{"id":339,"date":"2025-05-30T09:00:42","date_gmt":"2025-05-30T12:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/?p=339"},"modified":"2025-05-30T10:42:38","modified_gmt":"2025-05-30T13:42:38","slug":"breve-comentario-sobre-posvencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/2025\/05\/30\/breve-comentario-sobre-posvencao\/","title":{"rendered":"Breve coment\u00e1rio sobre &#8220;posven\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"426\" data-end=\"789\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-341\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/Emilio-Baz-Viaud-e1748540759872.jpg?resize=616%2C792&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"792\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/Emilio-Baz-Viaud-e1748540759872.jpg?w=708&amp;ssl=1 708w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/Emilio-Baz-Viaud-e1748540759872.jpg?resize=619%2C796&amp;ssl=1 619w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/p>\n<p data-start=\"426\" data-end=\"789\">(<strong>La suicida, 1952<em>, <\/em><\/strong>Acuarela \/ cart\u00f3n. 42 x 29 cm. EBV017. Cole\u00e7\u00e3o Blaisten)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"426\" data-end=\"789\">No l\u00e9xico recente da sa\u00fade mental, a palavra \u201cposven\u00e7\u00e3o\u201d surge como um neologismo terap\u00eautico para designar o cuidado com os que ficam: os enlutados por suic\u00eddio. \u00c9 um termo t\u00e9cnico, sim, mas que guarda em si um abismo \u00e9tico, um trauma filos\u00f3fico e uma interroga\u00e7\u00e3o sem resposta. O que se pode fazer&#8230; o que se deve fazer&#8230; depois da morte volunt\u00e1ria de algu\u00e9m?\u00a0Se a preven\u00e7\u00e3o pretende evitar a queda, a posven\u00e7\u00e3o lida com o ch\u00e3o. Com os estilha\u00e7os. Com o quarto ainda arrumado, o prato ainda na mesa, o gesto ainda suspenso na mem\u00f3ria. Ela \u00e9, antes de tudo, a nomea\u00e7\u00e3o tardia de uma aus\u00eancia, e, portanto, a tentativa de reintegrar no discurso aquilo que n\u00e3o cabe em nenhuma linguagem: uma vida que escolheu cessar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"1148\" data-end=\"1626\">Mas aqui come\u00e7am os problemas. Em muitos programas de posven\u00e7\u00e3o, o que se observa n\u00e3o \u00e9 escuta, mas &#8220;gest\u00e3o&#8221; da dor. A l\u00f3gica biom\u00e9dica estende-se ao luto: o sofrimento do enlutado vira sintoma; a saudade, patologia; a busca de sentido, del\u00edrio. Em vez de sustentar o vazio, trata-se de preench\u00ea-lo. Em vez de acolher o enigma, trata-se de fech\u00e1-lo com diagn\u00f3sticos. A dor \u00e9 tratada como algo a ser \u201cresolvido\u201d, quando talvez ela exija apenas uma coisa: respeito&#8230; e sil\u00eancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"1628\" data-end=\"2235\">Essa tend\u00eancia torna-se ainda mais inquietante quando lembramos que a morte volunt\u00e1ria, no Ocidente, ap\u00f3s o fim da Antiguidade Tardia, passou a ser cercada por interditos morais e jur\u00eddicos. Desde Agostinho, que a definiu como homic\u00eddio de si mesmo (e que mais tarde seria batizada de <em data-start=\"1878\" data-end=\"1889\">suicidium<\/em>, qui\u00e7\u00e1 em homenagem ao bispo), a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 condenou n\u00e3o apenas o gesto, mas tamb\u00e9m aqueles que a compreendiam com compaix\u00e3o. Herdeira desse legado, a modernidade secularizou a condena\u00e7\u00e3o: se antes se dizia que o suicida pecava contra Deus, hoje se diz que sofre de um transtorno mental. Em ambos os casos, nega-se a possibilidade de um sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"2237\" data-end=\"2515\">Ora, a posven\u00e7\u00e3o deveria ser, acima de tudo, a chance de restituir algum espa\u00e7o de sentido ao gesto que desorganiza o mundo dos vivos. Mas como pensar um sentido que n\u00e3o seja moralizante, nem patologizante? Como escutar os que ficam sem fazer deles r\u00e9us, c\u00famplices ou pacientes?