{"id":640,"date":"2019-06-26T15:43:17","date_gmt":"2019-06-26T18:43:17","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/?p=640"},"modified":"2022-03-07T10:53:52","modified_gmt":"2022-03-07T13:53:52","slug":"andrea-madruga-linhas-e-linhagens-nos-caminhos-da-la","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/2019\/06\/26\/andrea-madruga-linhas-e-linhagens-nos-caminhos-da-la\/","title":{"rendered":"Andrea Madruga \u2013 linhas e linhagens nos caminhos da l\u00e3"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style type=\"text\/css\">\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-640 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-1-200x200.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/Fio-2-e1561574577230.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/Fio-2-e1561574577230-200x200.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-3-200x200.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/Fio-4.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/Fio-4-200x200.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-5.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-5-200x200.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-6.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-6-200x200.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-7.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-7-200x200.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-8.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-8-200x200.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-9.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lidacampeira\/files\/2019\/06\/fio-9-200x200.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">A artes\u00e3 Andrea Madruga Garcia tem um olhar seguro. Acostumado a prestar aten\u00e7\u00e3o, a acompanhar linhas, a seguir o cruzamento de fios, a compor paletas de cores, em tramas de l\u00e3 que resultam em ponchos, palas, mantas, coletes, entre muitas outras pe\u00e7as. Por meio da marca Fio Farroupilha, com ateli\u00ea no interior da cidade de Piratini, no sul do Rio Grande do Sul, movimenta uma malha composta por pecuaristas familiares, com destacado protagonismo feminino, com linhagens que disseminam saberes pelos caminhos da l\u00e3, pelos caminhos do pampa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><!--more--><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O ateli\u00ea fica na propriedade de dona Zeni Crizel, m\u00e3e de Andrea, que tamb\u00e9m \u00e9 pecuarista e toca o dia a dia da propriedade sem a ajuda de pe\u00f5es, auxiliada somente por cachorros. Em alguns fins de semana, Andrea conta com a filha, Silvia, que estuda na Universidade Federal de Pelotas, a quem ensinou o artesanato em l\u00e3. O galp\u00e3o antigo, com p\u00e9 direito alto e vigas de madeira no teto, foi adaptado para o trabalho de cria\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as e cole\u00e7\u00f5es. Fica ligado \u00e0 casa principal, onde a m\u00e3e da artes\u00e3 reside, por uma pequena trilha. Tem sala de estar, cozinha, \u00e1rea para lavagem e tingimento da l\u00e3 e um amplo sal\u00e3o iluminado, por onde dois filhotes de cachorro passeiam entre araras com trabalhos prontos, teares, mesas e l\u00e3. Muita l\u00e3, natural ou transformada em fio, guardadas em sacos pl\u00e1sticos, penduradas para secar, organizadas sobre as mesas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Pelas paredes, est\u00e3o dispostos teares \u201cde prego\u201d, pois a artes\u00e3 prefere estes aos \u201cde pente\u201d. T\u00eam de variados tamanhos. Triangulares, quadrados, circulares. As pe\u00e7as podem reunir t\u00e9cnicas de tear, de croch\u00ea e de feltragem, pois, para Andrea, \u00e9 a \u201cl\u00e3 que vai te dizendo. Ela que determina, n\u00e3o sou eu\u201d. Passam por suas m\u00e3os fios em variados tons de branco, marrom, preto, ocre, alaranjado, bege, verde. Aos poucos, v\u00e3o sendo acomodados, atravessados em formatos geom\u00e9tricos que colorem a sala. As janelas do ambiente olham do alto duma coxilha para o pampa at\u00e9 longe, de onde vem algumas das ervas que s\u00e3o fervidas para o tingimento natural dos