{"id":654,"date":"2014-02-09T12:08:29","date_gmt":"2014-02-09T14:08:29","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/?p=654"},"modified":"2015-06-19T19:35:00","modified_gmt":"2015-06-19T22:35:00","slug":"pela-primeira-vez-a-escravidao-urbana-e-maior-que-a-rural-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/pela-primeira-vez-a-escravidao-urbana-e-maior-que-a-rural-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pela primeira vez a escravid\u00e3o urbana \u00e9 maior que a rural no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"bodytext_justify\">O texto abaixo \u00e9 surprendentemente interessante. Ele nos revela um cen\u00e1rio novo no Brasil no que se refere ao trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o. Segundo o texto pela primeira vez no Brasil os centros urbanos ultrapassaram o campo no n\u00famero de pessoas resgatadas neste tipo de regime de trabalho. Um dado triste e muito pertinente, que vem exatamente em um per\u00edodo cercado por not\u00edcias que apontam a inefici\u00eancia do pa\u00eds em cumprir com prazos e custos em obras dos mais diversos tipos. Dedique 20 minutos e leia o texto abaixo!<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/02\/constru\u00e7\u00e3o_civil1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"657\" data-permalink=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/pela-primeira-vez-a-escravidao-urbana-e-maior-que-a-rural-no-brasil\/construcao_civil-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/02\/constru\u00e7\u00e3o_civil1.jpg\" data-orig-size=\"616,238\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"constru\u00e7\u00e3o_civil\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/02\/constru\u00e7\u00e3o_civil1-300x115.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/02\/constru\u00e7\u00e3o_civil1.jpg\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/02\/constru\u00e7\u00e3o_civil1.jpg\" alt=\"constru\u00e7\u00e3o_civil\" width=\"616\" height=\"238\" class=\"aligncenter size-full wp-image-657\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/02\/constru\u00e7\u00e3o_civil1.jpg 616w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/02\/constru\u00e7\u00e3o_civil1-300x115.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">O n\u00famero de trabalhadores resgatados de condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em atividades urbanas superou a quantidade de casos ocorridos no campo pela primeira vez desde que dados sobre liberta\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a ser compilados. De acordo com a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), que sistematizou informa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o de 2003 a 2013, 53% das pessoas libertadas no ano passado trabalhavam nas cidades. Em 2012, esse percentual foi de 29%.<br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o civil foi a maior respons\u00e1vel por isso, sendo o setor da economia brasileira com mais casos de resgates em 2013: foram 866 libertados, ou 40% do total. Em segundo lugar, ficou a pecu\u00e1ria, com 264 (12%). A constru\u00e7\u00e3o civil j\u00e1 havia liderado em 2012, mas com uma porcentagem bem menor: 23%. A pecu\u00e1ria, no entanto, encabe\u00e7a o \u201cranking\u201d se contabilizados os casos desde 2003, com 27% das ocorr\u00eancias, seguida pela cana, com 25%. Chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de que 24% do total das liberta\u00e7\u00f5es tenham ocorrido no estado de S\u00e3o Paulo.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">\u201cOlhando para os casos de trabalho escravo na constru\u00e7\u00e3o civil, percebe-se que a maioria deles, se n\u00e3o todos, est\u00e3o em \u00e1reas urbanas. De fato \u00e9 a primeira vez que os casos de trabalho escravo em atividades n\u00e3o agr\u00edcolas ultrapassam os do setor agr\u00edcola (neste incluindo as carvoarias)\u201d, diz Xavier Plassat, da coordena\u00e7\u00e3o da Campanha Nacional da CPT de Preven\u00e7\u00e3o e Combate ao Trabalho Escravo. O levantamento da entidade tem como base dados da Divis\u00e3o de Fiscaliza\u00e7\u00e3o para Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo, do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (Detrae\/MTE) atualizados at\u00e9 28 de janeiro de 2014.