{"id":940,"date":"2026-09-14T01:05:49","date_gmt":"2026-09-14T04:05:49","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/?p=940"},"modified":"2026-09-14T09:08:46","modified_gmt":"2026-09-14T12:08:46","slug":"como-a-psicolinguistica-pode-contribuir-para-o-ensino-de-linguas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/2026\/09\/14\/como-a-psicolinguistica-pode-contribuir-para-o-ensino-de-linguas\/","title":{"rendered":"Como a psicolingu\u00edstica pode contribuir para o ensino de l\u00ednguas?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A psicolingu\u00edstica investiga como a mente lida com a linguagem, considerando a produ\u00e7\u00e3o, a compreens\u00e3o e a aquisi\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas. A sua vertente orientada \u00e0 pr\u00e1tica \u00e9 a psicolingu\u00edstica aplicada (Gabry\u015b-Barker, 2022), que se preocupa em resolver quest\u00f5es relacionadas a neurodiverg\u00eancias, intelig\u00eancia artificial, quest\u00f5es forenses e ensino de l\u00ednguas. Como o foco do nosso grupo de pesquisa \u00e9 o ensino, apresentamos, a seguir, algumas contribui\u00e7\u00f5es da \u00e1rea e do pr\u00f3prio grupo.<\/span><\/p>\n<p><b>Rastreamento ocular (<\/b><b><i>eye-tracking<\/i><\/b><b>)<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Imagine poder ver, em tempo real, para onde os olhos do leitor v\u00e3o enquanto ele l\u00ea. \u00c9 isso que o rastreamento ocular permite: registrar onde o olhar se fixa, por quanto tempo e quando volta atr\u00e1s para reler. Como esses movimentos acompanham o que a mente faz com o texto, funcionam como um microsc\u00f3pio da leitura, revelando o que um question\u00e1rio jamais captaria. Foi assim que pesquisadores notaram que leitores experientes voltam mais a partes anteriores do texto para extrair as ideias principais, enquanto os menos proficientes leem de forma linear e v\u00e3o se desmotivando, sem distinguir o que \u00e9 central do que \u00e9 secund\u00e1rio (Rayner, 1998). Mas o uso mais instigante talvez seja outro: mostrar aos pr\u00f3prios alunos os registros de seu olhar, para que percebam como leem e que h\u00e1 formas mais eficazes de faz\u00ea-lo. Experi\u00eancias iniciais nessa dire\u00e7\u00e3o (Maia, 2018) sugerem que transformar o aluno em observador da pr\u00f3pria leitura pode ajud\u00e1-lo a se tornar um leitor mais atento e estruturado.<\/span><\/p>\n<p><b>Consci\u00eancia metalingu\u00edstica<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um leitor competente vai al\u00e9m do que est\u00e1 explicitamente apresentado no texto. Maia (2019) prop\u00f5e que, para transformar leitores lineares incompletos no que ele chama de \u2018leitores estruturantes\u2019, isto \u00e9, capazes de perceber como os diferentes elementos textuais contribuem para a estrutura e para a mensagem total do texto, \u00e9 necess\u00e1rio promover atividades em sala de aula que reflitam \u201csobre o n\u00edvel mais microsc\u00f3pico do per\u00edodo\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio, ent\u00e3o, propor uma an\u00e1lise dos elementos gramaticais como produtores de sentido. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Essas habilidades est\u00e3o relacionadas \u00e0 consci\u00eancia metalingu\u00edstica, uma capacidade que permite analisar a(s) l\u00edngua(s), sistematizando, selecionando e processando a l\u00edngua em categorias estabelecidas (Bialystok; Ryan, 1985). Dessa forma, torna-se poss\u00edvel notar padr\u00f5es, refletir sobre ambiguidades e pensar a l\u00edngua sob diversas perspectivas. Esse processo pode ser exemplificado pela aquisi\u00e7\u00e3o da linguagem: as crian\u00e7as identificam regularidades na forma\u00e7\u00e3o dos verbos e passam a aplicar a mesma regra a verbos novos, construindo, assim, hip\u00f3teses sobre o funcionamento da l\u00edngua. Explorar a consci\u00eancia metalingu\u00edstica deve ser um elemento central no ensino de l\u00ednguas, visando n\u00e3o apenas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de leitores e interlocutores cr\u00edticos, mas tamb\u00e9m de comunicadores proficientes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Influ\u00eancias translingu\u00edsticas<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quando uma pessoa aprende uma nova l\u00edngua, ela n\u00e3o deixa de lado as l\u00ednguas que j\u00e1 conhece. Pelo contr\u00e1rio: seus conhecimentos anteriores podem