{"id":567,"date":"2013-12-13T00:48:41","date_gmt":"2013-12-13T02:48:41","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/?p=567"},"modified":"2013-12-13T11:41:28","modified_gmt":"2013-12-13T13:41:28","slug":"trabalho-escravo-no-brasil-um-problema-ainda-contemporaneo-e-desafiador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/trabalho-escravo-no-brasil-um-problema-ainda-contemporaneo-e-desafiador\/","title":{"rendered":"Trabalho escravo no Brasil &#8211; um problema ainda contempor\u00e2neo e desafiador"},"content":{"rendered":"<div class=\"bodytext_justify\">A not\u00edcia abaixo retrata um tipo de evento que foi recorrente nos websites de not\u00edcias durante 2013. Infelizmente, o Brasil ainda enfrenta esta triste realidade. Ao que parece no texto reproduzido abaixo, as penas para os respons\u00e1veis por este crime s\u00e3o menos severas do que deveriam.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">O tema escravid\u00e3o remete a outros aspectos e reflex\u00f5es relevantes. Cabe se questionar, por exemplo, o que fez de fato estas pessoas ca\u00edrem nesta armadilha? o que acontecer\u00e1 com elas agora que se livraram de um jugo? Ser\u00e1 que n\u00e3o s\u00e3o vulner\u00e1veis a ca\u00edrem facilmente em situa\u00e7\u00e3o similar? Em que limite inicia-se o trabalho escravo?<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Enfim, um tema instigante para aqueles que refletem sobre condi\u00e7\u00f5es de trabalho e sociedade. Vamos torcer que em 2014 possamos ver menos casos de trabalho em condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o severas e desumanas. Boa leitura!<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\"><strong>Opera\u00e7\u00e3o resgata 96 oper\u00e1rios em condi\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o no Cear\u00e1<\/strong>: opera\u00e7\u00e3o foi realizada pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria e Minist\u00e9rio do Trabalho. Segundo MPT, trabalhadores n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de higiene.<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"573\" data-permalink=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/trabalho-escravo-no-brasil-um-problema-ainda-contemporaneo-e-desafiador\/trabalhoescravo-3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/trabalhoescravo2.jpg\" data-orig-size=\"618,282\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"trabalhoescravo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/trabalhoescravo2-300x136.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/trabalhoescravo2.jpg\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/trabalhoescravo2.jpg\" alt=\"trabalhoescravo\" width=\"618\" height=\"282\" class=\"aligncenter size-full wp-image-573\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/trabalhoescravo2.jpg 618w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2013\/12\/trabalhoescravo2-300x136.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/p>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho e Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego resgatou 96 oper\u00e1rios em situa\u00e7\u00e3o de trabalho semelhante \u00e0 escravid\u00e3o em fazendas de Barroquinha e Granja, no Cear\u00e1. Segundo o Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, os trabalhadores n\u00e3o tinham acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel e trabalhavam sem \u201ccondi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas\u201d de higiene, sem instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas e sanit\u00e1rias.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">\u201cDevidos \u00e0s p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es, muitos preferiam dormir ao relento debaixo de p\u00e9s de cajueiros, a ter que se submeterem \u00e0s p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de conforto e higiene dos alojamentos\u201d, informa a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, em nota.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Durante a inspe\u00e7\u00e3o, os trabalhadores relataram que bebiam \u00e1gua sem processo de filtragem, em copos coletivos e que o caf\u00e9 da manh\u00e3 era somente caf\u00e9. A alimenta\u00e7\u00e3o era preparada em fornos improvisados de tijolos e em latas de querosene reutilizadas, e era composta de arroz com feij\u00e3o no almo\u00e7o e no jantar, com exce\u00e7\u00e3o do almo\u00e7o das quintas-feiras, quando era fornecida carne de porco ou de frango.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Os trabalhadores desenvolviam atividades relacionadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do p\u00f3 da carna\u00faba sem equipamento de prote\u00e7\u00e3o e sem a realiza\u00e7\u00e3o de exames m\u00e9dicos admissionais. Ainda de acordo com o Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, os trabalhadores em situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o eram contratados em Barreiras, na Bahia, para trabalhar em carvoeira em Canind\u00e9, no Cear\u00e1. Ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o de &#8220;aliciamento&#8221; de trabalhadores, o minist\u00e9rio iniciou a opera\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, que come\u00e7ou em 3 de dezembro e foi conclu\u00edda nesta quinta-feira (12\/Dez).<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Com o fim da opera\u00e7\u00e3o, os oper\u00e1rios receberam verbas rescis\u00f3rias. As fazendas receberam autos de infra\u00e7\u00e3o pelas infra\u00e7\u00f5es constatadas. Todos os trabalhadores resgatados receber\u00e3o tr\u00eas parcelas de seguro desemprego especial em raz\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es a que estavam submetidos, independentemente do tempo em que estavam trabalhando nas propriedades.<\/div>\n<p><\/br><\/p>\n<div class=\"bodytext_justify\">Fonte: <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/ceara\/noticia\/2013\/12\/operacao-resgata-96-operarios-em-condicoes-escravas-no-ceara.html\" target=\"_blank\">G1 Cear\u00e1<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A not\u00edcia abaixo retrata um tipo de evento que foi recorrente nos websites de not\u00edcias durante 2013. Infelizmente, o Brasil ainda enfrenta esta triste realidade. Ao que parece no texto reproduzido abaixo, as penas para os respons\u00e1veis por este crime s\u00e3o menos severas do que deveriam. 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