fios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Os caminhos de Andrea ao longo da inf\u00e2ncia, como de muitas fam\u00edlias da regi\u00e3o, cruzam por diversas cidades, acompanhando o pai, quando ele arrendou a propriedade no interior de Piratini, por um per\u00edodo, para trabalhar na constru\u00e7\u00e3o civil, em Rio Grande, ou concluindo o ensino m\u00e9dio, em Pelotas. Quando casou, em 1994, (re)come\u00e7ou a criar ovelhas com o marido, no 5\u00ba Distrito de Piratini. Na propriedade, t\u00eam, al\u00e9m de ovinos, gado de corte, gado leiteiro, galinhas e seis cachorros ovelheiros. Em 1997, o caminho de Andrea, que frequentava eventos regionais, como a Feovelha, de Pinheiro Machado, convergiu com o da Emater, que, naquele momento, oferecia oficinas voltadas para grupos de mulheres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">A partir das reuni\u00f5es do grupo, formaram a Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria Ponte do Imp\u00e9rio, que foi premiada j\u00e1 em sua primeira participa\u00e7\u00e3o em feiras. Posteriormente, Andrea ficou com a marca Fio Farroupilha e deu continuidade na forma\u00e7\u00e3o, com cursos oferecidos pelo Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Agricultores (CETAC), de Cangu\u00e7u. Ainda hoje, tenta fazer de um a dois cursos por ano. Desse modo, buscou compreender diferentes saberes, que reportam-se \u00e0 cria\u00e7\u00e3o das ovelhas no campo, \u00e0 ra\u00e7a das ovelhas, \u00e0s distintas t\u00e9cnicas de tosquia do animal, \u00e0 separa\u00e7\u00e3o e lavagem da l\u00e3 e, ocasionalmente, tingimento dos velos, ao cardar a l\u00e3, ao fazer o fio na roca ou no fuso para, ent\u00e3o, tecer pe\u00e7as, que deve ser comercializada no circuito das feiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Para a artes\u00e3, quem resolve trabalhar com l\u00e3, tem que amar o que faz, pois \u00e9 um saber que envolve o corpo, faz os bra\u00e7os cansarem, exige for\u00e7a, esfor\u00e7o visual, deixa cheiro nas m\u00e3os. Sua rotina de trabalho pode come\u00e7ar \u00e0s 7h da manh\u00e3 e ir at\u00e9 \u00e0 noite, em execu\u00e7\u00f5es que levam de um dia a uma semana, ou mais, para serem conclu\u00eddas. Al\u00e9m de exigir o dom\u00ednio de t\u00e9cnicas detalhistas e delicadas, desde a retirada da l\u00e3 do corpo da ovelha at\u00e9 o tecer dos fios em ponchos, palas, cobertas, boinas, casacos, xerg\u00f5es, que constituem vestimentas e apetrechos da <em>lida campeira<\/em>. Al\u00e9m disso, Andrea gosta ainda de pesquisar refer\u00eancias visuais, como as tecelagens feitas por povos nativos <em>mapuche<\/em>, habitantes tradicionais do pampa, patag\u00f4nia e cordilheiras, que inspiram motivos, combina\u00e7\u00f5es de cores, novos padr\u00f5es geom\u00e9tricos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Na propriedade onde mora com o marido, pr\u00f3xima \u00e0 propriedade da m\u00e3e, buscam manter a \u201cesquila a martelo\u201d. A t\u00e9cnica, consiste na tosquia do animal com o uso de uma tesoura especial, pr\u00f3pria para a finalidade. Atualmente, a t\u00e9cnica tem dividido espa\u00e7o com a introdu\u00e7\u00e3o da tosquia feita \u00e0 m\u00e1quina, chamadas, \u00e0s vezes, de \u201cesquila uruguaia\u201d, ou, ainda, \u201ct\u00e9cnica uruguaia\u201d, vista por alguns interlocutores e interlocutoras como uma forma mais r\u00e1pida e econ\u00f4mica, pois o animal \u00e9 tosquiado em poucos minutos e requer apenas uma pessoa, que opera a m\u00e1quina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Andrea, por\u00e9m, defende a tosquia com tesoura, que, para a artes\u00e3, al\u00e9m de oferecer bem-estar animal, \u00e9, tamb\u00e9m, um momento de reuni\u00e3o, de encontro com vizinhos, de contar\u00a0<em>causos<\/em>, de tomar caf\u00e9 com pastel no galp\u00e3o, que \u201ctem que ter\u201d. Mant\u00e9m contato e sabe localizar, facilmente, nas proximidades, as\u00a0<em>comparsas<\/em>, grupos que em tempo de tosquia transitam entre propriedades, onde realizam a atividade em sistema de equipe, com fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como o\u00a0<em>agarrador<\/em>\u00a0(que agarra as ovelhas, uma por uma), o\u00a0<em>maneador\u00a0<\/em>(que amarra tr\u00eas pernas do animal) e o\u00a0<em>esquilador<\/em>, o \u201c<em>tesoura<\/em>\u201d (que executa a tosquia).