\u00a0Sabemos hoje, depois de Foucault, que o discurso do cuidado pode ser tamb\u00e9m uma forma de controle. A \u201caten\u00e7\u00e3o ao enlutado\u201d, quando codificada em protocolos, corre o risco de apagar o que h\u00e1 de mais radical em sua experi\u00eancia: o confronto com a liberdade do outro. E na configura\u00e7\u00e3o de nossa cultura, n\u00e3o h\u00e1 dor mais dif\u00edcil de suportar do que aquela que nasce da escolha alheia de morrer. A posven\u00e7\u00e3o, nesse sentido, exige n\u00e3o apenas empatia, exige uma \u00e9tica da alteridade levada ao limite.\u00a0A filosofia pode contribuir com essa tarefa, segundo penso, n\u00e3o para explicar o suic\u00eddio, mas para sustentar a vertigem de seu mist\u00e9rio. Em Plat\u00e3o, a morte \u00e9 separa\u00e7\u00e3o da alma e do corpo, n\u00e3o pode ser apressada (voluntariamente), mas exercitada (pelo exerc\u00edcio do pensamenot); para Agostinho, a morte volunt\u00e1ria \u00e9 ruptura da ordem divina; para Nietzsche, pode ser o \u00e1pice de uma afirma\u00e7\u00e3o tr\u00e1gica da vida. Tr\u00eas olhares, tr\u00eas \u00e9ticas, tr\u00eas formas de escutar o fim. Poder\u00edamos apresentar cem outros olhares, cem outras formas de compreender a morte. E esse talvez seja o ponto mais importante: h\u00e1 sempre a possibilidade de varia\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso que penso ser poss\u00edvel uma hist\u00f3ria do suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"3579\" data-end=\"4053\">Mas a quest\u00e3o mais dolorosa, e mais urgente, \u00e9 essa: o que dizer aos que ficam? Talvez nada. Ou quase nada. A dor de perder algu\u00e9m por esse tipo de morte (o suic\u00eddio \u00e9 um tipo de morte, n\u00e3o uma causa!) n\u00e3o exige explica\u00e7\u00e3o \u2014 exige presen\u00e7a. O que a posven\u00e7\u00e3o precisa recuperar \u00e9 menos o manual de conduta do psic\u00f3logo e mais a sabedoria antiga do luto. <em data-start=\"3938\" data-end=\"3962\">Chorar com. Calar com.<\/em> Acompanhar at\u00e9 o ponto em que a palavra j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7a&#8230; e ainda assim, n\u00e3o sair de perto.\u00a0O suic\u00eddio \u00e9 uma ruptura no tempo, mas tamb\u00e9m no discurso. Deixa frases inacabadas, promessas suspensas, culpas que ningu\u00e9m sabe se deve ou n\u00e3o carregar. A filosofia pode ajudar, sim, mas apenas se aceitar n\u00e3o saber. O fil\u00f3sofo, insisto com Plat\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 aquele que sabe: \u00e9 aquele que sabe n\u00e3o saber. A verdadeira posven\u00e7\u00e3o talvez seja esta: sustentar o inacabado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-start=\"4428\" data-end=\"4812\">E, por fim, resta dizer que h\u00e1 sil\u00eancios que n\u00e3o s\u00e3o doen\u00e7a&#8230; mas resist\u00eancia. Talvez o luto por suic\u00eddio n\u00e3o precise ser curado, mas apenas legitimado. E talvez os que ficam n\u00e3o devam ser medicalizados (leia-se: submetidos ao <em data-start=\"4655\" data-end=\"4671\">modus operandi<\/em> psiqui\u00e1trico), mas simplesmente ouvidos&#8230; mesmo quando nada t\u00eam a dizer. Talvez haja uma sabedoria, tamb\u00e9m, em escutar o sil\u00eancio de algu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prof. (e aluno) Alexandre H. Reis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Suporte emocional<\/strong><br \/>\nAs pessoas que precisam de ajuda podem recorrer ao Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida (CVV), grupo de volunt\u00e1rios que oferecem apoio emocional gratuito.\u00a0<a href=\"https:\/\/cvv.org.br\/\">Saiba mais<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(La suicida, 1952, Acuarela \/ cart\u00f3n. 42 x 29 cm. EBV017. 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