aparecer na maneira como fala ou escreve na nova l\u00edngua. Por exemplo, um estudante que fala espanhol e est\u00e1 aprendendo portugu\u00eas pode usar uma palavra, uma estrutura ou uma forma de express\u00e3o do espanhol ao produzir uma frase em portugu\u00eas. Esse tipo de influ\u00eancia, tamb\u00e9m chamado de transfer\u00eancia, \u00e9 natural no processo de aprendizagem e ajuda a mostrar a intera\u00e7\u00e3o constante entre as l\u00ednguas do repert\u00f3rio de uma pessoa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Estudos desenvolvidos no Laplimm, como os de Freitas (2021), Oliveira (2024) e Silva (2025), mostram que as influ\u00eancias n\u00e3o acontecem de maneira aleat\u00f3ria. Elas podem ser favorecidas, por exemplo, pelas semelhan\u00e7as entre as l\u00ednguas que o estudante conhece, pelo uso mais recente de uma determinada l\u00edngua e pelo contexto em que a nova l\u00edngua \u00e9 aprendida. Assim, aquilo que muitas vezes \u00e9 visto simplesmente como um \u201cerro\u201d pode revelar como o aprendiz est\u00e1 mobilizando seus conhecimentos lingu\u00edsticos para construir sentidos em uma nova l\u00edngua. Compreender as influ\u00eancias tamb\u00e9m pode contribuir para o ensino de l\u00ednguas. Em vez de tratar os erros apenas como algo que precisa ser corrigido, professores podem observar o que eles revelam sobre o processo de aprendizagem e criar atividades que explorem as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre as l\u00ednguas. Dessa forma, o repert\u00f3rio multil\u00edngue dos estudantes deixa de ser visto como um problema e passa a ser reconhecido como um recurso importante para a aprendizagem.<\/span><\/p>\n<p><b>Julgamento de aceitabilidade<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O teste de julgamento de aceitabilidade \u00e9 um m\u00e9todo que solicita aos participantes que avaliem a estrutura das senten\u00e7as que constituem o objeto de pesquisa. De acordo com S\u00e1, Cir\u00edaco e Godoy (2022), o teste \u00e9 baseado na a\u00e7\u00e3o de julgar, que \u00e9 uma atividade humana do dia a dia dependente da compreens\u00e3o e do processamento do objeto. Um exemplo de atividade em que a a\u00e7\u00e3o de julgar ocorre de forma natural, segundo os autores, \u00e9 a leitura de textos escritos, na qual o leitor julga o texto lido a partir da sua interpreta\u00e7\u00e3o, das suas concep\u00e7\u00f5es e do seu processamento. Dessa forma, o processamento do texto e sua compreens\u00e3o influenciam diretamente a avalia\u00e7\u00e3o do leitor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Assim como na leitura de textos, na tarefa de julgamento de aceitabilidade, o participante recebe o est\u00edmulo, faz sua leitura, compreende-o e processa-o e, por fim, atribui-lhe uma nota. Esse julgamento \u00e9 feito a partir da percep\u00e7\u00e3o sobre a senten\u00e7a ser ou n\u00e3o aceit\u00e1vel na l\u00edngua que est\u00e1 sendo analisada. Na pr\u00e1tica, isso significa, por exemplo, apresentar ao participante uma senten\u00e7a como \u201cO menino comeu o bolo\u201d, que tende a ser julgada como plenamente aceit\u00e1vel. Outras senten\u00e7as (por exemplo, \u201cO menino come para o bolo\u201d) geram estranheza e uma nota mais baixa, evidenciando que o julgamento n\u00e3o \u00e9 uma resposta de certo ou errado, mas uma escala. Uma constru\u00e7\u00e3o ser\u00e1 julgada como aceit\u00e1vel ou n\u00e3o a partir do seu processamento, do seu significado e do contexto em que est\u00e1 inserida (Oliveira; S\u00e1, 2013).\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao ensino, a tarefa de julgamento de aceitabilidade pode ser utilizada para colher informa\u00e7\u00f5es que ajudem o professor a entender melhor o conhecimento lingu\u00edstico dos estudantes. O professor pode empreg\u00e1-la como instrumento de diagn\u00f3stico, identificando quais estruturas da l\u00edngua j\u00e1 est\u00e3o consolidadas na gram\u00e1tica internalizada dos estudantes e quais ainda n\u00e3o est\u00e3o, o que orienta o planejamento did\u00e1tico. Essa tarefa tamb\u00e9m ajuda a evidenciar como esses fatores influenciam a avalia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica. Isso \u00e9 relevante, pois mostra que as dificuldades de julgamento podem refletir n\u00e3o apenas o desconhecimento da norma, mas tamb\u00e9m dificuldades de processamento, permitindo ao professor diferenciar a forma de avaliar as