulta o combate a desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong>, que est\u00e1 associada ao discurso pr\u00f3-hidroxicloroquina, j\u00e1 que os usu\u00e1rios deste grupo n\u00e3o compartilham URLs que desmentem a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Autores e financiamento<\/strong><\/p>\n<p>Os autores deste artigo s\u00e3o <strong>Raquel Recuero<\/strong>\u00a0(UFPEL\/UFRGS),\u00a0<strong>Felipe Soares<\/strong>\u00a0(UFRGS) e <strong>Gabriela Zago <\/strong>(MIDIARS). O estudo contou com o apoio do CNPq e da FAPERGS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Por Felipe B. 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