{"id":503,"date":"2019-03-26T09:23:34","date_gmt":"2019-03-26T12:23:34","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/?page_id=503"},"modified":"2019-05-27T11:45:04","modified_gmt":"2019-05-27T14:45:04","slug":"rinotraqueite-infecciosa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/informacoesuteis\/diarreia-viral-bovina-bvd\/rinotraqueite-infecciosa\/","title":{"rendered":"Rinotraque\u00edte Infecciosa e Meningoencefalite"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Os herpesv\u00edrus bovinos tipo 1 (BoHV-1) e tipo 5 (BoHV-5) s\u00e3o importantes pat\u00f3genos de bovinos, associados a v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas. A infec\u00e7\u00e3o pelo BoHV-1 pode causar rinotraque\u00edte infecciosa bovina (IBR), abortos, vulvovaginite pustular infecciosa (IPV), balanopostite (IPB), conjuntivite e doen\u00e7a sist\u00eamica do rec\u00e9m-nascido. A infec\u00e7\u00e3o pelo BoHV-5 \u00e9 respons\u00e1vel por surtos de meningoencefalite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O BoHV-1 e o BoHV-5 est\u00e3o classificados na fam\u00edlia <em>Herpesviridae<\/em>, subfam\u00edlia <em>Alphaherpesvirinae<\/em>, g\u00eanero <em>Varicellovirus<\/em>. Animais infectados, mesmo aqueles com infec\u00e7\u00e3o inaparente, tornam-se portadores para o resto da vida, pois ambos os v\u00edrus podem estabelecer infec\u00e7\u00e3o latente nos g\u00e2nglios dos nervos sensoriais que pode ser reativada periodicamente. A reativa\u00e7\u00e3o est\u00e1, geralmente, associada a fatores de estresse como transporte, parto, desmame ou confinamento e pelo tratamento sist\u00eamico com corticoster\u00f3ides. Ocorre com ou sem sinais cl\u00ednicos e h\u00e1 libera\u00e7\u00e3o de part\u00edculas virais infecciosas. A presen\u00e7a de um bovino portador do v\u00edrus \u00e9 uma fonte de infec\u00e7\u00e3o na propriedade. Em rebanhos infectados usualmente ocorrem surtos espor\u00e1dicos, que causam preju\u00edzos econ\u00f4micos pela perda de peso, ocorr\u00eancia de abortos, infertilidade tempor\u00e1ria e queda na produ\u00e7\u00e3o de leite. Os casos de meningoencefalite s\u00e3o respons\u00e1veis por um alto \u00edndice de letalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As principais portas de entrada do v\u00edrus s\u00e3o as superf\u00edcies mucosas do trato respirat\u00f3rio e genital. A transmiss\u00e3o \u00e9 geralmente associada ao contato \u00edntimo com estas superf\u00edcies, mas BoHV-1 e BoHV-5 s\u00e3o, tamb\u00e9m, propagados por aeross\u00f3is e secre\u00e7\u00f5es corp\u00f3reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando em ciclo replicativo produtivo, o agente causa sintomatologia cl\u00ednica que reflete em:<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/0001.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-649 alignright\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/0001.png\" alt=\"\" width=\"171\" height=\"198\" \/><\/a><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify\">\n<li><strong>IBR:<\/strong> Febre, depress\u00e3o, anorexia, dificuldade respirat\u00f3ria, for\u00e7ando a respira\u00e7\u00e3o pela boca e apresentando saliva\u00e7\u00e3o abundante, por isso, tosse e descargas nasais serosas que podem se tornar mucoporulentas com a progress\u00e3o da enfermidade e a ocorr\u00eancia de infec\u00e7\u00f5es bacterianas secund\u00e1rias, al\u00e9m de redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de leite de animais em lacta\u00e7\u00e3o e falhas reprodutivas em f\u00eameas, causando morte e reabsor\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o nos primeiros meses de gesta\u00e7\u00e3o e abortos do quinto ao oitavo m\u00eas.<\/li>\n<li><strong>IPV\/IPB:<\/strong> A Vulvovaginite Pustular (IPV), ocorre em f\u00eameas, vulva hiper\u00eamica, edemaciada e na maioria dos casos com forma\u00e7\u00e3o de \u00falceras recobertas por material fibrinoso de colora\u00e7\u00e3o branco-amarelada. Os animais apresentam dor ao urinar e frequentemente cauda erguida e flexionada lateralmente, na tentativa de evitar o contato com as les\u00f5es. A Balonopostite Pustular (IPB), em machos infectados as les\u00f5es ocorrem na mucosa do p\u00eanis\/prep\u00facio, como j\u00e1 descrito para as f\u00eameas, sendo que em casos agudos o animal se recusa a montar, frequentemente exteriorizam o p\u00eanis e apresentam corrimento prepucial, podendo ocorrer hemorragias na mucosa peniana em casos graves.<\/li>\n<li><strong>Meningoencefalite:<\/strong> depress\u00e3o, andar cambaleante, bruxismo, protus\u00e3o da l\u00edngua, saliva\u00e7\u00e3o, flexionamento do pesco\u00e7o, cegueira, <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/00001-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-655 alignright\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/00001-1-400x274.png\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/00001-1-400x274.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/00001-1.png 544w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/a>pressionamento da cabe\u00e7a contra anteparos, ataxia, dec\u00fabitos e convuls\u00f5es, sendo que estes sinais se manifestam em crises, intensificando-se gradativamente. O curso cl\u00ednico dura poucas horas a v\u00e1rios dias, e culmina com dec\u00fabito, convuls\u00f5es e morte.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">Em caso de suspeita do agente, deve-se realizar coleta de sangue dos animais em quest\u00e3o (de 5-8 ml) em tubos de coleta sem composto anticoagulante, identificados de acordo com o n\u00famero\/nome do animal, e encaminhar ao laborat\u00f3rio em caixa t\u00e9rmica, com gelo recicl\u00e1vel, para conserva\u00e7\u00e3o do material. O diagn\u00f3stico sorol\u00f3gico dos herpesv\u00edrus \u00e9 realizado atrav\u00e9s da t\u00e9cnica de soroneutraliza\u00e7\u00e3o (SN) que detecta o t\u00edtulo de anticorpos contra o agente em quest\u00e3o, no soro animal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Durante infec\u00e7\u00f5es agudas, ocorre a realiza\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico por isolamento viral, para detec\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos em amostras cl\u00ednicas, assim, o material encaminhado ao laborat\u00f3rio deve ser: suabes nasais e oculares, vaginais, de prep\u00facio ou coletadas das \u00e1reas com les\u00f5es evidentes em tecidos (traqueia, pulm\u00f5es) e fetos inteiros ou tecidos de fetos abortados (pulm\u00f5es, f\u00edgado e rins). As amostras devem ser remetidas ao laborat\u00f3rio em caixa t\u00e9rmica, com gelo recicl\u00e1vel, para conserva\u00e7\u00e3o do material.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Autoria: Nad\u00e1lin Yandra Botton e Cristina Mendes Petter<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os herpesv\u00edrus bovinos tipo 1 (BoHV-1) e tipo 5 (BoHV-5) s\u00e3o importantes pat\u00f3genos de bovinos, associados a v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas. A infec\u00e7\u00e3o pelo BoHV-1 pode causar rinotraque\u00edte infecciosa bovina (IBR), abortos, vulvovaginite pustular infecciosa (IPV), balanopostite (IPB), conjuntivite e doen\u00e7a sist\u00eamica do rec\u00e9m-nascido. A infec\u00e7\u00e3o pelo BoHV-5 \u00e9 respons\u00e1vel por surtos de meningoencefalite. 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