{"id":494,"date":"2019-03-26T09:19:13","date_gmt":"2019-03-26T12:19:13","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/?page_id=494"},"modified":"2019-05-27T12:04:18","modified_gmt":"2019-05-27T15:04:18","slug":"diarreia-viral-bovina","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/informacoesuteis\/diarreia-viral-bovina-bvd\/diarreia-viral-bovina\/","title":{"rendered":"Diarreia viral bovina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A diarreia viral bovina (BVD), doen\u00e7a causada pelo v\u00edrus da diarreia viral bovina (1 e 2) e v\u00edrus HoBi-like, gera perdas econ\u00f4micas significativas para a bovinocultura, as quais est\u00e3o associadas aos problemas respirat\u00f3rios, gastroent\u00e9ricos, e principalmente, reprodutivos. O v\u00edrus est\u00e1 amplamente distribu\u00eddo no rebanho bovino brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A transmiss\u00e3o ocorre principalmente por contato direto pela inala\u00e7\u00e3o\/ingest\u00e3o de part\u00edculas virais ou pela via sexual; e tamb\u00e9m indireto atrav\u00e9s do contato com secre\u00e7\u00f5es\/excre\u00e7\u00f5es, materiais contaminados (transmiss\u00e3o iatrog\u00eanica) e s\u00eamen contaminado\/insemina\u00e7\u00e3o artificial. A transmiss\u00e3o vertical \u00e9 uma consequ\u00eancia frequente da infec\u00e7\u00e3o de f\u00eameas prenhes, e dependendo do per\u00edodo gestacional (40 a 120 dias de gesta\u00e7\u00e3o) que ocorre pode acarretar no nascimento de animais persistentemente infectados (PI). A preval\u00eancia desses animais \u00e9 de 0,5 a 2% em um rebanho com BVDV, e se constituem nos principais mantenedores e disseminadores do v\u00edrus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/0003.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-658 alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/0003-400x303.png\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"174\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/0003-400x303.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/0003-768x582.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/0003-619x469.png 619w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labvir\/files\/2019\/05\/0003.png 865w\" sizes=\"auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><\/a>De maneira geral, a infec\u00e7\u00e3o de machos e f\u00eameas n\u00e3o prenhes \u00e9 subcl\u00ednica ou com sinais brandos nos casos de alguns isolados de maior virul\u00eancia, podendo provocar um per\u00edodo febril curto, acompanhado de sialorreia, descarga nasal, tosse e diarreia, com recupera\u00e7\u00e3o cl\u00ednica em torno de tr\u00eas semanas. \u00c9 descrito que 70 a 90% dessas infec\u00e7\u00f5es ocorrem sem manifesta\u00e7\u00e3o de sinais cl\u00ednicos. Cepas altamente virulentas podem provocar sinais mais severos, como trombocitopenia, \u00falceras e hemorragia intensa, caracterizando uma forma distinta de BVD, denominada de BVD aguda hemorr\u00e1gica ou s\u00edndrome hemorr\u00e1gica; contudo, corresponde a minoria das infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A suspeita de infec\u00e7\u00e3o pelo BVDV ocorre em propriedades que apresentam principalmente problemas reprodutivos, tais como, perdas embrion\u00e1rias, abortos, malforma\u00e7\u00f5es fetais, nascimento de animais fracos ou morte perinatal. Al\u00e9m disso, casos de doen\u00e7a ent\u00e9rica e\/ou respirat\u00f3ria com componentes hemorr\u00e1gicos, eros\u00f5es e ulcera\u00e7\u00f5es no trato digestivo tamb\u00e9m s\u00e3o sugestivos de infec\u00e7\u00e3o. As manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas podem surgir em animais de qualquer idade, mas os bovinos jovens s\u00e3o os principais afetados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A detec\u00e7\u00e3o direta do agente, caracterizando uma infec\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria ou persistente pode ocorrer pelo m\u00e9todo de ensaio imunoenzim\u00e1tico (ELISA) e RT-PCR (rea\u00e7\u00e3o em cadeia da polimerase), a partir do soro, sangue ou tecidos. M\u00e9todos de diagn\u00f3stico indireto (a partir do soro do animal) s\u00e3o utilizados com frequ\u00eancia para o monitoramento do rebanho, uma vez que a identifica\u00e7\u00e3o de soropositividade de um animal indica apenas exposi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ao agente, seja pelo contato com um v\u00edrus de campo, cepa vacinal ou imunidade materna\/passiva. Animais infectados de forma aguda geralmente soroconvertem de 10 a 14 dias ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o inicial, assim, a sorologia pareada pode confirmar a infec\u00e7\u00e3o. Em propriedades que aderem a vacina\u00e7\u00e3o, m\u00e9todos para a detec\u00e7\u00e3o de anticorpos anti-BVD, como ELISA e soroneutraliza\u00e7\u00e3o (SN), podem ser importantes para identifica\u00e7\u00e3o inicial de animais PI, que geralmente s\u00e3o soronegativos.<\/p>\n<p>Autoria: Francielle Liz Monteiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diarreia viral bovina (BVD), doen\u00e7a causada pelo v\u00edrus da diarreia viral bovina (1 e 2) e v\u00edrus HoBi-like, gera perdas econ\u00f4micas significativas para a bovinocultura, as quais est\u00e3o associadas aos problemas respirat\u00f3rios, gastroent\u00e9ricos, e principalmente, reprodutivos. O v\u00edrus est\u00e1 amplamente distribu\u00eddo no rebanho bovino brasileiro. 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