{"id":87,"date":"2025-03-07T10:01:50","date_gmt":"2025-03-07T13:01:50","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/?p=87"},"modified":"2025-05-28T19:11:35","modified_gmt":"2025-05-28T22:11:35","slug":"87","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/2025\/03\/07\/87\/","title":{"rendered":"&#8220;LE SUICID\u00c9&#8221;, de \u00c9douard Manet"},"content":{"rendered":"<article class=\"text-token-text-primary w-full\" dir=\"auto\" data-testid=\"conversation-turn-8\" data-scroll-anchor=\"true\">\n<div class=\"text-base my-auto mx-auto py-5 [--thread-content-margin:--spacing(4)] @[37rem]:[--thread-content-margin:--spacing(6)] @[72rem]:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)\">\n<div class=\"[--thread-content-max-width:32rem] @[34rem]:[--thread-content-max-width:40rem] @[64rem]:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto flex max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 text-base gap-4 md:gap-5 lg:gap-6 group\/turn-messages focus-visible:outline-hidden\" tabindex=\"-1\">\n<div class=\"group\/conversation-turn relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn\">\n<div class=\"relative flex-col gap-1 md:gap-3\">\n<div class=\"flex max-w-full flex-col grow\">\n<div class=\"min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&amp;]:mt-5\" dir=\"auto\" data-message-author-role=\"assistant\" data-message-id=\"6e6e6eb6-c6ad-4740-b8c5-5e46da653ee9\" data-message-model-slug=\"gpt-4o\">\n<div class=\"flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[3px]\">\n<div class=\"markdown prose dark:prose-invert w-full break-words light\">\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"92\" data-end=\"827\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/manet.jpg?resize=616%2C411&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"411\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/manet.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/manet.jpg?w=679&amp;ssl=1 679w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"92\" data-end=\"827\"><strong data-start=\"107\" data-end=\"126\">(MANET, \u00c9douard.<\/strong> <em data-start=\"127\" data-end=\"139\">Le Suicid\u00e9<\/em> [O Suicida], entre 1877 e 1881. <span class=\"relative -mx-px my-[-0.2rem] rounded px-px py-[0.2rem] transition-colors duration-100 ease-in-out\">\u00d3leo sobre tela; 38 \u00d7 46 cm.<\/span> <span class=\"relative -mx-px my-[-0.2rem] rounded px-px py-[0.2rem] transition-colors duration-100 ease-in-out\">Funda\u00e7\u00e3o E.G. B\u00fchrle, Zurique, Su\u00ed\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"92\" data-end=\"827\">Na obra <em data-start=\"100\" data-end=\"112\">Le Suicid\u00e9<\/em>, atribu\u00edda a \u00c9douard Manet e datada de aproximadamente 1877 a 1881, encontramos uma das mais desconcertantes imagens da modernidade: um corpo masculino inerte, semi-reclinado sobre uma cama, com uma pistola ainda pendendo da m\u00e3o. A cena, desprovida de qualquer elemento narrativo tradicional, parece surgir do sil\u00eancio visual, como um corte abrupto na expectativa est\u00e9tica do s\u00e9culo XIX. A pintura n\u00e3o nos oferece o consolo da mitologia, a grandiosidade do hero\u00edsmo, nem mesmo a acusa\u00e7\u00e3o moral que tantas vezes acompanhava representa\u00e7\u00f5es de suicidas em outras \u00e9pocas. Em vez disso, nos deparamos com o sil\u00eancio da exist\u00eancia, a banalidade da morte, a crueza de um ato irredut\u00edvel, sem alegorias, sem met\u00e1foras, sem v\u00e9us. Em tudo, diferente dos quadros de Rubens ou de Jacques-Louis David (cuja obra, A morte de S\u00f3crates, analiso em profundidade no meu livro A inven\u00e7\u00e3o do Suic\u00eddio (a sair pela EdUFABC, no segundo semestre de 2025),<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"829\" data-end=\"1514\">O primeiro choque que a imagem provoca n\u00e3o est\u00e1 apenas na viol\u00eancia impl\u00edcita, mas na sua total falta de ornamenta\u00e7\u00e3o. Manet, cuja obra frequentemente recusou os artif\u00edcios idealizantes da pintura acad\u00eamica, leva aqui esse gesto ao extremo. