{"id":230,"date":"2025-05-28T11:13:46","date_gmt":"2025-05-28T14:13:46","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/?p=230"},"modified":"2025-05-28T18:59:58","modified_gmt":"2025-05-28T21:59:58","slug":"230","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/2025\/05\/28\/230\/","title":{"rendered":"Notas sobre Leonardo Alenza: A Ironia e a Cr\u00edtica do Suic\u00eddio Rom\u00e2ntico como Espet\u00e1culo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-225\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/LEONARDO_ALENZA_-_Satira_del_suicidio_romantico_Museo_Romantico_Madrid_c._1839.jpg?resize=616%2C775&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"775\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/LEONARDO_ALENZA_-_Satira_del_suicidio_romantico_Museo_Romantico_Madrid_c._1839-scaled.jpg?resize=3181%2C4000&amp;ssl=1 3181w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/LEONARDO_ALENZA_-_Satira_del_suicidio_romantico_Museo_Romantico_Madrid_c._1839-scaled.jpg?resize=768%2C966&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/LEONARDO_ALENZA_-_Satira_del_suicidio_romantico_Museo_Romantico_Madrid_c._1839-scaled.jpg?resize=1222%2C1536&amp;ssl=1 1222w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/LEONARDO_ALENZA_-_Satira_del_suicidio_romantico_Museo_Romantico_Madrid_c._1839-scaled.jpg?resize=1629%2C2048&amp;ssl=1 1629w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/LEONARDO_ALENZA_-_Satira_del_suicidio_romantico_Museo_Romantico_Madrid_c._1839-scaled.jpg?resize=600%2C754&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/LEONARDO_ALENZA_-_Satira_del_suicidio_romantico_Museo_Romantico_Madrid_c._1839-scaled.jpg?resize=945%2C1188&amp;ssl=1 945w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/lysis\/files\/2025\/05\/LEONARDO_ALENZA_-_Satira_del_suicidio_romantico_Museo_Romantico_Madrid_c._1839-scaled.jpg?w=2036&amp;ssl=1 2036w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(<em data-start=\"150\" data-end=\"180\">S\u00e1tira do Suic\u00eddio Rom\u00e2ntico<\/em>. ALENZA, Leonardo. <em data-start=\"204\" data-end=\"235\">S\u00e1tira del suicidio rom\u00e1ntico<\/em>. \u00d3leo sobre tela, c. 1839. Museu do Romanticismo, Madri.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra <strong>&#8220;<\/strong>S\u00e1tira do Suic\u00eddio Rom\u00e2ntico&#8221; (1839), de Leonardo Alenza, \u00e9 uma poderosa cr\u00edtica visual ao ide\u00e1rio rom\u00e2ntico que permeava a cultura europeia do s\u00e9culo XIX, sobretudo a partir da exalta\u00e7\u00e3o do sofrimento individual, da morte volunt\u00e1ria e do hero\u00edsmo tr\u00e1gico. Pintada com um estilo expressivo, pr\u00f3ximo ao esbo\u00e7o e com cores s\u00f3brias que evocam a decad\u00eancia e a desesperan\u00e7a, essa pintura se ergue como um libelo contra a teatraliza\u00e7\u00e3o da dor e do suic\u00eddio enquanto gesto est\u00e9tico. A composi\u00e7\u00e3o se organiza em torno de um personagem central, um jovem homem p\u00e1lido e de fei\u00e7\u00f5es magras, com express\u00e3o vaga e melanc\u00f3lica, que se encontra no topo de um rochedo, prestes a lan\u00e7ar-se ao abismo. Ele segura em uma das m\u00e3os um punhal, s\u00edmbolo cl\u00e1ssico do suic\u00eddio tr\u00e1gico, mas a cena tem algo de grotesco, quase caricatural. O homem veste uma camisa branca aberta, desleixada, e cal\u00e7as amarrotadas, o que pode indicar tanto uma mis\u00e9ria material quanto um desinteresse deliberado pelas conven\u00e7\u00f5es sociais, figura t\u00edpica do her\u00f3i rom\u00e2ntico em seu decl\u00ednio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seus p\u00e9s jazem emblemas da gl\u00f3ria falida e dos ideais rom\u00e2nticos destru\u00eddos: uma coroa de louros murcha (a gl\u00f3ria art\u00edstica ou heroica frustrada), uma cruz (o peso da religi\u00e3o ou da culpa espiritual), uma caveira (a inevitabilidade da morte e o memento mori), uma espada quebrada (a derrota militar ou existencial), e livros espalhados (o saber ou a poesia que n\u00e3o salvam). Esses objetos formam uma natureza-morta simb\u00f3lica que ironiza os pilares do romantismo: arte, f\u00e9, hero\u00edsmo, e filosofia, todos esvaziados de sentido diante do gesto do suicida. Ao fundo, outros corpos indicam que o ato do protagonista n\u00e3o \u00e9 \u00fanico, trata-se quase de uma cena coletiva, uma epidemia da alma rom\u00e2ntica. Um homem enforcado balan\u00e7a de