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">A \u201cdisparada\u201d de liberta\u00e7\u00f5es no setor da constru\u00e7\u00e3o civil difere do observado na \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o do cadastro de empregadores flagrados com trabalho escravo no Brasil, tamb\u00e9m do MTE, chamada de \u201clista suja\u201d. Isso porque esta \u00faltima inclui casos de resgates acontecidos em anos anteriores. Al\u00e9m disso, as varia\u00e7\u00f5es dos n\u00fameros de trabalhadores escravos encontrados n\u00e3o refletem necessariamente uma mudan\u00e7a na incid\u00eancia do problema em determinado setor econ\u00f4mico ou localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, pois pode tamb\u00e9m estar relacionado a uma maior ou menor ocorr\u00eancia de den\u00fancias e inspe\u00e7\u00f5es trabalhistas.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">De qualquer forma, na \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o da lista suja, ocorrida em 30 de dezembro, observou-se um crescimento do n\u00famero de inclus\u00f5es de empregadores cuja atividade acontece em \u00e1reas urbanas: foram 120 trabalhadores submetidos \u00e0 escravid\u00e3o em dez estabelecimentos. Em declara\u00e7\u00e3o \u00e0 Rep\u00f3rter Brasil na \u00e9poca, o auditor fiscal em S\u00e3o Paulo Renato Bignami afirmou: \u201cpercebe-se cada vez mais que as situa\u00e7\u00f5es descritas no artigo 149 do C\u00f3digo Penal [que configuram condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o] ocorrem com maior frequ\u00eancia em atividades urbanas do que se imaginava e o trabalho dos auditores fiscais vem demonstrando essa tend\u00eancia\u201d. Segundo ele, no futuro os resgates acontecer\u00e3o \u201cmajoritariamente no meio urbano\u201d.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\"><strong>S\u00e3o Paulo lidera<\/strong><\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Ainda de acordo com os dados compilados pela CPT, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Bahia e Par\u00e1 foram o estados brasileiros com o maior n\u00famero de trabalhadores resgatados de condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em 2013. Os dois primeiros lideraram com folga, com, respectivamente, 538 e 440 casos de liberta\u00e7\u00e3o, aumento de 125,1% e 26%. Bahia e Par\u00e1 v\u00eam em seguida, com 149 e 141 casos. O Par\u00e1, que havia encabe\u00e7ado a lista em 2012, com 519 trabalhadores resgatados, teve uma redu\u00e7\u00e3o de 72,8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Em n\u00famero de fiscaliza\u00e7\u00f5es, no entanto, o estado da regi\u00e3o Norte do pa\u00eds continua na frente. Em 2013, ocorreram inspe\u00e7\u00f5es em 33 estabelecimentos nessa unidade da federa\u00e7\u00e3o, contra 23 em S\u00e3o Paulo.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Em 2013, 2.192 pessoas foram libertadas em todo o Brasil , uma redu\u00e7\u00e3o de 19,7% em rela\u00e7\u00e3o aos 2.730 de 2012. Segundo a CPT, desde 2003 foram libertados 42.664 trabalhadores. Os estados com maior incid\u00eancia de pessoas resgatadas ao longo desses anos foram Bahia, Goi\u00e1s, Mato Grosso e Par\u00e1. No ano passado, o Sudeste foi a regi\u00e3o com mais resgates: 1.129 (51,5% do total). Houve uma invers\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o Norte. Enquanto esta teve o n\u00famero de trabalhadores libertados reduzido de 1.054 (38,6% do total) para 274 (12,5%) de 2012 para 2013, na regi\u00e3o que engloba Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo ocorreram, em 2012, 623 liberta\u00e7\u00f5es (22,8%).<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\"><strong>Perfil dos resgatados<\/strong><\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">A partir da an\u00e1lise dos dados do registro do seguro-desemprego (garantia dada a todos os libertados) de 2003 at\u00e9 15 de outubro de 2012, a CPT concluiu que, de um total de 28.702 trabalhadores encontrados em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, o Maranh\u00e3o foi o estado de onde veio o maior n\u00famero de v\u00edtimas (25,5%), seguido de longe por Par\u00e1, Minas Gerais e Bahia (8,2% cada). Quase dois ter\u00e7os dos libertados tinham entre 18 e 34 anos (63,6%), 73,7% eram analfabetos (35,3%) ou haviam estudado at\u00e9 o 5\u00ba ano incompleto (38,4%) e 95,3% eram homens.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Fonte: <a href=\"http:\/\/goo.gl\/0OrmcT\" target=\"_blank\">Sul 21 &#8211; 8.fev.2014<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto abaixo \u00e9 surprendentemente interessante. Ele nos revela um cen\u00e1rio novo no Brasil no que se refere ao trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o. Segundo o texto pela primeira vez no Brasil os centros urbanos ultrapassaram o campo no n\u00famero de pessoas resgatadas neste tipo de regime de trabalho. 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