{"id":434,"date":"2024-08-28T16:22:36","date_gmt":"2024-08-28T19:22:36","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/maquinascorposegrafias\/?page_id=434"},"modified":"2024-09-12T14:06:05","modified_gmt":"2024-09-12T17:06:05","slug":"mr-1","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/maquinascorposegrafias\/mr-1\/","title":{"rendered":"MR 1: Rela\u00e7\u00f5es tecnopo\u00e9ticas entre criaturas e m\u00e1quinas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/maquinascorposegrafias\/guilherme-ribeiro-correa\/\">Guilherme Corr\u00eaa<\/a> (PPGC\/UFPel)<br \/>\n<strong>Debatedora:<\/strong> <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/maquinascorposegrafias\/claudia-turra-magni\/\">Claudia Turra Magni<\/a> (PPGAnt\/UFPel)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Computa\u00e7\u00e3o \u00e0 Psican\u00e1lise, passando pela Antropologia, esta Mesa estimula o encontro e a fric\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas perspectivas contempor\u00e2neas sobre as intera\u00e7\u00f5es e hibridiza\u00e7\u00f5es entre seres vivos e seres maqu\u00ednicos. Partindo de uma restrospectiva da populariza\u00e7\u00e3o da IA, desde sua implementa\u00e7\u00e3o \u00e0 atualidade, trataremos, a seguir, de seus empregos na produ\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias e imagin\u00e1rios; das rela\u00e7\u00f5es sociot\u00e9cnicas entre criadores, cria\u00e7\u00e3o e criaturas, bem como de afetos, \u00e2nimos e paix\u00f5es que os aut\u00f4matos suscitam na humanidade.<\/p>\n<p><strong>Comunicadora\/es:<\/strong><br \/>\n<strong><em>\u201cUma caminhada pela Intelig\u00eancia Artificial: como chegamos at\u00e9 aqui?\u201d<\/em><\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/maquinascorposegrafias\/joaquim-francisco-dos-santos-neto\/\">Joaquim Francisco dos Santos Neto<\/a> (PPGCA\/Unisinos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00edntese da proposta:<\/strong> Qual caminho percorremos para chegarmos \u00e0s atuais IA? Desde as teorias de Alan Turing at\u00e9 os Grandes Modelos de Linguagem, como o ChatGPT e o LLaMa; desde modelos baseados apenas em fragmentos de palavras at\u00e9 aqueles capazes de compreender e gerar texto, voz e imagem: como chegamos at\u00e9 aqui?<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><em>\u201cUma antropologia mais-que-humana\u201d<\/em><\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/maquinascorposegrafias\/jean-segata\/\">Jean Segata<\/a> (UFRGS)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00edntese da proposta:<\/strong> H\u00e1 meio s\u00e9culo, as teorias antropol\u00f3gicas foram atravessadas e tensionadas por campos como os estudos p\u00f3s-coloniais, de g\u00eanero e feministas. Como resultado, emergiram antropologias menos europeias, menos brancas, menos masculinas e menos heteronormativas. De forma semelhante, uma antropologia menos antropoc\u00eantrica tem ganhado for\u00e7a a partir de etnografias recentes, influenciadas pelos estudos da ci\u00eancia e tecnologia, dos animais, da ecologia e pelos debates sobre o Antropoceno. Enfatizando este \u00faltimo ponto, esta apresenta\u00e7\u00e3o estimula essas interse\u00e7\u00f5es de campos e temas em prol de uma antropologia mais-que-humana, cujo ponto de converg\u00eancia \u00e9 o reconhecimento das hist\u00f3rias, protagonismos pol\u00edticos, biografias e identidades de artefatos tecnol\u00f3gicos, animais, plantas, minerais e outras criaturas na constitui\u00e7\u00e3o do que a antropologia convencionou chamar de vida social.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><em>\u201cA paix\u00e3o pelo aut\u00f4mato como gozo no capitalismo.