produ\u00e7\u00f5es e leituras dos estudantes. Por fim, por ser uma ferramenta de f\u00e1cil acesso a dados quantitativos, os professores podem utiliz\u00e1-la para levantar informa\u00e7\u00f5es sobre o conhecimento lingu\u00edstico de seus estudantes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Acesso lexical e o papel de cognatos<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das contribui\u00e7\u00f5es da psicolingu\u00edstica aplicada ao ensino de l\u00ednguas est\u00e1 relacionada aos aspectos cognitivos do contato entre as l\u00ednguas (Gabry\u015b-Barker, 2022). O c\u00e9rebro de um falante bil\u00edngue n\u00e3o isola os sistemas lingu\u00edsticos em \u201cgavetas\u201d separadas, tampouco \u201cdesliga\u201d uma l\u00edngua para ativar a outra de forma completa, pois as informa\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas est\u00e3o interconectadas e influenciam-se mutuamente (Grosjean, 1989). Embora as l\u00ednguas pare\u00e7am operar de modo independente no uso cotidiano, elas compartilham estruturas mentais, permitindo que as habilidades de leitura, escrita e pensamento cr\u00edtico desenvolvidas em um idioma sejam transferidas para o outro (Cummins, 1985). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Essa din\u00e2mica estende-se tamb\u00e9m ao \u201cdicion\u00e1rio mental\u201d, isto \u00e9, um invent\u00e1rio com todas as palavras que uma pessoa conhece (Dijkstra, 2005), cuja ativa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o de qualquer mensagem (Leffa, 2000). No uso dos chamados \u201ccognatos verdadeiros\u201d (transparentes), como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">information <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">informa\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">family <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">fam\u00edlia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">problem <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">problema<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, as formas e os significados parecidos\u00a0 funcionam como pontes que ligam os idiomas, reduzindo o esfor\u00e7o de compreens\u00e3o de significados durante o processo de aprendizagem de uma nova l\u00edngua (Limberger, 2018; Oberste-Berghaus, 2025). Essas rela\u00e7\u00f5es produtivas operam inclusive na rela\u00e7\u00e3o entre l\u00edngua minorit\u00e1ria e l\u00edngua majorit\u00e1ria. Duas pesquisas do Laplimm j\u00e1 mostraram essas rela\u00e7\u00f5es, inclusive, entre hunsriqueano e alem\u00e3o (Limberger, 2018) e <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">pomerano e ingl\u00eas (Griep, 2021).\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sendo assim, mais do que explicar como as palavras s\u00e3o acessadas na mente de uma pessoa bil\u00edngue (Dijkstra, 2005), esses achados podem trazer mudan\u00e7as para o ensino. Entender que a primeira l\u00edngua (L1) deixa de ser um obst\u00e1culo ou uma interfer\u00eancia negativa para o aprendizado da segunda l\u00edngua (L2) \u00e9 um apoio para facilitar a leitura e a expans\u00e3o do vocabul\u00e1rio. Na pr\u00e1tica, os aprendizes podem buscar as semelhan\u00e7as entre as palavras usando o vocabul\u00e1rio que j\u00e1 conhecem na sua L1 para que possam compreender o contexto de um texto na L2.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em conjunto, as pesquisas mostram que entender como usamos e aprendemos uma l\u00edngua pode ajudar a melhorar a maneira como ensinamos. Ao observar o que acontece durante a leitura, a compreens\u00e3o e a aprendizagem de uma nova l\u00edngua, a psicolingu\u00edstica nos permite ir al\u00e9m de simplesmente identificar acertos e erros: podemos entender melhor por que eles acontecem. Aproximar esse conhecimento da sala de aula pode ajudar professores a reconhecer as dificuldades dos alunos, aproveitar melhor seus conhecimentos pr\u00e9vios e pensar em estrat\u00e9gias de ensino mais adequadas \u00e0s diferentes formas de aprender. \u00c9 assim que a pesquisa sobre a linguagem pode contribuir, de forma concreta, para o ensino de l\u00ednguas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias<br \/>\n<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">BIALYSTOK, E.; RYAN, E. B. A metacognitive framework for the development of first and second language skills. