{"id":378,"date":"2018-08-25T15:50:57","date_gmt":"2018-08-25T18:50:57","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lipp\/?p=378"},"modified":"2018-08-25T15:50:57","modified_gmt":"2018-08-25T18:50:57","slug":"pesquisa-demonstra-efeito-do-silicio-na-reducao-da-mancha-amarela-do-trigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lipp\/2018\/08\/25\/pesquisa-demonstra-efeito-do-silicio-na-reducao-da-mancha-amarela-do-trigo\/","title":{"rendered":"PESQUISA DEMONSTRA EFEITO DO SIL\u00cdCIO NA REDU\u00c7\u00c3O DA MANCHA AMARELA DO TRIGO"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-380\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lipp\/files\/2018\/08\/IMG_5526-424x283.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lipp\/files\/2018\/08\/IMG_5526-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lipp\/files\/2018\/08\/IMG_5526-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lipp\/files\/2018\/08\/IMG_5526-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><br \/>\n     A mancha amarela do trigo (<em>Pyrenophora tritici-repentis<\/em>) \u00e9 a principal mancha foliar da cultura. Esta doen\u00e7a causa redu\u00e7\u00e3o na produtividade de at\u00e9 48% e reduz a qualidade do gr\u00e3o. O pat\u00f3geno pode ser introduzido na lavoura pelas sementes infectadas e\/ou dispers\u00e3o de con\u00eddios pelo vento, bem como o fungo <em>P. tritici-repentis<\/em> \u00e9 um pat\u00f3geno necrotr\u00f3fico com capacidade de sobreviver em restos culturais. Devido a esta caracter\u00edstica a doen\u00e7a tem sido mais severa em \u00e1reas com monocultura e plantio direto. Uma vez ocorrida \u00e0 infec\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, o in\u00f3culo secund\u00e1rio na forma de con\u00eddios \u00e9 produzido nas folhas infectadas e a sua dissemina\u00e7\u00e3o ocorre por respingos de chuva e vento dando assim continuidade ao progresso da epidemia. Nos restos culturais tamb\u00e9m ocorre \u00e0 fase sexuada do pat\u00f3geno aumentando a sua variabilidade gen\u00e9tica. Mundialmente oito ra\u00e7as s\u00e3o reconhecidas, baseado no tipo de toxina que produzem e na habilidade em induzir necrose e\/ou clorose em uma gama de variedades diferenciadoras. No Brasil foram identificadas quatro ra\u00e7as. Devido \u00e0 elevada variabilidade do pat\u00f3geno, o controle da doen\u00e7a por meio de variedades resistentes \u00e9 limitado.<br \/>\n     Estudos realizado por pesquisadores do Laborat\u00f3rio de Intera\u00e7\u00e3o Planta Pat\u00f3geno (LIPP) da UFPel avaliaram o potencial de uso da fertiliza\u00e7\u00e3o silicatada (como fonte de sil\u00edcio) no manejo da mancha amarela do trigo. O sil\u00edcio \u00e9 um elemento mineral presente nos solos, no entanto em solos muito intemperizados a disponibiliza\u00e7\u00e3o do elemento \u00e9 inferior \u00e0 demanda das plantas. Plantas, especialmente da fam\u00edlia Poaceae, s\u00e3o beneficiadas pelo acumulo do sil\u00edcio melhorando sua capacidade de suportar estresses tanto bi\u00f3tico como abi\u00f3tico.<br \/>\n     Os resultados destes estudos demonstraram que a fertiliza\u00e7\u00e3o silicatada pode reduzir em mais de 80% a severidade da mancha amarela, dependendo do gen\u00f3tipo do trigo. Esse efeito ocorre devido o sil\u00edcio afetar v\u00e1rios componentes monoc\u00edclicos da mancha amarela reduzindo assim o seu progresso. Os dados desta pesquisa foram publicados na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s10658-017-1251-4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">European Journal of Plant Pathology<\/a>. Na busca pela compreens\u00e3o de como o sil\u00edcio afeta o desenvolvimento da mancha amarela, an\u00e1lises bioqu\u00edmicas e histol\u00f3gicas foram realizadas nas plantas de trigo supridas com sil\u00edcio. Nestas plantas o fungo afetou um menor numero de c\u00e9lulas da folha de trigo, o que est\u00e1 relacionado com a forma\u00e7\u00e3o de les\u00f5es menores e menor desenvolvimento da mancha amarela. As plantas de trigo que receberam aplica\u00e7\u00e3o de sil\u00edcio apresentaram maior capacidade de defesa contra o fungo envolvendo a produ\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio, ativa\u00e7\u00e3o antecipada de enzimas de defesa e potencializa\u00e7\u00e3o da rota dos fenilpropanoides, que levam a forma\u00e7\u00e3o de compostos fen\u00f3licos os quais mostraram-se t\u00f3xicos \u00e0 <em>P. tritici-repentis<\/em>. Os dados destas pesquisas est\u00e3o publicados nas revistas cient\u00edficas <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.pmpp.2017.01.001\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Physiological and Molecular Plant Pathology<\/a> e na <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/ppa.12876\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plant Pathology<\/a>.<br \/>\n     Atualmente est\u00e3o sendo realizadas, pelos pesquisadores do LIPP, pesquisas para validar em campo a viabilidade de aplica\u00e7\u00e3o do sil\u00edcio na cultura do trigo. As pesquisas envolvem o emprego de gen\u00f3tipos de trigo com diferente n\u00edvel de resist\u00eancia a mancha amarela, fornecimento de sil\u00edcio e aplica\u00e7\u00e3o em parte a\u00e9rea de fungicidas.<br \/>\n     Estas pesquisas foram financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) com recurso disponibilizado para o processo 476852\/2012-9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mancha amarela do trigo (Pyrenophora tritici-repentis) \u00e9 a principal mancha foliar da cultura. Esta doen\u00e7a causa redu\u00e7\u00e3o na produtividade de at\u00e9 48% e reduz a qualidade do gr\u00e3o. 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