uma \u00e1rvore, outro jaz com o cr\u00e2nio partido no solo, enquanto uma paisagem cinzenta e desolada envolve todos. Essa repeti\u00e7\u00e3o do gesto tr\u00e1gico revela a cr\u00edtica de Alenza: o suic\u00eddio, longe de ser uma express\u00e3o \u00fanica e aut\u00eantica da dor individual, tornou-se uma moda, um clich\u00ea rom\u00e2ntico, um ritual estetizado e vazio. A pintura \u00e9, portanto, uma s\u00e1tira feroz, mas profundamente reflexiva. Alenza n\u00e3o zomba do sofrimento humano, mas da sua instrumentaliza\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. E este \u00e9 um ponto importante. O romantismo, ao elevar o sujeito sofredor \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de her\u00f3i absoluto, termina por legitimar o ato de destrui\u00e7\u00e3o como forma de arte e protesto. Para Alenza, essa eleva\u00e7\u00e3o resulta numa estetiza\u00e7\u00e3o da morte que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, corrompe a pr\u00f3pria dignidade do sofrimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos filos\u00f3ficos, a obra pode ser interpretada como uma medita\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica sobre o niilismo rom\u00e2ntico. O niilismo, enquanto nega\u00e7\u00e3o do valor ou da finalidade da vida, encontra terreno f\u00e9rtil no romantismo ao dissolver os v\u00ednculos entre o sujeito e o mundo: Deus est\u00e1 ausente, a sociedade \u00e9 corrupta, o amor \u00e9 imposs\u00edvel, e a arte \u00e9 insuficiente. O personagem de Alenza representa esse desamparo existencial radical, e, no entanto, \u00e9 justamente essa forma de abandono que se converte em pose, em performance.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, a s\u00e1tira filos\u00f3fica se aproxima da cr\u00edtica kierkegaardiana da desesperan\u00e7a. Para S\u00f8ren Kierkegaard, o desespero pode ser silencioso ou histri\u00f4nico, mas em ambos os casos revela um eu em conflito com sua pr\u00f3pria possibilidade de ser. O suic\u00eddio rom\u00e2ntico, nesse quadro, n\u00e3o \u00e9 apenas um ato de desespero aut\u00eantico, mas um ato encenado, um modo de gritar a pr\u00f3pria impot\u00eancia ao mundo, ao mesmo tempo em que se recusa a confrontar o absurdo com responsabilidade. A repeti\u00e7\u00e3o do gesto, o ac\u00famulo de cad\u00e1veres tr\u00e1gicos no quadro de Alenza, denuncia essa fuga da autenticidade: a morte deixa de ser drama existencial para tornar-se espet\u00e1culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto filos\u00f3fico relevante \u00e9 a cr\u00edtica \u00e0 est\u00e9tica rom\u00e2ntica como substituto da \u00e9tica. Nietzsche j\u00e1 observara (ou do ponto de vista da obra, vir\u00e1 a observar) que, quando a arte se torna ref\u00fagio absoluto, ela tamb\u00e9m pode se tornar um v\u00edcio: o artista tr\u00e1gico, na aus\u00eancia de sentido maior, passa a buscar na dor o \u00fanico valor poss\u00edvel. Alenza, em sua pintura, parece intuir esse risco \u2014 e mostra como, na aus\u00eancia de transcend\u00eancia real, o sujeito rom\u00e2ntico termina por idolatrar a pr\u00f3pria queda. &#8220;S\u00e1tira do Suic\u00eddio Rom\u00e2ntico&#8221; \u00e9, enfim, um coment\u00e1rio agudo sobre a modernidade nascente. \u00c9 uma den\u00fancia da transforma\u00e7\u00e3o do sofrimento em mercadoria cultural, do suic\u00eddio em gesto po\u00e9tico, da dor em performance social. Alenza oferece ao espectador uma cena grotesca, mas profundamente humana, na qual a beleza da morte tr\u00e1gica cede lugar ao rid\u00edculo de um gesto repetido, teatral e vazio. \u00c9 uma medita\u00e7\u00e3o amarga sobre a condi\u00e7\u00e3o do homem moderno: incapaz de crer, incapaz de agir, e, por fim, incapaz at\u00e9 mesmo de sofrer com dignidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prof. (e aluno) Alexandre H. Reis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Suporte emocional<\/strong><br \/>\nAs pessoas que precisam de ajuda podem recorrer ao Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida (CVV), grupo de volunt\u00e1rios que oferecem apoio emocional gratuito.\u00a0<a href=\"https:\/\/cvv.org.br\/\">Saiba mais<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(S\u00e1tira do Suic\u00eddio Rom\u00e2ntico. ALENZA, Leonardo. S\u00e1tira del suicidio rom\u00e1ntico. \u00d3leo sobre tela, c. 1839. Museu do Romanticismo, Madri.) 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