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">In:<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> Forrest-Pressley, D. L.; MacKinnon, G. E.; Waller, T. G. (orgs.). <\/span><b>Metacognition, cognition, and human performance<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. New York: Academic Press, 1985. p. 207-252.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">CUMMINS, J. <\/span><b>Bilingualism and Special Education<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Issues in Assessment and Pedagogy. San Diego: College-Hill Press Inc., 1985.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">DIJKSTRA, T. Bilingual Visual Word Recognition and Lexical Access. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">In:<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> KROLL, J. F.; GROOT, A. M. B. de (orgs.). <\/span><b>Handbook of Bilingualism<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Psycholinguistic Approaches. New York: Oxford University Press, 2005. p. 179\u2013201.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">FREITAS, R. P. B. de. <\/span><a href=\"https:\/\/guaiaca.ufpel.edu.br\/handle\/prefix\/10020\"><b>Influ\u00eancias translingu\u00edsticas lexicais na produ\u00e7\u00e3o oral em espanhol por brasileiros adultos imigrantes falantes de portugu\u00eas, espanhol e ingl\u00eas<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. 2021. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) &#8211; Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras, Universidade Federal de Pelotas.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">GABRY\u015a-BARKER, D. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.19195\/0301-7966.60.9\">(Applied) Psycholinguistics for Foreign Language Teachers: A Diachronic Perspective<\/a>. <\/span><b>Anglica Wratislaviensia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, v. 60, n. LX, p. 151\u201369, 2022.<br \/>\nGRIEP, G. W. <a href=\"https:\/\/guaiaca.ufpel.edu.br\/handle\/prefix\/10019\"><strong>Influ\u00eancias do pomerano na leitura de palavras cognatas em ingl\u00eas<\/strong><\/a>. 2021. 153 f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) &#8211; Centro de Letras e Comunica\u00e7\u00e3o, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas. 2021.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">GROSJEAN, F. Neurolinguists, beware! The bilingual is not two monolinguals in one person. <\/span><b>Brain and Language<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, v. 36, n. 1, p. 3-15, 1989.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">KELLERMAN, E. Now you see it, now you don\u2019t. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">In:<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> GASS, S.; SELINKER, L. (orgs.) L<\/span><b>anguage transfer in language learning<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Rowley: Newbury House Publishers, 1983. p. 112\u2013134.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">LEFFA, V. J. Aspectos externos e internos da aquisi\u00e7\u00e3o lexical. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">In:<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> LEFFA, V. J. (org.). <\/span><b>As palavras e sua companhia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">; o l\u00e9xico na aprendizagem. Pelotas, 2000, v. 1. p. 15-44.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">LIMBERGER, B. K. <\/span><a href=\"https:\/\/tede2.pucrs.br\/tede2\/handle\/tede\/7952\"><b>Processamento da leitura multil\u00edngue e suas bases neurais<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: um estudo sobre o hunsriqueano. 2018. 269f. Tese (Doutorado em Lingu\u00edstica) \u2013 Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras, Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2018.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">MAIA, M. <a href=\"https:\/\/lapex.letras.ufrj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/MMaia-Pensando-1-2.pdf\">Pensando (Psico)linguisticamente, experimentalmente, educacionalmente<\/a>. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">In: <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">PILATI, E.; NAVES, R.; SALLES, H. (orgs.). <\/span><b>Novos Olhares para a Gram\u00e1tica na sala de aula<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: quest\u00f5es para estudantes, professores e pesquisadores. Campinas: Editora Pontes, 2019. p. 93-118.