{"id":581,"date":"2013-12-14T21:29:35","date_gmt":"2013-12-14T23:29:35","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/?p=581"},"modified":"2013-12-14T21:29:35","modified_gmt":"2013-12-14T23:29:35","slug":"pesquisa-alerta-para-o-riscos-de-perdas-visuais-em-frentistas-de-postos-de-gasolina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/pesquisa-alerta-para-o-riscos-de-perdas-visuais-em-frentistas-de-postos-de-gasolina\/","title":{"rendered":"Pesquisa alerta para o riscos de perdas visuais em frentistas de postos de gasolina"},"content":{"rendered":"<div class=\"bodytext_justify\">Uma mat\u00e9ria, no m\u00ednimo curiosa, chama a aten\u00e7\u00e3o para os riscos que est\u00e3o subemtidos os profissionais que trabalham em postos de gasolina. Segundo consta na reportagem, a pesquisa verificou a partir de um levantamento com 25 trabalhadores de postos de gasolina a ocorr\u00eancia de perdas visuais significativas, principalmente relacionadas \u00e0 capacidade de discriminar cores. O referido trabalho, ao que parece, consiste em parte de uma iniciativa maior, um projeto chamado &#8220;<i>A vis\u00e3o como indicador de processos lesivos na retina e no sistema nervoso central<\/i>&#8221; (veja <a href=\"http:\/\/goo.gl\/DohDf7\" target=\"_blank\">AQUI<\/a>). O caso mais particular dos frentistas \u00e9 abordado em uma disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado e pode ser conferido <a href=\"http:\/\/goo.gl\/hSA0rV\" target=\"_blank\">AQUI<\/a>.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Uma leitura mais cuidadosa do referido trabalho talvez possa instigar outros trabalhos com vistas a atender melhor esta classe de trabalhadores que frequentemente recebem pouca aten\u00e7\u00e3o no que se refere \u00e0 Sa\u00fade e Seguran\u00e7a no Trabalho (SST). Boa leitura!<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"589\" data-permalink=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/pesquisa-alerta-para-o-riscos-de-perdas-visuais-em-frentistas-de-postos-de-gasolina\/frentista-3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/frentista2.jpg\" data-orig-size=\"615,235\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Tom Merton&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Man pumping gas&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;88583608&quot;}\" data-image-title=\"frentista\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Man pumping gas&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/frentista2-300x114.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/frentista2.jpg\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/frentista2.jpg\" alt=\"frentista\" width=\"615\" height=\"235\" class=\"aligncenter size-full wp-image-589\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/frentista2.jpg 615w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/frentista2-300x114.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><\/p>\n<div class=\"bodytext_justify_i\"><strong>Pesquisa detecta perdas visuais em frentistas de postos de gasolina<\/strong><\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Os frentistas de postos de combust\u00edvel podem estar com a vis\u00e3o em risco pela exposi\u00e7\u00e3o aos solventes existentes na gasolina. Uma pesquisa da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) observou perdas visuais significativas \u2013 principalmente relacionadas \u00e0 capacidade de discriminar cores \u2013 em um grupo de 25 trabalhadores. Eles foram avaliados por meio de uma nova metodologia capaz de detectar problemas que passam despercebidos em exames oftalmol\u00f3gicos convencionais.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">O estudo foi realizado no \u00e2mbito de um Projeto Tem\u00e1tico coordenado pela professora Dora Selma Fix Ventura, do Instituto de Psicologia da USP.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">\u201cAvaliamos a capacidade de discriminar cores e contrastes e fazemos medidas de campo visual por meio de testes psicof\u00edsicos computadorizados. A atividade el\u00e9trica da retina tamb\u00e9m \u00e9 medida com um exame n\u00e3o invasivo, o eletrorretinograma, que consiste na coloca\u00e7\u00e3o de um eletrodo no olho para medir a resposta el\u00e9trica da retina a um determinado est\u00edmulo visual\u201d, contou Ventura.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Os testes tamb\u00e9m j\u00e1 foram aplicados em pacientes que sofreram exposi\u00e7\u00e3o ao merc\u00fario e em portadores de doen\u00e7as como diabetes, glaucoma, Parkinson, esclerose m\u00faltipla, autismo, distrofia muscular de Duchenne e neuropatia \u00f3ptica heredit\u00e1ria de Leber \u2013 uma patologia gen\u00e9tica que costuma causar perda s\u00fabita de vis\u00e3o.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">A pesquisa com o grupo de frentistas da capital foi realizada durante o mestrado de Thiago Leiros Costa, bolsista da FAPESP, e os resultados foram publicados na revista PLoS One.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">\u201cEsses trabalhadores t\u00eam contato di\u00e1rio com solventes da gasolina, como benzeno, tolueno e xileno, e n\u00e3o h\u00e1 um controle normativo forte. H\u00e1 estudos que estabelecem limites de seguran\u00e7a para a exposi\u00e7\u00e3o a solventes, mas de forma isolada. N\u00e3o h\u00e1 par\u00e2metros de seguran\u00e7a para a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 mistura de subst\u00e2ncias presentes na gasolina e praticamente ningu\u00e9m faz uso de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual\u201d, disse Costa.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Os volunt\u00e1rios passaram por exames oftalmol\u00f3gicos que descartaram qualquer altera\u00e7\u00e3o estrutural na c\u00f3rnea, no cristalino ou no fundo do olho. Ainda assim, o desempenho dos frentistas nos testes psicof\u00edsicos foi significativamente inferior quando comparado ao do grupo controle. A hip\u00f3tese dos pesquisadores \u00e9 que o impacto na vis\u00e3o seja decorrente do dano neurol\u00f3gico causado pelas subst\u00e2ncias t\u00f3xicas do combust\u00edvel, absorvidas principalmente pelas mucosas da boca e do nariz.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">\u201cEncontramos altera\u00e7\u00f5es em todos os testes de vis\u00e3o de cores e de contrastes. Foi uma perda difusa de sensibilidade visual e isso sugere que foram afetados diferentes n\u00edveis de processamento do c\u00f3rtex visual\u201d, contou Costa.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Em quatro dos frentistas testados, a perda de sensibilidade para cores foi t\u00e3o significativa que os pesquisadores precisaram realizar um exame gen\u00e9tico para descartar a possibilidade de daltonismo cong\u00eanito.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">\u201cTodos os volunt\u00e1rios trabalhavam em postos controlados pela Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP) e, em princ\u00edpio, deveriam estar de acordo com as normas de seguran\u00e7a. Isso sugere que, atualmente, o trabalho de frentista n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o seguro quanto o proposto. Se os solventes est\u00e3o de fato afetando o c\u00e9rebro, n\u00e3o \u00e9 apenas a vis\u00e3o que est\u00e1 sendo comprometida\u201d, avaliou Costa.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">O pesquisador destacou ainda outras categorias de trabalhadores que podem sofrer perdas visuais pela exposi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica a solventes org\u00e2nicos, como funcion\u00e1rios da ind\u00fastria gr\u00e1fica e de tintas.<\/div>\n<p><\/br><\/p>\n<div class=\"bodytext_justify\">Fonte: leia mat\u00e9ria na \u00edntegra em <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/18335\" target=\"_blank\">Karina Toledo &#8211; Ag\u00eancia Fapesp<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma mat\u00e9ria, no m\u00ednimo curiosa, chama a aten\u00e7\u00e3o para os riscos que est\u00e3o subemtidos os profissionais que trabalham em postos de gasolina. 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