\u201d<\/em><\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/maquinascorposegrafias\/roberto-amorim\/\">Roberto Amorim<\/a> (UFRGS)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00edntese da proposta:<\/strong> Paix\u00e3o pelo Aut\u00f4mato \u00e9 um conceito desenvolvido pelo autor para investigar, desde a psican\u00e1lise, um p\u00e1thos da cultura contempor\u00e2nea. Por p\u00e1thos deve se entender n\u00e3o o sentido capturado e popularizado pela medicaliza\u00e7\u00e3o da vida que remete \u00e0 doen\u00e7a, mas uma disposi\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia humana de envolvimento subjetivo e prova\u00e7\u00e3o singular no sentido existencial de suas pr\u00f3prias paix\u00f5es. Uma no\u00e7\u00e3o disso \u00e9 o que chamamos de paix\u00e3o de Cristo: sua prova\u00e7\u00e3o e passivamento para cumprir uma destina\u00e7\u00e3o deliberada. As repeti\u00e7\u00f5es em nossas pr\u00e1ticas cotidianas de trabalho ou de rela\u00e7\u00f5es afetivas e lazer, bem como os aut\u00f4matos como figura\u00e7\u00f5es de um suposto ideal humano observados nas narrativas e produ\u00e7\u00f5es culturais numa sociedade cada vez mais informatizada e associada ao tecnol\u00f3gico, completam o sentido da express\u00e3o Paix\u00e3o pelo Aut\u00f4mato. Nesta interven\u00e7\u00e3o o autor procurar\u00e1 justificar como os \u00faltimos avan\u00e7os das IAs refor\u00e7am o questionamento do conceito moderno de humanidade pelo discurso p\u00f3s-humano, em especial sua vertente transumanista. Por fim, mostrar\u00e1 como esses avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos respondem muito mais \u00e0 injun\u00e7\u00e3o de valoriza\u00e7\u00e3o do valor na rela\u00e7\u00e3o capitalista de reprodu\u00e7\u00e3o social da vida, ao inv\u00e9s de constituir uma esp\u00e9cie de destina\u00e7\u00e3o inata de desenvolvimento e evolu\u00e7\u00e3o humana como ser diferenciado na natureza.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><em>\u201cImagens, intelig\u00eancia artificial generativa e a produ\u00e7\u00e3o de passados\u201d<\/em><\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/maquinascorposegrafias\/debora-krischke-leitao\/\">D\u00e9bora Leit\u00e3o<\/a> (UQ\u00c0M, Canad\u00e1)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00edntese da proposta:<\/strong> Nos \u00faltimos anos, as ferramentas de intelig\u00eancia artificial generativa tem se popularizado significativamente, sobretudo aquelas capazes de produzir textos e imagens. Nessa comunica\u00e7\u00e3o discutiremos os usos de IA na produ\u00e7\u00e3o de imagens que, \u00e0 partir da ado\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de conven\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas, emulam fotografias antigas. O universo emp\u00edrico que serve de base \u00e0s reflex\u00f5es desenvolvidas corresponde principalmente \u00e0s ferramentas de IA generativa de imagens oferecidas por sites comerciais de pesquisa geneal\u00f3gica amadora. Analisaremos os usos de tais ferramentas na produ\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias familiares e de imagin\u00e1rios sobre outras \u00e9pocas e lugares, al\u00e9m de apresentar algumas controv\u00e9rias contempor\u00e2neas que decorrem dessa possibilidade de recria\u00e7\u00e3o ficcional de imagens do passado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordena\u00e7\u00e3o: Guilherme Corr\u00eaa (PPGC\/UFPel) Debatedora: Claudia Turra Magni (PPGAnt\/UFPel) Da Computa\u00e7\u00e3o \u00e0 Psican\u00e1lise, passando pela Antropologia, esta Mesa estimula o encontro e a fric\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas perspectivas contempor\u00e2neas sobre as intera\u00e7\u00f5es e hibridiza\u00e7\u00f5es entre seres vivos e seres maqu\u00ednicos. 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