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma tentativa de emoldurar a cena em s\u00edmbolos redentores: n\u00e3o h\u00e1 livros abertos, bilhetes de despedida, flores ca\u00eddas, ou figuras chorosas ao redor. N\u00e3o h\u00e1 sequer a presen\u00e7a de uma janela, a luz que banha o c\u00f4modo parece vir de um lugar impessoal, sem origem: parece-me que a cena est\u00e1 iluminada n\u00e3o por um sol externo, mas pela pr\u00f3pria brutalidade do ato representado. \u00c9 a luz da consci\u00eancia, talvez, que exp\u00f5e a morte sem ret\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"1516\" data-end=\"2150\">A posi\u00e7\u00e3o do corpo \u00e9 central: o homem est\u00e1 ca\u00eddo de lado, meio sentado, com a cabe\u00e7a pendida para tr\u00e1s. Essa n\u00e3o \u00e9 a pose dos m\u00e1rtires, dos her\u00f3is, dos santos ou dos amantes tr\u00e1gicos. \u00c9 a pose de algu\u00e9m vencido, de algu\u00e9m que saiu da cena da vida n\u00e3o como um gesto grandioso, mas como um cansa\u00e7o \u00faltimo. A cama onde ele repousa \u00e9 estreita, quase claustrof\u00f3bica. \u00c9 uma cama de pens\u00e3o barata, de quarto an\u00f4nimo, de cidade grande e impessoal. Essa cama, por sua vez, adquire um simbolismo inevit\u00e1vel: n\u00e3o \u00e9 apenas um leito f\u00edsico, mas o espa\u00e7o m\u00ednimo da intimidade moderna, onde a vida, a solid\u00e3o e a morte se confundem sem testemunhas.\u00a0O rev\u00f3lver na m\u00e3o do homem \u00e9 um detalhe que aciona toda a l\u00f3gica do gesto volunt\u00e1rio. \u00c9 ele que determina o sentido da cena: n\u00e3o estamos diante de um assassinato, mas de um suic\u00eddio. Por\u00e9m, o que mais impressiona n\u00e3o \u00e9 o rev\u00f3lver em si, mas o modo como ele est\u00e1 quase descolado de qualquer hero\u00edsmo. Manet n\u00e3o o transforma em objeto simb\u00f3lico, como ocorreria em outras tradi\u00e7\u00f5es visuais. O rev\u00f3lver \u00e9 apenas um instrumento, t\u00e3o frio quanto a parede branca ao fundo. Essa recusa da metaf\u00edsica abre espa\u00e7o para uma outra leitura: a de que o suic\u00eddio aqui representado n\u00e3o \u00e9 um discurso, mas uma suspens\u00e3o de todos os discursos. O ato n\u00e3o explica nada; \u00e9 o colapso da linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"2830\" data-end=\"3508\">Diante dessa imagem, somos tentados a buscar raz\u00f5es, hist\u00f3rias, contextos. Quem era esse homem? Por que ele se matou? Qual era sua hist\u00f3ria? Mas a pintura recusa todas essas perguntas. Ela se apresenta como uma opacidade, como um fato bruto,\u00a0 e \u00e9 exatamente a\u00ed que reside sua pot\u00eancia filos\u00f3fica. Ao contr\u00e1rio das narrativas religiosas ou psicol\u00f3gicas que buscam explicar o suic\u00eddio, Manet (ou quem quer que seja o verdadeiro autor) nos for\u00e7a a confront\u00e1-lo como um limite. O suic\u00eddio aqui n\u00e3o \u00e9 apresentado como problema moral, mas como enigma ontol\u00f3gico. O ser que era, agora n\u00e3o \u00e9 mais. O gesto final n\u00e3o est\u00e1 inscrito em nenhuma hist\u00f3ria maior. \u00c9 o fim abrupto da narrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"3510\" data-end=\"4001\">Se pensarmos com Albert Camus, que em <em data-start=\"3548\" data-end=\"3566\">O Mito de S\u00edsifo<\/em> declara (t\u00e3o exageradamente!) que o suic\u00eddio \u00e9 o \u00fanico problema filos\u00f3fico verdadeiramente s\u00e9rio, ent\u00e3o <em data-start=\"3649\" data-end=\"3661\">Le Suicid\u00e9<\/em> talvez seja a mais rigorosa visualiza\u00e7\u00e3o desse problema. E este \u00e9 um ponto particularmente importante: A pintura n\u00e3o nos diz se o homem tinha raz\u00e3o para morrer. Ela nos mostra apenas que ele morreu, e que foi ele quem escolheu faz\u00ea-lo. A liberdade radical do gesto choca-se com sua consequ\u00eancia absoluta: o aniquilamento. A imagem n\u00e3o celebra essa liberdade, nem a condena. Ela a mostra. Aqui, outro ponto fundamental: a aus\u00eancia que quaisquer ju\u00edzos sobre a morte volunt\u00e1ria.