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Por meio do artesanato em l\u00e3, Andrea evidencia rela\u00e7\u00f5es, que demonstram as din\u00e2micas pelos caminhos da regi\u00e3o. Uma malha composta, especialmente, por outras artes\u00e3s, uma vez que o artesanato \u00e9 constitu\u00eddo por meio de trocas, compartilhado em momentos de encontros, em feiras, como Feovelha, Fenadoce, Expointer, Expo Alto Camaqu\u00e3. Det\u00e9m-se, assim, apenas parcialidades do conhecimento artesanal, nunca sua totalidade. Em alguns casos, as pe\u00e7as podem conter detalhes com l\u00e3s, fios e feltragem tecidos pelas m\u00e3os habilidosas de mulheres de comunidades pr\u00f3ximas. \u00c9 o caso da artes\u00e3 dona Isaurina de Oliveira Garcia, do distrito de Barroc\u00e3o, interior de Piratini, que, algumas vezes, fornece fios de cores diferenciadas, em matizes de bege, de \u201cprata\u201d, feitos manualmente, em um fuso de madeira.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">O saber artesanal, contudo, n\u00e3o exclui os conhecimentos e as atualiza\u00e7\u00f5es vindos do campo cient\u00edfico, longe disso. Andrea acompanha e mant\u00e9m pelo ateli\u00ea v\u00e1rios cat\u00e1logos e revistas especializados em cria\u00e7\u00e3o de ovinos, com not\u00edcias sobre o setor, relatos sobre feiras e exposi\u00e7\u00f5es, tend\u00eancias da economia para a \u00e1rea, entrevistas com pesquisadores e produtores sobre inova\u00e7\u00f5es no campo da ovinocultura. Conta, ainda, com a assist\u00eancia t\u00e9cnica dos extensionistas da Emater, que, em alguns casos, auxiliam na media\u00e7\u00e3o com outros produtores da regi\u00e3o, por meio da circula\u00e7\u00e3o que fazem entre diferentes propriedades, com aten\u00e7\u00e3o para a pecu\u00e1ria familiar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">Entre as inova\u00e7\u00f5es, que tem valorizado a produ\u00e7\u00e3o artesanal, est\u00e1 a <em>micronagem<\/em>. Com o uso de um aparelho port\u00e1til, denominado de OFDA, verifica-se a medida da espessura do fio da l\u00e3, a <em>micra<\/em>. A qualidade e o destino do fio v\u00e3o depender do di\u00e2metro da fibra da l\u00e3, uma vez que quanto mais leve mais procurado, em fun\u00e7\u00e3o do acabamento das pe\u00e7as e do conforto proporcionado no corpo. A micronagem \u00e9 realizada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) e resulta em um brinco, com os quais as ovelhas s\u00e3o identificadas. A rastreabilidade permite que sejam criadas \u201cmatrizes\u201d de animais com a melhor <em>micra<\/em> e auxilia no acompanhamento da qualidade da l\u00e3. Para a artes\u00e3, por\u00e9m, \u201cn\u00e3o existe l\u00e3 ruim, cada uma vai se prestar para um servi\u00e7o\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\">No artesanato, Andrea percebe saberes, que carregam forte carga ancestral, conhecimentos passados em gera\u00e7\u00f5es, grande parte, por mulheres. Da mesma forma, as atribui\u00e7\u00f5es femininas podem dificultar a realiza\u00e7\u00e3o de atividades artesanais, que requerem tempo, educa\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o, repeti\u00e7\u00e3o, busca de refer\u00eancias, j\u00e1 que cabe, tamb\u00e9m, \u00e0s mulheres o cuidado cotidiano das propriedades, de manejo dos animais e pode ser doloroso \u201cromper com a bicharada\u201d. Mas, com o Fio Farroupilha, Andrea sente que est\u00e1 \u201cpisando em solo firme\u201d. Aprendendo, ensinando e deixando linhagens pelos caminhos do pampa, pelos caminhos da l\u00e3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong>Texto:<\/strong> Andrea Madruga Garcia e Vagner Barreto<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong>Colabora\u00e7\u00e3o:<\/strong> Daniel Vaz Lima, Miriel Bilhalva<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif\"><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Fl\u00e1via Rieth<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A artes\u00e3 Andrea Madruga Garcia tem um olhar seguro. 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