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">MAIA, P. <a href=\"https:\/\/gravacaocontraamare.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/oficina-de-leitura-e-produccca7acc83o-de-imagem-cricc81tica.pdf\">Oficina de leitura e produ\u00e7\u00e3o de imagem cr\u00edtica: uma experi\u00eancia de trabalho como princ\u00edpio educativo. <\/a><\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">In: <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">CHEDID, F. <em>et al.<\/em> (orgs.). <\/span><b>Tecnologia para o Desenvolvimento Social<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Di\u00e1logos NIDES\/UFRJ. Mar\u00edlia: Editora Lutas Anticapital, 2018. p. 439-456.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">OBERSTE-BERGHAUS, N. <a href=\"https:\/\/lumenpublishing.com\/journals\/index.php\/rrem\/article\/view\/7300\">Cognates in Foreign Language Learning: A Cognitive and Linguodidactic Perspective<\/a>. <\/span><b>Revista Rom\u00e2neasc\u0103 pentru Educa\u0163ie Multidimensional\u0103<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, Iasi, v. 17, n. 2, p. 1-37, 2025.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">OLIVEIRA, C.; S\u00c1, T. M. M. de. M\u00e9todos off-line em psicolingu\u00edstica: julgamento de aceitabilidade. <\/span><b>ReVeLe<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 5, p. 01-20, 2013.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">OLIVEIRA, G. Z. de. <\/span><a href=\"https:\/\/guaiaca.ufpel.edu.br\/handle\/prefix\/14350\"><b>A influ\u00eancia da l\u00edngua espanhola na l\u00edngua portuguesa em contexto de fronteira Brasil-Uruguai<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: o emprego da reg\u00eancia verbal em textos escritos por estudantes do Ensino Fundamental II. 2024. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2024.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">RAYNER, K. Eye movements in reading and information processing: 20 years of research. <\/span><b>Psychological Bulletin<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, [S. l.], v. 124, n. 3, p. 372-422, 1998.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00c1, T. M. M. de; CIR\u00cdACO, L.; GODOY, M. Julgamento de aceitabilidade: um m\u00e9todo de f\u00e1cil acesso a dados quantitativos. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">In: <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">OLIVEIRA, C. S. F. de; S\u00c1, T. M. M. de. (orgs.). <\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/365285087_Metodos_experimentais_em_psicolinguistica\"><b>M\u00e9todos experimentais em psicolingu\u00edstica<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. 1. ed. S\u00e3o Paulo: P\u00e1 de Palavra, 2022. p. 27-29.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">SILVA, L. R. da. <\/span><a href=\"https:\/\/guaiaca.ufpel.edu.br\/handle\/prefix\/18227\"><b>Influ\u00eancias translingu\u00edsticas lexicais na produ\u00e7\u00e3o escrita em portugu\u00eas brasileiro como l\u00edngua adicional<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: um estudo com migrantes internacionais adultos multil\u00edngues falantes de espanhol. 2025. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.<\/span><!--more--><\/p>\n<p>Documento produzido coletivamente pelos integrantes do Laplimm.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A psicolingu\u00edstica investiga como a mente lida com a linguagem, considerando a produ\u00e7\u00e3o, a compreens\u00e3o e a aquisi\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas. A sua vertente orientada \u00e0 pr\u00e1tica \u00e9 a psicolingu\u00edstica aplicada (Gabry\u015b-Barker, 2022), que se preocupa em resolver quest\u00f5es relacionadas a &hellip; <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/2026\/09\/14\/como-a-psicolinguistica-pode-contribuir-para-o-ensino-de-linguas\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":916,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-940","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-perguntas-e-respostas"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/916"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=940"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/940\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":946,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/940\/revisions\/946"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}