\u00a0Nesse sentido, a pintura se aproxima de um niilismo tranquilo. N\u00e3o h\u00e1 Deus, n\u00e3o h\u00e1 prop\u00f3sito, n\u00e3o h\u00e1 transcend\u00eancia, apenas o corpo, o gesto e o fim. A parede nua atr\u00e1s do homem, o ch\u00e3o indistinto, os len\u00e7\u00f3is desorganizados: tudo refor\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o de que estamos num mundo sem teleologia. Nenhuma reden\u00e7\u00e3o vir\u00e1. A imagem, portanto, pode ser lida como uma medita\u00e7\u00e3o visual sobre o absurdo. N\u00e3o h\u00e1 uma causa clara, e isso \u00e9 o mais angustiante. O que resta \u00e9 a evid\u00eancia silenciosa do resultado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"4499\" data-end=\"4960\">Mas h\u00e1 tamb\u00e9m uma compaix\u00e3o impl\u00edcita na frieza da cena. A recusa em romantizar o sofrimento n\u00e3o \u00e9 desumanidade, mas respeito. Ao n\u00e3o transformar o suicida em s\u00edmbolo, a obra preserva sua condi\u00e7\u00e3o de sujeito, um sujeito que, mesmo em seu gesto mais extremo, permanece inacess\u00edvel. O rosto do homem \u00e9 vis\u00edvel, mas n\u00e3o revela nada. N\u00e3o h\u00e1 l\u00e1grimas, nem express\u00e3o tr\u00e1gica. H\u00e1 apenas uma aus\u00eancia: a aus\u00eancia de vida, a aus\u00eancia de sentido, a aus\u00eancia de resposta.\u00a0<em data-start=\"4962\" data-end=\"4974\">Le Suicid\u00e9<\/em>, portanto, \u00e9 uma imagem do fim, n\u00e3o apenas do fim de uma vida, mas do fim das narrativas que costum\u00e1vamos contar para tornar a morte suport\u00e1vel. \u00c9 uma obra onde o espectador n\u00e3o \u00e9 guiado por um caminho moral ou emocional. Ele \u00e9 deixado diante da cena como diante de uma interroga\u00e7\u00e3o aberta, diante de uma verdade sem moldura: a de que h\u00e1 mortes que n\u00e3o s\u00e3o ensinamentos, que n\u00e3o s\u00e3o m\u00e1rtires, que n\u00e3o s\u00e3o met\u00e1foras. H\u00e1 mortes que s\u00e3o apenas sil\u00eancio. E \u00e9 nesse sil\u00eancio, duro e inapel\u00e1vel, que a pintura nos obriga a pensar. E pensar a morte volunt\u00e1ria para compreend\u00ea-la \u00e9 a divisa do grupo Lysis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"4962\" data-end=\"5500\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Prof. (e aluno) Alexandre H. Reis<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex justify-start\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"touch:-me-2 touch:-ms-3.5 -ms-2.5 -me-1 flex items-center p-1 select-none -mt-1 duration-[1.5s] focus-within:transition-none hover:transition-none pointer-events-none [mask-image:linear-gradient(to_right,black_33%,transparent_66%)] [mask-size:300%_100%] [mask-position:100%_0%] motion-safe:transition-[mask-position] group-hover\/turn-messages:pointer-events-auto group-hover\/turn-messages:[mask-position:0_0] group-focus-within\/turn-messages:pointer-events-auto group-focus-within\/turn-messages:[mask-position:0_0] has-data-[state=open]:pointer-events-auto has-data-[state=open]:[mask-position:0_0]\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"absolute\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"flex items-center justify-center\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<div class=\"pointer-events-none h-px w-px\" style=\"text-align: justify;\" aria-hidden=\"true\" data-edge=\"true\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(MANET, \u00c9douard. 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